No Other

36 Capítulo 36 - Wasted


Notas iniciais
Oi, pessoas. Em pleno carnaval, eu venho com um feels dos bons hauhauha Zoas. Bom, mais ou menos. É dos leves, então tá tranks de postar hehehe. Espero que gostem. E a música do capítulo é Wasted, de Angus e Julia Stone : https://www.youtube.com/watch?v=twnqSCKAsqE Apesar disso, eu sugiro também, mais ou menos quando ela chegar em casa, vocês escutarem Light In the Hallway, do Pentatonix :3 Eu amo muito eles, então na hora que eu ouvi essa música eu lembrei desse capítulo ;) Bjs e boa leitura < 3 Ah, e feliz carnaval *-*

O meu dia, depois de ter dormido no carro, se passou todo dentro de um quarto de hospital. Ali teve a sorte de simplesmente receber uma prescrição para umas vitaminas, mas eu tive que ir para o soro. Quando acordei, fiquei surpresa em ver Jarry. Ele estava exatamente como quando cuidou de mim, no incidente do tiro.

– Seu nome devia ser azar. – Ele me deu um sorriso fraco, posicionando meu braço ao lado do meu corpo. Eu sentia a agulha queimando meu braço, mas tentei ignorar a sensação horrenda. E, enquanto eu não tinha o que fazer e minha mãe não chegava, Shaun me fez companhia.

– Quantos quilos você perdeu mesmo? – Já devia ser a quarta vez que ele me perguntava aquilo, chocado. Era até divertido vê-lo tão surpreso.

– Oito. Na minha cabeça ia ficar melhor, mas acho que foi muito.

– É porque você estava bem, não precisava perder peso. E você há de concordar que não dava para sair bem na sua situação.

– Eu saí o oposto de bem. Pelo menos agora eu estou vestida.

Silêncio. Eu estava pensando na camisola hospitalar, até reparar no olhar de Shaun sobre o piso. Hesitação. Chamei seu nome, esperando ele se explicar. Demorou, mas ele percebeu que eu tinha notado.

– Você devia ligar para Duran depois. Albert contou para ele quase que na mesma hora que a polícia apareceu na escola. É, fizeram uma investigação, garota.

Duran. Eu nem estava pensando naquilo, naquele momento. E pensar que dentro daquele quarto escuro eu ficava choramingando se aquilo aconteceria com ele perto de mim. Ele devia ter ficado preocupado. Ouvi Shaun ficando de pé e o fitei, meio distraída.

– Sua mãe acabou de chegar. Eu já vou. Tudo bem com você?

– Agora sim. Obrigada por ir até lá.

– Annie estava desesperada demais para eu conseguir negar. E, afinal de contas, você estava precisando mesmo. Se cuida.

Antes de deixar o quarto, ele se inclinou e me deu um beijo na testa. Suspirei, vendo-o sair e Elijah entrar, acompanhando minha mãe. Ela nem respirou direito, me vendo naquele estado.

– Zinha, sua vida parece um filme. E seria um até bem legal, se não estivesse acontecendo de verdade.

– Oi, Elijah. Ei, mãe.

Ela me encarava, calada. E eu ia ficando envergonhada. Eu tinha sido tão idiota que dava até medo de mim mesma, de repetir aquele tipo de burrice. E, assim que minha mãe começou a me encarar, séria, eu só consegui querer enterrar a cabeça num buraco. Até ela dar um sorriso aliviado e vir me abraçar.

– Por que você não me avisou que ia sair, meu bem? Eu teria ido atrás de você antes, eu...Nunca mais faça isso! Ouviu?

– Desculpa, fui burra mesmo. E não vou sair tão cedo.

Ela não disse nada. Claro que eu não ia sair tão cedo, se bobear nem à escola eu ia querer ir. Não que fosse ter escolha. Eu fugi da questão que me distraia e voltei a olhar Elijah, com o notebook debaixo do braço. Só ai ele se lembrou da sua missão.

