No Ritmo Da Vida
25 Capítulo 25 - No Ritmo da Vida!
P.O.V Carla’s
Hoje! Sim, era hoje eu ia vê-lo! Depois de três meses longe do meu amor, 10 horas de voo não iam ser nada. Mas a ansiedade acaba comigo. Finalmente eu desembarquei. Peguei as minhas malas e retirei um par de sapatos de bebê e os posicionei em cima da minha barriga que já estava um pouco saliente. Quando sai da sala de embarque, eu o vi. Lindo, meigo e gostoso. Como ele consegue ser tão lindo desse jeito? Também vi Diego e Roberta meio que chegados. Eles não haviam me visto. Segundos depois o olhar dele cruza com o meu. Eu fui praticamente desfilando até ele. O Tomas não esboçou nenhuma atitude, ele posou os olhos na minha barriga e ficou perplexo. Cheguei perto dele.
– E o meu beijo cadê? Pensei que estivesse com saudade!
Depois que falei isso, ele meio que despertou do transe e me deu um beijo. Mas não foi qualquer beijo, foi um beijo de saudade, um beijo de carinho, um beijo de finalmente.
– Carla, o que significa isso?
– Os sapatinhos? Ah! É que você vai ser papai!
Eu estampei um sorriso na cara, mas por dentro eu estava totalmente nervosa, a tempo de passar mal. Tomas ficou parado. Eu quebrei o silêncio.
– Vou explicar pra você quando chegar em casa. Mas em primeira mão, os dois ali – apontei pro Diego e pra roberta – vão ser os padrinhos. Eles já sabiam, pedi pra eles não contarem para você. E eu também já sabia que você ia está aqui quanto eu chegasse, eles me contaram, porque afinal a minha surpresa é mais chocante. Então vamos?
Roberta e Diego vieram me abraçar. E a gente seguiu para casa. Tomas não deu uma palavra. Eu brinquei com a Roberta e o Diego dentro do carro. Chegamos em casa, o Tomas se sentou no sofá, e os dois subiram. Aqueles dois com certeza devem tá transando loucamente, depois quero satisfações. Sentei-me ao lado do Tomas.
– Eu sei que é uma barra, mas…
– Mas? Carla olha a sua idade, você quer ter mesmo essa criança?
– CLARO QUE EU QUERO TER! Não foi nada fácil ficar essas semanas sem ti contar nada, contar nada ao pai do meu filho, eu estou no inicio da minha carreira de bailarina, foi um baque, mas eu segurei firme esse tempo, já me acostumei com a ideia. Falei também com a Beyoncé ela disse que ia me dá o tempo necessário para eu cuidar dele ou dela. Eu já o amo, como ninguém. Eu já o amo, por ele está dentro do meu ventre, eu o gerando, eu o alimento, eu o dando carinho. E eu o amo muito mais por ele ser filho do homem que eu amo com todas as forças do meu corpo. A única certeza agora é que eu quero tê-lo, com você ou sem você.
Ele parou um pouco e pensou, eu nem preciso falar que já estava me derramando em lagrimas.
– Você acha mesmo que eu ia abandonar você? Que tipo de homem eu seria? Uma cafajeste, um canalha? Não Carla. Você é a pessoa que eu mais amo no mundo, você tá gerando um filho meu, você tá gerando um presente de Deus, você é a mulher da minha vida, e desculpa pelo o meu primeiro pensamento sobre isso. Eu só não tinha digerido toda a história, porque foi de primeira né?
– Foi sim, seu pausão. Culpa tua! Mas pelo o menos você não é um idiota que abandona a mulher gravida!
– Nunca ia fazer isso, e obrigado pela a parte que me toca. Agora eu posso fazer carinho na sua barriga, ou melhor, no meu filho?
– Ou filha! Claro que pode!
– Sinto que vai ser um garotão.
Ele veio e passou a mão na minha barriga fazendo um carinho.
– Ai Meu Deus!
– O que foi? Você tá passando mal? Vamos ao médico!
– Não é isso exagerado!
– Então o que é?
– Ele ou ela mexeu, quando você pegou na minha barriga ele/ela mexeu. Que sensação engraçada. Muito bonito, por que só na presença do seu pai você mexe em mocinho/mocinha?
– “Do seu pai”, gostei dessa frase!
– Se acostume, você vai carregar ela pro resto da sua vida!
– Não vejo a hora!
A gente se beijou e se dirigiu para o quarto. Vamos matar essa saudade.
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