No one knows

1 No one knows


Notas iniciais
Fazia tempos que eu não escrevia fanfics. Prefiro escrever com os meus próprios personagens, mas abri uma exceção pra esses dois, porque eles são muito shippáveis e eu piro neles.
Fanfic pra Rachel, também conhecida como rainha do universo ♥ Hope you like it!

Sansa observava a neve que caía. Aquilo lhe trazia uma sensação familiar, fazia com que ela se sentisse protegida e em casa. Fechou os olhos e soltou um baixo suspiro. Não podia se permitir ter aquele tipo de pensamento; já não era mais uma garota tola que se deixava seduzir por canções e heróis. Sua antiga casa estava em ruínas e ela já não tinha mais para onde ir. Não estava segura em lugar algum, já não era mais a mesma.

Não era Sansa Stark.

Era Alayne Stone.

Terminou de pentear os cabelos e se afastou da janela, indo em direção a sua cama. Estava se sentindo mais solitária do que nunca. Nem ao menos Petyr estava ali. Com ele, Sansa sabia que não havia a necessidade de ser Alayne o tempo todo, ela podia ser ela mesma. Sansa se sentia protegida com ele. Petyr tinha se arriscado por ela. Tinha-a resgatado, tinha lhe salvado, lhe acolhido. Tinha mentido por ela e a protegida.

Era a única pessoa que Sansa tinha.

É claro, alguém já tinha feito isso por ela antes. Sandor também a tinha salvo, mas aquilo havia acontecido há muito tempo. Pareciam séculos atrás. Quando ela era uma garota estúpida que vivia em Porto Real. Mas Sandor não estava ali agora. Ela nem sequer sabia se ele estava vivo.

Petyr era tudo o que ela tinha. Uma vez, ouvira alguém dizer que não havia um único tolo em todos os sete reinos que confiasse em Mindinho. Aquilo estava certo. Ela também não confiava em Mindinho. Mas confiava em Petyr.

Só que às vezes era difícil distinguir os dois. Era bem difícil saber onde terminava Petyr e onde começava Mindinho. Mindinho era a máscara de frieza e artimanhas que ele vestia. Era com ela que ele jogava. Era seu alter-ego.

E Petyr...

Petyr era em quem ela realmente confiava. Era de Petyr que ela gostava. Mas Sansa era esperta o suficiente para conseguir conviver com os dois. Na verdade, ela tinha que admitir que gostasse das duas facetas de Lorde Baelish. Gostava mais ainda por saber que nem todos vislumbravam como ele era de verdade. Reservado como era, Petyr só se mostrava realmente para poucas pessoas. E Sansa era privilegiada com aquilo.

Aquilo a enchia de orgulho.

Mordeu o lábio inferior para reprimir um sorriso involuntário de surgir em seu rosto e puxou as cobertas de pele para cima de si, a fim de se esquentar. Depois de tanto tempo vivendo em Porto Real, seu corpo havia se acostumado com o calor e estranhava o frio. Mas Sansa gostava daquilo. O frio era onde ela realmente pertencia.

Não estava em casa, mas já era um começo.

Focou os olhos claros no teto, enquanto se perdia em pensamentos. Esperava que Petyr retornasse logo de sua viagem. As pessoas já tinham começado a perceber que a garota andava mais melancólica do que o normal. É claro que ninguém comentava nada, afinal, lorde Baelish era um dos senhores do vale. E para todos os efeitos, ela era sua filha bastarda.

E para que ainda não restassem dúvidas, Sansa ainda estava casada. Ela fez uma careta. Sim. Casada. Petyr insistira naquilo e ela não tivera como negar. Era para promover alianças, conseguir mais pessoas para aderirem sua causa. Afinal, o jogo dos tronos não iria se ganhar sozinho.

Então ela se casara com Harry. Ele não era de todo ruim. Tinha três filhas bastardas, mas sabia ser galante quando queria. Além do mais, ele não se pendurava nela o tempo todo, nem exigia sua total atenção. Fazia-lhe gracejos quando queria e às vezes procurava sua cama durante a noite. Mesmo não sentindo desejo pelo marido, Sansa não podia negar-lhe aquilo. Eram sacrifícios que deviam ser feitos.

Não era sempre que ele lhe procurava. Preferia divertir-se com mulheres mais experientes e sempre procurava as rameiras. O que dava a garota muito tempo livre e ela tinha bastante liberdade. Chegava até mesmo a se esquecer de que era casada.

E aquele casamento também fora bom por outro modo. Depois de casada, era óbvio que Sansa não iria continuar donzela. O que significava que agora Petyr não precisava mais se controlar quando estava perto dela.

— Petyr... — ela suspirou o nome dele. Queria que ele chegasse logo. Não gostava de ficar sozinha ali.

Virou-se de lado na cama e escutou a porta de seu quarto sendo aberta. Pelo leve cheiro de bebida que adentrou em seu quarto, ela sabia que era Harry. Fechou os olhos e fingiu estar dormindo. Não queria nada com ele. Não naquele momento.

