No Ritmo Da Vida
4 Capítulo 4 - No Ritmo Da Vida.
Passaram — se horas até que enfim eu desembarquei. Eu estava em New York! Como já tinha conversado com a mulher da agência, um responsável pelo o “reality” iria me buscar no aeroporto. Vou explicar. Esse Reality vai ser uma porta para o trabalho. Os 10 melhores vão ficar para trabalhar com os Astros da musica que lhes escolherem. A primeira fase são 48 participantes. Esses 48 serão divididos em quatro partes. Ou seja, vão ficar 12 pessoas em cada grupo. Os participantes vão morar em uma casa. Cada casa com 12 participantes. O responsável foi me buscar e foi me explicando tudo. E por incrível que pareça, só faltava eu chegar a casa. Finalmente eu conheci as pessoas que iam morar comigo durante um mês e meio. Só tinha eu de brasileira, o resto do pessoal eram todos daqui do EUA. Senti-me um pouco excluída. E o máximo que eu consegui dizer foi um: “Hi!”.
Eu entrei e me instalei. A casa era bem dividida, tinham 6 homens, e 6 mulheres. E tinha quatro quartos. Dois quartos pros homens e dois pras mulheres. Eu fiquei no quarto com duas meninas loiras dos olhos verdes. Okay! Eu já sou excluída por ser do Brasil, e agora pela a cor da pele e do cabelo? O nome delas era: Stephanie e Carly. Depois que me instalei no quarto, um menino veio falar comigo.
(Obs: Eles falam inglês, mas os diálogos vão ser em português).
– Hey! Meu nome é Bryan Tanaka. E o seu?
Nossa ele é lindo! Americano com jeitinho Japonês. Acordei do meu transe, pra responder.
– Meu nome é Carla Ferrer, mas pode me chamar de "Ca" ou "Carlinha".
– Que nome lindo! Dança há quanto tempo?
– Desde que me entendo por gente! Meu pai sempre amou dança, e então me botou pra dançar desde pequena. Acho que desde cinco anos. E você?
– Desde 10 anos! Eu tenho 17 anos! Fiz ontem! Olha que presente!
– Nossa que legal, eu tenho 16 anos, faço 17, dia 16 de Janeiro. E a propósito parabéns pelo o seu aniversário.
Eu me levantei e dei um abraço nele, acho que ele ficou surpreso. O que eu posso fazer? É jeito brasileiro de ser.
– Ah, valeu! Sabia que eu adoro o jeito de vocês? É um jeito brasileiro de ser!
– Sério? Por quê?
– Sei lá, vocês são sempre tão amistosos. Tipo você chegou aqui e todos te olharam torto, só porque você é brasileira. Eu vim falar com você e descobri que você é bem melhor da metade do povo dessa casa, me desejou feliz aniversário e me deu um abraço tão gostoso. Admiro isso nos brasileiros.
– Nossa, estou surpresa.
– Por quê?
– Poucas pessoas elogiam o meu País, ou as pessoas que residem lá.
– Seu País é maravilhoso! Quero ir ao Brasil, lá tem muitas coisas lindas. Começando pelas as brasileiras.
– Rá,rá,rá! Engraçadinho!
– Sério, mesmo! Mas eu queria mesmo, era aprender a sambar!
– Ótimo, eu sambo muito bem!
– Humilde você.
– Sério, quer que eu te mostre?
– Com todo o prazer!
Eu peguei meu celular, mas na hora que ia por a musica, a nossa instrutora do Reality, nos chamou para ter a reunião com todos da casa.
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