Notas iniciais
DESCULPEM!!!! Demorei muito de escrever, por que fiquei internada. Saí faz uma semana que saí, mas já fiz dois capítulos, espero que tenham ficado bom pra compensar o tempo que fiquei sem escrever.

---Ah fala sério! ---exclamou Matheus quando viu Christian vindo na direção deles.

---Deus, é o cara dos ratos. ---falou, sem querer, Patrick, chocado.

---É uma honra ser lembrado por esse nome, mas prefiro Christian. ---falou Christian dando a mão á Patrick que sorriu.

---Prazer. ---respondeu Patrick.

---Olá Christian. ---acenou Clara sorrindo sem graça. ---Sinto muito, pelo espaguete, eu juro que não fazia ideia.

---Eu sei. Sofia pode ser incrivelmente convincente quando quer. ---disse sorrindo.

---Ela é fogo! ---exclamou Clara sorrindo. Fiquei irritada pela traição de Clara. Quero dizer, ela estava brincando com ele! Bom, eu estava fazendo algo bem mais condenável lá na cozinha, mas na minha defesa eu não tenho controle de mim quando ele fazia aquilo.

---Sofia, você pode me dizer o que ele está fazendo aqui? ---perguntou Matheus.

---Ele está...

---Ele devia estar trabalhando! Assim como você. ---falou Cleandro aparecendo de repente e olhando pra mim. ---Os clientes querem ser atendidos.

---Eu sei, Cleandro. Estamos indo. ---falei puxando o Christian que parecia querer cair pra cima do Matheus, que sentia esse desejo mútuo.

---Quem ele pensa que é? ---falou Christian, mandando um cliente calar a boca.

---Pare de descontar sua raiva nos clientes. ---falei o acompanhando.

---Vocês estão namorando? ---ele fez essa pergunta tão diretamente, que eu me assustei. Eu não queria que ele achasse que só por que eu não estava namorando, ele podia dar em cima de mim, então falei:

---Não é da sua conta.

Ele passou a mão no cabelo, frustrado.

---Por favor, Sofia, não me enlouqueça desse jeito...

---EU QUERO MINHA BEBIDA! ---gritou alguém jogando guardanapo na gente.

---HÁ VAI SE...

---Christian! Você quer ser demitido? ---o repreendi. Depois não entendi isso. Eu queria que ele fosse demitido, certo?

---Vocês estão? ---perguntou de novo.

---Não. ---falei antes que ele tivesse um ataque de raiva ou algo assim. ---Agora, pare com esse chilique.

---Você me deixa louco. ---falou sorrindo aliviado. ---Ainda bem que eu não vou cometer nenhum assassinato hoje.

---Sofia, vem aqui! ---chamou Matheus.

---Ainda! ---exclamou ele emburrando a cara e saindo pra atender o cara dos guardanapos.

---Sim? ---falei indo até ele.

---Você está namorando esse cara? ---perguntou Matheus nada discreto. Clara engasgou com o salgadinho que comia, e Patrick se conteu pra não rir.

---Não, quem te deu essa ideia?

---Sei lá, ele está onde você está, vai aonde você vai... ---falou.

---Isso não quer dizer nada, Matheus. Ele pode estar afim da Sofia, mas ela não. ---falou Clara paciente.

---Mas, isso não quer dizer que eu esteja livre pra mais alguém. ---falei cansada.

---Posso ter esperanças, certo? ---falou ele. Suspirei, exausta.

---Não, acho melhor vocês irem e...

---Quem é essa princesa? ---falou, curiosamente, Victor, aparecendo de repente.

---Quem, eu? ---perguntou Clara chocada.

---Existe outra princesa aqui? ---perguntou me provocando. Dei um tapa de leve no seu braço. ---Ai, é brincadeira. ---disse e olhou pra ela. ---Outra novata?

---Não. Amiga. Mas, já vou embora. Já vi que o negocio aqui é movimentado. ---falou Clara sorrindo.