– Ah, sim. – Sentando-se ao meu lado na cama, ele entrou no Skype, fazendo uma chamada. Quando a janelinha surgiu, eu vi os rostinhos dos quatro integrantes da banda. Jack estava no meio, com a barba por fazer e os olhos fundos no rosto.

– Megs, meu Deus! Tudo bem?

– Ei, Jack. Meninos...

A vergonha voltava a todo instante. Apesar de tudo que ele poderia me dizer, os olhos de Jack pareciam simplesmente satisfeitos em me ouvir de novo. Eu dei um sorriso sem graça, engolindo o choro que ainda não caíra. E pensar que eu podia ter ficado ali e não vê-lo mais. Ian deu um sorriso, daqueles felizes dele. Sorri de volta.

– Você precisa de um pouco de juízo nessa cabecinha sua. Olha meu estado. Sabe o que é não dormir por quatro dias? Eu sei.

– O cara não apagava nem com remédio. Está tudo bem mesmo, sim?

– É, Jared, só um pouco de soro e vou estar novinha em folha e pronta pra próxima.

– Nem brinca. Mas o soro explica porque você está branca feito um papel. Bom, a gente vai deixar você desmaiar em paz. Beijo, te amo.

– Até mais, gata. Se cuida, viu?

– Tchau, Jack. Você também, Ian.

A ligação se encerrou. Elijah, depois de olhar minha lista de contatos, falou que ia atrás da mamãe e me deixou sozinha. Respirei fundo, aproveitando a deixa. Liguei para Duran. Não gastou nem um segundo, a câmera abriu, exibindo Duran com o cabelo todo bagunçado e sem camisa.

– Megs, oi. Deus, o que fizeram com você?

– Me deixaram presa num quarto frio e escuro.

– Você não pode simplesmente entra no carro de um estranho, garota. Eu juro que achei que meu pai estivesse brincando, mas ai notei que era sério demais para ser brincadeira.

– Sério e idiota, né? Não sou a pessoa mais brilhante do mundo, como podemos notar.

– Não precisa ficar assim, eu só fiquei preocupado. Enlouquecido, na verdade. Está tudo bem agora?

– Sim. Annie e Ali também ficaram bem.

– Sabe, sorte sua eu não estar ai para dar um cocão nessa cabeça oca. E te dar um abraço depois.

– Eu ia ficar era bem feliz com isso. Eu senti sua falta enquanto estava lá.

Notei que ele ia me dizer algo, mas foi interrompido por uma voz vinda de fora do meu campo de visão. Ele respondeu, chamando a senhora para o seu lado.

– Megs, minha avó. Vó, essa é a menina de quem eu te falei, lembra? Megan.

– Olá, meu bem. Largou mesmo essa garota para vir para cá? Você é doido?

– É, um pouco, vó. Bom, preciso ir. Megs, se cuida, ouviu?

– É, tudo bem. Tchau, tchau.– E com um aceno, desliguei a chamada. Deixei o notebook na cômoda ao meu lado e me deitei, suspirando. Precisava descansar antes de ir até Lara.

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Foi uma situação bem desconfortável no consultório. Parecia a primeira vez que eu via Lara. Devia ser a primeira vez que eu a via com aquela cara, tão séria.

– Você tem um azar, hein? É só um trauma começar a sumir, já te mandam outro.

– É, desculpa por isso.

– Bom, vamos começar.

Fiquei feliz em ntoar que ela não ia me julgar, e sim tentar acabar com o porblema. Bem, era trabalho dela, mas ainda senti a amizade no ato. Sorri, vendo a caneta correndo pela folha. Contei a experiência toda, lembrando de cada segundo sem esforço. Não era o tipo de história que a gente esquece. E, talvez, o pior mesmo tenha sido a conclusão que eu tirei.

– Eu acho que nunca mais apagar uma luz.

– Os traumas normalmente se manifestam, como você bem sabe. A dor nas costas que você sentia, agora esse medo...Mas, e quanto ao tal Klaus?

– Eu fico preocupada com ele. Pelo menos ele deu a entender que não queria nada daquilo, me ajudou a fugir...

– E os outros?

