Notas iniciais
Sei que estou atrasado. Mas vamo relevar né gente, é um lemon. Eu nunca pensei que teria que escrever isso na minha vida, mas escrevi. Foi a primeira coisa do tipo que escrevo, então paciência comigo. Devo confessar que não está as mil maravilhas. Espero não terem criado mil expectativas. Enfim, desfrutem. :P

Era possível ouvir os urros desesperados de Ford chamando pelo sobrinho no começo da mata como o vento zaragateando as folhas. Dipper pediu que fosse levado para as colinas.

“É lá onde tudo começou e vai ser lá onde tudo vai acabar.”

Fôra levado mais para o fundo da floresta. Próximo às colinas. Estava determinado a fazer aquilo lá. Com os beijos, Cipher era capaz de fazê-lo levitar até lá. Dipper sentia os dedos encravados nas costas cadavéricas do demônio, enquanto transpirava entre o tecido da camiseta. “Vamos Dipper. Você consegue fazer isso.” disse para si enquanto era colocado de barriga para cima contra a grama. O cheiro molhado e as cócegas farfalhadas nas escápulas. Dipper abriu os olhos e se deparou com o crepúsculo.

Roxeado.

Como o olhar de Bill.

A expressão de Charlie estava tão impassível quanto uma folha em branco. Dipper tentou analisá-lo e não pode encontrar nada além da seriedade. Com as mãos Bill ajeitou a cabeça do parceiro contra à árvore. Para em seguida ele se colocar de pé, cruzar os braços, e permanecer parado fitando Dipper.

“O que diabos ele está fazendo?”

— Fique em pé. — disse Bill.

— Como?

— Fique em pé. — frisou com tanta intensidade que seu queixo retangular trinou. A voz de Bill percorreu a interior do garoto deixando um rastro frio. Foi o necessário para que o moreno entendesse que aquilo era uma ordem. — Agora.

Dipper permaneceu por um momento no lugar onde estava, até que por fim se ergueu. O vento chicoteano o seu cabelo e o sobretudo amarelo de Chiper. Como se os dois estivem sendo fisgados por anzóis invisíveis. Dipper encarou o amigo, com a expressão confusa como se estivesse diante de um grande quebra-cabeça no qual as peças não queriam se encaixar.

— Vire-se.

— Bill...

— Vire-se. — a voz engraveceu, tão pesada e autoritária que pareceu cair sobre ele fazendo seus músculos retesarem.

Dipper virou-se, sem se atrever a hesitar mais uma vez. Seus pensamentos quanto ao objetivo de Bill com tudo aquilo eram tão incertos quanto ver o reflexo de um espelho fragmentado.

— Tire as roupas.

— Fala sério Bill! — voltou a ele com um baque.

Antes que Dipper pudesse argumentar mais um pouco, uma lufada de ar se lançou sobre ele, como se estivesse consumindo-o num casulo. Era Bill Cipher. Com uma velocidade e força absurda ele avançou sobre o garoto como um predador. Os seus poderes estavam claramente retornando com mais intensidade. Os seus dedos esguios abocanharam as mechas castanhas do garoto como um gancho. Dipper sentiu sua cabeça sendo puxada na direção oposta e os seus fios de cabelo repuxando contra o couro capilar. Brusco e violentamente, Bill o puxou pela cabeça, alinhando os olhares. Forçando o garoto o olhar diretamente para que demarcasse a ordem que já havia dado.

— Olhe aqui Pinheirinho. Eu estive planejando isso por muito tempo. Mais tempo do que você pode imaginar. Você tem alguma ideia de o quanto é tedioso esperar por algo por um trilhão de anos luz? — a força que ele fazia entre os cachos se retesou ainda mais, impulsionado pelo olhar impressionado de Dipper — Você não sabe garoto. Você concordou em fazer isso então vou me encarragar perfeitamente para que seja do meu jeito. — a sua língua pontuda estalou contra o céu da boca, com as palavras ríspidas saindo entre os dentes. — A partir de agora eu sou o mestre e você o fantoche. Entendeu?

— S-Sim. — Dipper pronunciou com o olhar fervendo e as palavras borbulhando. “Babaca.”