---Com certeza. ---falou e depois se voltou pra mim. ---Você acredita que eu encontrei gente fumando atrás do balcão?

---Fumando... ---deixei no ar.

---Existe outra coisa que esse povo daqui gosta de fumar? ---perguntou revoltado.

---Mas, onde estava o Marcus?

---Estava com a namorada dele. ---falou com desgosto. ---eu já disse pra ele proteger o dinheiro, da ultima vez uma galera chegou e roubou 1000 reais. Cleandro só faltou morrer.

Clara, Patrick e Matheus escutavam a conversa de boca aberta, então resolvi mudar de assunto.

---Certo... ---falei voltando-me pra eles. ---Acho melhor vocês irem, sabe, não dá pra dar atenção a vocês aqui.

---Nós sabemos. ---falou Clara compreensiva. ---Já vamos.

---Obrigado. ---falei e os levei a até a porta. Clara se voltou pra mim e sorriu.

---Você sabe que ele está morrendo de ciúmes de você, não é? ---falou Clara.

---Sei, ele não é nem um pouco discreto. Eu já falei para o Matheus parar com isso. ---falei irritada.

---Não é do Matheus que eu estou falando! ---falou e saiu.

***

---Marcus, que tal você cantar hoje? ---falei inocentemente outro dia.

---Quê? Você ficou doida? ---perguntou ele calculando o dinheiro do dia.

---Vai, eu quero ouvir a sua voz. ---falei.

---Olha aqui. ---apontou para a boca.

---Não assim. Quero ouvir você cantando. ---falei. ---Você não pode ficar trabalhando numa coisa que não gosta.

---Estou satisfeito com isso. ---falou sorrindo. ---Vá trabalhar.

Revirei os olhos. Eu não ia desistir.

---Marcus! ---exclamei irritada quando veio alguém atrás de mim e segurou minha cintura.

---Ela está te perturbando, Marcus? ---perguntou Christian sorrindo bem perto do meu rosto. De repente minha atenção estava apenas na sua mão na minha cintura. Tive dificuldade de me concentrar.

---Está. Você pode leva-la daqui, Christian? ---perguntou Marcus sorrindo. Ninguém parecia mais se importar com o assédio que Christian ás vezes fazia comigo. Provavelmente achavam completamente normal.

---Com prazer. Vem cá, minha linda. ---falou Christian tentando me puxar com ele pela cintura.

---Não, eu estou conversando com o Marcus! Não se atreva a me levar a força! ---ameacei o encarando.

---E se eu te levar o que vai fazer? ---provocou sorrindo de lado.

---Eu vou... ---tentei dizer algo amedrontador, mas não conseguia com ele me olhando daquele jeito. ---Eu vou te bater!

Os dois caíram na gargalhada. Sério! Depois de rirem por duas horas, Christian recuperou o folego e me encarou.

---Acabou? ---perguntei irritada. ---Ainda vai me levar a força?

---Vou. ---falou e me carregou até a cozinha. Assim que ele me colocou no chão, eu o bati como prometi. Ele pegou um prato de plástico pra se defender enquanto eu o enchia de tapas. ---Ai, desse jeito eu vou morrer espancado!

Eu parei, irritada e virei á cara pra ele.

---Não fique zangada comigo. ---murmurou vindo até mim.

---Zangada? ---perguntei. ---Eu estou mais que zangada, eu estou... ---me virei e dei de cara com ele me encarando. Esqueci até o que ia dizer. Olhei para aqueles lábios maravilhosos que me beijaram naquele dia, desejando que me beijassem de novo. Na verdade, eu meio que não estava pensando direito quando ele segurou minha cintura, onde a camisa estava mais em cima, ou seja, quando ele tocou minha pele, me fazendo arrepiar de todas as formas possíveis.

---Está o que? ---sussurrou me puxando pra si. Quando meu corpo encostou no dele, eu esqueci até meu nome. Eu já não comandava meu corpo, e minha mão fora de controle, se enrolou no cabelo dele fazendo com que seu rosto descesse até que ficasse perto do meu. Olhei bem para os seus olhos, implorando seu beijo. Eu conseguia ver nos olhos dele o desejo que tinha nos meus, o que me fez juntar meu corpo ainda mais no dele, e foi esse momento que ele encostou seus lábios nos meus.

