Noite De Ano Novo

1 Entre um gole e outro de champanhe


Notas iniciais
FELIZ ANO NOVOOOO!!!!! o/ Tá aí mais uma Shizaya pra vocês!!!!!! ^---^ Divirtam-se!!!!

Mal haviam dado onze horas da noite e todos daquela festa já se encontravam completamente, ou ao menos parcialmente, bêbados, principalmente o anfitrião. Shinra já havia passado de seu limite alcoólico há muito tempo, mais ou menos umas duas horas atrás quando passou a tomar whisky direto do gargalo e começar a tirar as roupas com o intuito de dançar pelado sobre a mesinha de centro. Felizmente, Celty, o único ser sóbrio por motivos óbvios ali presente, o impediu, convencendo-o a ficar ao menos de cueca.

Todo ano Shinra organizava uma festinha em seu apartamento no dia 31 de dezembro e chamava os amigos para celebrarem o final de mais um ano e o início de outro. Bebidas de todos os tipos e para todos os gostos eram servidas, e também havia uma vasta mesa de petiscos. Os convidados não eram muitos, apenas umas quinze pessoas mais ou menos, entre elas: Kadota e sua gangue, Simon, Tom, Shizuo e também Izaya; sendo que os dois últimos haviam prometido – obrigados, é claro – à dullahan que se comportariam, ao menos até a meia-noite, e até o presente momento nada ainda havia sido quebrado ou jogado pela janela. Ao menos não por culpa dos dois.

Todos estavam animados, rindo e conversando uns com os outros com os copos cheios de bebida em mãos; até mesmo Shizuo, sempre com uma expressão irritada no rosto, sorria enquanto conversava com Tom e Simon entre um gole e outro de saquê. Izaya estava do lado oposto ao loiro, do outro lado da sala, também rindo enquanto conversava com Kadota, distraidamente, por que sua real atenção, como sempre, era voltada para um certo guarda-costas, que diferente do usual não trajava seu costumeiro uniforme de barmen. O loiro vestia uma blusa de lã branca com mangas compridas e uma singela gola em V, calça de brim simples na cor preta, assim como os sapatos, também simples; o cabelo havia sido charmosamente despenteado pelo vento durante o percurso até ali, e o casaco cinza com detalhes pretos, retirado na entrada, deixaram Shizuo com um ar extremamente sedutor.

O informante riu com gosto ao notar o rumo absurdo que seus pensamentos estavam tomando. Devia estar mesmo muito bêbado pra reparar no loiro daquela forma. Shizu-chan, sedutor? Tsk. Que piada! Tomou mais um gole do champanhe em sua taça, não se dando ao trabalho de prestar atenção em qualquer besteira que Shinra tivesse dito quando se juntou a Kadota e ele, não quando viu Shizuo se afastando dos amigos já retirando um maço de cigarros do bolso e se encaminhando para a saída, mas sem pegar o casaco, e se o cérebro alcoolizado de Izaya ainda conseguia pensar com alguma coerência, Shizuo estava se dirigindo ao terraço do prédio para fumar e permaneceria lá, sozinho, por vários minutos. Izaya simplesmente não poderia perder essa chance, mesmo ainda não tendo pensado direito em para quê queria essa tal chance.

O moreno esvaziou sua taça com um único gole e deu uma desculpa qualquer sobre fazer uma ligação, com o intuito de se afastar dos amigos sem levantar suspeitas sobre sua real intenção, não que alguém ali estivesse sóbrio o suficiente para notar qualquer coisa. Dirigiu-se calmamente até a porta, acabando por se apossar de uma das garrafas de champanhe sobre a extensa mesa de bebidas num canto e deixando o apartamento, seguindo direto para as escadas no fim do corredor que o levariam ao terraço, dois andares acima.

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Estava frio ali encima, não tão frio quanto a previsão do tempo disse que estaria, mas ainda assim frio. A neve já havia parado de cair a algumas horas, e também não ventava mais, estava um clima até agradável na opinião do loiro. O cigarro recém-aceso em seus lábios foi tragado calmamente enquanto se aproximava da mureta de proteção que circundava todo o terraço, saindo da parte coberta do local que ficava próxima a porta de acesso, e fitando sem qualquer empecilho o céu escuro enquanto se debruçava ali.

- Pensando em se jogar daí, Shizu-chan?

O loiro não se incomodou em virar-se na direção do outro, havia notado sua presença muito antes de ele cruzar a porta de acesso ao terraço, assim como notara que havia sido alvo dos olhos castanho-rubros durante toda a festa. Mas não estava afim de brigar naquela noite. Expirou lentamente a fumaça para cima antes de responder:

- Que tal se eu jogar você?