– Todos parecem detestáveis. Eu não convivi o suficiente para saber se também se sentiam forçados àquilo, mas não parecia. E Hye-In eu já esperava que fosse uma puta.

– Tem mais algo que queira falar? Sabe que pode me falar tudo. Eu não posso contar para ninguém mesmo.

– Sabe, eu não achei que estivesse tão ferrada, até me levarem ao parque e me ameaçarem. Foi apavorante. Então eu chorei tanto, que eu nem sabia que podia. E eu estava apavorada, mas foi tão... eu me senti muito aliviada.

– Bom, por hoje é isso. Se precisar, pode ligar. Fico feliz em te ver bem.

Sorri e lhe dei um abraço, antes de sair do consultório e ir embora.

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Nunca fiquei tão satisfeita em cair na minha cama, largada. De estar na minha casa, no meu quarto, com roupas limpas, comida quando eu quisesse, uma cama quentinha. Encarei meu teto, feliz.

– Tem pizza na cozinha. – Elijah colocou meu notebook no criado mudo e saiu do quarto, mexendo no celular. O que tinha acontecido com o meu celular?

– Você tem sorte. Os policiais acharam isso aqui numa rua perto da tal festa. – Minha mãe falou comigo, antes de voltar a atenção par ao telefone. Minha blusa e meu celular, meus documentos. Sorri. Sorte mesmo. – Seu pai quer falar com você.

Peguei meu pedaço da pizza antes de falar, numa tentativa de me preparar para o sermão. E eu precisava mesmo, para deixar de ser otária. Coloquei o aparelho no ouvido e esperei.

Vinte e sete minutos, foi o que eu fiquei ao telefone, com meu pai berrando comigo. Eu nem reclamei. Depois de tudo, ele ficou feliz em saber que eu estava bem e disse que agora poderia voltar ao trabalho. Desliguei e comi a pizza, atgé minha mãe vir falar comigo.

– Sabe que vai à aula segunda, certo? Que bom. E como foi com a Lara?

– Ah, foi o de sempre. Digo, a história foi outra, mas em resumo... Mãe, agora me veio uma dúvida.

– O que foi?

– O que vai acontecer com aqueles caras?

– Com sorte, a polícia vai encontrar todo mundo e vão colocar esses malditos na cadeia. Você não precisa mais se preocupar, tudo bem? Vai ficar tudo bem, está segura.

– É, eu sei. – Até pensei em falar sobre Klaus, mas ela provavelmente não ia entender. Preferi ficar tentando formar a imagem dele na cadeia, mas não consegui.

– E por falar nisso, precisa agradecer seus amigos. Aquele dos olhos roxos ficou bem preocupado.

Revirei os olhos. Quando ela cismava que alguém gostava de mim, não tinha reza que tirasse a ideia da cabeça dela. E eu tinha que aturar a provocação.

– Ele gosta da Ali.

– Eu não acredito, acho que é de você.

– Mãe, ninguém gosta de mim.

– Duran gosta.

– É, mas ele não está aqui.

– Bom, é verdade. Muito bem, eu vou dormir. Boa noite. – Ela me deu um beijo na testa e foi para o seu quarto. Fiquei mais um pouco na sala, até o cansaço começar a levar a melhor e eu ir dormir. Vesti meu pijama, fechei a cortina da janela e me deitei, depois de apagar a luz.

Suspirei, de costas para a porta. Aquela maldita sensação de ter alguém ali. Sacudi a cabeça e me deitei de costas para o corredor. Eu não estava sozinha. Minha mãe e meu irmão iam me ajudar se eu precisasse.

Eu tentei, mas não consegui. Depois de três horas deitada no escuro, sem conseguir nem piscar direito, eu fiquei de pé. Esfreguei o rosto, querendo apagar de mim aquela sensação de incerteza. Decidi tomar água, simplesmente para sair do quarto.

A impressão que eu tinha era de estar presa dentro de um filme de terror, daqueles bem horrorosos. Fui andando pelo corredor escuro, ouvindo tudo que eu conseguia. A cozinha parecia pouco mais clara, com a luz da lua que entrava pela janela.