— Alayne — ele a chamou, com a voz rouca e baixa. O cheiro de bebida não estava forte, mas era o suficiente para deixá-la alerta. Desejo e bebida nunca era uma boa combinação. Ela sabia muito bem daquilo. Ainda se lembrava da vez que Marilion tentara lhe tomar a força.

Continuou fingindo-se de adormecida. Ouviu os passos se aproximarem de sua cama e sentiu quando seu colchão afundou, indicando que Harry havia se sentado ali. Sentiu os dedos de ele acariciar seu rosto e tirarem uma mecha de cabelo dali. Reprimiu o instinto de engolir em seco.

— Alayne? — novamente ele a chamou e Sansa tentou não dar indícios de que estava acordada. Mais alguns segundos e ele retirou a mão de seu rosto e o peso em seu colchão sumiu. — Dormindo... Bem, posso me divertir com outra. — ele falou baixo, e Sansa ouviu passos se afastando. Logo depois, a porta foi fechada.

Esperou mais alguns minutos para abrir os olhos e passar a mão pelos cabelos. Seu coração estava acelerado. Tinha escapado dele daquela vez e por isso a garota tratou de agradecer a cada um dos Sete. Não é que não gostasse de Harry, era melhor do que ela podia imaginar, ela apenas... Não se sentia atraída por ele.

Se os tempos fossem outros, se ela fosse outra, talvez sentisse que estava vivendo um sonho. Casada com um herói que parecia ter saído direto de suas canções favoritas. Lindo, galante e corajoso. Ela pensara aquilo de Joffrey também, antes de conhecê-lo de verdade. Mas todas suas fantasias foram por água abaixo depois de tudo o que tinha passado em Porto Real.

Ela tinha crescido e amadurecido. Estava esperta. Não era mais um passarinho, como Sandor costumava lhe chamar. E mais do que aquilo.

Tinha entrado no jogo deles. E não iria se contentar até que os vencesse.

Ela queria vingar sua família. Queria deixar Petyr orgulhoso. Queria mostrar a todos aqueles que um dia já a machucaram que ela não era mais uma garotinha frágil. Sansa, ou melhor, Alayne era uma guerreira. Uma jogadora. Iria jogar de acordo com as regras deles e ainda teria a satisfação de vê-los perder.

Afundando-se em seus pensamentos, um sorriso vingativo brotou nos lábios da garota. Joffrey estava morto, então não havia nada que pudesse fazer em relação a ele. Ela tinha certeza de que jamais iria se esquecer de quando o viu morrer. Sufocando até a morte, desesperado em busca de ar. Tinha sido pouco para ele, mas ela se contentava. E a próxima de sua lista era Cersei.

Quando Petyr voltara de sua última viagem, ele dissera que a rainha-mãe tinha dado corda para enforcar a si mesma. Ela tinha dado poder a fé novamente e, por conta disso, estava pagando por seus crimes. Fornicação, adultério, incesto e a lista continuava. Sansa esperava que a fé a punisse de forma justa. Ora, era o direito dela se sentir satisfeito com o destino da rainha. A mesma não pensaria duas vezes antes de arrancar a cabeça de Sansa e pendurá-la numa estaca para que ficasse a vista de todos.

Cruzando os braços, ela continuou pensando. Depois de tudo, iria tirar tudo o que o velho Walder Frey tinha. O homem havia matado sua mãe, seu irmão e um sobrinho que nem ao menos havia nascido ainda! Tudo isso por que Robb não quis se casar com uma de suas várias filhas. E o pior, tinha matado-os debaixo do próprio teto, quando jurara dar-lhes abrigo e proteção. Os deuses deviam ter uma punição especialmente cruel para ele. Mas enquanto ela não chegava, Sansa planejava o que poderia fazer para fazer o velho sofrer.

— Eu deveria ter medo desse sorriso sinistro que está em seus lábios? — uma voz conhecida a chamou, tirando-lhe de seus pensamentos.

Sansa se sobressaltou e se virou para o lado. Petyr Baelish estava parado ali. Usava um gibão negro e, como sempre, o colarinho estava atado a um Tejo de prata. Ele tinha um meio sorriso no rosto e este, ao contrário da maioria que ele dava, chegava até seus olhos cinza-esverdeados. Ela sabia que naquele momento estava falando com Petyr e não com Mindinho.

O sorriso voltou a surgir em seus lábios róseos.

— Lorde Baelish! — ela o cumprimentou, o observando. — Achei que só fosse voltar daqui a uma semana.

Ele arqueou a sobrancelha.

— Ah, sim. Isto era o que estava previsto, mas eu consegui adiantar as coisas. — ele se aproximou da cama dela. — Achei que já tivéssemos passado da fase de me chamar de “Lorde Baelish”.

Sansa assentiu.

