No Mundo Shugo Chara

18 Capítulo 18 - Novos rostos e possíveis problemas


Notas iniciais
Primeiro dia da viagem >.^

– Você não cansa de agir como uma criança?

Em uma casa, ou melhor uma mansão, em um dos melhores bairros do Rio de Janeiro, um homem alto de pele bronzeada, magro, com os cabelos negros na altura do ombros com a barba para fazer, não era nem muito magro e nem gordo. Era considerado bonito. Estava sentado em uma poltrona de couro rubro em frente a uma escrivaninha de carvalho. O escritório era relativamente grande comparado a um escritório comum, havia uma mini sala no canto com um sofá e uma poltrona, ambos beges, com uma TV de plasma a sua frente. No outro lado da sala uma estante de livros que cobria a parede inteira, livros dos mais diversos, mas com os mesmos temas: Drama, literatura, morte e assassinato.

– Se eu tenho um corpo bonito, por que não iria mostra-lo? Um menino, sem camisa com um jeans surrado estava na frente da enorme estante olhando os livros, sem procurar nada em especial. Ele era magro, mas com alguns músculos, pelas horas na academia ou em caminhadas, sua pele era clara e pálida, diferente do homem que o olhava com raiva. — Além disso, você não percebe o calor infernal nessa cidade? Não sei como você consegue usar essas roupas escuras, é muito mórbido. – Disse o menino pegando um livro de capa verde claro, com a imagem de uma paisagem linda, mas com um nome bizarro. – A é esqueci que você tem sangue frio. – Disse com deboche.

– As vezes tenho vontade de esmagar sua cabeça com esses livros. – O homem disse, mas com a voz calma.

– Eu sei, mas você não vai, porque precisa de mim para se aproximar da Matos. – O menino disse se jogando no sofá.

– Infelizmente, mas você deveria me agradecer, afinal tudo o que você sabe foi através dos meus recursos. – O homem devolveu o sorriso com deboche.

– E dizem que ser mal não leva a nada. Fugir da prisão te ajudou mais do que quando estava fora dele. E tudo que precisou foi vir para esse mundo estranho.

– É verdade, esse mundo idiota parece bem mais fácil do que o nosso, é um desperdício tão grande não roubar nele. Tantas pessoas tolas pensado que a vida é um mar de rosas, tão poucos assassinatos, poucos roubos, pouca violência. Um grande desperdício, foi melhor ainda eu ter acabado de fugir da prisão e conseguir parar aqui do nada.

– Esse negócio de ter fugido da prisão, você não ficou com medo?

– Por que eu ficaria? Já fui julgado a pena de morte mesmo, foi um risco, iria morrer de qualquer jeito se fosse pego ou ficasse lá. – O homem disse com tanta calma, como se fosse uma coisa muito comum. – Pelo menos não fui preso nesse mundo, pode acontecer pouca violência aqui, mais é mais difícil sair de um lugar desses do que no nosso mundo.

– Entãoooo, quando é que a minha rosa chega mesmo? – O garoto perguntou parecendo entediado com o homem.

– Não sei o porquê de você chamar ela assim, aquelas meninas são asquerosas. – Agora o homem dizia com raiva.

– Não estava falando da Matos, e sim da minha doce e linda Clara. Não culpe a minha rosa por ter tanto mal gosto para amigos. (n/a: que ironia ¬¬)

– Ambas, não ligo se a loira é amiga dela ou o cachorro dela, desde que a Matos sofra não ligo para o que vai acontecer com a outra.

– Espera um pouco, você disse que quando acabasse, eu poderia ficar com a Clara, você não pode fazer mal a ela. – O menino parecia bravo agora.

– Claro, como quiser, ela não é o meu foco mesmo. – Disse, com desinteresse. – Mas respondendo a sua pergunta anterior, provavelmente amanhã cedo.

– Tão rápido e você ainda não me falou qual vai ser o seu plano. – O menino encontrava-se agora de pé, na frente da escrivaninha.

– Tudo ao seu tempo, moleque, você só precisa fazer o que eu pedi, não precisa saber dos detalhes agora. E eu nunca perguntei, mas como você nunca foi preso pelo que fez? – Ele olhava para o menino, mas não parecia muito interessado na pergunta que o próprio fizera.

– A sonsa da Matos tentou me matar com aquelas técnicas de combate macabras dela, mas ela não conseguiu, fraquejou no final, ela me disse que não iria fazer o que “você sabe quem” (n/a: o Voldemort? O.o kkkkk) nunca faria. – O homem tinha um olha de deboche e raiva ao mesmo tempo, como se a recordação dessa pessoa, sem nome, fosse algo que tivesse marcado sua vida no passado. — Você tem certeza que isso vai funcionar?

– Confie em mim, se tudo sair como eu quero, você terá a loira nas suas mãos e eu poderei me vingar da ordinária da Maria que me colocou na cadeia. Não se preocupe Kenji.

XX

– Nossa. – Disseram Maria, Nagihiko, Clara, Amu, Tadase, e todo o resto da classe ao mesmo tempo.

