No Beating.

3 Prazer, você mesma!


-Peraee PAROU PAROU! — o interrompi — Como assim mais forte da terra? Como assim "Criatura"?

Fiz aspas com as mãos.

-Acqua, o Verberavit Mortuorum previa Aumento da resistência física, mental e principalmente respiratória, daria habilidades com lutas e o mais importante, regeneração. Mas a surpresa foi como o SEU metabolismo reagiu. Ele multiplicou as expectativas por 3!

Fiquei calada, e o encarando.

Ele o mesmo fez, até eu dar de ombros e perguntar:

-Então quem vai me levar pra casa?

Ele suspirou

-Acqua, a S.H.I.E.L.D agora é sua casa.

Não me segurei e dei a louca:

-COMO ASSIM?!?!? EU TENHO CASA, TENHO FAMÍLIA, AMIGOS!

-Não mais — friamente me cortou — você já não é mais 100% humana Acqua, ficar zanzando por aí pode ser arriscado.

-MAS E MEUS PAIS? — joguei meus braços ao alto em desespero.

-Eles já não lembram mais de nada, que seja relacionado á você, é claro.

-Vocês não podem fazer isso! É sequestro — em uma desesperada busca por escapada, resolvi apelar para lei.

-Somos a organização especializada em espionagem e segurança, número 1 do mundo. Não há nada que não possamos fazer.

Senti as lágrimas enchendo meus olhos, e então as mesmas caíram quando lembrei de Ally;

-O que aconteceu com Ally?

Coulson então começou a mexer com sua gravata em nervosismo:

-Sinto muito, ela n-

Levantei minha mão em um gesto que dizia "não precisa falar nada"

-Bom, Srta., a deixarei sozinha — se levantou e foi até a porta — qualquer coisa, apenas aperte o botão do lado da porta.

Quando vi o brilho dos sapatos chiques e pretos de Coulson desaparecerem, me permiti desabar.

Chorei. Chorei pelo que devia, pelo que não devia, e até pelo que pensei que tinha esquecido.

Primeiro perco meus pais, e então descubro que não sou o que sou (ou o que eu achava que era) e agora Ally.

O som que ecoava no quarto, apenas era o das minhas fungadas e de baixas lamurias que eu fazia para mim mesma.

Me assustei quando vi alguém entrando no quarto. Era um homem alto, cabelos pretos e puxados para trás, vestia uma roupa casual e tinha um circulo brilhoso em seu peito. Detalhe: ele estava se agarrando com uma branquela de cabelos pretos.

Limpei minha garganta, afinal, eu não queria filme pornozão bem na cara dura. Então eles se assustaram, e envergonhada a moça foi embora.

-É, valeu empata foda — o homem reclamou.

Olhei para os lados irônicamente e respondi:

-Dá licença, mas esse quarto é meu!

-Com licença — se aproximou — mas com quem você pensa que tá falando?

-Com o único babaca que invade o quarto dos outros quase engolindo uma mulher.

Então ele fez uma cara como a de quem nunca recebera uma resposta mal educada na vida

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-Am, ér, dá licença... — sai do quarto agradecendo pelo fato que meu tom de pele não me permite corar...

-Não, fica. — o homem falou e então esticou a mão — Tony Stark.

E então quando eu toquei na sua mão senti uma queimação terrível nos pulsos, pulmões e coração. E antes que eu pudesse dizer algo, um barulho horrível ecoou.

Pelo quarto. Pelo corredor. Por todo o prédio. Era um alarme.E em seguida a janela do meu quarto. Estilhaçando.