— E passamos. Acho que foi por força do hábito, de tanto ouvir as pessoas chamarem você assim e não pelo seu primeiro nome. — ela se explicou, tirando uma madeixa castanha de seu rosto. — Fico feliz por você ter voltado mais cedo. Não gosto de ficar sozinha aqui.

Lorde Baelish deu mais um passo a frente. Ele se abaixou até estar mais ou menos da altura de Sansa.

— Mas você não está sozinha. Tem seu marido. — seus olhos adquiriram um brilho irritado quando ele terminou a frase.

A garota revirou os olhos e teria bufado, mas aquilo não era digno de uma dama. E ela ainda era uma dama. Não importava o nome que tivesse. Não importava que tivesse pintado os cabelos. Sansa jamais deixaria de ser uma dama e de se portar como tal.

— Eu não gosto de ficar aqui sem você. — ela admitiu, desviando o olhar e encarando qualquer coisa que não fosse ele. Detestava o modo como Petyr a fazia ficar exposta daquele jeito.

Sentiu os dedos dele acariciando seu rosto e fechou os olhos de leve. Ela tinha sentido falta dele. Tinha sentido muita falta dele. Abriu os olhos lentamente quando sentiu o colchão da cama afundar. Petyr estava sentado muito perto dela e, diferente de como fora com Harry, aquilo não a incomodava. Muito pelo contrário.

Sansa gostava daquilo. Ela queria mais daquela proximidade. A mão de Petyr continuava em seu rosto, acariciando-o de leve. A garota não pôde conter o pequeno sorriso que surgira em seu rosto. Era bom estar com Petyr novamente.

— Gosto de saber disso, docinho. — ele respondeu, sorrindo de um jeito divertido. Tirou a mão do rosto dela e o brilho divertido sumiu de seus olhos. Sansa reprimiu um suspiro. Já não era mais Petyr que estava a sua frente, era Mindinho. Ele havia vestido a máscara de novo. — Como estão às coisas com seu marido, Alayne? Tem sido uma boa esposa? Tem agradado-o?

A garota passou a mão pelos cabelos que agora estavam castanhos e respirou fundo, olhando Mindinho nos olhos. Deu de ombros delicadamente.

— Estão bem, creio eu. Harry vem me procurar várias noites durante a semana e eu o satisfaço. Ele nunca reclama e só vai procurar rameiras quando eu não estão disposta a me deitar com ele. — ela respondeu, baixando o olhar.

— Quando você não está disposta? — ele repetiu, em tom de indagação. — Anda proibindo seu marido de procurar sua cama, Alayne?

Sansa ergueu o olhar.

— Às vezes, eu me sinto cansada demais. Ou indisposta, como foi hoje. Ele veio me procurar, mas estava cheirando a bebida. — ela enrolou uma madeixa nos dedos e a torceu. — Eu não queria dormir com ele, não hoje, então fingi que não estava acordada.

Os olhos de Mindinho escureceram e ele lhe lançou um olhar severo. Ela sabia o que viria a seguir.

— Alayne, você sabe qual é a finalidade desse casamento, não é? — ele perguntou e não a esperou responder. — Precisamos de aliados. Precisamos nos fortalecer e precisamos de pessoas que nos apóiem. Eu te casei com Harry porque ele é influente. Ele não, o pai dele é. Mas um dia esse legado passará para o seu marido. E então, você também será influente. Então poderemos revelar quem você realmente é. Sansa Stark, herdeira de Winterfell e protetora do Norte. Você vai tomar tudo o que lhe foi tomado, docinho, e vai se vingar de todos aqueles que lhe fizeram mal. — ele tocou o rosto dela de leve. — Mas para isso acontecer, seu marido tem que nos apoiar. E ele não vai nos apoiar se não estiver feliz — Mindinho tirou a mão de seu rosto. — Você precisa deixá-lo feliz, Alayne. Precisa prendê-lo a você. Não é mais nenhuma menininha inocente, use seus truques e faça com que ele fique dependente de você. Com que ele nunca mais queira uma prostituta de novo. Só assim você poderá controlá-lo e tê-lo à sua mercê.

Sansa suspirou. Ele tinha razão, sabia daquilo. Mas o que podia fazer se não era Harry que ela queria em sua cama? O que podia fazer se não era com Harry que ela queria ter se casado? Não era culpa dela. Se pudesse escolher, teria ficado com Harry. Ele lhe oferecia conforto, estabilidade e ainda era influente. Tudo o que ela precisava. Seria melhor se ela sentisse algo por ele, se realmente o quisesse para si. Então ela se esforçaria e o submeteria a seus caprichos.

Mas Sansa não estava fazendo aquilo porque queria. Estava fazendo aquilo porque precisava. Porque precisava do nome de Harry, de sua influência e de quase tudo o que ele tinha a oferecer. Mindinho tinha razão. Sansa não era mais uma garotinha inocente e tola, e bem, ela não conseguiria tomar o norte de volta sozinha. Precisava de Harry, por mais que não quisesse. Tinha que dar um jeito de fazer com que ele fizesse tudo o que ela queria, sem pestanejar.

