No Amor E No Crime

12 Capítulo Onze: Amor


Notas iniciais
N/A NO FINAL.

Capítulo Onze: Amor

POV Edward

Bella e eu voltamos para casa como bêbados felizes. Meu informante havia conseguido sair da propriedade e a pintura já estava a caminho do comprador. Em breve o dinheiro estaria em uma de minhas contas na Suíça.

Mal entramos em casa e Bella me agarrou, me beijando avidamente. Saímos deixando nossas roupas pelo caminho enquanto subíamos para o meu quarto. Fui guiando a pirralha até o banheiro, onde poderíamos tomar uma ducha quente.

Havia sido uma longa noite, com roubo e tal, e estávamos exaustos. Mas não o suficiente para nos impedir de fazer o que fizemos a seguir.

Bella puxou meu corpo em direção ao seu sob o chuveiro. Estávamos completamente nus e seus cabelos estavam soltos, caindo como uma cachoeira negra pelas suas costas. Encostei-a na parede, pressionando meu corpo contra o dela com muita força.

– Edward... – Bella gemia.

– Você ainda quer experimentar coisas novas? – Perguntei com malícia. Bella apenas gemeu ainda mais, o que acreditei ser um sim.

POV Bella

Edward já não tinha mais problemas em pôr suas mãos quentes no meu corpo. Bom, era verdade que ainda não havíamos chegado aos finalmente, mas o resto...

– Você ainda quer experimentar coisas novas? – Ele teve coragem de perguntar, fazendo a maior cara de safado. Nem mesmo consegui responder, de tão excitada estava.

Apenas gemi miseravelmente.

– Então faça o que eu mando, tudo bem? – Edward pediu. Como eu negaria algo a ele, quando ele perguntava com aqueles olhos tão cheios de malícia? Eu queria mais era que ele fizesse o que quisesse comigo. Por isso concordei com a cabeça. – Mantenha as perninhas fechadas.

Não entendi o que ele queria, mas obedeci. Encostada na parede, fechei as pernas e continuei agarrada ao seu corpo, beijando seu pescoço.

Foi então que senti o membro duro de Edward se enfiando entre minhas coxas. Quase desfaleci ali mesmo, mas as mãos de Edward na minha cintura e meus braços em seu pescoço me mantiveram de pé.

– Não... Justo... – Foi tudo que consegui dizer enquanto seu membro entrava e saia do meio de minhas pernas. Edward meramente riu, levando seus lábios aos meus.

Mantive as pernas fechadas como Edward havia mandado, mas não com alguma dificuldade. Ele estava tão perto, tããão perto... Era uma tortura e ao mesmo tempo... Era delicioso, excitante.

Edward levou uma mão à minha bunda enquanto a outra me mantinha em pé. Ele começou a movimentar seus quadris mais rápido contra os meus. Minhas pernas pareciam gelatina. Eu estava prestes a desmaiar, ouvindo seus gemidos aumentarem de intensidade. Ele logo estremeceu em meus braços, levando os lábios ao meu pescoço e respirando com dificuldade.

– Edward... Isso não se faz. – Reclamei. Ele me olhou rindo descaradamente.

– Não gostou? – Ele perguntou, mas não esperou a resposta. Apenas me beijou e disse: — Agora é a sua vez.

Ele desceu pelo meu pescoço, beijando e sugando minha pele já sofrida. Ele brincou com meus mamilos por um tempo, apenas o suficiente para me deixar ainda mais maluca. Mas logo estava descendo pela minha barriga. Ele puxou uma de minhas penas sobre o seu ombro enquanto segurava meus quadris com força para que eu não caísse. E então seus lábios estavam nos meus lábios, lambendo e me deixando fora de mim.

Eu me agarrei em seus cabelos com força, mal conseguindo me manter em pé. Só tenho a agradecer pela parece às minhas costas. Quando senti um de seus dedos me penetrando, praticamente desfaleci.

– Edward! – Gritei, jogando a cabeça para trás e arqueando as costas. Não demorou até que chegasse ao ápice. Meu corpo inteiro afrouxou e eu desabei no chão, mas Edward me segurou. Ele me aninou entre seus braços, beijando meus cabelos e acariciando as minhas costas.