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– A gente vai ficar hospedados nesse hotel? – Disse Amu impressionada e meio desconfiada.

– Sim, o Tsukasa –san tem vários amigos ao redor do mundo. – Nikaido-sensei explicava enquanto tirava as malas do ônibus, com a ajuda do Ikuto, que mais tentava espiar dentro da mala das meninas do que ajuda. – Além disso, um dos antigos guardiões, colega do Tsukasa-sam, é dono do hotel. Era o joker. Todos ficaram surpresos.

– Mas ele veio para o Brasil? – Clara perguntou curiosa pelo assunto e olhou para Maria que parecia meio aérea ao assunto. – E por que o Ikuto-kun veio junto mesmo?

– Ikuto-kun é? Gostei disso. – Ikuto lançou um olhar malicioso, o que fez Clara corar e um Kukai bravo rosnar para Ikuto, que continuou com o sorriso, para irritar o ruivo. – É o Brasil, minha linda Clara-chan, não poderia deixar de vir. E não fique com esse olhar para mim ruivinho, eu sei que a Clara-chan tem dono. Além do mais, não posso ser preso, esse meu corpinho precisa ser admirado por varias.

Isso fez com que algumas meninas das duas escolas suspirassem. E Kukai a passar as mãos sobre os ombros de Clara, a abraçando.

– Bem, ele é brasileiro, foi ao Japão para fazer intercambio, ele voltou no final do colégio, mas Saito-san e o Tsukasa-san mantiveram contato. – Nikaido respondeu a pergunta

– E ele deixou que nos ficássemos no hotel dele assim de graça? Pois tenho certeza que o que nós pagamos pela viagem não cobre um hotel desses. – Maria disse, mas sem olhar para Nikaido-sensei, ela olhava para o hotel analisando-o e pensativa, e uma menina loira percebeu isso.

– Isso eu não sei, acho que foi por gentileza mesmo. – Disse Nikaido sem dar muita importância para esse detalhe.

– Acho que todos os Jokers são gentis. – Disse Tadase olhando com carinho para a Amu, que corou como um tomate, fazendo algumas meninas suspirarem e outras morrerem de inveja.

– Hey! – Todos voltaram a atenção para Ikuto, que rodava em um dedo uma calcinha vermelha com corações azuis. – Alguém sabe de quem é essa calcinha? Eu tirei de uma mala, mas agora não lembro qual era. – Ele tinha um olhar entediado e engraçado ao mesmo tempo.

Um silêncio se manifestou, até alguém soltar um gargalhada. Era Maria.

– Pode ficar com ela Ikuto, eu teria que queimar mesmo, e é nova então não tem problema. – Ela deu uma piscadinha, que fez Ikuto gargalhar, e varias meninas corarem, além dos olhos arregalados de Nagihiko. Maria o ignorou e foi até sua mala azul escura, a pegando.

– Espera, eu não peguei ela dessa mala. – Ikuto disse baixo para só Maria ouvi, ela respondeu piscando um olho, o que o fez gargalhar de novo.

Todos seguiram o exemplo da Matos e pegaram suas malas, descarregadas, e foram para a entrada do hotel. Maria passou por Yuri, mas ela estava vermelha com os olhos arregalados e congelada no local. Maria lhe deu dois tapinhas nas costas e disse:

– Vá pegar a sua mala Yuri, e cuidado, lembre-se de fecha-la antes. – E a seguir foi até Nagihiko pegando sua mão e arrastando para o hotel.

Dentro do hotel era de longe muito mais luxuosa e linda que a parte de fora, parecia que um artista fora contratado para esculpir cada detalhe, de tão perfeitos que eram. E os moveis pareciam tão confortáveis e eu poderia deitar em um dos sofás da recepção e dormir até ano que vem. Até o ar parecia caro demais.

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– Aquilo é uma escada rolante? — Perguntou Rima chocada.

– Hey, vejam que chegaram, achei que tivesse acontecido algo com vocês, estou esperando a séculos. – Um homem alto, com a pele morena, com uma bermuda escura, com blusa amarela cheia de palmeiras. Loiro e com olhos extremamente azuis, parou na frente dos aluno, com os braços abertos. – Muito prazer, meu nome é Guilherme Saito, e espero que desfrutem do meu humilde hotel.

Ele disse com um grande sorriso nos lábios, e chamou varias moças, vestidas com vestidos coloridos de flores, e com bandejas com varias bebidas coloridas.

– Humilde? – Nagihiko disse com sarcasmo.

– É, eu sei que precisa de várias reformas, mas da para viver aqui um pouco mais de tempo. – Saito disse como se aquele hotel, fosse realmente muito humilde. – Mas, bebidas para todos, não se preocupem, nada de álcool. – Ele disse, ao ver o olhar de desgosto de Clara. -

– Ah, que sem graça. – Disse Ikuto, mas mesmo assim tomando a terceira bebida.

As garotas que serviam as bebidas eram muito bonitas, e vários rapazes tinham os olhos vidrados delas. Nagihiko foi pegar uma bebida, mas a garota pegou ela mesma, e lhe deu na mão com uma piscadinha.