Lembrou-se das palavras que, um dia, ouvira de Cersei, quando a rainha-mãe ainda não a estava tentando matar. Lágrimas não são a única arma de uma mulher, pombinha. A melhor delas está entre suas pernas. Aprenda como usá-la. Era isso. Era o que ela tinha que fazer. Ora, Cersei não se manteve no poder por tanto tempo à toa. Sansa precisava fazer o mesmo, ainda que não quisesse.

Precisava entrar totalmente no jogo. Precisava manipular Harry até que tivesse o que queria, e não importava o que precisava fazer para conseguir aquilo.

— Eu irei fazê-lo feliz, pai. — ela o respondeu, voltando a entrar em seu papel. Voltara a ser Alayne. — Eu prometo.

O sorriso voltou aos lábios dele.

— Acredito em você, docinho. — ele se aproximou mais dela e tomou uma mecha de seus cabelos entre as mãos. A levou até o nariz e inspirou fundo, sentindo seu cheiro. Fechou os olhos por alguns instantes. — Eu senti sua falta, Sansa.

A garota permitiu-se sorrir novamente.

— E eu senti a sua, Petyr. — ela respondeu, enquanto ele a fitava nos olhos. — Como foi sua viagem?

Petyr deu de ombros.

— Foi cansativa, docinho. Tive muitos afazeres, muita dor de cabeça. Ao que parece, uma rebelião está surgindo no sul. Estão precisando de soldados. — os olhos dele tomaram um brilho perigoso. — Talvez, quando seu marido não nos for mais útil, eu o mande para lá. E ele pode, infelizmente, ser atingido por uma flecha. Esse tipo de coisa vive acontecendo nas rebeliões.

Sansa arqueou as sobrancelhas.

— Realmente teria coragem de fazer isso? — perguntou. — Mas e se descobrirem que foi você?

Os olhos cinza-esverdeados a estudaram cuidadosamente. Ele colocou seu cabelo atrás de sua orelha e deixou que sua mão descesse até seu pescoço, fazendo-lhe um carinho suave. Os olhos de Petyr já não encaravam mais os seus, estavam fixos em seus lábios. Sansa sentiu sua pele se arrepiar. Tanto pelo toque, quanto pela intensidade do olhar.

Minha menina, você ainda não aprendeu, não é mesmo? Eu arriscaria tudo para ter o que eu quero. — ele comentou, ainda com os olhos fixos em sua boca.

De repente, Sansa ficou sem ar e sentiu sua pulsação se acelerar. Não era a primeira vez que Petyr a olhava daquele jeito. Ele a olhava como se ela fosse sua presa e ele, um animal faminto, pronto para dar o bote. Aquele olhar a deixava aquecida e fazia com que ela quisesse se aproximar cada vez mais dele.

Quando ela pegava Petyr encarando seus lábios, ela desejava que ele a beijasse. Ele já tinha feito aquilo antes, na verdade, já tinham até mesmo passado de beijos. Mas Petyr sempre parava. Era Harry quem devia tirar seu sangue de donzela. Mas agora que ele já o havia feito, não havia mais motivos para pararem, não é? Sansa sabia que aquele não era um pensamento digno de uma dama, mas ela não se importava.

Na verdade, não se importava com nada quando Petyr a olhava daquele jeito. Como se ela fosse a mulher mais desejada do mundo. Como se ele a quisesse mais do que tudo.

— E o que você quer?

— Esta é uma pergunta muito perigosa para se fazer, Sansa. Principalmente agora. — ele disse calmamente, enquanto seus olhos voltavam a encarar os dela. Havia um brilho malicioso no fundo deles e a mão de Petyr continuava em seu pescoço.

— Por quê? — ela perguntou, arqueando a sobrancelha. O desafiando. Sabia o que ele queria. Sabia daquilo desde que se beijaram pela primeira vez.

Petyr terminou com o pouco espaço que havia entre eles. A mão dele subiu para seu rosto e desenhou o contorno de seus lábios. Sansa estremeceu e resistiu ao impulso de fechar os olhos. Queria encará-lo. A mão livre do homem foi para sua cintura, apertando-a de um jeito possessivo.

— Porque estamos sozinhos, docinho. Eu dispensei os guardas e disse que eles não precisariam ficar de vigia em sua porta hoje. Porque está no meio de noite e, ou os homens estão bêbados e com alguma prostituta, ou estão desmaiados em algum lugar desse castelo. Porque eu posso fazer o que quiser com você, Sansa, não há ninguém para me impedir. — ele ergueu o queixo dela. — Tem certeza de que ainda quer saber minha resposta?

Tomada por uma súbita coragem, Sansa sorriu. Inclinou-se para Petyr e levou seus lábios rentes ao ouvido dele. Respirou e sentiu que aquilo não passou despercebido por ele, que se arrepiou de leve.

— E o que você quer, Petyr? — voltou a perguntar, mal era um sussurro.

