No Amor E No Crime

5 Capítulo Quatro: Aulas


Capítulo Quatro: Aulas


POV Edward

Tive certo medo de dormir esta noite, imaginando o que Bella faria dessa vez. Quero dizer, eu já não estava bem por causa daquele beijo. Se ela me pegasse com a guarda baixa, não sei o que faria.

Quando acordei no dia seguinte, no entanto, nada estava anormal. Eu estava vestido e não havia nenhuma garota seminua sobre mim. O alívio e o desapontamento foram conflitantes dentro de mim.

Como havia ficado até tarde acordado na noite passada e devido à adrenalina da nossa aventura, já passavam das três da tarde quando acordei.

Estranhei por não sentir o cheiro de queimado habitual e levantei-me.

Bella não estava na cozinha hoje. Imaginei se ela ainda estava dormindo, por isso fui até o quarto da garota. Bati, mas ela não atendeu. Abri a porta devagar, com medo do que pudesse ver ali dentro. Mas não havia ninguém.

Entrei no quarto, estranhando.

Onde Bella estaria?

Já ia saindo quando vi uma foto minha sobre a cômoda de Bella. Na verdade, era uma foto nossa, no seu aniversário de quinze anos. Aquela fora a última vez que eu a vira antes de ela aparecer na minha porta.

Eu usava um terno simples, mas Bella estava linda no seu vestido azul. Essa era uma cor que combinava bem com o seu tom de pele. E como o seu sorriso era lindo. Ela parecia bem feliz naquela foto, enquanto eu parecia meio deslocado.

Eu nem se quer me lembrava de que aquela foto existia, mas Bella a havia guardado com o maior cuidado durante esses anos. Senti certo peso na consciência e fui procurar o meu celular.

Achei o seu nome na lista de contatos, mas o celular dela apenas tocou diversas vezes, até cair na caixa postal.

Onde aquela pirralha estaria?


POV Bella

– Então eu tenho que esperar a água ferver antes de colocar o macarrão? – Eu perguntei para a professora, anotando tudo com cuidado.

– Sim, Bella. Essa é a parte fácil, garota. – A professora falou, divertida.

– Acredite, não existe parte fácil para mim na cozinha. – Eu disse.

Eu havia levantado pouco depois do meio dia. Estava cansada e com raiva do Edward, meus nervos estavam à flor da pele por causa daquele beijo e da rejeição dele.

Só havia uma coisa que eu podia fazer para desestressar. Resolvi ter aulas de culinária. Eu estava determinada a preparar alguma refeição decente para Edward, custe o que custar.

Se ele pensava que aquela rejeição ia me fazer desistir, estava muito enganado. Eu havia ficado presa a esse amor por tempo demais para deixar escapar tão facilmente assim. E agora eu tinha certeza de que ele me desejava. Ele não ia perder por esperar.

– Ok, agora preste atenção. O macarrão não pode ficar muito mole, se não gruda tudo. Mas também não pode ficar cru. – A professora dizia. Havia outros alunos na sala, mas eu era de longe a pior e, depois de eu quase tocar fogo na sala tentando fazer uma carne assada, ela resolveu me acompanhar de perto. – Você tem que vigiá-lo. Depois de uns quinze minutos, você pega um pouco com o garfo, espera esfriar e coloca na boca.

Fiz o que ela mandou. Peguei um pouco de macarrão e coloquei na boca, mas ainda estava muito quente e eu cuspi tudo.

– Eu disse espera esfriar. – Ela repetiu. Suspirei, abanando a boca com a mão. Peguei mais um bocado de macarrão, assoprei e coloquei na boca.

– Acho que ainda está um pouco cru. – Eu disse. Ela provou.

– Está mesmo. Mais cinco minutos e estará bom. Vamos fazer o molho? – Ela me ajudou, dando instruções enquanto eu misturava os ingredientes. Com alguém ao lado para apontar os erros era bem mais fácil de fazer. As receitas nunca me ajudavam muito.

Às cinco horas a aula acabou.

– Vejo vocês no próximo domingo. – A Professora nos dispensou.

Ao pegar minhas coisas no canto da sala, percebi que havia várias ligações perdidas de Edward para mim. Onze, para ser mais exata.

