Notas iniciais
Ok, eu finalmente criei coragem de publicar isso >< Eu tive essa ideia no meio da aula de história - na verdade, eu tenho MUITAS ideias Hetalia na aula de história. - e comecei a escrever na aula mesmo =x Por favor, sejam pacientes comigo, já que é a minha primeira longfic de Hetalia. Aqui vai um prólogo bem curto, apenas para apresentar a história. O primeiro capitulo é bem maior. Boa leitura.

Limpar o convés. Uma tarefa nada digna de um herói. Ainda assim, lá estava Alfred com um esfregão na mão e um balde na outra. Não era como se tivesse opção... Tinha sido praticamente escravizado e, estando no meio do mar, não tinha para onde fugir. O plano de navegação raramente lhe era informado, embora ele tivesse certeza de que era um plano certo, uma vez que pequenas embarcações sempre apareciam para dar mensagens àquela pessoa. Alfred também sabia que aquelas pessoas não seriam a melhor opção para rota de fuga... Se tentasse, aquela pessoa ficaria sabendo. E com certeza encontraria o maior dos abismos do oceano para fazê-lo andar na prancha. Não, ele esperaria a oportunidade certa para fugir e livrar-se daquele bando de piratas malditos.

Não que sua vida estivesse ruim, no geral. Limpar o convés era um incômodo, claro, e ele tinha que fazer um bocado de trabalho braçal, é verdade, mas sua força não era um problema. Os outros membros da tripulação pareciam aceitá-lo bem, enquanto aquela pessoa mantinha-se distante. Era irritante. Em qualquer outra ocasião, Alfred diria que ele estava evitando-o. Que outro motivo o capitão teria para passar tanto tempo dentro do próprio gabinete? Alfred sabia que não o via de perto a pelo menos uma semana. Embora fosse ele a quem o americano mais odiava, de certa forma, estava ansioso para que ele aparecesse outra vez.... E nem sabia o motivo.

Perto do mastro principal, Gilbert lançou um olhar zombeteiro a Alfred. Uma veia saltou na testa do americano. Nas ultimas semanas tinha suportado muitos tipos de humilhação — e ele culpava Gilbert e aquele maldito por todas elas — mas definitivamente não estava disposto a aceitar provocações de um homem que andava com um pintinho na cabeça. Ou seja lá que tipo de pássaro bizarramente redondo e amarelo fosse aquele. Antes, porém, que Alfred conseguisse enfiar aquele esfregão garganta de Gilbert a baixo, outros dois membros da tripulação se aproximaram.

Um deles loiro com a roupa impecável, embora Alfred não tivesse ideia de como ele conseguia manter aquela aparência de galã romantico no meio do mar. O outro, um oriental mais simples, vestia uma yukata. Um pirata de yukata. Aquele era definitivamente o navio pirata mais bizarro do qual já ouvira falar.

Kiku Honda era o único tripulante de quem Alfred gostava — apesar da yukata. Na verdade, todos gostavam de Kiku. Ele era simplesmente inofesivo demais para que alguém lhe desgostasse.

- Bom trabalho, Alfred-san. — cumprimentou Kiku, aparentemente desconfortável por ver o outro trabalhando sozinho.

- Você parece cansado, Alfred, mon chér. — comentou o loiro com seu sotaque francês. Alfred não lembrava o nome dele.

- Aquele capitão é um tanto xenófobo, vocês não acham? — Alfred perguntou voltando a esfregar o chão. — Me fazer de escravo só por que eu sou americano.

Aquilo era algo que ele não entendia. Por que o capitão o mantinha ali? Seria mais lógico jogá-lo no mar, matá-lo, libertá-lo... Estava claro que o capitão odiava Alfred com todas as forças. Então por que o mantinha ali? E Alfred não se atrevia a perguntar. Por mais que fosse corajoso, um herói, não queria morrer ainda.

- O capitão não é xenófobo, Alfred-san. — foi Kiku quem respondeu. — Embora ele tenha uma clara inclinação a desgostar americanos, eu tenho bastante certeza de que ele o escravizou por que tem algo em particular contra a sua pessoa.

- É... Obrigado, Kiku. — respondeu Alfred, sarcástico enquanto o francês loiro ria da falta de tato do japonês. Kiku não pareceu notar que tinha dito algo de mal.

Alfred considerava derrubar aquele francês risonho ao mar com o esfregão quando ouviu-se um ruído alto de porta batendo. Aquela pessoa saiu da cabine. Usava as roupas habituais: Botas negras que chegavam aos joelhos, calças brancas, uma camisa azul meia noite e um sobretudo vermelho que lhe dava um ar realmente impressionante. O chapéu estava torto na cabeça do capitão deixando ver parte dos cabelos loiros rebeldes recentemente cortados. Ele endireitou o chapéu para encarar parte da sua tripulação que estava no convés e os olhos verdes tempestuosos do capitão Arthur Kirkland se fixaram em Alfred por menos de um segundo antes que ele bruscamente os desviasse, parecendo de mau humor.

Aquela pessoa tinha o poder de irritar Alfred como nenhum outro homem vivo jamais tivera. A começar pelo dia em que se encontraram pela primeira vez por uma infeliz intervenção do destino...

Notas finais
Bem... É isso. O primeiro capítulo será postado semana que vem, pontualmente ao sábado. Palavra de escoteira. E já que você leu aqui, não custa deixar um comentário pequenininho, custa? Só para que saber suas primeiras impressões :3