– Você é uma graça. – Ela disse, chegando mais perto do que o necessário do moreno. Nagihiko arregalou os olhos e começou a gaguejar, e olhou para Maria, que tinha os olhos serrados e os braços cruzados. — Se você quiser, podemos tomar um banho de piscina juntos, mais tarde. Meu nome é Camila. – Ela disse com a voz carregada de malícia, e agarrou o braço de Nagihiko, que arregalou, se possível, mais ainda os olhos. Mas antes que ele falasse algo, ouviu alguém bufar, e viu Maria vermelha de raiva saindo de seu lado indo até Nadeshiko e Amu. A rosada olhava para ele com uma sombrancelha erguida, e a irmã gêmea parecia com um olha psicopata, e ele conseguiu fazer leitura labial, quando ela disse: É melhor soltar essa loira, ou até o final da viagem vai ficar sem namorada. E isso fez com que ele parece-se acordar e se solta-se da Camila.

– Olha, eu agradeço pelo convite, mas não. Eu tenho namorada, e não quero brigar com ela. – Nagihiko tentou ser mais educado possível e tentou ir atrás da sua garota.

Uma menina ruiva, com os cabelos em uma trança de raiz, parou ao lado de Camila e apoia seu cotovelo no ombro dela.

– Nossa, Ca. Nunca vi você perdendo um menino, parece que os seus encantos esto se esgotando.

– Claro que não Alex, pode ter certeza que até o final da viagem desse colégio, eu agarro esse menino. E ele é um gato, não posso desperdiçar. – Camila soltou uma risadinha, e olhou maliciosa por onde Nagihiko tinha ido.

Pov Maria

Então é assim? Ele vê uma menina peituda e corre atrás dela? É sempre assim, nenhum muda! Que raiva, quero socar uma parede! Eu sai com tanta raiva do Hall que acabei batendo em uma parede na área da piscina.

– Epa, cuidado gracinha — Concerteza, ele não era uma parede. Um garoto bem bronzeado, com cabelo escuros e olhos verdes estava na minha frente e me segurava pelos braços, mas eu logo desfiz desse contato.

– Me desculpe, não estava prestando atenção por onde estava indo.

– Percebi mesmo, mas você teve sorte de se encontrar comigo, meu nome é Jonny, muito prazer. — Ele estendeu a mão para que eu o cumprimentasse, mas eu ignorei.

– Olha, com todo o respeito, não foi um prazer. Mas você poderia, por favor, me falar o caminho de volta ao Hall de entrada?

– Eita, você é nervosinha, mas eu gosto. Porém, eu garanto que há coisas melhores a se fazer do que ir para lá. — Ele foi se aproximando de mim, mais do que o necessário.

Eu já estava prestes a xingar aquele cara ( sim, ver aquela cena da peituda com o meu namorado, não me deixou de bom humor), até que eu sinto braços circulando a minha cintura e me recostando contra o peito de alguém que eu sabia de quem era, não da para esquecer aquele cheiro delicioso.

– Ela não esta interresada no seu convite — Nagihiko disse sério olhando para Joe, que vez uma careta, mas logo substituiu por um sorriso irônico.

– Ora ora, desculpe, pensei que a gatinha estava sozinha, já que veio aqui para fora com um olhar não muito contente. — Isso só deixou Nagihiko com mais raiva. — vocês não parecem daqui, devem ser de uma das escolas convidadas. Então ainda iremos nos ver de novo, boneca. — Ele deu as costas e saiu.

– Ora seu... — Nagi estava quase indo para cima do garoto, quando eu puxei ele pelo braço.

– Vamos voltar, não iremos arranjar confusão no hotel do amigo do diretor, Eu apenas o segurei até aquele idiota ir embora, depois o soltei e comecei a voltar sozinha.

– Mah espera, por favor. — Nagihiko veio correndo até mim, mas eu ignorei, porém ele segurou o meu braço. — Por favor, não faça isso comigo, com a gente. Eu nunca vou olhar para ninguém que não seja você, eu te amo, por favor. Eu olhei para ele e vi desespero e tristeza, não aguentei o o abracei pela cintura.

– Me desculpe, me desculpe, é que eu tenho tanto medo de te perder. — Fujisaki me apertou nos seus braços e eu escondi meu rosto no seu pescoço.

– Olhe para mim, amor. — Eu levantei a cabeça e ele foi se aproximando até que nossos lábios se unissem e foi um beijo calma e doce. — Não importa quem seja, você é tudo para mim e nós sempre ficaremos juntos, entendeu? — eu apenas assenti concordando — Ótimo, agora vamos voltar com os outro.

Mas eu ainda tenho medo, porque por mais que eu o ame, eu sei que não iremos ficar juntos e isso me entristece. Então eu vou tentar aproveitar ao máximo o tempo que eu tenho ao lado dele e de todos os meus amigos. E de Clara também, porque vou tentar de tudo para que ela não precise voltar também, nunca vou acabar com a felicidade dela.

Porém, o que mais me preocupa é que esses novos rosto vão dar muitos problemas.

Continua...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.