O começo do beijo foi leve, como se ele não quisesse me machucar, mas aí tudo saiu de controle por que eu abri minha boca e quando ele abriu a dele, nós dois só faltamos arrancar nossas roupas ali mesmo. O que eu adoraria fazer.

Acho que ficamos nos beijando por uns trinta minutos, o que dá muito tempo, pode acreditar. E acho que só paramos quando ouvimos alguém querendo abrir a porta.

Eu me separei dele como se ele tivesse uma doença contagiosa, e praticamente me joguei na outra parte da sala arfando como uma maluca.

---O que estão fazendo trancados aqui dentro? ---perguntou Jorge indiscreto. Eu tentei responder, mas é sério, fique beijando sem parar por meia hora e você vai saber do que estou falando. Se respirar estava sendo difícil, imagine falar.

---Nós... ---Christian parecia com dificuldade de falar também. Ele arfava, mas sorria sem parar e ainda ficava me olhando o que tornou tudo ainda mais constrangedor.

---Ah sei... A coisa tava boa aí, né? ---comentou Jorge sorrindo. ---Desculpe ter atrapalhado esse momento quente de vocês, mas Cleandro está chamando.

---Não estávamos... Num momento... Quente. ---tentei falar, arfando. Christian riu com ironia.

---Ah me enganei, eu queria me desculpar na verdade, por ter estragado o momento lava fervente de vocês. ---falou rindo. ---Vejo vocês daqui a cinco minutos.

E saiu.

Eu fiquei olhando para a porta por uns segundos em que tentava manter a respiração normal, então encarei Christian que me olhava profundamente.

---Eu não acredito que você me beijou. ---murmurou ainda com a respiração irregular. Eu o encarei, estressada.

---Eu te beijei? Você fez aquilo que eu disse pra você não fazer! ---reclamei estressada.

---O que? Te seduzir? ---falou sorrindo cruzando os braços no peito.

---Sim!

---Mas eu não fiz nada. ---disse. ---Não dessa vez.

---Então eu simplesmente te agarrei?

---Foi! ---disse rindo. ---Você segurou meu cabelo e eu vi nos seus olhos que você me queria. ---disse. ---Então, você me queria, eu te queria. Nós dois queríamos.

---Eu não queria nada! ---exclamei confusa.

---Então esse tempo todo em que ficamos nos agarrando e quase tirando a roupa um do outro foi só por que eu queria? ---perguntou sorrindo.

Eu corei tanto que acho que fiquei com cor de camarão.

---Você me seduziu, Christian! Você me puxou pra perto de si. ---acusei chegando mais perto dele sem querer.

---Ok, eu fiz isso! ---admitiu vindo pra perto de mim também. ---E sabe por quê?

---Por quê?

---Por que ficar perto de você e não a beijar é um sacrifício grande demais pra ser mantido por muito tempo! ---exclamou encarando minha boca.

---Mas, vai ter que ser mantido, por que eu não quero! ---falei respirando com dificuldade encarando sua boca.

Ele ficou em silencio por uns segundos, depois sussurrou com uma voz rouca.

---Admita, Sofia. ---falou chegando mais perto do meu pescoço e de leve deu um pequeno selinho. Eu me arrepiei toda. ---Você quis que eu a beijasse, e quer que eu a beije agora.

Eu já estava me deixando envolver, fechando os olhos, quando a porta se abriu de novo e Jorge apareceu meio impaciente.

---Pessoal, dá pra dar um pause na sessão agarramento? Caramba, vocês estão atacados hoje! –falou ele fechando a porta.

Eu me separei do Christian, depressa e completamente estressada por sentir essas coisas pelo meu arquinimigo, e então saí da sala o deixando sorrindo sozinho.

Notas finais
Obrigado por lerem! Por favor comentem!