Noiei

2 Da próxima vez eu acerto mais embaixo.2.2


Notas iniciais
Capitulo 1 -parte 2. @aboutisa_

Segunda-feira, dia 2 de Novembro, 11:07, intervalo do Colégio Mackenzie.

Guys:
- E aí, dude, deu certo? – Pe perguntou, assim que cheguei e me sentei na mesa. Ele engolia a segunda lata de Coca-Cola e mastigava algo que eu tinha medo de saber o que era.
- Claro, se quase ser mordido é dar certo... – respondi, desanimado. – A menina é um capeta em forma de guri!
- Que droga... – pedro disse, não por estar se sentindo mal por mim, mas por que um cara entrou na frente dos peitos da menina que ele estava olhando. Então ele se virou pra mim. – Mas e agora, o que você vai fazer?
- Não sei... Só sei que se não tiver pelo menos uns 200 fãs até o show do próximo final de semana meu pai vai cortar a verba da banda e me tirar da escola!
- Que droga... – Thomas disse, e ele estava mesmo chateado. – O que eu vou fazer nos meus tempos livres sem a banda?
- Pegar mulher? – Pe sugeriu.
- Andar de jatinho? – pedro ajudou.
- Entrar pro Busted? – perguntei. Porque, bem, ele tinha dinheiro o suficiente para juntar dois deles e entrar no lugar de alguém – que eu esperava que fosse Charlie, aquele desmancha bandas.
- Nada disso me interessa. – ele disse, se deitando na mesa de concreto. Eu fiz o mesmo.
O que seria de mim sem o McFLY? Sem a casa em que morava com os guys, no final da rua do colégio, onde algumas latinhas de cerveja estavam sempre jogadas no jardim e alguma garota estava sempre saíndo escondida, semi-nua? O que seria de mim sem os guys, que estavam juntos comigo desde o primeiro ano? O que seria de mim sem a escola pública, que mesmo sendo uma escola pública em um lugar com ótimo ensino como Londres era uma tremenda de uma moleza? E, o mais importante: O que seria de mim morando novamente com o burguês mesquinho do meu pai e a desiquilibrada da minha mãe?
Quer mesmo saber?
Seria uma bosta

E eu tinha que fazer algo! Tinha que agir, tinha que mostrar à eles que o McFLY seria grande, e que quando eu fosse muito rico não emprestaria um tostão sequer à eles.
É... Era isso que eu tinha que fazer!
- Eu não vou deixar uma idiotice dessas acabar com os meus sonhos! – disse, levantando novamente da mesa. – Aquela punk do satã vai ajudar por bem ou por mal!
Dito isso, saí pisando duro.
Ah, se arrependimento matasse...

Girls:

Eu tinha que pensar rápido. Mamãe ou orgulho. Carro ou princípios. Orelha ou virar groupie. Morrer do coração ou morrer de ódio.
A vida conseguia mesmo ser cruel às vezes.
Koba se aproximava a toda velocidade, e eu tinha que tomar uma decisão.
"Pensa Isabella, pensa!" eu gritava comigo mesma, os pensamentos ecoando. "Pensa logo porque ele já está quase aqui... Ai meu Deus, pensa AGORA porque ele está na sua frente e abrindo a boca para falar algo! Diz logo que sim Isabella, diz logo que sim! Ai Jesus, ele começou, você tem que aceitar e... Hey, espera aí... Ele disse mesmo isso ou eu estou ouvindo coisas?"
Sim, senhoras e senhores, Lucas Kobayashi, o garoto que eu estava pensando seriamente em "contratar" como meu falso namorado em troca de favores sujos, veio até mim – e olha que eu estava quase me decidindo por aceitar ajudá-lo – e disse exatamente o seguinte:
- Isabella, olha, eu sei que você é aquele tipo de menina que me odeia e odeia meus amigos. Mas isso não vem ao caso! O negócio é que eu preciso mesmo disso, porque se não tiver uns 200 fãs até o final da semana que vem, meu pai corta o meu pau fora! Então eu não vou aceitar um não de uma punk com problemas de auto-estima como você, por isso voltei aqui para ter certeza que você diria sim. Eeee, eeee – ele me cortou, quando eu abri a boca para pronunciar algo – algo como "seu filho de uma puta de merda" – e continuou, como se estivesse fazendo um grande favor em estar falando comigo –, se você não aceitar, eu posso te pagar, posso mesmo... Não muito, mas você não pode querer cobrar muito, não é? Posso até te pagar com outras coisas... Você não é de todo o mal se soltar o cabelo e passar menos lápis no olho...
Quando ele acabou, sorrindo como um imbecil, eu senti meu coração se acelerar como nunca havia se acelerados antes com minha mãe; Minhas veias pulsavam. E todos ao redor olhavam e comentavam. Aquela era nova, até os nerds estavam fofocando! Meu Deus, Lucas Kobayashi conseguira provocar a ira dos nerds e losers.
E a minha ira.

- Sabe de algo que iria te ajudar muito com o que você precisa? – perguntei, e ele fez que não com a cabeça. – Tomar vergonha nessa sua cara e comer muito cérebro de porco pra ver se algum neurônio funciona nesse seu cabeção. Mas enquanto isso não acontece, você pode ficar com esse presentinho... – dei dois passos em sua direção e ele levantou a sobrancelha de um jeito malicioso. Mas logo em seguida sua boca se abriu em um "o", quando recebeu meu chute no estômago e caiu no chão, agonizando. – Da próxima vez eu acerto mais embaixo.
Virei nos calcanhares e saí dali pisando duro.
Preferia encarar minha mãe do que passar dois segundos com alguém como ele.