No Pain, no Gain

6 Om Du Vill Ha Meg Kan Du Ta Meg


Notas iniciais
Primeiro:Os nomes usados são Lukas para o Noruega e Mathias para o Dinamarca. É.
Segundo: Mais um capitulo filler. Palmas para a autora incompetente.
Terceiro: Essa é a primeira vez que eu escrevo algo pervertido. Desculpem por ser uma amadora. Se vocês não gostam de amadores, fechem a janela, desliguem o computador e esqueçam que um dia leram algo meu.
Quarto: Dedico este capitulo à LucyCanon, à Sutta e à todas as leitoras que pediram mais pegação na história. Aqui vai pegação para vocês, meninas.
Quinto: O nome do capitulo é o título de uma música. Om du vill ha meg, de Vidar Johnsen e Peter Nordberg. Significa "Se você me quer, pode pegar-me". Não pensem maldade, por favor.

Havia uma pequena vila na Dinamarca tão pacata e alegre que não era relevada pelas grandes potências da época. A vila era, de certa forma, governada pelo dono das terras, um velho senhor feudal. A casa do senhor era uma residência que contrastava fortemente com as casas simples da vila, pois era uma mansão muito grandiosa para um homem viúvo. Certo dia, porém, o senhor feudal morreu, ainda reclamando de suas cicatrizes de guerra e sua falecida esposa. Então o filho único do senhor, que estava estava estudado no estrangeiro, voltou para assumir sua herança. Era um rapaz dinamaquês forte, alto e com aparência saudável. A aparência máscula do jovem, seus cabelos loiros sempre arrepiados e os olhos brilhantes que sempre sorriam tornaram-se sonhos de consumo de todas as mulheres da vila, que competiam para ver quem teria a sorte de levar o jovem dinamarquês para o altar.

Não que ele fosse o único bom partido da vila. Não, ele havia trazido consigo mais quatro bons partidos. Ninguém sabia ao certo o porquê dos cinco jovens estarem morando juntos ou porquê haviam acompanhado o jovem senhor feudal para a Dinamarca, embora as especulações não fossem poucas. A mansão que ficava a certa distância da vila era conhecida como a Casa dos Nórdicos.

Os mais discretos eram dois irmãos que, não se sabia como, vinham de dois países diferentes. O mais velho era norueguês.Não expressava emoções e era tão antisocial quanto o jovem senhor feudal dinamarquês era alegre. Era raro vê-lo fora de casa, embora os empregados com frequência o vissem lendo livros perto da janela, sem mostrar nenhuma expressão nos olhos azuis escuros. O mais novo era da Islândia e igualmente inexpressivo. Parecia ser próximo do seu irmão e não se importar muito com o mundo ao seu redor.

Havia um homem sueco sempre sério. Embora muitos o achassem sinceramente assustador — ele realmente era sério! — ninguém podia negar que por trás dos óculos, era um homem atraente. E ele era gentil, embora não falasse muito. Isso certamente contava muitos pontos numa vila onde todos eram pessoas rudes e simples do campo. Para completar, o sueco tinha um filho adotivo: Um garotinho enérgico que costumava passar muito tempo brincando com as crianças da vila. Outro muito gentil que vivia na mansão era um finlandês simpático de olhos castanhos quase infantis. Ele costumava ir junto com as empregadas fazer compras na feira e tinha amizade com quase todas as pessoas na vila. Algumas pessoas brincavam dizendo que o finlandês era gentil como uma mulher e teria dado uma excelente esposa.

Quem diria que o finlandês, Tino Vainamoinen, era algo realmente parecido com uma esposa. Algo como uma esposa virgem que ainda não sabe que casou.

– E, no fim, eu nunca sei o que ele está pensando. — Tino ia dizendo.

