Notas iniciais
Gente, mais uma recomendação! Muuuuuuuuuuuuuito obrigada MikahMisakih, por isso. Você disse que não sabia fazer recomendações, mas disse tudo o que precisava para me deixar feliz! Óbviooooo que tem dois capítulos hoje por isso, né? Muito obrigada também pelos 6 reviews no capítulo 20 {não agradeci ainda, que mal educada} e pelos 3 no 21. Agora sim, podem ler o capítulo. Rsrs

Elza's POV

~uma semana depois~

Anna, Jack e Kristoff haviam sumido. Os procurei em todos os lugares em que pude pensar, e não os achei.

Quando finalmente os vi eles estavam conversando com Soluço Cullen, Merida Potter, Rapunzel Mellark e Flynn Rider.

Me aproximei de Jack silenciosamente.

– Jack? — ele virou-se para mim. — Ahn, eu queria ir aos jardins. Você vem?

Só por um segundo sua expressão mudou, e era uma expressão de certa forma torturada. A conversa devia estar muito boa para ele não querer vir comigo.

Mas antes que ele pudesse falar qualquer coisa, Potter o interrompeu:

– Ahn, Jack, se quiser ficar aqui e continuar a conversar, eu posso ir para os jardins com Elza se ela não se importar. Eu tenho que treinar com a vassoura, quero entrar no time de quadribol da Grifinória. — ela se ofereceu. Sorriu para mim, esperando minha resposta, como se fosse tudo o que importava. Que estranho.

– Ahn... tudo bem... eu acho...

– Ótimo! Vou pegar minha vassoura. Quer vir ou quer que eu te encontre nos jardins? — perguntou-me sorrindo.

– Ahn, é melhor nos jardins — disse-lhe. Não queria ir na Sala Comunal da Grifinória.

– Ok! Tchau gente! — ela se despediu e foi embora. Jack olhou-me, tentando descobrir se eu estava brava com ele talvez. Mas eu só estava confusa.

– Bom... então acho que já vou indo também. Tchau — saí antes que me respondessem. Fui direto para os jardins, mas não fui para "a nossa árvore", como faria se Jack estivesse comigo, por dois motivos:

1º: A árvore era muito afastada, então Merida não me acharia lá, e ela estava me tratando tão bem que eu simplesmente não tinha coragem de fazer uma desfeita tão grande como sumir, "dando um bolo" nela.

2º: A árvore era minha e de Jack. Não era a árvore de Merida. Era algo meu e dele, não tinha nada a ver com ela.

Então sentei-me na grama e esperei.

Não muito tempo depois vejo Merida com uma vassoura, vindo em minha direção sorridente.

– Oi! — disse empolgada.

– Oi — respondi baixinho.

Ela ficou um pouco em silêncio, estudando-me.

– Elza... — disse hesitante. — Posso perguntar uma coisa?

Fiz que sim com a cabeça. Ela pareceu constrangida, mas respirou fundo e falou de uma vez.

– Por que só fica com o Jack, o Kristoff e sua irmã? Por que não fica com a gente também, como eles? Soluço convidou Anna para comer conosco, e claro que o convite estava aberto à vocês, já que ela é sua irmã.

Eu fiquei confusa. Por que ela se importava?! Eu não fazia idéia.

– Porque... Porque as pessoas não gostam de mim.

Ela inclinou levemente a cabeça para o lado.

– Por quê? — perguntou.

Isso estava ficando um pouco difícil. O que ela queria?! Não havia motivo para se importar comigo! Ninguém se importava!

Para acabar logo com isso, toquei levemente o chão entre nós duas, que se congelou.

– Eu sei que você congela as coisas. O que isso tem a ver com as pessoas não gostarem de você?

Meu Deus! Agora eu estava confusa! Ela não tinha a mínima noção sobre isso pelo jeito.

– As pessoas... elas têm medo de mim — disse.

Merida pendia tanto a cabeça que se ela pendesse um pouco mais sua orelha tocaria seu ombro.

– Só por que você congela as coisas? Elza, isso não é motivo para alguém ter medo de você.

– Se não fosse as pessoas não teriam — murmurei.

– Eu não tenho medo de você — ela disse séria.

Meu queixo quase caiu, tive que me segurar muito para isso não acontecer.

– Por que não? — isso me deixava muito surpresa. — Se eu perder o controle, o que não é tão difícil assim, eu posso acabar ferindo alguém.

– Todos perdem o controle pelo menos uma vez na vida Elza. Você tenta evitar, mas não consegue. Não é culpa sua, isso não é proposital.

Olhei-a. Ela parecia séria.

Olhei para minhas mãos, que estavam pousadas em meu colo.

– Obrigada por isso, Merida — disse baixinho.

– Não tem problema — eu praticamente podia ouvir o sorriso em sua voz.

Eu realmente fiquei grata à Merida, de uma maneira que eu nem entendi. Percebi que por não me considerar perigosa ela me tratava bem. Ou talvez isso fizesse parte de sua natureza tratar bem as pessoas, independente de quem fossem ou do que fizessem. Agradeci por isso.

Talvez Merida fosse alguém com quem eu poderia... tentar, ao menos, uma aproximação. Eu lhe devia isso. E também devia a Jack e Kristoff, e a minha irmã, que apenas queriam fazer amigos.

Notas finais
Okay, esse capítulo ficou estranho. Gente, um momentinho sério aqui. Queria prestar minhas condolências a Perolas Percy Jackson, que perdeu o avô recentemente. Não tem nada que eu possa sentir que provavelmente te faça sentir melhor, mas sinceramente desejo que a sua provável grande tristeza passe o mais cedo possível. Bom, até hoje mais tarde, gente.