— Tire a camisa. — Bill reforçou com um tom de ‘essa será o último aviso’ e soltou os cabelos do menino abruptamente.

Pines se colocou a ignorar a térmica fria do vento que ia de encontro à sua pele. Um rastro frio lhe correu as costelas como uma serpente, os dedos de Bill delineavam a sua pele de forma áspera, como se as unhas fossem garras pontudas e estivessem tentando perfurar a sua pele.

Os dentes pontiagudos cravaram-se no espaço entre o pescoço e o ombro de Dipper. Uma centelha de adrenalina emaniu através dos seus nervos. Cipher domou o corpo do garoto, fazendo produzir movimentos e sons como se fosse o seu brinquedo. Dipper soltava gemidos abafados que estiveram reprimidos dentro se si, como se uma serpertina de ousadia estivesse de desembolando para fora de sua máscara. Bill não ia privá-lo de nada daquilo. Cada respiração ofegante, cada gemido, cada contração dos músculos de Dipper seria o seu prêmio por ter esperado há tanto tempo.

Soltou a boca do menino, deixando de lembrança uma marca circular sobre a sua pele, coberta de dentes, o lugar dos caninos um traço singelo de um líquido vermelho começou a descer sobre suas costas. Dipper ofegava como se carregasse o grande peso dos seus próprios desejos rebelando-se para saírem de dentro dele. Uma língua azulada e pontuda percorreu o ferimento dele. Bill varreu o sangue, deixando que escorresse por sua garganta, sua língua estalava sobre o céu da boca saboreando aquilo com deleite com se fosse um vampiro das fraquezas de Dipper.

— Mostre pra mim. – ele sussurrou próximo à orelha de Pines, com os braços contornando o garoto. Levou as mãos ao rosto delicado de Dipper, roçando os dedos sobre os seus lábios vermelhos pelo frio. Forçou mais um pouco e sentiu a língua quente de Dipper contornar seu polegar, sedutoramente aconchegante.

— O que? – Ele perguntou inocentemente, com a voz dificultada pelos dedos de Cipher que invadiam sua boca e eram umedecidos pela sua saliva.

— Isso. – o demônio murmurou com o delinear dos dedos sobre o volume nas calças de Dipper que crescia e pulsava mais e mais.

Dipper estagnou ao toque.

Sentia suas veias saltarem e sugava os dedos de Bill com mais força, percebendo seu corpo pedindo por aquilo como nunca antes.

Um gemido teimoso escapou.

Bill deu uma risada baixa próxima ao seu lóbulo – Gostou disso Pinheirinho? – e pressionou por cima da braguilha mais uma vez impiedosamente.

Os sentimentos de Dipper relutavam-se. “Isso é necessário.” Reforçou na mente “Vamos lá...”.

Os dedos estapafúrdios de Bill Cipher percorreram o todo da virilha até a barriga do garoto, arrancando-lhe sensações desconhecidas que emanavam voluptuosamente para o seu corpo sedento cada vez mais. Pines sentiu a calça ser desabotoada e o zíper correr contra a sua baguilha. Bill o pressionava contra ele cada vez mais, com a respiração ofegante contra o ouvido do garoto e o membro dele tomado entre os dedos.

Fagulhas dispersavam pelo interior de Dipper, os toques e movimentos de Bill ritmavam sua respiração inabalável, despertando os sentidos do garoto que sentia o membro expandir-se vigorosamente cada vez mais sobre os dedos do demônio. – M-merda... – cuspiu as palavras com dificuldade.

— Já está assim carneirinho? Apressadinho... – Bill riu, soltando a glande de Dipper. –Achei que depois de tanta experiência você já teria aprendido a controlar isso daí. Está parecendo um lobinho animadinho, e olha que nem é você quem vem esperando por séculos para isso acontecer.

