No Other

34 Capítulo 34 - In A Darkened Room


Notas iniciais
Olá pessoas, tudo bom? Bom, o ano novo está ai, espero que eu consiga postar tudo o que eu preciso e continuar com a história (e as outras) ahah Boa leitura < 3 A música é do Skid Row: https://www.youtube.com/watch?v=CNPu58Sprkk

– A maior vai acordar antes. Deixe as outras isoladas. – Eu reconhecia a voz de Klaus no meio daquele escuro que eu tentava atravessar. Quando finalmente abri os olhos, a luz branca quase me cegou. Com os olhos apertados, tentei continuar acordada, mas falhei miseravelmente.

Quando acordei pela segunda vez, estava deitada num chão empoeirado. Sentei-me de uma só vez, mas minha visão escureceu e eu me deitei de volta.

– Bem vinda de volta. – Sentado num canto do cômodo, Klaus fazia uma ponta num pedaço de pau com o auxílio de uma faca. Quando meu cérebro conseguiu assimilar sua figura ali, recuei até minhas costas baterem na parede. – Calma.

Dobrei minhas pernas na minha frente, tampando meu tronco. Ainda sem minha blusa, aquilo era minha melhor defesa. Klaus parou de apontar sua estaca e ficou me encarando.

– O que você fez comigo? – Meus olhos ardiam, a voz quase não saia. Antes de responder, ele me estendeu uma garrafa d’água. Hesitante, aceitei.

Olhei onde estava, querendo evitar contato visual. Não era maior que meu banheiro. Um pouco menor, na verdade, com uma única porta e sem janelas. Presa com ele.

– O que você fez comigo? – Insisti, querendo jogar a garrafa de plástico na cabeça dele.

– Nada. Eu te dopei e te trouxe para cá. – Ele voltou a apontar o pedaço de pau. Respirei fundo.

– Não me parecia “nada” dentro do seu carro. Volvo, eu sou muito burra. – Fechei os olhos, tentando não enlouquecer naquela situação. – Por que me trouxe para cá?

– Olha, eu não ia te fazer nada. É só que na hora foi a única desculpa que eu consegui inventar para te prender.

– Você me sequestra no meio do nada e me diz que precisou bolar uma situação? Olha seu tamanho.

– É, eu fui idiota, pervertido, sei lá.

– Eu vou te matar! – Até quis gritar, mas não consegui. Primeiro eu joguei a garrafa e logo em seguida me joguei em cima dele, tentando machucá-lo de algum jeito.

Obviamente, eu não consegui. Ele prendeu meus pulsos e me deitou, ficando por cima de mim. Eu até tentava me soltar, mas ele firmou o aperto nos meus braços.

– Para com isso. Eu não ia te estuprar, nunca vou. Com ninguém.

Resmunguei, ainda tentando me soltar, mas ele firmou mais uma vez, quase machucando.

– Megs, é sério, para! – O cabelo dele caia no meu rosto, com as pontas passando de leve em mim. – Ela acha que você é a namorada, não sua amiga.

– O que? – Parei de lutar, cansada. Ele se explicou.

– Outros dois trouxeram Alice e Annie. – Abri a boca, sem ter o que dizer. – Alice já salvou sua vida uma vez, retribua o favor.

– Por que tirou minha blusa? – Perguntei, tentando disfarçar a angústia que a última notícia me causara.

– Já disse que eu fui meio pervertido. – Ele suspirou. – Assédio vai estar na minha lista, vou ganhar uns dois anos a mais na cadeia. Posso perguntar algo?

– O que foi?

– Ou eu sou muito ruim atuando, ou você não estava muito convencida de que eu ia fazer algo. – Ele soltou meus pulsos, ainda por cima de mim. Desconfortável. – Digo, você resistiu e tudo, mas...

– Você não foi bruto hora nenhuma. – Ele estava contra a luz, então eu não enxergava seu rosto. – O último cara quase deixou meu braço roxo.

– Espera, então...

– Não, mas foi quase. Shaun deu uma surra nele. Algo mais?