Ouviu o riso alto do informante enquanto ele se aproximava devagar, até parar ao seu lado, vendo, pelo canto do olho, ele levar aos lábios a garrafa de champanhe que trazia consigo, tomando um grande gole.

- Não seria divertido. – comentou displicente, dando uma espiada na rua lá embaixo; seria uma queda de uns bons vinte andares. – Mas sei de algo que seria bem mais divertido. – sugeriu de forma explicitamente maliciosa, virando-se para o loiro e sorrindo de forma sacana antes de arrancar-lhe o cigarro dos lábios e levá-lo aos próprios, tragando-o lentamente, em momento algum deixando de fitar os olhos castanho-dourados cravados em si.

- Você está bêbado, pulga. Não sabe o que está dizendo. – tomou o cigarro de volta, tentando ignorar o moreno e a nada sutil proposta de fazerem sexo. Não iria admitir o quanto a ideia havia lhe soado tentadora. Não mesmo.

Izaya era atraente. Fato. Não foram poucas as vezes em que se pegou reparando além da conta no informante, inclusive durante a festa, mas também, com o moreno trajando aquelas roupas tão diferentes das habituais e que ficavam tão malditamente bem nele, seria impossível não reparar. O moreno usava um jeans comum, azul, não o negro costumeiro; camisa social branca por fora da calça e com os dois primeiros botões superiores abertos; o casaco branco se assemelhava um pouco ao que sempre usava, porém mais grosso, próprio para dias bem frios; e os sapatos em tons de cinza complementavam o visual despojado, deixando o bastardo incrivelmente atraente.

Shizuo não era cego. Nem burro. Menos ainda um adolescente inexperiente e confuso à respeito do que estava acontecendo consigo. Não estava apaixonado, obviamente não; ainda odiava aquela pulga irritante; mas era inegável o fato de que se sentia atraído por ele, havia uma certa... tensão sexual entre os dois, e ele sabia que o informante havia chegado a mesma conclusão, provavelmente até mesmo antes dele. Mas a grande questão era: qual dos dois cederia primeiro? Orgulho sempre esteve enraizado na relação de ódio mútuo entre os dois, e admitir estar atraído pelo inimigo, mesmo sendo recíproco, não estava nos planos de nenhum deles. Bom, ao menos não enquanto estivessem sóbrios.

- Tsk. Você também está. – arqueou uma sobrancelha negra – Shizu-chan bebeu tanto quanto eu! – falou um pouco irritado, afinal, que merda Shizuo estava esperando para fodê-lo? Sim, estava bêbado, é claro que estava! Do contrário não estaria praticamente implorando pra ser comido pelo loiro, sim, por que, não havia dúvidas a respeito de quem abriria as pernas; não quando um deles possuía uma força sobre-humana.

- Minha resistência é maior que a sua. – disse o loiro terminando o cigarro. – Não fico bêbado tão fácil.

O informante estreitou os olhos. Mesmo estando um tanto embriagado e tendo se deixado levar pelos desejos sexuais, Izaya tinha consciência da situação, e sabia que seu orgulho agora jazia estatelado na calçada, vinte andares abaixo, ao dar aquele “primeiro passo”. Shizuo não estava ajudando em nada se fazendo de difícil, não era como se ele também não quisesse. E se ele não queria ceder por bem... o faria, de uma forma ou de outra.

- Oh, se esse é o problema... tenho uma garrafa bem aqui! – ergueu a dita garrafa bem em frente aos olhos do loiro, mas ao invés de lhe estende-la ou tentar forçá-lo a beber, sorriu de forma sádica ao levá-la aos próprios lábios e tomar um pequeno gole, deixando propositalmente que um pouco escorresse pelo canto da boca, mas logo capturando o líquido com a língua.

Shizuo engoliu em seco ante a explícita provocação. Não estava em seus planos algum dia ceder aos desejos sexuais que sentia por Izaya. Mas o moreno não estava ajudando; o informante não passava de um cretino filho da puta que só sabia ferrar com a sua vida! E mesmo estando um tanto ébrio por conta das bebidas, tinha plena consciência de que cedesse ao informante estaria cavando a própria cova ao permitir que ele fizesse parte de sua vida; sim, porque, ele não era ingênuo de achar que seria apenas sexo de uma noite, se conhecia muito bem, e também a Izaya, para saber que se houvesse uma primeira vez, não haveria mais volta. Se envolver daquela forma com o próprio inimigo era um grande risco que, nem mesmo Izaya, louco como era, estava muito disposto a correr; ao menos não sóbrio.