O que tanto ele queria comigo?

Uma coisa que eu sabia, no entanto, é que eu não ia contar a ele sobre as aulas. Já era humilhação o suficiente que ele tivesse que limpar a minha sujeirada todos os dias.


POV Edward

Estava começando a ficar preocupado. Já havia ligado para a pirralha várias vezes e ela não havia atendido.

O caso do roubo na galeria do Tardin estava em todos os noticiários e a polícia parecia não ter pistas de quem o havia realizado. Mesmo assim tive medo que de alguma forma eles tivessem chegado à pirralha, apesar de não imaginar como.

Devia estar ficando paranoico mesmo.

Mas às cinco e meia a pirralha chegou calmamente.

– Você ligou para mim? Aconteceu alguma coisa? – Ela perguntou enquanto entrava em casa.

– Onde você estava? – Perguntei.

– Por que você quer saber? – Ela replicou na defensiva.

– Estamos nos noticiários. – Falei, aumentando o volume da TV.

“As autoridades ainda não têm pista sobre nenhum suspeito de ter parte nesse roubo milionário. Os quadros roubados eram obras do famoso pintor Amadeo Modigliani, que são avaliados em mais de 70 milhões de dólares e não estavam à venda.” A repórter dizia.

– Estamos famosos. – Bella falou sorrindo.

– Achei que tinham conseguido chegar a você de alguma forma. – Expliquei.

– Hmm, mas não chegaram. De qualquer forma, você apenas lucraria já que eu estaria fora da sua vida. – Ela disse virando-se em direção à escada.

– Não é bem assim... – Eu falei, sentindo aquela pontada de culpa novamente. Eu havia mesmo feito a garota achar que eu a queria na rua?

– Acho que não. Mas não se preocupe, mesmo que me pegassem, eu não te denunciaria. Não sou dedo duro. – Ela prometeu, virando-se e sorrindo para mim.

– Eu não disse isso... – Eu comecei, então notei que seu lábio inferior estava vermelho. – O que houve na sua boca?

Bella levou a mão até o lábio machucado, corando levemente.

– Nada demais. – Ela começou. – Hmm... Eu mordi a boca. Eu vou tomar banho agora.

– Onde você esteve? – Perguntei desconfiado.

– Por aí. – Ela disse apenas, subindo as escadas. Fiquei observando-a até que a pirralha entrou em seu quarto.

Vamos ver... Atitude suspeita. Saindo de fininho de casa enquanto eu dormia. Lábio vermelho. Relutância em me dizer onde esteve.

Será que a pirralha não tão pirralha estava com algum cara?

Eu tinha as minhas dúvidas quanto a isso, até por que ela vivia me dizendo que me amava, mas que outra explicação poderia haver para o seu comportamento?

Mas mesmo que fosse algum cara, quem seria? Ela era nova na cidade, não conhecia muita gente.

Bom... – Uma vozinha na minha mente sussurrou. – Ela conheceu muita gente naquela sua festa.

Balancei a cabeça, afastando aquela voz.

Eu achava que conhecia a Bella bem o suficiente para saber que ela não faria isso. Afinal ela me amava, oras!

Mas espera... E por que isso me incomoda tanto, se eu mesmo a rejeitei?

Puxei os cabelos com força, tentando me livrar daqueles pensamentos. Então fui tomar um banho para relaxar. Enchi a banheira com água bem quente e entrei, sentindo meus músculos reagirem no mesmo instante. Já me sentia muito melhor.

Suspirei e fechei os olhos, apoiando a cabeça na borda da banheira. Tinha que parar de pensar aquelas coisas sobre Bella. Qualquer um com quem ela tivesse saindo não era da minha conta, desde que não fosse eu.

Bem que podia ser eu... Não, não podia, Edward!

Eu estava ficando maluco! Aquela garota estava me deixando maluco!

– Hmm... Eu acabei de sair do banho, mas teria o maior prazer em voltar. – A voz de Bella ecoou no meu banheiro. Assustado, espalhei água para todo lado. Vendo que Bella olhava para o meio de minhas pernas, fechei-as, usando a mão para me cobrir.

– Sai daqui. – Mandei.