– Seria tão ruim?

– Ser estuprada? Seria. – Foi uma pergunta tão idiota que eu quis chutá-lo. Pena que ainda estava presa.

– Não é isso. Se eu não fosse um estuprador maníaco em potencial, eu teria chances?

– Eu não sei. Provável que não. O que isso tem a ver?

– Só estava checando... – Ele não encerrou a frase e me soltou, caminhando até a porta. Voltou, pegou sua faca e a estaca, e fez menção de sair de novo. – Olha, eu sei que o que eu vou falar não vale muito, mas...vou tentar te tirar daqui. Só coopera, ok?

– Klaus...

– O que?

– Por que? Podia simplesmente não me trazer. Por que agir assim?

– Tem mais envolvido aqui do que eu posso arriscar. – Ele deu de ombros. E me deixou sozinha, naquele quartinho. Respirei fundo.

Podia ser o lado sonsa do meu cérebro desenvolvendo uma Síndrome de Estocolmo, mas eu ainda confiava nele.

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O tempo nunca demorou tanto a passar quanto agora. Fiquei olhando um mosquito que voava ao redor da lâmpada do quarto, até a hora em que Klaus voltou.

Ele me entregou uma marmita e uma garrafinha com suco de laranja. Suspirei e passei a comer, enquanto ele voltava a afinar a ponta da estaca. Ele ficava me olhando, pensativo, e voltava a atacar a madeira com a faca.

– Elas acordaram. – Ele falou, parando de apontar. – Eu não devia te contar, mas achei que ia gostar de saber.

– Ali não surtou?

– Não. Annie estava chorando e Ali parecia chateada.

– Por que as trouxeram também?

– Você é a arma de Hye-In contra o filho e elas são a arma contra você. – Ele deu de ombros. O barulho do outro lado da porta me assustou. – Você é a namorada, lembra disso.

– Klaus. – Uma mulher entrou no cômodo, tirando os óculos de sol parecendo uma atriz. Não entendi as próximas palavras, nem dela, nem de Klaus. – Megan, certo?

O inglês dela era carregado de um sotaque forte que deixava a pronúncia prejudicada. Ainda assim, eu conseguia entender. Assenti, olhando em seus olhos. Era o Kyu com uma peruca.

– Você tem me causado problemas recentemente. – O dedo titubeava sobre a haste do óculos. – Kyu podia já ter retornado para seu lugar, não fosse por você.

– Quer que eu peça desculpas? – Klaus voltara a brincar com a faca. Fiquei com medo de ter sido petulante, mas não me encolhi.

– Não precisa. Já está tudo nos meus planos. – Pela primeira vez, eu vi um aparelho celular descartável, que ela tirou do bolso. – Agora, vamos manter as outras duas vivas...Sabe o número?

Quis negar, mas achei melhor não arriscar. Não era só minha vida que estava em risco. Concordei, pegando o telefone.

– Vai falar o que eu disser, entendeu? Sem mensagens subliminares. Ande. – Digitei o número, com medo de errar, e esperei. Ele atendeu de imediato.

– Alô?

– Kyu, sou eu, amor. – Olhei para cima, esperando quais deviam ser as outras palavras. – Preciso que me ajude. Hye-In me pegou, e trouxe as outras duas também.

– Megs? O que?

– Ela quer te encontrar amanhã de noite. Às 11 da noite, no parque Norian, na frente da roda gigante. Sozinho. – O que mais eu podia falar antes que Hye-In me mandasse desligar? – Amor, me ajuda.

– Chega. – A mulher tomou o aparelho das minhas mãos e o atirou no chão, pisando com o salto por cima. – Klaus...

Ele concordou e ficou de pé. Ela simplesmente foi embora e me deixou ali, desesperada. Klaus me olhou por um instante e murmurou.

– Precisa tirar a calça.

– Você fala coreano?

– É japonês. Morei mesmo por lá. – Ele respirou fundo. – A roupa.

– Por que?

– Ordens dela. Por favor...

– Por que ela pediria isso? – Estava colada à parede, como se aquilo fosse impedir qualquer coisa.