O finlandês enfatizou suas palavras batendo o punho fechado na mesa. Ele já estava muito alterado, pois era o tipo histérico de bêbado. O nórdico norueguês Lukas agradeceu o fato de estarem num canto reservado do bar e, aproveitando que Tino estava ocupado demais desabafando, descansou a cabeça sobre os braços e estes sobre tampo da mesa com certo ar de desinteresse. Não havia bebido nem a metade do que Tino havia, mas era fraco para álcool. Lukas era o tipo melancólico de bêbado e apenas permanecia lá com uma expressão vazia enquanto Tino se lamentava da vida e de sua relação com seu eventual colega de quarto sueco, Berwald.

Berwald e Tino já estavam juntos muito antes de irem morar na Dinamarca e dividir uma mansão com outros nórdicos. Qualquer imbecil que convivesse com os dois era capaz de dizer o que Berwald realmente pensava a respeito de Tino — e não era amizade — mesmo considerando os problemas que o sueco tinha para se expressar. O fato de Tino ser o único a não perceber deixava Lukas irritado. O fato de os dois dividirem o mesmo quarto enquanto Berwald esperava pacientemente que Tino descobrisse sozinho o que sentia o fazia bufar de exasperação. Tino e Berwald realmente lhe tiravam a paciência.

O norueguês não sabia ainda que força obscura das trevas o havia feito aceitar beber com sensível Tino, mas já tomara álcool o suficiente para começar a ver tudo borrado e sentir vontade de jogar algumas verdades na cara do companheiro. Ao invés disso, falou:

– Bror... Vamos para casa.

Estava temendo um escândalo ainda maior, sua paciência estava no limite. Felizmente, Tino estava num estado ruim o suficiente para aceitar qualquer coisa que Lukas sugerisse, então levantou. Nenhum dos dois tinha muito equilíbro, então foram reduzidos a apoiar os braços nos ombros um do outro e cambalear juntos pela calçada. Graças a Deus, o bar ficava na extremidade da vila, não muito longe da Casa dos Nórdicos, de modo que não tiveram muito tempo para expor sua embriaguez em público. Não que houvesse algum público nas ruas às 11 da noite. As únicas pessoas acordadas tinham sido aquelas a ficar no bar.

– Você sabe, Nor? — Tino continuou — O Waldie sempre parece estar sabendo algo que eu não sei. Ele é realmente reservado e nunca diz o que sente. Eu me preocupo com isso. E se eu estiver deixando-o chateado e ele for gentil demais para dizer?

Lukas não tinha certeza se a vontade de socar Tino era causada pela burrice do mesmo ou pelo fato de dar apelidos às pessoas. Era Lukase Berwald, não Luk e Waldie. Caso socasse Tino, ficaria sem ter em quem se apoiar até chegar em casa, então limitou-se a dizer "Hm."

– Você é tão... — soluço — sortudo, Luk! Por ter o Mathias. Ele é sempre alegre e sincero.

A vontade de apelar para a violência aumentou. Lukas não gostou de ter sua relação com Den, o cobiçado jovem senhor feudal da vila, comparada com a relação mal resolvida de Tino e Berwald. Ele não gostava de ser mal resolvido.

– Eu não tenho o Mathias.

– O Mathias que te tem, então? — Tino riu da própria piada.

– Ele diz que é meu melhor amigo, mas é só um maluco que gosta de me encher a paciência.

– Oh... É mesmo? — isso entristeceu o finlandês. — Que pena... Deve ser bom ter um melhor amigo como o Mathias... Ele é tão alegre e sincero.

Melhor amigo. E se Berwald pudesse ouvir sua "esposa" chamando-o de melhor amigo? Isso o machucaria? Lukas trincou os dentes. Amaldiçoou a compassividade do sueco.

– Se pensa isso mesmo, afaste-se do Berwald e torne-se melhor amigo do Mathias.

Os dois já haviam, com seus passos bambos de bêbados, chegado em casa. Tinham acabado de alcançar a varanda quando Tino ouviu o conselho de Lukas. O finlandês afastou-se do outro como se ele o tivesse queimado. A expressão em seu rosto era choque, como se Lukas houvesse sugerido que deviam jogar filhotes de cachorrinho na fogueira.