– Não é como se eu já não tivesse visto... – Ela comentou. Só então reparei que ela usava apenas um roupão. Engoli em seco.

– É, você se aproveitou de um cara que tem o sono pesado. Não deveria ficar se gabando sabe... – Eu disse tentando colocar alguma diversão no assunto. Bella riu.

– De qualquer forma, não é como se precisasse haver tantas formalidades entre a gente né? – Ela começou, desamarrando o roupão.

– O que você está fazendo? – Eu quis saber, levemente desesperado.

– Eu vou entrar aí com você. – Ela disse apenas, deixando o roupão cair aos seus pés, ficando como havia vindo ao mundo. Totalmente pelada. Não tive como não admirar as suas curvas perfeitas, seus seios cheios, tudo, do começo ao fim.

Mas esforcei-me para desviar o olhar e levantei da banheira, agarrando a primeira toalha que vi.

– É, não vai rolar. – Eu disse.

– Por que não? Ontem você curtiu o nosso beijo. – Ela disse. Enrolei a toalha na cintura, mas Bella continuou nua e veio na minha direção.

– Você entendeu errado. Agora pode ir saindo do meu quarto. – Incitei, tentando manter distância dela. Bella sorriu.

– Então por que você está suando? – Ela quis saber.

– Por que você faz isso comigo? – Eu perguntei, nervoso, enxugando o suor do rosto.

– E por que você não faz nada comigo? – Ela devolveu.

– Por que eu não te amo, droga! – Eu explodi, nervoso. Eu não ia conseguir resistir por muito mais tempo. – Você quer mesmo dormir com um cara que não te ama?

Bella apertou os lábios, as faces corando. Ela voltou, pegou o roupão e o vestiu. Então olhou para mim determinada.

– Você vai ver, eu vou fazer você me amar. – Ela disse. Eu sorri, mais aliviado.

– Vou ficar esperando por isso, pirralha. – Eu falei. Ela me fuzilou com o olhar e saiu batendo a porta. Depois que ela foi embora, suspirei e encostei-me a parede.

Droga, eu estava completamente duro!


POV Bella

Acho que de certa forma o Edward estava certo. Eu tinha que fazê-lo me amar, antes que algo acontecesse. Ainda assim eu não deixaria de provocá-lo. Onde estaria a graça se eu parasse?

Por isso naquela noite eu me esgueirei de volta para baixo dos seus lençóis novamente. Edward estava dormindo e não me viu chegando. Eu dormia extremamente bem ao lado dele. E pelo menos à noite eu conseguia ficar sem pensar em Charlie, sonhar com Charlie na cadeia.

Ele não pegaria muito tempo e poderia sair em condicional por bom comportamento. Ainda assim eu só conseguia pensar nele dentro de uma cela. Mas quando eu dormia com Edward eu não sonhava com nada. O cheiro do seu corpo era como um calmante para a minha mente.

Quando meu despertador tocou, eu logo o desliguei para não acordar o Edward. Hoje era o meu primeiro dia de aula, eu querendo ou não. Levantei-me de fininho e fui até o meu quarto para tomar banho e trocar de roupa.

O uniforme era horrível, todo cinza e sem graça. A única coisa que tinha alguma cor era a minha mochila. O Edward tinha mesmo que me colocar num colégio tão cheio de frescura? Fala sério.

Depois de tudo arrumado, desci e já estava indo em direção à porta, intentando comprar alguma coisa na padaria para comer, quando Edward me chamou.

– Hmm, achei mesmo estranho a ausência do cheiro de queimado. – Ele disse. Fechei a cara.

– Estou saindo, já que eu tenho que ir à escola. – Eu disse, mal-humorada. O meu dia já estava ruim, não precisava que ele ficasse criticando a minha inabilidade na cozinha.

– Espera, eu te levo. – Ele ofereceu.

– Eu vou de metrô. – Eu disse, já me virando para a porta novamente.

– Não seja ridícula, eu vou levar apenas uns dois minutos. Espere aqui. – Ele disse. Foi ao quarto e rapidamente estava de volta, vestindo um conjunto de moletom. – É o seu primeiro dia, quero ir junto.