– Ela quer te humilhar. Por favor.

– Merda! – Resmunguei, tirando os sapatos e a calça. Notando que eu não ia tirar o resto, ele recolheu minhas roupas e tirou a jaqueta.

– Esconde isso, fica frio de noite. Não deixa ninguém ver.

– Obrigada.

– Te vejo em seis horas. Dorme um pouco. – E me deixou, de novo. Pus a jaqueta sobre os ombros e me sentei.

– Que merda! – Suspirei, pensando na ligação. Amor. Eu nunca o chamaria daquele jeito falando sério. Ele tinha que entender. – Deus, por favor, só...deixa ele entender.

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– Bom dia. – Klaus pegou sua jaqueta enquanto eu ainda piscava, tentando ficar acordada. – Trouxe comida.

– Quantas horas?

– Seis da manhã. Precisa esperar.

– Esperar pelo que? – Bocejei, sentindo um arrepio pelos braços.

– A noite. Hye-In quer te levar para falar com Kyu. – Ele deu de ombros. – Se tudo der certo, eu solto as outras duas. Ela não vai ligar, de todo jeito.

– Pode mandar um recado? – Ele me entregou o pão, esperando. Mordi antes de falar.

– Sinto muito, desculpa. Encontrem meu irmão e falem com Kyu. – Ele concordou, sério. – E eu amo vocês.

– Tudo bem. Bom, tem mais algumas horas. Aqui. – Ele tirou do bolso da calça um mp3 player com os fones. – Espero que goste das músicas, peguei no rádio.

Sozinha, mais uma vez. Coloquei os fones e dei o play. I Miss You, Blink-182. Suspirei, com a cabeça na parede. Sentia falta de Duran. Nada disso teria acontecido se ele ainda estivesse aqui. Mudei de música, não querendo chorar. Hey Brother.

De início me pareceu menos depressivo, até eu começar a cantarolar e perceber. Irmãos. Elijah devia estar enlouquecido. E será que Jack sabia? Provável que sim.

Acabei dormindo, emocionalmente exausta. Só queria minha casa.

Acordei num susto com a jaqueta de Klaus sobre mim. Ele acendeu a luz e me colocou de pé. Enquanto eu vestia a jaqueta, ele falou.

– Dei seu recado. – Ele amarrou meus pulsos atrás das costas, sem me deixar fechar o zíper. – Apertado?

– Não me solto. – Murmurei, testando. – Tenho mesmo que ir desse jeito?

– Ordens, desculpa. Licença. – Foi quando ele me amordaçou e me puxou atrás dele.

– Vamos. – Hye-In falou com outro capanga seu. Klaus ficaria. Ele ia tirar as meninas daquele lugar. Enchi meu coração de esperança com aquilo.

Jogada no banco de trás, não consegui ver muito do meu trajeto. Quando chegamos ao parque, consegui me sentar. Apesar do escuro, reconheci Kyu. Os dois desceram do carro e me deixaram lá, trancada.

O desespero aumentava à medida que o silêncio se prolongava. Olhei pelo chão do carro. Embalagens de fast food e capas de CD. De um CD especial. The Secret Weapon.

Não aguentei. Desatei a chorar. Eu tinha visto a arma do sujeito e sabia que ela não hesitaria. Como não tinha feito com o próprio pai. Tomei um susto quando a porta do carro se abriu.

Nem fiquei de pé direito, ele me pegou pelo braço e foi me arrastando. A mulher ainda falava, calma, fria. Kyu respondia da forma mais calma que conseguia. Até me ver.

– Minha nossa, Megs. – Ele olhava nos meus olhos, chocado. – Para com isso.

Ela continuou falando, em coreano, o que me desesperou mais. Não entender o que estava sendo dito podia ser horrendo naquela situação. Ele hesitou. O grandão me pôs de joelhos na sua frente e sacou a arma.

– Atira. Anda. – Kyu falou baixo com a mãe. Não, aquele monstro não podia ser mãe de um menino tão meigo. – Se você fizer isso, ai sim, eu não tenho mais nada com você.