O loiro estava prestes a dar meia volta e fugir covardemente de Izaya, antes que perdesse o pouco controle que tinha sobre o corpo, por que, o de seus pensamentos ele já havia perdido há tempos. Mas antes que fizesse qualquer coisa, o informante voltou a falar, chamando sua atenção e desferindo o golpe final em seguida, acabando de vez com a pouca sanidade que restava no loiro.

- Você parece meio indeciso Shizu-chan... – disse casualmente, franzindo um pouco o cenho – Tem certeza que não quer um pouco? – voltou a oferecer displicentemente a garrafa – Não? – deu de ombros e levou a garrafa novamente aos lábios, deixando que uma quantidade maior de champanhe escorresse, desta vez até o pescoço.

Aquilo foi a gota d’água, ou melhor, a gota de champanhe para Shizuo. O loiro mandou às favas qualquer resquício de bom senso que o impedia de agarrar Izaya, prensou-o contra a mureta e deslizou a língua pelo pescoço do informante, sorvendo completamente a bebida que havia escorrido até ali.

Izaya gemeu em contentamento ao sentir a língua quente percorrer seu queixo e então seus lábios, incitando-o, o moreno podia até sentir o cheiro de saquê vindo da boca do outro, e aquilo lhe dava ainda mais vontade de beijá-lo, queria sentir o gosto... Entreabriu os lábios em convite, gemendo impudicamente contra a boca do loiro quando este foi aceito. As línguas se entrelaçaram, percorrendo de forma sedenta cada canto da boca alheia, inebriando-os com aquele beijo regado a champanhe e saquê, longo o suficiente para deixá-los sem fôlego. Izaya mal abriu os olhos – que sequer notara que havia fechado – e já se viu sendo puxado pelo loiro, só teve tempo de pegar a garrafa que havia posto sobre a mureta antes de ser praticamente arrastado em direção a uma espécie de depósito próximo a área coberta do terraço.

A porta do local estava trancada, mas isso não foi problema para Shizuo que só precisou de um chute para abri-la. Havia várias mesas e cadeiras guardadas ali, assim como caixas contendo lâmpadas e enfeites para decorações de festas; era bem mais prático guardar tudo ali, já que constantemente o terraço era alugado para alguma comemoração, principalmente durante a primavera e o verão. O cômodo possuía grandes janelas basculantes de vidro, que permitiam que as luzes do terraço iluminassem parcamente o local, tornando desnecessária a procura por qualquer fonte de luz ali dentro. Não que eles estivessem preocupados com isso de qualquer forma.

O informante foi empurrado contra a mesa mais próxima, sentando-se sobre ela com as pernas abertas, para melhor acomodar o loiro que se encaixou entre elas, tomando novamente os lábios finos e tentadores para si, beijando-o de forma afoita e necessitada. A garrafa que o moreno segurava foi deixada de qualquer jeito sobre uma cadeira próxima, suas mãos, agora livres, foram para o pescoço do loiro, uma delas acariciando e arranhando a nuca, e a outra embrenhando-se em meio aos fios claros.

Shizuo apartou o beijo, mordendo com certa força o lábio inferior do moreno para em seguida chupar lascivamente o local. Foi descendo os lábios para o queixo e então para o pescoço, distribuindo beijos, mordidas e chupões naquela área. Suas mãos adentraram a camisa branca que o informante usava, apertando possessivamente a cintura esguia sob o pano antes de começar a desabotoá-la, acabando por perder a paciência na metade do processo e abrindo-a à força, fazendo metade dos botões voarem pelo cômodo.

Izaya riu, divertido com essa atitude tão... Shizuo. Porém, o riso logo se transformou em gemidos quando os lábios do loiro envolveram um de seus mamilos, chupando-o com vontade enquanto acariciava o outro com os dedos. O informante logo teve seu corpo empurrado até estar completamente deitado sobre a mesa; sentiu beijos, chupões e mordidas de seu abdômen até o umbigo. Ele próprio começou a desatar o cinto e abrir a calça, estava com pressa, Shizuo o estava enlouquecendo com aquela tortura. Viu o loiro se afastar um pouco e seguir seu exemplo ao também se despir; em poucos instantes ambos estavam nus, deitados um sobre o outro, beijando-se de forma sôfrega enquanto moviam os corpos, friccionando um membro no outro de forma frenética.

- Vai Shizu-chan... Me come logo! – pediu com urgência, estava tão excitado que sentia que poderia enlouquecer a qualquer momento se o loiro não o fodesse logo.