– Sei. – Dei de ombros. Não via a importância nisso, mas já que ele fazia questão.

Edward então me levou para a escola no seu volvo. Pouca gente se incomodou em olhar para o carro que parava. Eram todos uns riquinhos mimados e ninguém ligava se alguém chegasse à escola em algo menos do que uma limusine.

– Como se sente? – Edward perguntou.

– Entediada. – Repliquei, olhando para aquele grande prédio cinzento com desgosto.

–Não seja tão pessimista. – Ele disse. — Ah, eu já mandei que depositassem os 100 milhões na sua conta.

– Que 100 milhões? – Eu perguntei confusa.

– O produto da nossa aventura na outra noite. Metade minha e metade sua, claro. – Ele explicou.

– Não precisava, eu tenho dinheiro o suficiente. E você é que está pagando essa escola. – Eu falei.

– Eu já tenho dinheiro suficiente para gastar em duas vidas. – Ele disse revirando os olhos. Dei de ombros.

– Até mais tarde. – Eu disse apenas.

– Eu venho te buscar. – Edward ofereceu.

– Não precisa. – Eu falei, abrindo a porta e colocando o corpo para fora.

– Mas eu venho mesmo assim. – Ele foi dizendo enquanto eu saía. Apenas acenei que sim com a cabeça e fechei a porta, indo para a escola como que indo para a câmara de gás.

Eu realmente, realmente não gostava desses lugares.


POV Edward

Não entendia por que a Bella estava sendo tão fria comigo.

Noite passada eu não havia visto Bella se esgueirar para a minha cama como ela gostava de fazer, ela não havia tentado se aproveitar de mim, não tentara cozinhar e mal falara comigo essa manhã.

Eu havia feito algo errado? Quero dizer, exceto dizer que não a amava. Será que era por isso que ela estava tão irritada?

Eu não sabia.

Talvez eu devesse ter dito alguma coisa, qualquer coisa, para ela saber... Saber o quê? Não havia realmente o que eu pudesse dizer. Era até melhor que ela estivesse com raiva, que fosse fria. Pelo menos assim não me causava tantos problemas.

O problema era que eu não conseguia parar de pensar nisso, estava me incomodando até demais. Muito mais do que deveria.

Passei o dia vagando pela casa, imaginando um jeito de me desculpar com Bella sem dar muitas esperanças à garota. Decidi fazer um bom jantar para nós, já que ela não tinha capacidade nenhuma na cozinha. Fui ao supermercado para comprar algo para fazer um frango à parmegiana para nós dois e esperei para ir buscar Bella na saída da escola.


POV Bella

As aulas eram chatas, as pessoas eram chatas, os professores eram chatos. Tudo irritantemente chato.

Inclusive o modo como as pessoas olhavam para mim, já que eu estava chegando no meio do semestre, todos se perguntando o porquê disso.

A minha primeira aula do dia foi biologia, onde me tornei a parceira de um cara não tão chato.

– Oi. Sou o James. Que bom que você foi transferida para cá. Achei que ficaria sem parceiro o ano inteiro. – Ele foi logo falando assim que me sentei. Sorri de leve, achando engraçado.

– Sou Isabella, mas todo mundo me chama de Bella. – Eu disse. Ele sorriu, mas como o professor já estava em sala, paramos de conversar.

James adquiriu para si mesmo o papel de me mostrar a escola. Ele me levou e me buscou em todas as minhas aulas do dia.

– Você não precisa fazer isso, sabe, eu consigo me virar sozinha. – Eu disse.

– Eu faço questão. – Ele insistiu.

No almoço, me fez sentar com ele e seus amigos.

– Esses são Laurent e Victoria. – Ele apresentou-nos. – Essa é a Bella.

– Muito prazer. – Dissemos ao mesmo tempo. Eles riram, eu meramente sorri.

– E então Bella, de onde você é? – Victoria quis saber.

– Do Canadá. Quero dizer, eu sou daqui, mas o segundo marido da minha mãe é canadense e nós moramos lá. – Eu expliquei.

– E agora você está morando com o seu pai? – Ela perguntou.