Dipper não teve tempo para pronunciar nada, viu os braços de Bill desprendendo-se dos dele e a grama se aproximar. Caiu de joelhos sobre a terra com o mastro pulsando entre as pernas enquanto ouvia os passos firmes de Cipher o circundar. Engoliu as incertezas a seco quando viu a genital de Charlie oscilar próximo ao seu nariz e os dedos dele afagarem as suas mechas, se é que podia chamar aquilo de afagar, parecia mais que ia arrancar os cabelos do moreninho fora. Foi quando ele percebeu o que Bill estava a fazer, ele guiava a cabeça dele como um fantoche, fazendo o nariz de Dipper tocar o seu mastro e o consumir com a sua respiração ofegante e quente.

— Vamos. – Bill disse seco. – O que está esperando?

As têmporas de Dipper formigaram num vermelho vívido, ruborizando toda a sua face, emanando sangue para suas veias pulsantes que clamavam pela intimidade.

Domou o mastro de Bill com a boca desajeitadamente.

O membro pulsava na sua garganta e fazia comichões no seu céu da boca, estocadas singulares acompanhavam o seu ritmo, fazendo o interior do garoto seu preenchido pelo calor dominante que habitava entre os dois seres. Saliva escorria pelo canto dos lábios e começa a percorrer seu pescoço, deixando um rasto venoso sobre o seu peito, batizando a alma dele com aquele ato que ele jamais esqueceria.

Bill arqueava as costas, murmurava, deixava escapar estranhos gemidos animalescos enquanto forçava-se cada vez mais no garoto. Até que o deixou de súbito, tirando o mastro da boca dele. O garoto foi ao chão tossindo e recuperando o ar desesperadamente, suas pernas vibravam e os sentidos iam de cima a baixo.

— No chão. – ordenou Bill e abanou a mão próxima ao rosto de Dipper, o movimento foi como uma lufada de ar para o menino que foi ao chão sem se dar conta, com os olhos atônitos. Bill tinha a intenção de empurrá-lo, porém a mão dele nem ao menos chegou a encostar-se a Dipper. Ele apenas gesticulou-a ordenando e o garoto foi ao chão.

“Os poderes dele estão voltando com mais força.”

Sentia as costas imprensadas na terra e o membro rígido se arquear sobre ele, Bill abaixou-se na frente dele e abriu suas pernas de uma vez, sem pestanejar. A língua pontuda emanou da boca de Cipher com uma estratégica lambida sobre a glande de Dipper. Pines contorceu-se e afastou o rosto, levando a mão na boca para que os constrangedores gemidos involuntários se dispersassem. Bill rodeava a língua no mastro de Dipper, explorando os mais diversos movimentos e manobras enquanto se deliciava vendo as reações do garoto a tudo aquilo, sem tirar os olhos dele por um momento sequer. Bill adorava aquilo. Manipulá-lo. Desde sempre quando pode ver Dipper pela primeira vez, teve a obsessão de tê-lo na palma da mão. Um desejo incontrolável que ele desfrutaria ao máximo.

Soltou a boca do prepúcio, esparramando saliva sobre a barriga parcialmente a mostra de Dipper.

— Não é a hora de gozar ainda Pinheirinho. – passou os dedos sobre a sua carne, brincando com o pênis dele que latejava incansavelmente. – Controle-se.

— M-mas Bill... eu... – tentava protestar miseravelmente.

— Mestre Bill. – corrigiu.

— Como?! – viu os olhos castanhos dele se abrirem em espanto.

— Isso mesmo. – um sorriso maligno se iluminou sobre o rosto triangular de Bill – Sempre que você se dirigir a mim de agora em diante deve me chamar de “Mestre”. Não se esqueça de que, afinal das contas, foi por minha causa que você pôde nascer. Um pouco de respeito e imponência não faria mal, não acha?

— Só pode estar de brincadeira...

A sombra de Bill cobriu o seu corpo morbidamente, Dipper viu o torso e o rosto dele escurecer e seu único olho roxo iluminar entre toda a penumbra. Bill dirigiu a mão até o ferimento que havia feito nele e pressionou com a ponta das unhas. Dipper deixou um breve berro de dor ecoar enquanto sentia os comichões e desconfortos lhe domarem as entranhas.

— Isso parece brincadeira pra você? – a pergunta havia sido baixa e direta, a voz de Bill estava grave e seca.

— N-não... – gaguejou – Mestre. M-me perdoe...

