Noite Macabra 4
4 Esta tudo sob controle.
- Ele estava – Diz Carol, espantada.
Os policiais Lion e Rey seguem o corredor e vão para os fundos da casa, Carol olha para o segundo andar.
- Gabriella? – Chama Carol.
Ela segura no corrimão e quando ia subir aparece Gabriella com sua mão em seu braço, deixando ele encostado ao seu peito, ela encosta-se a parede e escorrega.
- Ele me cortou – Diz Gabriella, em choque.
- Gabriella eu... – Diz Carol.
- Fique longe de mim – Diz Gabriella, olhando seu braço sangrar.
Carol olha para baixo e caminha em direção a parede, Allan chega correndo na de Lilo.
- O que aconteceu? – Pergunta Allan, ofegante – O meu deus Gabriella – Allan sobe a escada correndo e ajoelha em frente à Gabriella.
Carol encosta-se a parede e senta no chão, com uma expressão de choro e desamparo.
- Ai meu deus você esta sangrando – Diz Allan – Vamos, eu vou levá-la para o hospital.
Allan a levanta e a ajuda descer a escada.
- Gabriella? – Chama Kerry, ela entra na casa de Lilo e se depara com Carol sentada no chão olhando para frente e Allan ajudando Gabriella a descer a escada – Ai meu deus, esta tudo bem?... Coloca pressão nisso.
- Ele me cortou – Diz Gabriella, com sua camisa suja de sangue.
Lion e Rey entram novamente na casa, Rey se ajoelha ao lado de Carol.
- Vou chamar a ambulância – Avisa Lion.
- Ei, esta tudo bem? – Pergunta Rey, preocupado.
- Dê uma olha lá em cima – Responde Carol.
Rey olha para cima e se levanta sacando a arma, ele sobe a escada, depois de um tempo com as ambulâncias e os reportes já em frente a casa e todos os vizinhos nas calçadas, Carol sai da casa de Lilo e se depara com tudo aquilo.
- ISSO TUDO É CULPA SUA – Grita um visinho.
- Você é igual a sua mãe Carol – Diz o outro.
Gabriella, Kerry e Allan estão perto da ambulância, Gabriella olha para Carol e caminha até ela.
- Olha me desculpa pelo que eu disse – Diz Gabriella – Você não é o anjo da morte... Eu sinto muito.
Elas se abraçam.
- Acha que precisa de um médico? – Pergunta Gabriella, preocupada.
- Sim! – Diz Carol.
Ela põe a mão no ombro de Gabriella e as duas vão para ambulância, Alexandre chegam no local e vai direto falar com Rey e Lion.
- Onde vocês estavam? – Pergunta Alexandre, irado.
- Ok, eu vi uma pessoa correndo pelo lado esquerdo da casa – Conta Lion.
- Então eu fui correndo para o direito para cercá-lo – Diz Rey.
- E? – Diz Alexandre.
- Então eu encontrei o Lion de novo – Diz Rey.
- Bem, afinal ele tem cara de fantasma – Diz Lion.
- Me desculpa Xerife – Diz Rey.
- Me desculpa também – Diz Lion.
- Tudo bem, agora voltem aos seus postos – Diz Alexandre.
A ambulância sai dali direto para o hospital, levando Gabriella e Carol, Alexandre encara a cara de Lilo enquanto o corpo é retirado, então na mesma noite Alexandre faz uma coletiva com todos os reportes em frente ao hospital, Leonardo e Jake vão andando em direção a coletiva.
- Direto ao vivo com Leonardo Velasco, nessa hora tão difícil, o dia em que todos vão se lembrar... Lilo Sulliver, que nunca sairia comigo, esta morta! – Diz Leonardo, transmitindo ao vivo para seu blog – Assim como Tainara e Karilyn, o nosso legado local, os filmes de “Noite do terror” estão ganhando vida.
- Com licença, você esta filmando com essa coisa? – Pergunta Ana.
- Ahhhh sim, esta transmitindo ao vivo para o nosso blog – Responde Jake.
- E você pode desligá-la para que eu possa lhes fazer uma oferta? No estilo tradicional — Pergunta Ana.
- Eu não posso, tenho que transmitir, devo isso a minha audiência – Responde Leonardo.
- Que se foda a transmissão desliga logo isso – Manda Ana.
- Ok – Diz Leonardo, ele desliga a câmera e põe o arco no pescoço.
- Então, vocês coordenam o clube cinéfilo da escola secundária de New Ford né? – Pergunta Ana, com toda a gentileza.
- Chama-se “clube de cinema” – Diz Jake, corrigindo-a.
- O Jake é o presidente, eu sou o substituto – Diz Leonardo.
- Então vocês devem ter uma visão singular a respeito dos bastidores escolares, não é? – Pergunta Ana.
- Talvez – Diz Jake.
- Que tal trabalharmos juntos para pegar o assassino? – Pergunta Ana – Duas gerações de jornalistas combinando sua paixão pela mídia – Ana chega bem próximo de Leonardo – O que me diz?