– Prefere que eu deixe a namorada pro final? Posso fazer isso.

Ele parecia a ponto de cometer um crime, mas vi em seus olhos o que eu queria desde o início. Ele sabia o que estava acontecendo. Ele tinha me entendido.

– Já te disse, se fizer isso pode desistir.

– Se você prefere, que seja. – Ela bufou, irritada. Eu ainda sentia o cano a arma nas costas da minha cabeça. – Vamos, Alan.

O grande me pegou, pelo colarinho da jaqueta e saiu me puxando. Olhei para Kyu, que falava sem fazer som.

“Eu prometo que vou tirar vocês de lá”

Concordei, antes de ser jogada dentro do carro mais uma vez.

Alan me empurrou para dentro de um outro cômodo. Maior. E com Ali. Só Ali. Ela ficou de pé quando me viu caída no meio da sala e correu até mim.

– Megs. – Ela me soltou, calada. – O que aconteceu com você?

– Cadê a Annie? – Perguntei, sem querer ignorando sua pergunta. Esfreguei os pulsos, sentindo a ardência.

– Aquele cara tirou ela daqui. Não deu para me levar. – Ela se sentou ao meu lado. – Megs, o que está acontecendo? Ninguém falou nada com a gente.

– Hye-In está nos usando para subornar Kyu. – Encolhi minhas pernas junto ao corpo, suspirando. Pelo menos Klaus conseguira levar Annie.

– Você está horrível. Digo, sem roupa, cheia de roxos pelos braços...

– Hye-In confiscou minhas roupas e o tal do Alan estava tentando me machucar na frente do Kyu.

– Então, você o viu? – Notei o ciúme na voz de Ali e fiquei irritada.

– É, Ali, eu vi. E foi horrível.

– Bom, o importante é sair logo daqui.

– Ali, escuta aqui, assim que saírmos daqui você vai atrás dele e vai pedir desculpa.

– Não vou, não. Não falei mentira. Ele tanto não se importa que quem foi até ele foi você.

– Ali, você é retardada ou só finge? Isso aqui não é um filminho pão com ovo em que ele vai te salvar heroicamente e depois fala que te ama. Para de achar que tudo que está acontecendo é sobre vocês.

– Eles acham que você é a namorada, não é?

– E você deveria ficar feliz por isso, nesse momento. Pelo amor de Deus, um sujeito acabou de encostar o cano de uma arma na minha cabeça por achar que eu sou a namorada, eu quase levei um tiro e ele estava perguntando de você.

– Tiro? Minha nossa...

– Olha, está tudo bem. Ainda. O que podemos fazer é confiar em Annie e esperar. – Silêncio total. Respirei fundo e voltei a falar. – Como pegaram vocês?

– Eles fizeram a Diana fugir e fomos atrás dela. Nos pegaram na esquina, com aqueles paninhos com clorofórmio.

– Oh.

– E você?

– Fui imbecil e saí com Klaus. Eu sei que não devemos ir com estranhos e tal, mas ele me passou um perfil que foi difícil encontrar falhas.

– Acho que o problema não é com a gente. Espero que não. Quero dizer, a gente não pode confiar em mais ninguém?

– Parece que não. Ali, Kyu prometeu que vai nos tirar daqui. – Apesar de não dizer nada, percebi que ela deu um sorrisinho. Acabei por sorrir junto.

A porta se abriu mais uma vez. Alan me botou de pé e murmurou que estava havendo uma mudança de planos. Não entendi bem, mas sei que ele me levou de volta para o quarto antigo e me trancou ali, levando a jaqueta de Klaus, no escuro.

E foi justamente esse escuro que tanto me incomodou. Eu juro que conseguia ouvir algo bem do meu lado, como se alguém respirasse. E eu fiquei tentando ignorar, até que abriram a porta e Klaus entrou no quarto.

Olhei para meu lado, só checando se eu estava sozinha. Claro que sim. Aquilo era loucura minha, por culpa do escuro. Eu tremia tanto, pelo frio, pelo pavor.