— Bom menino. – Bill sorriu, fingindo compaixão. Voltou-se ao peito de Dipper, que estremecia durante o frio, e analisou o corpo delgado de menino. Era engraçado o fato de se lembrar do Dipper de 12 anos que era apressado para crescer e ter pêlos no peito e agora que podia tê-los, aparentemente, os tirava. O que mais ele poderia experimentar ali? Pensou no que mais geraria sensações novas ao garoto que desejava domar doentiamente, sensações que levariam os dois ao extremo.

Abaixando a cabeça, Cipher se colocou a roçar o nariz sobre o torso do garoto, grunhiu de desejo ao sentir como a pele dele era macia. Teve um breve lampejo de pensamentos sádicos ao imaginar como a sua pequena presa seria por dentro, o imaginou desmaiar de cansaço enquanto ele mastigava sua pele usando seus dentes pontudos para lhe rasgar a carne fora. Mas tudo isso se dissipou assim que ele beliscou um dos mamilos róseos do menino com os dentes. Sentiu o corpo de Pines se tornar instável sobre o seu. Aquilo foi suficiente para que Bill persistisse. Dando beliscadas e chupões sobre aquela área, extraindo mais sons de submissos de Dipper.

Cipher descolou a boca do peito de Dipper e olhou para ele com um olhar incerto. Dipper o correspondia com um confuso, com certeza se perguntando o porquê dele ter parado bruscamente, então ele respondeu com a tonalidade determinada:

— Eu estou cansado de brincar com você.

E com isso, ergueu as pernas do moreninho com voracidade. Dipper sentiu as coxas se curvarem e pesarem sobre o seu peito. Com a respiração que fazia o ar parecer rarefeito, mas na verdade era a própria necessidade de continuar a controlar a sua marionete, Cipher levantou o cós da calça de Dipper. Deparou-se com duas singelas nádegas que encheram seu olho.

— Abra as pernas. – ordenou.

As pernas de Dipper tremiam, ainda relutantes, mas os poderes de Cipher foram suficientes para obriga-lo.

Sedento, a língua de Bill pressionou-se contra a entrada de Dipper, rodeando-a cheio de volúpia, ficando cada vez mais motivado com instabilidade do seu submisso que se esforçava ao máximo para esconder os gemidos inutilmente, umedecendo todo o espaço, preparando-o para o que viria a seguir. O que Bill desejava por toda sua existência. Estava mais perto do que ele imaginava.

Arqueou a posição sobre a sua presa, com o mastro ereto pra fora se alinhando ao de Dipper, sentindo-se pronto para devorá-la. Foi quando, com um baque, estagnou. Não, ele não poderia deixar aquilo tão simples daquele jeito. Era o grande momento para Cipher e ele queria aproveitar até a última gota. Dipper exprimia os olhos com força, esperando por aquilo, mas nada veio. Abriu-os para se deparar com o loiro parado a sua frente, com a cabeça recostada em uma das mãos com um sorriso travesso estampado na face. Ele não fazia nada, apenas observava Dipper. “O que diabos ele está esperando?”

— O-o que foi?... Mestre... – revirou os olhos ao se lembrar de dizer a última palavra.

— Implore.

— O quê?! – os olhos de Dipper se abrindo em espanto excitaram Bill ainda mais.

— Quero que você implore por isso. – delineou os dedos sobre a virilha de Dipper que estremeceu ao toque.

— Como se isso tudo não fosse constrangimento o bastante. – deixou o cabelo cair para que escondesse o rostinho avermelhado.

— Implore... – enfatizou apertando delicadamente a glande peniana inquieta de Dipper que já exibia o pré-gozo, ele estava louco para terminar com aquilo e não relutaria por muito tempo.

— Ok, ok, ok!... – Dipper exclamou desesperadamente e Bill soltou o membro dele de imediato com o sorriso de ponta a ponta. O moreninho tomou fôlego, sentia as palavras lhe subirem a garganta com todo o fulgor. Não conseguia encarar o loiro. – Por favor, Charlie... – começou – Eu te imploro mestre. Faça isso comigo... – seus olhinhos lapidados por lágrimas de êxtase como cristais foram de encontro à pupila enigmática de Bill – Me faça ser seu.