Enchi meu copo com a bendita água. Ouvi algo caindo na sala, mas respirei fundo e me convenci de que era da minha cabeça. Eu poderia simplesmente acender a luz para me acalmar, mas não queria ficar refém de lâmpadas. Respirei fundo, de novo.

Os degraus da escada rangeram. Agora eu tinha certeza que era verdade. Agarrei a beirada de pedra da pia e esperei. Não podia ser nada, mas eu tinha certeza que estava ouvindo os passos. Peguei o primeiro objeto dentro da pia e me virei de uma vez para o meu suposto inimigo.

– Ei, ei, abaixa isso. – Elijah deu um pulo para trás, assustado. Senti o ar que entrava nos meus pulmões, carregando a tranquilidade consigo. Soltei o ar, jogando a faca dentro da pia de novo. – O que há com você?

– Você me assustou.

– Ah, e ai você me aponta uma faca? É por causa de...

– Não é nada, não. Boa noite. – Acabei com a água e subi de volta para o quarto, suspirando. Confesso que fiquei assustada com minha reação. Podia ter sido mais grave do que simplesmente assustá-lo. Voltei a me deitar, repetindo mentalmente que não tinha nada. Só então eu finalmente dormi.

E foi daquele jeito o resto do fim de semana todo. Eu ficava horas rolando na cama, esperando me livrar do medo, mas ele só piorava. Foi tão ruim que, no domingo de madrugada, eu tive que ligar para Lara.

– Lara, eu sei que essa maldita criança está lá, e dessa vez ela conseguiu trazer alguém.

– Megs, escuta o que você falou. Não faz sentido. Calma.

– Lara, eu não sei como, mas tem algo lá. – Eu estava sentada atrás da porta do banheiro, com o rosto todo molhado, de tanto chorar.

– Não vai te acontecer nada. Olha, deita de novo, coloca uma música bem feliz para tocar e não olha a porta.

– E se ele entrar?

– Ninguém vai entrar, Nhoim. Só faz isso tudo, ok? Não precisa acender a luz. Não tem nada lá.

Concordei, respirando fundo. Ela tinha razão, aquilo tudo era só fruto da minha imaginação traumatizada. Estava tudo bem, tudo tranquilo. Sai do banheiro e fiz como ela mandou. Funcionou.

O problema agora morava no meu estado na segunda feira. Até um defunto estava mais animado que eu. Sentia como se não dormisse em anos. Nem presa eu me sentia tão destruída. E eu me sentia horrível também. Eu estava magrela, com o rosto magro com as duas olheiras escuras, olhos inchados de sono. Feia, num resumo prático.

– Bom dia. – Annie até começou empolgada seu cumprimento, mas acabou quase sussurrando. Eu nem conseguia responder direito. Vi as duas conversando, olhando para mim ocasionalmente. É, devia mesmo estar horrorosa.

Aquele sentimento, aquela vontade de chorar, voltou. Eu sentia os olhos ardendo, mas eu conseguia me segurar. Era difícil, mas eu conseguia. Não sabia que ia ficar me sentindo tão fraca, tão vulnerável, tão...feia. Eu devia realmente ser a pessoa mais azarada do planeta. Annie até me perguntou se eu estava bem, então só disse que estava difícil dormir. Ela concordou.

Passei a aula tentando prestar atenção, mas sempre me perdia no meio do raciocínio. Cansaço, desconforto, medo. Eu via todo mundo me olhando, e só conseguia pensar que devia estar horrenda. Estava me fazendo mal, aquele monte de gente me estudando como se eu fosse um peixe num aquário. Tanto que, assim que o sinal bateu, eu fui sozinha para o refeitório.

Claro que iam me encontrar quando eu já estivesse no prédio, mas pelo menos eu ia poder ficar sozinha por um instante. Eu ia poder respirar. Com o pouco de comida na minha frente, me sentei e esperei. Shaun chegou primeiro, ficando do meu lado.

– Não me parece bem.

– Não dormi direito.