Shizuo mordeu com força o ombro de Izaya antes de se erguer, voltando a ficar de pé; normalmente não acataria qualquer pedido do moreno, mas também estava bastante excitado, tanto que seria simplesmente impensável adiar aquilo por qualquer motivo que fosse. Masturbou os dois membros juntos por algumas vezes, melando-os completamente com o líquido pré-seminal que escorria da glande; abriu um pouco mais as pernas de Izaya e encaixou o falo na pequena entrada, empurrando-o lentamente até chegar ao fundo, sentindo tanto o seu quanto o corpo do informante abaixo de si, estremecerem em puro êxtase.

Aquilo doeu. Izaya sabia que doeria. Mas estava bêbado e excitado demais para se importar; além do fato, é claro, de o moreno ser um tanto masoquista e ter ficado ainda mais duro com aquela penetração forçada. Seus gemidos passaram a ecoar cada vez mais altos à mesma medida em que o loiro o estocava, sempre com força e de forma profunda. Os dedos de Shizuo pareciam cravados em sua pele de tão forte que ele os apertava contra suas coxas. Sentia que estava perto, só mais um pouco e teria seu tão almejado orgasmo; e, com certeza ele não era o único, os movimentos de Shizuo se tornaram mais intensos, as estocadas eram cada vez mais rápidas e mais fundas, sempre acertando naquele ponto específico que o fazia delirar. Estava prestes a levar a mão ao membro até então negligenciado quando sentiu dedos quentes o envolverem, movendo-se com rapidez para cima e para baixo, no mesmo ritmo em que o estocava.

Izaya nunca, em toda a sua vida, havia tido um orgasmo tão intenso como aquele. Desmanchou-se na mão do loiro, completamente ofegante e desorientado por alguns segundos, não saberia ao certo quantos, mas foi voltando gradativamente à realidade à medida em que a quantidade de estocadas em seu interior ia diminuindo até cessar totalmente e ele sentir jatos de esperma o preencherem. Passados alguns instantes sentiu uma mordida fraca em seu pescoço antes de o membro do loiro deslizar para fora de seu corpo, piscou um pouco, logo focalizando o loiro a sua frente e o vendo erguer a mão que o havia masturbado, levando-a até os lábios e lambendo lentamente os dedos sujos de sêmen enquanto encarava Izaya com luxúria.

Shizuo ainda não estava satisfeito. E se sua expressão faminta não fosse prova o suficiente, seu pênis ainda rijo com certeza seria.

- Sempre pronto, não é, Shizu-chan?! – o moreno comentou divertido. Ele próprio já estava excitado, mas, também pudera, depois de uma cena daquelas...

Ergueu uma perna um pouco dobrada até apoiar o pé no peito do loiro e o empurrou para trás em direção a um grande tapete largado ali. O moreno saiu de cima da mesa e recuperou a garrafa de champanhe abandonada sobre a cadeira, tomou um gole enquanto se aproximava do ex-barmen e deslizou a mão livre pelo abdômen definido do loiro, voltando a empurrá-lo de leve até que ele estivesse sentado sobre o tapete, em seguida sentando-se em seu colo, de modo que as ereções se tocassem. Levou novamente a garrafa aos lábios, sorvendo uma grande quantidade da bebida e puxando o loiro para um beijo, liberando o líquido que retinha na própria boca na do loiro, fazendo-o engasgar um pouco em meio ao beijo. Fez Shizuo deitar-se e derramou champanhe por seu torso, inclinando-se sensualmente sobre o guarda-costas até estar de quatro sobre ele, deslizando lábios e língua pela pele molhada, vez ou outra passando os dentes. Porém, não demorou muito naquela “tortura”, queria ir logo para o prato principal.

Shizuo gemeu quando os lábios do informante tocaram seu membro, inicialmente apenas a glande, para logo em seguida o envolverem por completo, dando uma chupada longa e forte, em seguida repetindo o ato. O loiro levou a mão aos cabelos de Izaya, puxando-os quando o moreno resolveu “brincar” com os dentes; o informante apenas riu contra o seu membro antes de voltar a chupá-lo, alternando movimentos rápidos com os lábios, mordidas sutis e lambidas vagarosas, deixando o loiro cada vez mais excitado, tanto que ele o puxou pelos cabelos, forçando-o a parar o boquete e a voltar para o seu colo, deixando claro o que queria.