- Eu te amo – Responde Leonardo.
- Muito bom – Diz Ana – E vocês vão me ajudar começando agora, me ajudando a filmar a coletiva, e talvez quem sabe, eu lhes de algo em troca, vamos ter talvez a visita de uma celebridade no seu clubinho? Eu.
- O que me diz de Carol? – Especula Jake.
- O que tem a Carol? – Pergunta Ana, cruzando os braços.
- Vocês duas são amigas não são? – Pergunta Leonardo.
- Ei, sem ofensa, mas , esse pode ser o nosso trato para o clube de cinema – Diz Jake – A visita da Carol Prescott, quero dizer, ela é uma estrela!
- Ahhh sim claro, sempre Carol, ela é a Milla Jovovich e eu sou uma dos zumbis dela — Diz Ana, com um pouco de ciúmes.
- É você que esta dizendo – Diz Jake.
Ana olha para ele com muita raiva, dentro do hospital Carol sai do consultório e o médico a leva até a porta.
- Não quebrou nenhum osso, nem fraturou nada, apenas algumas pancadas que com um pouco de gelo passa, só quero que descanse um pouco.
Carol confirma com a cabeça, ao se virar Letícia corre até ela.
- A oi Carol – Diz Letícia, ela olha o arranhão no rosto de Carol – Ui! Doeu, ééé... Adivinha! A editora esta interessada em mais 3 livros, agora... – Letícia pega um papel em seu bolsa e mostra para Carol – Vê essa lacuna em branco no contrato? Você pode colocar aqui o preço que você quiser, e assim que a investigação te liberar nós vamos direto para Nova York, eu agendei com o Top Show, The View, Nancy Grace, Ellen, MTV...
- Com licença, eu posso te fazer uma pergunta? – Diz Carol.
- Sim! – Responde Letícia.
- Você por acaso, já leu o meu livro? – Pergunta Carol.
- Vou esperar sair em filme – Diz Letícia.
- A turnê do livro acabou! – Diz Carol, em seguida sai andando.
- Carol! – Chama Letícia.
Ela se vira.
- Faça as pazes com a situação... Você é uma vítima... Para vida toda... – Diz Letícia – Então abrace isso... Use isso... Eu sei que você se importa com seus leitores, todos oprimidos procurando uma luz no fim do túnel para que não precisassem pular de uma ponte E com essa situação, imagina as vendas... Terá 100% de aumento de vendas... NO mínimo... Isso significa um milhão de pessoas recebendo sua mensagem e você... Muitos cheques.
Carol da uma risada sarcástica.
-Eu não vou precisar mais de você – Diz Carol, ela se vira continua andando.
- Carol! – Diz Letícia.
- Está demitida – Diz Carol, sem olhar para trás e continuando andando.
- Demitida? – Pergunta Letícia, surpresa.
- Demitida! – Afirma Carol.
- Ta bem – Diz Letícia, ela se vira e caminha com raiva.
Dentro do quarto do hospital, Gabriella faz o curativo no braço, Allan entra no quarto e senta ao seu lado.
- Que bom que esta melhor – Diz Allan.
- Eu sei – Diz Gabriella.
- Olha eu... Sei que essa não é uma boa hora, mas é a única hora para gente se acertar – Diz Allan.
Gabriella encosta a cabeça no travesseiro e olha para ele.
- A qual é? Acha mesmo que vou perdoá-lo depois que me traiu? Allan some daqui – Diz Gabriella.
- Eu salvei sua vida – Diz Allan.
- Você não estava lá na hora do ataque, você me ajudou depois que fui cortada, você não salvou a minha vida, a Carol salvou – Diz Gabriella.
- Então vamos vê quem vai salvar quem – Diz Allan, ele sai dali com raiva.
Gabriella fica assustada com o modo dele falar, Letícia entra no elevador e aperta o botão para ir para o estacionamento.
- Você já leu meu livro Letícia?... Não? – Diz Letícia – Ela vai se arrepender, a Carol vai me ligar pedindo desculpas – De repente o elevador pisca a luz e quase para, Letícia fica assustada – O problema da Carol é que ela nunca transa, e nem enche a cara uma vez na vida, ela vai me ligar pedindo desculpas, vai vê só.
Letícia sai do elevador, ela olha para os carros e pega a chave na sua bolsa.
- É só esperar, ela vai me ligar implorando para eu voltar... Onde foi que estacionei? – Ela se pergunta.
Letícia aperta o alarme e vê o carro piscar, assim que ela da uns passos seu celular toca, Letícia o atende.
- Alô!
- Carol Prescott, por favor.
- A senhora Prescott não esta no momento, aqui é a secretária dela, quer deixar alguma recado? – Pergunta Letícia.
- Você é o recado!
Letícia olha para os lados assustada, não havia mais ninguém lá além dela.
- Você esta anotando isso?
