— O que quer dizer com isso?

Meu corpo todo tremia. Talvez de medo, talvez de raiva. Eu sei é que tremia.

— Você sabe muito bem o que quero dizer. Olhe só pra você! — riu sarcasticamente — Um anátema sem futuro. Escolheu viver assim.

— Isso não é verdade.

— Ah, nãnanão. — me silenciou. A voz branda e calma jamais seria menos ameaçadora do que qualquer grito. — Você sabe que é. Depois de tudo o que você viu sua mãe sofrer, é impossível acreditar que você não sabia que acabaria no mesmo buraco.

— Eu… eu não sou como ela.

— De fato. Você é pior.