Na sala, Cascão e Cebola já tinha espalhado todos os filmes de Mônica, mas não havia encontrado nenhum que fosse assustador o bastante para assistir com o resto da turma.

(Cebola) — Esses filmes são muito sem graça! Já assistimos todos...

(Cascão) — Não achei que fosse tão difícil achar algo decente e assustador para assistir... — até que Cascão vê o filme certo. — Opa! Encontrei! Vai ser esse!

(Cebola) — "O grito no cemitério 2"?! Boa, Cascão! As meninas vão morrer de medo. Há! Há! Há!

– Já estamos prontas! — disse Mônica acompanhada de Magali e Denise. Todas elas levavam o que tinham preparado para o filme. Por isso, Denise estava com as mãos vazias.

(Cebola) — Nossa, Mônica, foi bem difícil achar um filme bom pra assistir. Se não fosse a minha percepção, não teríamos encontrado o filme certo.

EEEI!– disse Cascão, já que foi ele que encontrou o filme.

(Denise) — Será se vocês poderiam se decidir logo?! — disse ela já sentada no sofá esperando o filme começar com a pipoca na boca.

(Cebola) — A Denise tem razão. Sente-se que vou colocar o DVD.

Todos se acomodaram no sofá, Cebola colocou o filme, até que... PUF! A energia tinha acabado.

(Denise) — AAAAAHHH!!

(Mônica) — O que foi Denise?!

(Denise) — Tá tudo escuro!

(Cascão) — AH, QUALÉ! A energia tinha que ir embora justo agora?!

(Cebola) — Isso só pode ser brincadeira, não é possível!

(Mônica) — E agora o que vamos fazer? O filme já foi por água abaixo.

No escuro, eles se assustaram quando escutaram um barulho mais ou menos assim: chomp chomp chomp...

(Mônica) — Ai meu Deus! Tem mais alguém aqui em casa!

(Denise) — AAAHH! Deve ser um bicho!!

(Cebola) — Meninas, vocês são muito medrosas, que isso. Há! Há! Há!

Mônica pensou que tinha sido Cebola, mas o barulho continuou até que ela sentiu falta de sua amiga Magali.

(Mônica) — Magali, onde está você, minha amiga?! Essa coisa a levou!! Pessoal, ajuda a procurar a Magá!!!

(Magali) — Mônica, que é isso?! Eu não posso nem mastigar direito que você já fica aí atacada.

(Mônica) — Então quer dizer que esse barulho era você... Mastigando?!

(Magali) – Sim! Hê! Hê! Hê! É que sempre que fico nervosa eu tenho que comer alguma coisa. Desculpa se assustei vocês.

(Denise) – Minha filha, até quando você vai levar essa coisa de comer compulsivamente na sua vida? Você só não engorda de ruim!

(Cascão) — Cadê as lanternas dessa casa? A única claridade que tem de vez em quando é a dos relâmpagos que toda hora aparece.

(Mônica) — Acho que tem algumas velas lá na cozinha. Mas não vou lá sozinha nem que me paguem!

(Denise) — O Cebola vai com você, Mônica! – ela falou empurrando Cebola.

(Cebola) — O que? Eu vou? Q-Quer dizer, eu vou! Já que sou homem e vou proteger a Mônica! – disse ele mostrando ser corajoso na frente das garotas.

Eles foram até a cozinha e encontraram algumas velas, pois lanterna não tinha. E mais que rápido, voltaram para a sala. Cada um recebeu uma vela para clarear ao seu redor.

(Denise) — Velas?! Não tinha lanterna não? Que pobreza!

(Cascão) — Essas velas me deu uma ideia! Vamos procurar algum jogo de tabuleiro para a gente jogar?

(Denise) – Tá inspirado, hein, Casca-boy?!

(Magali) — Eu gostei da ideia! Só não consigo entender o que essas velas têm a ver com jogo...

(Cascão) — Relaxa Magali. Você vai entender...

(Mônica) — Tem alguns jogos lá no porão. Se quiser ir, fique a vontade. Eu vou ficar por aqui mesmo...

(Magali) — Bem, eu também vou ficar aqui com a minha amiga. Hê! Hê! Hê! — disse ela com muito medo.

(Cebola) — Sem essa! Nós somos uma turma. Vamos todos juntos!

E lá foram os cinco amigos, cada um com sua vela na mão, indo na direção do porão da casa de Mônica, enquanto a chuva caia cada vez mais forte do lado de fora.

Notas finais
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