No Compartimento do Expresso de Hogwarts
40 Capítulo 40
Notas iniciais
Jack's POV
Eu estava absurdamente confuso.
Não via nenhum de meus amigos em lugar nenhum, e eu já estava começando a mancar. Quando eu tropecei e caí, achei que em pouco tempo alguém viria e me mataria. Mas a única pessoa que veio foi Maggie Collins.
– Você está bem?
– Tem algo errado com meu tornozelo — gemi.
– Vem, preciso te levar para o hospital.
– Hospital? — ela estava me deixando ainda mais confuso.
– Montaram um. Vem, com um pouco de sorte vamos achar alguém para me ajudar com você — ela me ajudou a levantar e permitiu que eu me apoiasse nela. Depois de um tempo andando, gritou:
– Katharine!
Katharine Harley veio correndo para perto de nós.
– Preciso de cobertura.
– Sem problema — respondeu Katharine. Ela se posicionou como se esperasse que todos nos atacassem ao mesmo tempo.
Depois de um certo tempo de caminhada — que foi cansativo para mim -, nos aproximamos do que deveria ser o hospital. Era uma tenda extensa, só com pedaços de madeira para levantar um pano, que seria o teto. Debaixo da tenta, haviam muitos alunos, alguns mortos, outros feridos, e outros cuidando desses. Cercando o "hospital", estavam vários alunos, armados com suas varinhas, prontos para proteger os feridos e os que cuidavam deles de ataques de Comensais. Haviam alguns deles tentando atacar, mas a maioria estava na batalha maior. Mas, mesmo assim, Katharine foi extremamente necessária. Se ela não estivesse conosco, eu e Maggie teríamos morrido, provavelmente.
Quando chegamos no abrigo, Maggie e Katharine me deitaram em um espaço vago.
Logo um garoto chegou, mas eu estava com a visão turva, e não o reconheci.
– Quem é você? — perguntei.
– Jonah Whiteman. Sou da mesma casa que você — ele disse, e torceu o nariz. Talvez a pergunta pudesse tê-lo ofendido sem que eu percebesse... — O que aconteceu com seu tornozelo?
– Não sei — resisti ao impulso de responder algo como "Se eu soubesse já teria dito".
Ele olhou com atenção, pegou algumas coisas de um lugar que nem consegui ver — eu mal conseguia enxergá-lo -, e começou a trabalhar. Fechei os olhos por um tempo, e quando os abri novamente, minha visão estava bem melhor. Jonah havia terminado o trabalho com meu tornozelo, e agora cuidava de outra pessoa. Não sei quanto tempo fazia que ele saíra de lá, mas tudo bem. Tentei me levantar, e quase caí.
– É melhor continuar deitado — Jenna Darkson disse, permitindo que eu me apoiasse nela e tentando me fazer sentar novamente.
– Eu estou bem, posso fazer isso — ela contraiu os lábios, mas não me questionou. — O que posso fazer para ajudar?
– Bom... pode tentar cuidar das pessoas — ela viu minha expressão, e então continuou. — Ou pode ficar de guarda ou ir procurar pessoas. Você escolhe.
Pensei um pouco antes de responder.
– Acho que vou ficar de guarda.
– Tem certeza? — ela parecia realmente preocupada.
– Absoluta, obrigada.
Eu me dirigi para fora, já pegando minha varinha.
Assim que cheguei, vi Anna e Kristoff, além de outros alunos, lutando para proteger o hospital. Era uma luta equilibrada — ou quase isso. Estávamos em óbvia vantagem numérica, mas os Comensais eram muito mais habilidosos. E usavam Maldições Imperdoáveis também, o que dava a eles uma vantagem.
Comecei a defender o lugar também. Duelava com duas pessoas ao mesmo tempo: eu lançava feitiços em uma e bloqueava a outra com grandes blocos de gelo.
Depois de um tempo, surgiram Amber Russell e Violet Roberts, a primeira carregando a segunda. Ela entrou no hospital em segurança, e quando saiu de lá, procurava uma posição de defesa. Mas ajuda não era exatamente necessária no momento.
Consegui estuporar um dos Comensais, e então só me sobrava o outro. Mas então eu vi, bem ao longe, um brilho meio azul, meio branco, um brilho familiar...
Essa não!
– Amber! Pode assumir minha posição?
– Claro!
Ela praticamente me chutou para o lado, e começou a duelar. Ela até fazia isso bem. Mas eu não tinha tempo para ficar analizando-a. Saí correndo em disparada, na direção em que eu vira o brilho azul.
Havia uma única conclusão para se tirar daquele brilho familiar, aquele brilho da cor do gelo: Elza estava usando seus poderes.
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