– Não! — gritou — Eu nunca... Como você... Se não for o meu Waldie, eu não...

Por um instante, Tino pareceu ficar sem palavras tamanha era a sua fúria ao ouvir alguém sugerir que devia deixar Berwald... Contudo, Lukas notou que não era a fúria que tirava as palavras de do finlandês: Era o álcool. Tino virou-se de costas e tombou de quatro para vomitar ruidosamente no jardim. Lukas fez uma careta, lutando para manter o equilíbrio e para não vomitar também. Zonzo, cambaleou até a porta e encostou o corpo ali enquanto esperava Tino recuperar-se. Parecia que ia demorar.

De repente, Lukas sentiu que seu corpo estava girando em direção ao chão e achou que tinha perdido o equilíbrio sozinho... E então percebeu que alguém havia aberto a porta por dentro. O mesmo alguém segurou o norueguês antes que caísse.

– Pensei ter ouvido a voz do Tino. Vocês... Huh... Melhor não perguntar.

– Mathias... — Começou Tino, mas precisou curvar-se para vomitar mais.

Mathias olhou de Tino, ainda pondo os intestinos para fora junto com toda a bebida ingerida naquela noite, para Lukas, apoiado no peito do dinamarquês sem fazer nenhum esforço para fingir que ainda tinha algum equilíbrio para se firmar nos próprios pés.

– Que 'stá acontecendo? — perguntou uma voz grave de dentro da casa.

O dono da voz, Berwald, saiu para a varanda. Outras pessoas diriam que não houve nenhuma mudança em sua expressão ao deparar-se com Tino de quatro no jardim e Lukas nos braços de Mathias... Mas um bom observador poderia dizer que os olhos do sueco se estreitaram de preocupação.

– Berwald, que bom que está acordado. — Mathias sorriu — Acho que estes dois exageraram na diversão. Cuide do Tino, por favor, eu vou ajudar o Lukas.

Não precisava ter pedido. O sueco já estava do lado de fora ajudando Tino, embora o finlanês não parecesse ter nenhuma consciência de quem era a pessoa que o estava colocando no colo. Por um segundo, Lukas pensou que Mathias faria o mesmo, mas o dinamarquês não parecia disposto a carregá-lo no colo como a uma princesa. Ao invés disso, apoiou o braço de Lukas nos próprios ombros e passou um braço pela cintura do rapaz. Lukas subiu as escadas sobre os próprios pés, embora boa parte do seu peso estivesse apoiada no outro.

– O que houve, Lukas? — Mathias perguntou enquanto subiam. — Vocês dois não costumam extrapolar tanto.

– Tino está deprimido. — respondeu friamente. — Pois não sabe o que Berwald está pensando.

– Ah. — risadinha — Ele queria desabafar? Com você? Mas você é tão frio, Lukas, aposto que ficou lá ouvindo sem dizer nenhuma palavra de conforto ou conselho.

– Ele não precisava de conforto. — decretou impiedosamente. — Estava reclamando de barriga cheia. Não é minha culpa que ele não consiga resolver-se sozinho.

– Ja. — concordou Mathias com outro risinho.

Não fique aí rindo, seu idiota... Talvez fosse o álcool afetando suas emoções, mas estava irritado. Irritado com Berwald por sua maldita paciência, por estar sempre estar cuidando de Tino. Irritado com Tino, por ser tão lerdo, por fazer Berwald ter de ser paciente. E, principalmente, irritado com Mathias por querer ser seu melhor amigo quando ele claramente não o suportava e também por fazê-lo esperar. Sim, Lukas não podia realmente criticar Berwald, pois ele também estava esperando por um completo estúpido. Diferente de Tino, Lukas era um observador e sabia que o que via em Mathias não era arrogância sua. Sabia que havia algo ali, ainda que o próprio dinamarquês não admitisse.