– Com o meu tio. Eu não vejo o meu pai há algum tempo. – Não deixava de ser verdade. Eu estava doida para poder ver Charlie, falar com ele, mas não podia. Se alguém se quer suspeitasse que eu estivesse com ele naquele dia, ele ficaria em sérios apuros, levando uma menor para cometer um roubo.

– Sei. – Victoria falou, provavelmente percebendo que aquele assunto era meio delicado. – E por que se mudou para cá tão de repente?

– Minha mãe está se divorciando. De novo. – Menti descaradamente, dando de ombros. Victoria riu.

– Acho que todos nós sabemos como isso funciona. Minha mãe está no quarto casamento. – Laurent falou fazendo cara de quem sabia das coisas. – Típico.

Apenas concordei com a cabeça.

Depois disso conversamos besteiras sobre a escola, as aulas e os outros alunos. Eles até que não eram tão maus, mas ainda assim eu preferia estar em qualquer outro lugar.

O fim das aulas foi um alívio. Saí com James, Victoria e Laurent para a escadaria como se estivesse deixando uma prisão. Espreguicei-me lentamente.

– Liberdade, em fim. – Eu disse. Eles riram e James jogou o braço no meu ombro, desarrumando o meu cabelo com a mão livre. Meramente ri e me livrei dele. – Até amanhã.

– Tchau Bella. – Victoria acenou.

Desci a escadaria e logo vi o volvo parado em frente à calçada.


POV Edward

Eu sempre morei sozinho naquela casa, aquilo é que era normal para mim. Mas subitamente o lugar pareceu extremamente vazio sem Bella nele. A garota só estava comigo há alguns dias. Como ela já poderia fazer parte de um pedaço tão grande da minha vida?

Meia hora antes do necessário, cheguei à porta do colégio para esperar a Bella. E fiquei aliviado quando a vi sair pela porta, mas surpreso que ela tivesse feito amigos tão rapidamente. Ela conversava e ria normalmente com três pessoas, como qualquer garota da sua idade.

Não sei por que aquilo me surpreendeu tanto. Bella era uma adolescente, no fim das contas. Uma ladra profissional, mas uma adolescente.

No entanto, o que mais me chamou atenção foi a liberdade que aquele cara já parecia ter com ela. O loiro. Ele a agarrou pelos ombros, desarrumando os seus cabelos. Bella se afastou, rindo. Fiquei me perguntando de onde eles se conheciam. Teriam se conhecido hoje, na escola? E como Bella havia ficado amiga daquelas pessoas tão rapidamente?

E principalmente... Por que eu ficara tão incomodado ao ver um cara tocando a pirralha?

Eu não tinha o direito de ficar incomodado.

Logo Bella se despediu de seus novos amigos e veio em minha direção.

– Como foi o seu primeiro dia? – Eu perguntei.

– Eu preciso voltar amanhã? – Ela perguntou fazendo cara de sofredora. Eu ri.

– Precisa sim. Mas não pode ter sido tão ruim, você até fez amigos. – Eu disse como quem não quer nada.

– Eles não são tão chatos quanto o resto dos meus colegas, ainda assim eu não gosto da escola. – Ela falou.

– Por que você odeia tanto a escola. Eu sei que eu já perguntei isso antes, mas você não respondeu realmente daquela vez. – Eu quis saber, tirando o olhar da rua para observar Bella por um instante.

Seus lábios e suas mãos se apertaram.

– Eu simplesmente não gosto! Algum problema nisso? – Ela respondeu mal-humorada.

– Não, eu estava apenas curioso. – Eu falei, meio que me desculpando. Não entendi por que aquilo a deixava tão nervosa.

Bella suspirou, encostando-se ao banco e relaxando.

– Não foi nada. Eu exagerei, acho. Desculpe por isso. – Ela disse.

Depois disso voltamos para casa em silêncio, mas aquela curiosidade permaneceu. Eu queria saber mais sobre Bella, mas não sabia como perguntar.

Eu sempre a afastava, agora não podia simplesmente tentar ficar mais próximo dela assim de repente.



Notas finais
O Edzinhuuuu tá confuso né gente? huahuahuahuahuahuahuahua
Amoooooo!!
Espero que vcs tenham gostado do cap. Foi o mais longo até agora.
Bjds