— Quanta gentileza da sua parte carneirinho, não se preocupe... – deu uma breve risada desdenhada, avançando por cima de Dipper segurando-o pelos dois braços, prendendo-o contra o chão. Encarando-o através dos seus olhos amarronzados cobertos de incertezas e desejos reprimidos – Eu irei.

Bill forçou a sua entrada em Dipper com um solavanco. Dipper abafou um grunhido com o desconforto. Cipher simplesmente ignorou-o e continuou a penetrar a sua presa, sentindo o interior quente dela lhe consumir as vísceras, despertando o lado mais obscuro que Bill mantinha. O movimento ritmado que Dipper sentia por dentro dele ecoava pelos seus sentimentos, estocando suas estranhas como se tudo aquilo ocorresse numa reação física. Como se por um breve momento, ele e Cipher vivessem intermediados numa mesma corrente sanguínea. Respiravam o mesmo ar ofegante, diziam o nome um dos outros, o desnudo dos dois se tornando o vestiário natural, os gemidos que umedeciam as emoções, e os desejos se dispersando através dos dois naquela voluptuosa conexão. As mãos se Cipher se retesam, restringindo os pulsos de Dipper nas suas palmas. Suor escorrendo pelas laterais da testa do garoto e o seu dominador arfando sobre o seu pescoço. Os movimentos ficando cada vez mais atinados e desafiadores, as sensações de Dipper se restringem para depois se liberarem, parasitando suas estruturas como uma teia que aranha que mortiferamente era construída sobre seus ossos. Sua marca de nascença parecia que estava prestes a explodir em conjunto ao brilho ocular de Bill. Charlie mordeu o espaço entre seu pescoço e ombro mais uma vez, soltando os pulsos dele e cravando as unhas na terra. Seu corpo ia e voltava, ritmados com os movimentos de Charlie. Suas exuberâncias iam crescendo dentro dele, a excitação dominava o seu organismo, infiltrando suas veias, transportando pelos seus poros. Sua respiração parou, seus dentes trinaram e seus gemidos intensificaram.

As emoções esvaziaram dos dois.

Transbordaram.

Escorreram.

Dipper sentiu sua virilha reluzir com o líquido cálido que borbulhava em grandes quantidades da sua glande.

Também sentiu o mesmo líquido o preenchendo enquanto o volume de Cipher diminuía dentro dele.

— Livre. – ele escutou Bill sussurrar com o fôlego ainda se recuperando de maneira estranha, como se fosse um mantra para si mesmo. – Finalmente livre.

Dipper não conseguia se concentrar em nenhuma coisa a não ser recuperar o ar e estabilizar com corpo ainda inquieto.

— Desculpa – disse Bill, saindo de dentro dele. “Bill pediu desculpa?” – Eu não queria te sujar, devia ter pensado numa melhor posição. – os dedos dele correram pela pele do garoto, conseguindo tirar a grande parte do líquido, evitando de sujar sua roupa íntima. Em seguida, levou os dedos à boca, bebendo aquilo com tanta naturalidade que assustou Dipper. Havia algo extremamente diferente em Bill. Dipper podia ver claramente. Uma áurea diferenciada que parecia emanar de dentro dele. Ele estava tranquilo demais para alguém que acabara de conseguir um dos maiores poderes do universo.

“O que ele está planejando?”

— Vista-se. Precisa estar preparado. – advertiu, terminando de lamber os dedos com gosto. E jogou o olhar na direção do garoto.

Dipper tomou um susto.

A pupila de Bill estava vertical. Com as de um felino ou réptil.

Ou melhor,

As pupilas.

O tapa olho havia desaparecido estranhamente.

Bill estava com os dois olhos.

Eles estavam reluzindo incrivelmente diante o pôr do sol. Ele parecia se gabar daquilo discretamente.

— Preparado para o que? – perguntou tentando ao máximo não questionar as mutações bizarras do demônio, enquanto já vestia a camisa.

— Para o fim do seu mundinho patético e de todos que nele habitam.

Notas finais
Pois é. Até a proxima. Sejam sinceros nos comentários pls e obrigado pela leitura ^^ ai que vergonha...