Quando consegui respirar normalmente de novo, olhei para Edward, e sorri.

– Não entendo como passei tanto tempo longe de você. – Falei, beijando-o com carinho. – Eu te amo tanto Edward!

Uma expressão estranha passou pelo rosto de Edward quando eu disse isso e fiquei intrigada. Achei que ele já havia se acostumado com isso.

– O que foi? – Eu quis saber.

– Vamos, vamos para a cama. – Ele disse, sem responder à minha pergunta. Não insisti. Estava tentando não ser muito chata com ele. Edward já havia me aguentado tanto, era o mínimo que eu podia fazer. Demorei um pouco mais secando os cabelos e quando fui para a cama, Edward estava deitado de barriga para cima com um dos braços atrás da cabeça.

Era a visão da perfeição. O lençol cobria apenas até o seu quadril, mas o peito musculoso estava completamente visível, para o meu deleite. Além do mais, eu sabia que ele estava completamente nu sob a coberta. Eu ia fazer alguma piada sobre isso, mas quando me aproximei vi que seu rosto estava realmente muito sério.

Deitei-me ao seu lado, aconchegando meu corpo ao calor do seu. Edward estendeu o braço para envolver meus ombros e eu acariciei a ruga entre suas sobrancelhas para desfazer sua expressão de preocupação.

– No que você está pensando? – Perguntei.

Edward não respondeu logo, apenas ficou olhando mais um pouco para o teto, sem realmente ver. Não insisti, como era a minha vontade, apenas esperei. Então ele suspirou e virou seu olhar par mim.

– Eu nunca expliquei por que não fui até agora capaz de dizer que amo você em retorno. – Ele começou. Ansiosa, o interrompi.

– Você não me ama Edward, você já me disse isso. Não precisa ficar preocupado, eu entendo. – Eu disse muito rápido.

– Mas não é bem isso... – Ele continuou.

Seus dedos foram parar nos meus cabelos, distraidamente, enquanto ele me contava a sua história com a tal de Tânia e como ele havia conhecido o meu pai. Fiquei chocada em algumas partes da narrativa, e muito triste em outras. Edward havia sofrido tanto na vida, e conseguia ser uma pessoa tão boa mesmo assim. Quero dizer, ele era um ladrão internacional, mas ele tinha todas aquelas obras de caridade para ajudar crianças órfãs e doentes. Isso sem falar que nossas vítimas eram sempre pessoas desonestas, o que fazia com que eu não me sentisse nem um pouco culpada. Fiquei feliz por saber que meu pai o salvara de si mesmo. Se eu já não amasse tanto o meu pai, passaria a amá-lo mais ainda agora.

– Bella, você é uma garota maravilhosa, então não pense que esperei todo esse tempo por que não sabia o que sentia. Acho que já faz algum tempo que meus sentimentos mudaram, mas eu não era capaz de admitir, nem para mim mesmo, não depois de tudo pelo que passei. Mas eu sei que você é uma pessoa muito melhor do que Tânia jamais foi. Você é muito melhor do que qualquer pessoa que já conheci. Então sinto muito se demorei tanto tempo... – Edward estava falando. O interrompi novamente.

– Eu não me importo de esperar por você, Edward. Esperaria por toda a eternidade, até que você esteja pronto para me amar. – Eu falei, me erguendo para olhar diretamente em seus olhos e acariciar o contorno de seu rosto.

– Mas esse é o problema. – Ele disse com um leve sorriso. – Eu já amo você. Só não tive coragem de dizer.

Paralisei, olhando-o pasma.

– O... Quê? – Foi o que conseguir botar para fora.

Edward ergueu as mãos e segurou meu rosto entre elas.

– Eu te amo Bella. – Edward repetiu, agora sorrindo ainda mais. Meus olhos ardiam e logo reparei nas lágrimas descendo pelas minhas bochechas. Aos poucos meu sorriso foi crescendo. Edward puxou meu rosto para o seu e me beijou com carinho. Com amor. Eu mal pude acreditar.

Eu estava tão feliz, que podia jurar estar sonhando.

Nosso beijo logo foi ficando mais intenso e quando dei por mim esta sobre Edward, as mãos correndo por seu peito forte e o sexo roçando em sua perna musculosa.