A personalidade dos dois não podia ser mais dispar: Lukas era frio e beirava a ser antisocial. Preferia manter distância de tudo e todos e observar as pessoas de dentro do seu próprio mundo, onde poucos tinham permissão de entrar. Mathias era todo alegre e gostava de conversar, sendo bem mais barulhento do que o norueguês julgava agradável. Mathias frequentemente ria alto, abraçava Lukas e dizia que eram melhores amigos. Lukas frequentemente o ignorava ou lhe dava cotoveladas no estômago quando estava de mau humor. Mathias passou por maus bocados depois que o norueguês aprendeu um golpe chamado chave de pescoço. Era como se os dois fossem completos opostos. E ainda assim, Lukas queria que Mathias tomasse uma atitude.

Tino podia achar que Mathias era sincero e direto, mas estava enganado. Ele não era.
– Como você se sente, Luk? Você quer ir dormir ou prefere tomar um banho?

– Eu prefiro que você pare de agir como um pai preocupado.

– Ja. Dormir então.

A porta do quarto de Lukas estava aberta, como ele tinha deixado antes de sair com Tino. O cômodo não estava arrumado como de costume. Haviam alguns livros espalhados pela mesa, sinal de que o irmão mais novo de Lukas ou o filho de Berwald haviam estado ali. A cama estava desfeita e parecia muito convidativa. Lukas foi tomado pelo mais estúpido dos impulsos, mas tão irresistível quanto os lençóis macios. Era culpa do álcool, afinal.
Mathias começou a tirar o braço de Lukas do ombro. Ele ia deixá-lo cair na cama e dormir sozinho. Ele ia voltar para o próprio quarto depois de ajudá-lo a subir as escadas. Lukas não precisava desse tipo de ajuda inútil. Hoje não. Lukas precisava apressar as coisas. Quando Mathias virou-se para sair do quarto, o norueguês agarrou a barra da sua camisa.

– Mathias.. Você me irrita. Eu tinha motivos para estar chorando no ombro do Tino agora e não o contrário.

– O que você quer dizer?

– Você sabe o que eu quero dizer. Você pode ser idiota, mas isso você sabe. Eu... Para você... É a mesma coisa que o Tino é para o Berwald?

Mathias ficou tenso e tornou a virar-se de frente para o outro lentamente. Como se Lukas precisasse de mais uma confirmação.

– Ah... Você vai acordar amanhã sóbrio e arrependido de ter perguntado algo assim, Lukas. Você sabe que o Berwald... Pelo Tino...

– É por isso — a voz de Lukas tornou-se um sussurro — que você me irrita.

As mãos do norueguês subiram para a gola da camisa de Mathias. O dinamarquês denotava algum nervosismo nos ombros rígidos, mas não reagiu. O sorriso bobo que costumeiramente exibia não estava ali. Bastou Lukas esticar ligeiramente o pescoço para olhar dentro dos olhos do outro. Nem precisava ficar na ponta dos pés para sentir as respirações de ambos se misturando.

– É isso o que eu mais odeio em você, Mathias.

Lukas puxou-o para si e tomou seus lábios, antes que se arrependesse de agir como um completo maluco. Teve a satisfação de ouvir Mathias arfar e ficar sem ação. A boca de Lukas estava gelada contra os lábios cálidos do outro. Com a ponta da língua, Lukas descobriu que Mathias estava tomando chocolate quente antes de ir abrir a porta.

– Luk... Somos irmãos.

– Não. — Lukas não parou de beijá-lo. — Não somos irmãos de verdade e você sabe disso.

– Nós dois somos... Homens... — a voz de Mathias quebrou quando Lukas envolveu sua nuca com os braços.

– É realmente isso o que te impede? — Lukas afastou-se o suficiente para encarar Mathias, sem soltá-lo do abraço.

– Você vai acordar amanhã com dor de cabeça, uma ressaca que vai parecer um castigo divino. E vai me bater por isso.

– Neste caso — aproximou os lábios do ouvido do outro — faça com que valha cada soco.