- Ah! Sim eu estou – Diz Letícia, andando rápido em direção ao carro – Esta difícil de ouvir, eu estou no hospital com a Carol, se puder esperar só um segundo – Ela apressa os passos.
O assassino da uma risada.
- Eu tenho tempo... É você que não tem!.
Letícia para de andar e olha rapidamente para trás, não havia ninguém lá, Letícia se vira e tenta ligar o carro, no entanto liga o alarme e o carro fica apitando alto, Letícia entra em pânico.
- Shhh, shhh – Diz Letícia, toda enrolada.
- Sabe de uma coisa Letícia? Não me parece que você esta no hospital, me parece que você esta em um estacionamento, um escuro e deserto estacionamento... Mas se você quiser estar em um hospital eu ficaria feliz de lhe mandar para lá... Para o necrotério.
Letícia corre em direção ao carro, ela abre a porta e entra, Letícia tranca as portas e olha para o banco de trás, ela senta no banco e olha para frente, quando vai por a chave na ignição o seu celular toca, com o susto ela deixa a chave cair no chão.
- Ai droga! – Diz Letícia.
Ela pega o celular e o desliga, em seguida pega a chave no chão do carro e a coloca na ignição, ela tenta por o carro para pegar, porém não adiantava, Letícia tenta mais duas vezes e sem resultado diferente, ela olha para frente e vê um farol de um carro, de repente ele pula no capú do carro.
- AAAAAAAAAHHHHHHHHH – Grita Letícia.
O assassino mostra a faca e bate com ela levemente no vidro, Letícia olha para trás e o carro esta chegando, ao olhar para frente o assassino não esta mais lá, Letícia se vira e grita por socorro.
- SOCORROOOO, AJUDE-MEE, SOCORROOO – Grita Letícia, na esperança que o carro parece.
No entanto o carro passa direto e desce a rampa, Letícia olha para os lados e não avista ninguém, ela se aproxima do vidro e tenta olhar para o chão, mas também não estava lá.
- Você deu no pé, seu maldito desgraçado! – Diz Letícia.
Ela no entanto resolve sair de dentro do carro, Letícia abre a porta e sai, ao fechar ela se ajoelha e olha para de baixo do carro, felizmente não havia ninguém, Letícia se levanta e olha para os lados, ela caminha para frente e de repente seu carro toca o alarme sozinho.
- AAAAAAAAHHHHHHHH – Grita Letícia, apavorada.
Ela corre em direção ao elevador, porém o assassino sai de entre os carros e caminha até o centro da pista do estacionamento, Letícia ao vê-lo para de correr e se vira, até que ela avista a saída de emergência e corre em direção a ela, o assassino corre atrás dela, Letícia continua a correr sem olhar para trás, o assassino estava cada vez mais próximo dela, Letícia chega à porta de saída de emergência, ela tenta abrir e quebra a maçaneta, Letícia se vira e se depara com o assassino correndo e enfiando a faca em sua barriga, Letícia arregala os olhos de dor, o assassino retira a faca e enfia no peito de Letícia, ao tirar ele deixa o corpo cair.
Na coletiva.
- Essa é uma investigação complexa– Relata Alexandre, no microfone em cima do palco – Estejam seguros de que possuímos um número grande de indícios... Vamos dizer só isso por enquanto.
- Xerife – Chamam os reportes.
- Então agora responderei perguntas – Diz Alexandre.
Ana empurra uma repórter em sua frente e olha para Alexandre.
- Alexandre – Chama Ana.
- Ana? – Se surpreende Alexandre.
- Como você explica as mortes serem como no meu livro O Massacre em New Ford? – Pergunta Ana.
- Ana, não faça perguntas – Diz Alexandre, tampando o microfone.
- Hãm?! – Diz Ana.
- Eu digo e posso afirmar que esta tudo sob controle – Diz Alexandre, tentando tranqüilizar os cidadãos de New Ford.
De repente eles ouvem um grito, Alexandre olha para cima e Letícia foi arremessada do último andar do estacionamento.
- AHHH! –Grita Alexandre.
Todos olham para cima e gritam, entrando em pânico, Letícia cai em cima da van de uma emissora, os reportes começam a correr para pega notícia, Ana corre até a van.
- EU QUERO TODOS OS POLICIAIS EM TODOS OS ANDARES, VÃO, VÃO, VÃO – Grita Alexandre.
Ele corre até a van e sobe a escada, Alexandre põe a mão no pescoço de Letícia, infelizmente não havia pulsação, Ana o chama, Alexandre olha para baixo.
- Esta morta – Ele avisa.
- Esta tudo sob controle né? – Diz Ana, ela da um sorriso.
- O que você quer que eu diga? – Pergunta Alexandre.
- Eu posso não esta de uniforme... Mas parece que eu tenho uma pista e você não – Diz Ana – Então me avisa quando quiser entrar para o time da Ana – Ela se vira e entra empurrando todos na multidão.
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