Notas iniciais
É a primeira vez que posto uma história, aceito qualquer tipo de incentivo, comentários e críticas são sempre bem vindos.
Espero que gostem e não deixem de falar o que acharam.
Obrigada.

O silêncio era perturbador para Joana, desde que foi presa em um quarto com menos de dois metros quadrados, ficar em lugares pequenos e escuros, era uma tortura.

Ela levanta da cama com o peito arfando e pequenas gotas de suor em sua testa.

Joana ainda lembrava de cada segundo naquele quarto.

*Flashback*

O silêncio dominava o local, a única coisa que a policial lembrava era o som de uma arma disparando. A dor em seu peito se tornou insuportável, Joana colocou a mão no seio e sentiu a blusa encharcada de sangue. Quando foi levantar, alguma coisa a segurou pelo pé, era uma corrente que a prendia num pedaço de ferro encravado no chão. Ela ficou ali não sabe quanto tempo, mas uma pessoa, não sabia se era homem ou mulher, entrou e ficou olhando para o seu rosto. Aquela pessoa ficou ali por alguns minutos, olhava para Joana e depois anotava, logo em seguida saiu dali.

Agora ela sabia onde estava, naquele quarto, sete pessoas morreram ali, quatro policiais, dois políticos e uma professora. O assassino(a) matou mais policiais, e bom, Joana, era a melhor policial.

Mais alguns minutos se passaram e uma agitação do lado de fora se ouviu, tudo voltou para o mais absoluto silêncio. Uma hora e meia se passou, passos pesados eram dados em cima do teto, ou seja, ela devia estar em um porão.

Joana não sabia quem era, mas assim que ouviu a voz de uma pessoa conhecida, seu corpo relaxou. A voz pertencia a Marina, sua amiga e parceira profissional.

A policial tentou se levantar, porém seu ferimento no peito não deixou.

— Se algum de vocês encontrarem uma prova, gritem. Agora se for um alarme falso, eu arranco suas bolas e os faço engolir.

Ah, Marina e sua delicadeza de burro. Os passos pesados ecoavam para todo os cantos do local. Joana mexeu o máximo que pode a corrente e em um piscar de olhos, a porta voa e se choca contra parede.

— Agente Silvers encontrada, já prepara o carro que teremos que levar ela para o hospital — Informou o agente Drivers.

Depois disso, Joana não se lembrava de mais nada.

*Flashback off*

Ao perceber que não tinha ninguém no quarto, Joana largou a arma em cima do armarinho ao lado da cama.

Mesmo que tentasse dormir, ela não conseguia, então se levantou e foi preparar um café para tomar. O relógio marcava 4:39 AM, ou seja, em alguns minutos Joana estaria levantando para ir trabalhar, mas já fazia uma semana que não ia. Seu estado emocional estava piorando por conta disso, ela não aguentava mais, queria sair e prender pessoas.

Entretanto, era um risco, sua vida não vale esse risco, tinha dito seu chefe.

A policial deveria ficar em casa até que o assassino estivesse preso. Ela tinha sido a única que saiu viva de um dos seus ataques, todos que ele escolhia, morria. De sete, o número pulou para onze, e só ia aumentar. Joana sabia que ela podiam prender ele, ou ela, mas o máximo que ela saia era para o seu pátio, se precisasse de algo, algum agente trazia para ela. Toda sua vida estava sendo monitorada.

Assim que o sol começou a raiar, ela viu as pessoas saírem para trabalhar ou passear livremente. A moça nunca sentiu inveja de ninguém como naquele momento, nunca sentiu inveja da liberdade.

A chaleira aptou avisando que a água estava pronta. Muitos dizendo para comprar uma cafeteira, mas ela gostava do processo de passar café convencional. Colocar o pó do café no filtro e quando colocar a água fervente, o cheiro subir e invadir a casa com seu aroma viciante.

Com a xícara de café em mãos, Joana caminhou para a varanda de sua casa e lá se sentou no chão mesmo. Ela adorava aquele bairro, era de classe média, mas tinha um sossego que não se encontrava em outro lugar. Todos dali se conheciam e respeitavam a privacidade um do outro.

No mesmo horário de sempre, Oliver, um idoso e simpático carteiro passou na frente de sua casa.

—Bom dia senhorita Silvers.

— Bom dia senhor Holks, como vai sua esposa?

— Ela vai bem, está muito feliz que teremos nosso primeiro neto. — A felicidade em seu rosta era contagiante.

— Parabéns. Fico feliz por vocês.

— E como a senhorita anda?

— Contando os dias para voltar a trabalhar.

— Não consegue parar em casa não é?!

— Não mesmo, é um pouco sufocante.

— Eu lhe entendo, mas bem, tenho uma carta para a senhorita.

— Deixe ai que já pego. Tenha um bom dia seu Holks.

— O mesmo senhorita Silvers.

O carteiro continuou sua caminhada cumprimentando todos que via. Joana ficou sentada ali por mais dez minutos, depois, lentamente se levantou e caminhou até a caixa de correio e pegou a carta. Rasgou o envelope que envolvia o conteúdo e ler a carta.

" Não foi dessa vez Silvers, mas pode ter certeza que sua hora está chegando.

Aproveite cada segundo que te resta em vida. TIC-TAC. O tempo está passando."

Não tinha remetente ou qualquer outra informação, as letras foram tiradas de revistas e jornais. Joana olhou para os lados e não viu ninguém.

Entrou rapidamente para dentro de casa e ligou para seu chefe.

— Eu recebi uma ameaça, vem o mais rápido que puder.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.