Quando se afastou, Petyr tinha os olhos fechados. Abriu-os lentamente e Sansa viu que havia um desejo ardente ali. Petyr sorriu de um jeito predatório.

Você. — ele respondeu, finalmente. No segundo seguinte, os lábios dele estavam sobre os de Sansa e suas mãos estavam em sua cintura.

A garota nem sequer pestanejou. Retribuiu ao beijo com tanto desejo quanto ele e enlaçou seu pescoço com os braços, o puxando mais para si. A língua de Petyr entrou em sua boca sem pedir permissão e ela não protestou. Deixou que a língua dele explorasse toda sua boca, antes de se encontrar novamente com a sua. Aquele beijo deixava explícitas as intenções de Petyr.

Nem mesmo Harry a tinha beijado daquele jeito.

Sansa ficou sem fôlego. Mais do que aquilo, ela gostou daquele beijo. Petyr tinha gosto de menta e ela decidiu que aquilo iria ser o seu sabor preferido. Era melhor até mesmo do que seus adorados bolos de limão. Ela queria mais. Queria mais daquele beijo, queria mais de Petyr.

Aproveitando a distração da menina, ele a tomou nos braços e a fez se sentar em seu colo. Um pensamento de advertência soou em sua mente. O que sua mãe ou a septã diriam se vissem o modo como ela estava se comportando? Ela decidiu que não se importava. Que se danasse o recato. Tudo o que ela queria era que Petyr continuasse com o que estava fazendo.

Sansa... — ele suspirou seu nome quando quebrou o beijo. Ela estava ofegante e buscava encher os pulmões de ar. Seu peito subia e descia conforme sua respiração.

Petyr abriu os olhos e a fitou. Ela tinha os cabelos caindo no rosto e eles estavam levemente bagunçados. Seu rosto estava docemente corado e os olhos claros brilhavam de desejo. Baixou o olhar e acompanhou o movimento que seu peito fazia, vislumbrando um pouco de seu colo pelo decote da camisola. Sorriu consigo mesmo, lembrava-se de ter dado aquela camisola à Sansa. Ficava feliz por ela ter gostado. Mais ainda, ficava feliz por ela estar usando aquilo para ele.

— Tão linda... — ele murmurou, a observando sentada em seu colo. Ao que parecia, ela tinha perdido a timidez. De repente, ele odiou a ideia de ter que dividi-la com Harry. Não queria dividi-la com ninguém. A queria para apenas para si. Apenas ele podia tocar nela. Reprimiu um suspiro. Quando tomassem o norte, ele faria questão de dar um fim ao marido dela. Então governariam juntos e Sansa seria sua. — Tão minha, Sansa...

O rosto dela ainda estava corado. Ela mordiscou o lábio inferior.

— Petyr... — ela sussurrou o nome dele. Sua voz estava levemente rouca e ele fechou os olhos. Lembrava-se da primeira vez em que vira Sansa. Ficara abismado com a beleza da garota, com o fato de ela lhe lembrar tanto Cat, a mulher que fora o amor de sua vida. Com o tempo, a beleza de Sansa superou a de Catelyn. Quando olhava para a mulher que estava agora sentada em seu colo, ele via apenas Sansa e não Cat. Ele queria apenas Sansa. Já não havia mais espaço para Cat em sua vida. Apenas para Sansa.

Um sorriso surgiu nos lábios dele.

— Mostre-me como sentiu minha falta, doçura. — ele disse, levando os lábios até o lóbulo dela e mordiscando-o de leve, puxando-o com os dentes e provocando-a. Petyr sabia que Sansa não negaria nada a ele.

Ela estremeceu e se agarrou a seus ombros, um gemido baixo escapando de seus lábios.

— Eu vou mostrar. — um sorriso surgiu nos lábios bem desenhados de Sansa. Ela o olhou. — Petyr... Lembra-se de quando se casou com tia Lysa? De como foi quando as únicas mulheres presentes no lugar lhe despiram e lhe levaram para o quarto? — Petyr assentiu. Sansa sentia como se aquilo tivesse acontecido ontem. Enquanto as mulheres o despiam, Petyr não estava envergonhado. Sorria com malícia e retribuía as carícias. Mas quando Sansa prestara mais atenção, percebera que era pra ela que ele sorria. Se ela soubesse na época o quanto o desejaria, não teria ficado tão tímida enquanto o despia. — Se eu tivesse noção do quanto eu iria querer você, naquela época eu teria prestado mais atenção enquanto o despia.

Petyr riu baixo. Aquela era a última coisa que ele esperava ouvir de Sansa. Sansa, que sempre parecera tão pura. Sempre tão inocente. Ele a estava mudando. A estava moldando do jeito que queria. Sabia que Sansa seria perfeita para ele. Mal podia esperar para tê-la somente para si.

— Ao que parece o destino lhe deu outra oportunidade. — ele disse, se levantando da cama. Sansa não se mexeu.