Izaya riu; inclinou-se um pouco sobre o loiro e lambeu lentamente seu pescoço antes de se afastar, ainda com um sorriso sacana nos lábios. Posicionou-se sobre o pênis rijo e desceu lentamente o corpo, sentindo um prazer imenso ao ter aquela ereção pulsante deslizando para dentro do seu corpo. Não demorou a mover os quadris, fazia movimentos circulares intercalados com subidas e descidas, inicialmente lentas, mas gradativamente ficando mais rápidas. As mãos do loiro foram para suas coxas, acariciando-as e apertando-as antes de deslizarem para outras partes daquele corpo, uma delas subindo para a cintura e a outra, indo para o traseiro, cravando os dedos ali com tanta força que pareciam perfurar a carne.

As carícias um tanto brutas e os toques nada gentis de Shizuo, divertia e excitava o informante, era dolorosamente prazeroso, e ele estava adorando aquilo. Fazer sexo com Shizuo estava sendo muito melhor do que esperava, se sentia cada vez mais empolgado a cada aperto mais forte que ganhava, movendo-se cada vez mais rápido, num ritmo enlouquecedor para ambos. Contudo, o moreno acabou por perder o ritmo com o novo e ousado toque do loiro. Shizuo havia penetrado mais dois dedos em seu interior já preenchido com o membro nada pequeno do guarda-costas. Sentiu um puxão forte em seus cabelos, forçando-o a se inclinar até estar praticamente deitado sobre o loiro, suficientemente perto para que ele sussurrasse em seu ouvido:

- Eu não mandei parar, Izaya... Mexa-se! – mandou, num tom de voz rouco e arrastado, extremamente sexy.

O informante sentiu um arrepio percorrer seu corpo ao ouvir aquelas palavras; seu próprio membro pulsou em excitação apenas em ouvir aquilo. Lentamente voltou a se mover, erguendo o quadril e descendo vagarosamente sobre o falo e os dedos do ex-barmen. Foi repetindo o processo, acostumando-se com a nova invasão. Gemeu alto quando o loiro passou a mover os dedos dentro de si e logo depois o membro, estocando-o duplamente. Perdeu completamente o controle dos movimentos, deixando que Shizuo fizesse todo o trabalho dali pra frente; sequer se importou ao ser jogado no tapete e virado de bruços, tendo seu quadril bruscamente levantado até estar de quatro; sentiu os dentes de Shizuo roçarem na lateral de sua cintura, inicialmente provocando-o, para logo em seguida cravarem-se com força em sua pele, arrancando sangue. A dor da mordida ainda não havia se dissipado quando o loiro voltou a penetrá-lo, mas tornou-se insignificante comparada à violência das estocadas que recebia. Cada vez mais forte, mais rápido... até sentir-se explodir em êxtase. Tinha uma vaga noção de Shizuo ainda tê-lo estocado por mais algum tempo antes de se desmanchar novamente dentro dele, mas não tinha muita certeza...

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Um barulho alto, algo como uma explosão ao longe ou qualquer coisa do tipo, chamou a atenção de ambos depois de alguns minutos. Shizuo foi o primeiro a abrir os olhos, ouvindo várias outras ‘explosões’ consecutivas, e notando, por conta do colorido refletido no vidro das janelas, que eram fogos de artifício. A tradicional queima de fogos na virada do ano e que durava cerca de quinze minutos.

- Nee Shizu-chan. – o informante chamou a atenção do loiro enquanto virava o corpo, ficando com as costas contra o tapete. – Sabe o que dizem sobre a virada do ano?

O loiro não respondeu, apenas arqueou uma sobrancelha, esperando que o outro continuasse.

- Dizem que o que se faz nos primeiros minutos do ano, durante a queima de fogos no caso, é o que acabará fazendo pelo reeeesto do ano.

Parecia um comentário banal, algo sem importância alguma dito sem qualquer motivo, mas Shizuo havia notado a malícia contida naquelas palavras tão... inocentes. Acabou rindo, verdadeiramente divertido com a descarada sugestão de uma nova rodada de sexo.

- Você não passa de uma puta, Izaya. – disse, ainda com um sorriso divertido nos lábios.

O moreno sorriu de canto com o “elogio”, arrastou-se sensualmente até estar sobre o loiro e mordiscou-lhe o lábio inferior, sorrindo maliciosamente em seguida.

- Sou a puta do Shizu-chan! – declarou isso de forma tão pervertida e com uma expressão tão safada no rosto, que Shizuo sequer pensou antes de jogá-lo novamente contra o tapete e tratar de ensinar boas maneiras àquela puta. Sua puta.

Sem dúvidas aquele ano seria bem interessante.

FIM.

Notas finais
E então, gostaram do meu presentinho de fim de ano pra vocês? >.o Bjs, lindos! Até 2015!!!! o/!!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!