A multidão chegou. Louis e Lólli vieram direto me dar um abraço, que eu nem consegui retribuir direito. Leo, Annie e Ali, até Nicolle. Comi de cabeça baixa, sem ouvir a conversa direito. Até me assustei quando Shaun pôs a mão no meu ombro e me chamou para ir pegar o livro de volta. Não tinha livro, mas eu aceitei na hora.

– A gente se vê depois. – Annie falou, sorrindo. Eu segui Shaun até o telhado. Aquele era meu lugar com Duran. Não que importasse mais.

– O que houve? – Shaun falou, depois de fechar a porta atrás de si. Dei de ombros. – Megs, fala comigo.

– Não é nada, Shaun, só fico cansada.

– É, conta essa para outro trouxa que acredite. Eu te conheço. Nunca foi de ficar tão calada, se escondendo atrás do cabelo. É algo que te fizeram?

– Não. É mais ou menos. É bobagem.

– Duvido que seja. Olha o que você acabou de passar, garota.

– Shaun, é sério, não é nada. Passou. Acabou. Me deixa ir.

– Não, corta essa. Só me fala, ai eu te deixo ir.

– Chato. – Suspirei, olhando a paisagem à minha frente. Só não queria olhar diretamente para ele. – A verdade, Shaun, é que eu tenho medo de escuro agora. Medo não, pavor. Eu fico tão histérica que eu nem piscar direito consigo. E, como se não bastasse, fica todo mundo me olhando como se eu fosse um bicho estranho. Eu sei que eu estou magra, cansada, feia, não precisa disso tudo.

– Megs, não está feia. E mesmo se estivesse, quem sai bonito de dentro de um cativeiro. Ninguém. E eu falo isso como o sujeito que faria tudo para te ver de calcinha e sutiã de novo. Naquela hora eu só queria saber se você estava bem. Ninguém precisa achar que você está bonita ou não.

– É fácil para você falar, lindo. Não tem uma pessoa que te ache feio, nunca vai ter. Eu nunca pude contar muito com a natureza por si só.

– Se você soubesse o quanto isso é mentira. Bem, vamos para a aula. – Ele falou, abrindo a porta de novo. Até estranhei a calma dele, mas concordei e sai dali.

Preferia nem ter saído. De volta à sala, dois policiais vieram atrás de mim. Investigação. Suspirei e fui com eles até a diretoria. A sala estava vazia. Sentei e esperei as perguntas.

– Como está, Megan?

– Já estive melhor. – Murmurei. Era verdade. O policial concordou e passou a fazer as perguntas. Eu respondi como pude.

– Ouviu algum nome útil, Megan? Quando eles falavam entre si...

– Hye-In. Eu sei que ela é coreana, mas é só. E os dois capangas, Julian e Alan Hertz.

Eu deveria falar de Klaus, mas não consegui. O policial anotou aquilo e passou para as outras perguntas. Como me sequestraram, se eu tinha sido violentada, as condições de cativeiro.

– Pode ir. Melhoras.

Eu deveria ir de volta para a aula, mas aproveitei e fui ao banheiro. Lavei o rosto e me olhei no espelho, esperando chegar a alguma conclusão feliz. E acabei chegando mesmo. Ouvi Shaun falando que eu era bonita sim. Sorri, olhando meu nariz. Nem grande, nem pequeno, perfeito. Mesmo entre olheiras, a magreza, ele continuava perfeito. Sorri, me sentindo melhor. Sai do banheiro e fui para minha sala.

No final da aula, os gêmeos me chamaram para tomar sorvete. Eu até pensei em deixar para outro dia, mas decidi que era melhor eu retomar minha vida normal. E, afinal de contas, eu me sentia mal por deixá-los de lado, de certa forma. Concordei, me sentindo um pouco melhor.

Notas finais
E ai, o que acharam? Bem, fiquem a vontade para dizerem o que quiserem, acompanhar, recomendar, enfim rsrsrs Ah, e me perdoem as possíveis demoras voltando, é que acordando antes das seis para ir para facul de busão tá cansando viu? Ai eu chego e to apagando. Mas pretendo me livrar desse péssimo hábito .q Bjs :)