Ele tirou o gibão que usava e a pulsação da garota se acelerou. Finalmente, ela teria Petyr. Não ficaria apenas o desejando. Não ficaria apenas sonhando com aquilo. Engoliu em seco enquanto o observava se despir, mas não ousava desviar o olhar. Não queria desviar o olhar. Petyr podia não ser bonito como o cavaleiro das flores ou Sor Jaime, mas ele tinha seu charme. Ao menos para Sansa.

E ela preferia mil vezes ele a qualquer outro homem que já tivesse visto.

Tentou não corar quando viu o tamanho do volume que se encontrava entre suas calças. Não conseguia desviar o olhar. Estava tão evidente, praticamente gritando pela atenção dela, para que ela olhasse.

— Vê o que faz comigo, docinho? — ela voltou a olhá-lo no rosto e Petyr desabotoou a calça, mas não a tirou. Se aproximou dela novamente e se sentou na cama. — Gostou da camisola que lhe dei de presente?

Sansa assentiu, sorrindo.

— Sim. Principalmente por isso. — em seu decote havia um desenho em forma de tejo. Sempre que vestia aquela camisola se lembrava de Petyr. Por aquele motivo, ela era sua preferida.

Petyr a olhou com aprovação.

— Fica bem em você. — ele levou uma das mãos ao ombro dela, brincando com a alça fina da camisola. Desceu-a um pouco. — Mas tenho certeza de que você ficará melhor sem. — ele terminou de descer uma alça e fez o mesmo com a outra.

A camisola de Sansa ficou larga na região do busto e logo em seguida caiu, revelando seus seios médios. Ela não sabia dizer se era pelo frio ou pelos carinhos de Petyr, mas seus mamilos já estavam rijos. Talvez fosse por culpa dos dois. Seu primeiro instinto foi cobrir os seios, mas Petyr foi mais rápido e prendeu suas duas mãos com apenas uma das suas.

— Não. — ele disse. — Eu quero ver você. — aquilo tinha soado mais como uma ordem, mas Sansa não se importou.

O olhar de Petyr sobre seu corpo era faminto. Ela sentiu-se arrepiar por inteira com aquilo. Se já estava daquele jeito com um simples olhar, imaginava como ficaria quando ele a começasse tocar... Como se tivesse lido seus pensamentos, Petyr levou uma mão a um de seus seios, os apertando de leve e arrancando um suave gemido de Sansa.

— Petyr... — ela semicerrou os olhos, mas conseguiu vê-lo dando um sorriso divertido.

Ele beliscou um de seus mamilos e, ao ouvir outro gemido, continuou o que fazia, enquanto sua mão livre continuava tirando a camisola de Sansa. Ela se levantou, para ajudá-lo e, quando o pedaço de pano caiu no chão, todo o resquício de vergonha que ela ainda possuía sumira.

— Ele lhe deu prazer, Sansa? — ele perguntou e, por alguns segundos, ela não fazia ideia de quem Petyr estava falando. Ele quem?, ela quis perguntar, mas lembrou-se. Harry. — Ele lhe deu prazer em alguma das noites em que veio lhe ver? Soube como lhe tratar em alguma delas?

Sansa balançou a cabeça.

— Não, Petyr. — confessou. — Ele nunca fez com que eu sentisse nada. Não como você faz.

Petyr lhe deu um sorriso jocoso.

— Você tem sido uma menina tão boa, docinho. Tem desempenhado muito bem o seu papel e se esforçado para me ajudar. Merece uma recompensa. E eu sei exatamente de que jeito lhe recompensar. — as palavras dele eram sussurradas de um jeito doce e malicioso. Para Sansa, era inebriante o modo como ele falava com ela.

Não conseguiu pensar em nada para responder, então simplesmente assentiu e ficou em silêncio o observando. Petyr tirou a mão de seu seio e se aproximou mais dela. A boca de Sansa ficou seca quando os lábios de Petyr se aproximaram de seu seio e ela mordeu os lábios com força quando ele fechou-os sobre um de seus mamilos. Levou as mãos aos cabelos dele e os afundou ali, puxando-os de leve. Queria gemer o nome dele. Queria, mas não o faria. Não ainda.

Petyr fechou os olhos enquanto sugava seu mamilo. Chupava-o com vontade e logo depois rodeava-o com a língua. A cabeça de Sansa girava. Nunca tinha sentido nada parecido.

— Petyr... — gemeu, arqueando as costas de leve e empurrando mais seu seio contra a boca dele.

O homem apenas sorriu em resposta, enquanto se dedicava mais ao que estava fazendo. Depois de terminar, passou para o seio seguinte, dando-lhe o mesmo tratamento. Os gemidos de Sansa ecoavam pelo quarto e Petyr sentia seu membro apertar-lhe cada vez mais a calça, querendo se libertar e finalmente poder estar dentro dela.

Quantas vezes ele já tinha sonhado com aquilo? Já perdera a conta. Começara quando ele a vira fazendo o castelo na neve. E depois quando ele a beijara pela primeira vez, ele soube que a queria. Era um desejo insano que tinha se apossado de si. E agora que ele a tinha, Petyr sabia que não enjoaria dela nunca.

