Desisto.

Desistir de ti foi como,

levar uma facada nas costas,

rasgar os meus pulmões,

e quebrar o meu próprio coração.

Desistir de ti foi como,

atear fogo em minha alma,

tentar apagá-lo com minhas lágrimas,

que lamentam, melancólicas,

murmurando por você.

Você passou por mim,

e tão facilmente derrubou,

minha muralha de pedra,

como o vento empurra o papel.

Fez meu coração se contrair,

dentro do peito, e me deu um desejo,

de voltar para você.

Encarei a minha frente,

procurando te esquecer.

As lágrimas insistiam em cair,

mas eu engoli meu choro,

e me afoguei por dentro.

Tu olhou pra mim, vendo-me quebrada.

Disse pra mim sorrir,

e por um momento, um segundo,

minha tristeza passou.

Mas você ainda estava, tão longe,

e tão perto de mim.

Voltei a me encolher em meu canto,

uma ou duas vezes olhei para ti,

pedindo que me salvasse, mesmo que não pudesse.

No final, tu andou até mim, e me abraçou.

eu quase chorei em teus braços.

Murmurei um "eu te amo" desesperado.

Tu disse que me amava também,

e eu fiquei feliz, e triste.

Pois não era o mesmo tipo de amor.

Tu perguntou, o porque de eu estar triste.

O bom-senso foi maior que a vontade,

de lhe dizer a verdade,

falar que foi você,

que partiu meu coração,

sem mesmo saber.

Eu menti, então. Falei que não era nada.

Coloquei a culpa no mundo,

por estar assim, tão quebrada.

Me desprendi de ti, com um peso na alma

soltei meus braços de teu corpo.

Olhei mais uma vez em teus olhos.

E quando tu foi embora,

deixei minhas lágrimas se lamentarem,

porque eu preciso de você.