Aquele sussurro foi demais. Mathiasdesistiu de resistir e abraçou o norueguês com força ao mesmo tempo emque tomava seus lábios uma vez mais e explorava a sua boca sem muito pudor; A única coisa de que tinha consciência era Lukas: Os corpos grudados, o perfume vindo dos cabelos loiro-pálidos, os dedos do norueguês massageando sua nuca, os hálitos se misturando no beijo mais intenso de que tinha lembrança. Mathias chutou a porta para fechá-la sem afastar-se de Lukas. Antes que pudesse pensar no que estava fazendo, ambos haviam caído na cama.

Distribuiu beijos do rosto ao pescoço do norueguês, umedecendo e deixando marcas avermelhadas na pele alva. De olhos fechados, Lukas envolveu o pescoço do outro com os braços num pedido mudo que foi prontamente atendido. Arfou ao sentir a pele de sua garganta ser percorrida pelos lábios cálidos. Em algum momento a camisa de Lukas foi removida sem que nenhum dos dois pretasse atenção em que destino ela levou. Mathias estava ocupado demais beijando cada centímetro de pele exposta e Lukas estava ocupado demais sentindo.

As carícias foram interrompidas para que o dinamarquês pudesse ocupar-se em remover a roupa dos dois. Quando ambos estavam usando apenas as peças íntimas, Mathias fez com que Lukas se deitasse e ficou por cima dele. A única iluminação do quarto era a luz da lua que entrava pela janela aberta. O brilho azulado era suficiente para que Mathias pudesse ver em detalhes a pele pálida de seu objeto de desejo. Sem resistir, curvou-se para morder-lhe a orelha.

– É isso que você quer? — sussurrou cutucando com o joelho o volume evidente entre as pernas de Lukas — Você quer que eu faça isso com você?

A segunda pergunta foi seguida de um beijo no ouvido.

– I... Idiota. Não me provoque agora. É claro que eu quero.

– Não é o suficiente. — As mãos de Mathias deslizaram por cima da roupa íntima do norueguês. -Eu não quero que você queira isso... Eu quero que você queira a mim.
Lukas arfou. Então, sua excitação era quase dolorosa e o contato indireto com as mãos de Mathias era agoniante.

–Mathias... — cobriu a boca com o punho para reprimir um gemido.

– Nnn... Dizer meu nome assim é covardia. — sorriu. — Talvez eu deva ser menos cruel?

Não haviam motivos para se reprimir então. As carícias se tornaram mais quentes — e mútuas — as respirações se tornaram ofegares e então Lukas estava completamente subjugado. Depois de anos de uma relação de amor e ódio, finalmente estavam entregues um ao outro num misto de prazer e dor em igual proporção. Lukas pode apreciar os toques fortes e ao mesmo tempo cuidadosos do dinamarquês. Mathias desfrutou da voz daquele a quem tanto queria dizendo seu nome com dificuldade, de um jeito bom. Passou o nariz pelo pescoço de Lukas.

– É bom você lembrar disso amanhã quando acordar.

– Ou... Ou o que? — mesmo naquele momento, Lukas recusava-se a admitir ser comandado. — Você vai me fazer lembrar a força?

– Algo assim.

Parecia tão certo que o teimoso Lukas chegou a perguntar-se por que não tinha tomado uma iniciativa antes. Aquele era Mathias — seu estúpido Mathias — e era tão certo e bom estar com ele que a dor que sentia — a de ser partido ao meio — teve um papel secundário. Era madrugada quando os dois cairam juntos, exauridos e abraçando um ao outro para mais que se proteger do frio.

– Luk? Jeg elsker dig. — susurrou Mathias.

– Idiota. — respondeu Lukas e, em seguida, abraçou o dinamarquês com força.
Mathias sorriu. Era tudo o que precisava.

Notas finais
Bror - Irmão
Ja - Sim
Jeg Elsker Dig - Eu te amo
Não me matem por este capítulo, por favor. Eu escrevi com tanto carinho... No próximo sábado, voltamos aos nossos castos piratas que, diferente do Mathias e do Lukas, ainda estão em abstinência.