Sansa tinha um gosto doce e seus gemidos eram viciantes. E Petyr faria de tudo para que ela continuasse gemendo e se contorcendo daquele jeito. Tinha certeza de que ninguém jamais lhe daria prazer como ele estava dando. Além do mais, ele não deixaria que ninguém tocasse em Sansa. Ela era sua menina, apenas sua.

E Petyr não apreciava dividir as coisas que lhe pertenciam.

Sansa continuava gemendo e Petyr desceu as mãos pelo corpo da garota. Ela era macia e delicada, como ele sempre achou que seria. Quando chegou onde queria, percebeu o quanto ela já estava molhada e pronta para ele. Brincou com seu clitóris, acariciando-o com o dedo médio e arrancando mais gemidos da garota que já estava completamente entregue. Colocou um dedo dela e o movimentou vagarosamente, preparando-o para si.

Ele já não estava mais se agüentando. Precisava estar dentro dela. Só não a tinha tomado antes porque precisava que ela ainda fosse virgem quando se casasse. Harry teria a primeira estocada e derramaria seu sangue de donzela, mas as outras estocadas seriam todas dele.

E quando ele terminasse, Sansa pediria por mais.

Tirou seu dedo de dentro dela e, com mais uma última chupada, afastou seus lábios dos seios róseos e eriçados da garota. Ela tinha o rosto adoravelmente corado e os olhos fechados fortemente, os lábios comprimidos uns contra os outros para se impedir de gemer novamente. Quando Petyr parou, ela voltou a abrir os olhos.

— Deite-se, doçura. — ele pediu e Sansa atendeu prontamente.

Estava entorpecida. Ele nem tinha começado direito e ela já se sentia tonta de prazer. Em poucos minutos, conseguira fazer algo que Harry não fizera em semanas que já estavam casados.

Petyr terminou de tirar suas calças, expondo seu membro para Sansa. Ela tentou não se assustar e nem ficar nervosa, pois sabia que aquilo não iria ajudar em nada. Além do mais, ela já não era mais virgem. Não iria doer.

Ao menos, não iria doer tanto.

— Não posso prometer que serei gentil. — ele a alertou.

Sansa lambeu os lábios. Sentia a garganta seca pela ansiedade e excitação.

— Não desejo que seja. — respondeu.

Ele sorriu e se deitou em cima dela. Antes de começar a se enterrar dentro da garota, Petyr selou seus lábios. As mãos de Sansa estavam em suas costas, arranhando-as conforme ele ia entrando. Ela gemeu em seus lábios e ele aproveitou aquela abertura para explorar novamente a boca dela com sua língua. A boca de Sansa tinha um gosto tão bom...

Quando o beijo foi finalizado, ele desceu com os beijos para o pescoço dela, provando-o e a provocando. Ela se arrepiava, se inclinava e gemia, e aquilo só o deixava mais excitado. Petyr aumentava os movimentos de acordo com os gemidos de Sansa e logo ela começou a movimentar os quadris, buscando ajudá-lo com o que ele fazia.

— Ah, Petyr... — ela gemeu, pouco mais do que um sussurro. Sua voz estava entrecortada e rouca. Ele adorou aquilo.

Enterrou o rosto no vão entre os seios dela e continuou se movimentando. Passou a língua entre os seios da garota, sentindo-a estremecer e sorriu contra sua pele. Sansa... As unhas dela cravaram-se em suas costas e pontadas de dor e de prazer se misturaram enquanto percorriam todo seu corpo.

Há quanto tempo ele não se sentia daquele jeito? Nem mil prostitutas lhe proporcionariam o prazer que ela estava lhe dando. Ela, logo ela, que sempre fora tão pura. Ela, que mesmo depois de entrar naquele jogo ainda continuava inexperiente nas artes de satisfazer um amante. Mesmo ainda não sabendo muito, Sansa já conseguia lhe levar a loucura.

Depois que ele a ensinasse todos os truques que conhecia, tinha certeza de que seria uma tortura não se permitir ficar no quarto o tempo todo com ela. Enquanto se movimentava, Petyr tinha plena consciência de que aquela era a primeira, mas não seria a última vez que ele a tomaria.

Não.

Sansa era viciante. Mais viciante do que as bebidas mais caras que ele já tinha tomado. Mais viciante do que sua sede de poder. O desejo que sentia por Sansa era até maior do que o que tinha de se sentar no trono de ferro. Quem precisava do trono de ferro quando ele podia ter aquilo? Tê-la se arqueando e gemendo para ele, enquanto Petyr se enterrava cada vez mais dentro dela?

Tombou a cabeça para trás e soltou um gemido enquanto continuava com os movimentos, agora mais freneticamente do que antes. Sentia que começava a perder o controle sobre si mesmo tamanho era o desejo que sentia. Sansa o abraçou e o trouxe mais para perto, colaborando com os movimentos, gemendo e sussurrando em seu ouvido.