– Hey, Megs, está tudo bem. Eu estou aqui, está claro. – Ele segurou meus ombros e lhou bem no fundo dos meus olhos. Respirei fundo. – Está bem.

– Achei que tinha alguém aqui. – Eu nem reconheci minha voz, baixa, saindo com dificuldade.

– Eu sei, mas não tinha. Está sozinha, querida, e segura. Ok? – Concordei, mas ainda tremia tanto. Não conseguia parar. – Calma, vem cá.

Ele me deu um abraço, colocando só um braço ao redor dos meus ombros. Ele estava tão quente, tão confortável. Diferente de mim. Fria, tremendo, me sentindo um caco.

– Deve estar congelando. Alan levou minha jaqueta? – Confirmei com cabeça, simplesmente aproveitando o calor que ele me passava. – Vou conseguir outra para você. Desculpa não vir antes, Hye-In não deixou.

– Obrigada por salvar Annie.

– Vou salvar você também, e Alice. Melhor? – Ele perguntou, enquanto eu me afastava. Apesar de mais tranquila, ainda estava morrendo de frio. – Volta aqui.

– Não precisa. – Ele simplesmente me ignorou e me puxou para seu colo, aproveitando que eu não tinha força para me soltar. Ele me entregou sua camisa e voltou a me abraçar.

– Obrigada. – Agradeci, imensamente grata por ter aquele pano fino ao meu redor.

– Esteve chorando?

– Quero ir para casa. Quero deitar na minha cama, abraçar Elijah, ligar para Jack, ajudar minha mãe a arrumar a cozinha...Quero o vidro de 1 million dentro da minha gaveta.

– O perfume do seu namorado, não é? Que foi embora?

– Dele mesmo. Eu queria tanto que fosse ele agora me abraçando. E que não estivéssemos aqui.

– Eu sei, mas prometo que vai acabar logo. Sua amiga já fugiu, tudo vai se encaminhar.

– É estranho dizer que gosto de você? Mesmo com tudo...

– Não acho. Eu sei que o que eu fiz foi errado, eu só não tive escolha. E você sabe que eu não quis fazer isso tudo. Somos quase amigos.

– É, eu tneho síndrome de Estocolmo, por sorte sua. – Ele riu, o peito mexendo abaixo de mim.

– Eu realmente sinto muito por tudo isso. Desculpa.

– Não é o tipo de coisa que eu vou esquecer, mas eu não te culpo.

O clique dos saltos. Ele me colocou no chão e pegou a camisa de volta, se afastando de mim enquanto se vestia de novo. Sorte nossa que aqueles sapatos de Hye-In a denunciavam.

Ela abriu a porta de uma só vez, com a atenção sobre Klaus. Parecia achar sua presença ali bem inusitada.

– Klaus. O que faz aqui?

– Julian pediu para eu checar se ela sobreviveu. – Ele comentou, tranquilo.

– Entendo. Bom, Megan, você não me foi muito útil. Kyu tem razão, porém. Se vocês morrerem, eu perdi. – Ela se abaixou, apoiando uma mão no joelho e tirando os óculos de sol com a outra. Eram os olhos de Kyu, carregados de energia negativa, frieza e maldade. – Então, sem mortes, só outros males.

Não respondi. Queria olhar para Klaus e pedir socorro, mas só ia acabar matando-o. Ela deu uma risadinha e agarrou meu queixo, me fazendo encarar seus olhos.

– Klaus, vai trocar de turno com Alan. – Não sei muito como aquilo me afetaria, mas não devia ser bom. Devia ser horrível, na verdade. – Venha.

Ele estava saindo da sala atrás dela, fechando a porta, até que ela berrou em japonês. E quando Klaus suspirou e estendeu os dedos até o interruptor eu entendi.

Fiquei mais uma vez ali, sozinha no escuro.

Notas finais
É isso ai, molecada, espero que curtam :3 E lembrem-se de deixar opiniões e de (se quiserem e interessarem) procurarem as outras fics dessa linda que vos fala hauahua zoas, bjs