— Petyr, ah, Petyr... — ela se arqueava embaixo dele. Ele se afastou para olhá-la. Seus cabelos que outrora foram ruivos, estavam espalhados pelos travesseiros. O rosto dela estava levemente rosado pela agitação, os olhos estavam fechados e a boca entreaberta. Ela era a coisa mais linda que Petyr já tinha visto. Querendo prolongar o momento, ele desacelerou os movimentos, mas sentiu as pernas de Sansa se fecharem ao seu redor. — Se você parar, eu juro que te mato. Juro que te jogo pela Porta da Lua.

Ele riu baixinho no ouvido dela. Ao que parecia, não era o único a perder o controle. Aquilo ergueu seu ego. Ele lambeu todo o pescoço dela e em seguida a beijou, enquanto segurava em sua cintura e se enterrava mais fundo e com mais força dentro dela. Sansa gemeu em seus lábios.

Petyr fechou os olhos e soltou a respiração.

— Ah, Sansa... — Sansa, sua doce Sansa... A cada segundo que se passava ele a queria mais. Precisava dela como precisava de ar. Aquilo estava tomando um rumo perigoso, ele sabia. Mas decidiu se preocupar com aquilo depois. Naquele momento, tudo o que queria era se enterrar cada vez mais fundo nela e ouvir seus gemidos.

As mãos de Sansa foram para seus cabelos, afundando-se ali e puxando-os com força. Petyr tombou a cabeça para trás e soltou um longo gemido. Se continuasse daquele jeito, ele iria...

— Petyr! — Sansa abriu os olhos e o encarou enquanto ele sentia que a intimidade dela se contraia e ficava ainda mais molhada. Um sorriso presunçoso brincou nos lábios dele. Ele tinha feito-a conhecer o verdadeiro prazer. Ele tinha lhe dado o primeiro orgasmo de sua vida.

Sansa jamais iria esquecer aquilo.

E muito menos ele.

Enterrou o rosto nos cabelos dela, respirando seu cheiro adocicado e continuou com os movimentos, cada vez mais rápidos e mais urgentes. Precisava dela. Não queria sair de dentro dela, nunca. Respirando fundo, ele deu uma última estocada.

Sansa... — o nome dela saiu baixinho de seus lábios, quase como uma prece. Bem, ela era sua deusa. Sua deusa particular. Petyr fechou os olhos enquanto se derramava dentro dela.

Ainda ficou alguns segundos com o rosto enterrado nos cabelos de Sansa. Depois, sem muita vontade, se moveu e saiu de dentro dela. Deitou-se ao seu lado e engoliu em seco, tentando normalizar sua respiração.

— Uma boa recompensa, para uma boa menina. — disse, depois de um tempo.

Ele não viu, mas soube que Sansa sorria em resposta.

— Petyr... — ela o chamou, mas logo depois hesitou. Desviou o olhar e mordeu o lábio. — Espero que me recompense mais vezes. — ela disse, voltando a olhá-lo.

Petyr franziu a testa.

— Não era isso que iria me dizer. — ele comentou, se sentando e já começando a procurar suas calças. Precisava ir para seu quarto, o que diriam se o vissem saindo do quarto de sua suposta filha?

Ela respirou fundo e se sentou na cama, sem se incomodar se cobrir.

— Não quero que vá. — colocou a mão em seu ombro. — Fique. Só está noite. — por favor, seus olhos pareciam emendar.

Também não era isso que você ia me dizer, ele pensou. Tinha a vaga impressão de que Sansa estava lhe escondendo algo. Não gostou daquilo.

Ele suspirou e desistiu de procurar suas calças. Sabia que não negaria nada a ela, nem se quisesse. E ele não queria.

— E o que dirão quando me virem sair de seu quarto? — ele indagou.

Ela deu de ombros.

— Que você é um pai cuidadoso e que ficou com sua filha que estava sendo atormentada por pesadelos. — ela respondeu calmamente. — De qualquer modo, eles estarão ruins e distraídos demais para perceber algo.

Petyr era obrigado a concordar. Homens não eram as criaturas mais observadoras depois de terem ficado bêbados na noite anterior. Ele voltou a se deitar e puxou Sansa para si, abraçando sua cintura. Ela deitou a cabeça em seu peito e ele se deu conta de que era ali que ele queria ficar.

— Tem razão. — murmurou. — E, além do mais, é bom que eu fique com você. Ainda tenho tanto a lhe ensinar, doçura.

Sansa sorriu.

— Mal posso esperar para aprender. — ela admitiu e havia até mesmo um pouco de malicia em sua voz.

Ela não demorou a pegar no sono. Antes de ir pelo mesmo caminho, Petyr não deixou de pensar em quanto ele realmente tinha a ensinar para Sansa. Um sorriso surgiu em seus lábios.

Por sorte, sua doce menina era uma boa aluna.

Notas finais
Comentários e recomendações são bem vindos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!