– Espere... – Edward falou.

– Edward... Eu quero fazer isso, e agora não há motivo para não fazermos! – Exclamei exasperada. Eu o queria tanto! Edward teve a cara de pau de sorrir.

– Eu sei, mas quero que isso seja especial. Realmente especial para você. – Ele disse acariciando o meu rosto.

– Mas vai ser especial, por que vai ser com você. – Falei amolecendo com suas palavras. Edward revirou os olhos.

– Você confia em mim? – Ele quis saber.

– Você sabe que sim. Cem por cento. – Eu falei a contra gosto, por que já sabia onde ele queria chegar com isso.

– Então espere mais um pouco, tudo bem? – Edward insistiu.

Apenas suspirei e me deitei ao seu lado.

– Tudo bem, mas só estou concordando por que acho sensato me consultar com um ginecologista antes, você sabe. – Resmunguei. Edward riu ainda mais.

– Sei. – Ele replicou. Em seguida beijou meu cabelo com carinho. – Eu te amo Bella.

Olhei para ele com um sorriso enorme.

– Nunca vou me cansar de ouvir isso. – Eu disse. – Eu também te amo, Edward.

O cansaço da noite finalmente me alcançou e, com o calor de Edward ao meu lado e mais feliz do que nunca, adormeci quase imediatamente.

~~

Edward sempre dormia até tarde no domingo, por isso saí para minha aula de culinária sem ele perceber. Hoje aprendemos a fazer bolo de chocolate, apesar de eu ter insistido que seria melhor aprender a fazer bolo de cenoura, que era o favorito do Edward. Não que eu tenha dito isso à professora para justificar. Apenas disse que era o meu favorito. Ela disse que colocaria no programa, mas hoje seria bolo de chocolate mesmo. Enquanto o bolo assava, ela nos ensinou a fazer risoto de frango.

Eu realmente estava evoluindo. Não comecei nenhum incêndio nesta aula, o que foi uma grande melhora. E o meu bolo chegou a ficar muito bom – não atribuí isso ao fato de que a professora passava quase a aula inteira ao meu lado para se certificar de que eu não causasse nenhum desastre, atribuí à minha capacidade superior de aprender rápido.

Levei um pedaço do bolo para casa.

Edward estava na sala quando cheguei, sentado no sofá analisando algumas contas.

– Oi. – Falei, indo beijá-lo e colocando a vasilha com bolo na sua frente.

– Oi. – Ele respondeu, olhando o bolo com interesse. – O dinheiro do quadro entrou na conta.

– Ótimo. – Falei, feliz, voltando da cozinha com um garfo e sentando ao lado de Edward no sofá. Ele pegou um pedaço e comeu com gosto.

– Onde comprou isso? Está muito gostoso. – Ele disse, pegando mais um pedaço. Lancei-lhe um sorriso enorme.

– Ah, comprei na padaria. – Falei apenas. Não iria entregar meu segredo ainda. Iria lhe fazer uma grande surpresa para revelar meus dotes culinários recém-adquiridos.

Edward estreitou os olhos.

– Aonde você foi? Está feliz demais... Você andou aprontando alguma coisa, Isabella? – Edward quis saber. Fiz careta, me fingindo de ofendida.

– Eu nunca apronto, Edward. – Falei enfaticamente. Depois sorri maldosamente. – E onde eu fui é segredo.

– Segredo? – Edward perguntou surpreso.

– Sim, segredo! – Confirmei. – Em breve você saberá.

Edward deu de ombros.

– Apenas continue trazendo comida e ficarei feliz. – Ele disse. Tive que rir com isso. Mal sabia ele!

~~

Naquela noite comecei a sentir cólicas. O que provavelmente significava que minha menstruação chegaria no dia seguinte. Isso era típico de mim. Logo agora que Edward e eu estávamos tão próximos de... Bom, de selar o nosso acordo, eu ficava menstruada. Era ótimo, realmente uma beleza.

Mesmo que Edward não tenha tocado novamente no assunto, eu esperava algum pronunciamento em breve. Quero dizer, ele devia querer isso tanto quanto eu. Ele havia dito que queria que fosse especial, mas não havia dado outras informações. Eu estava tentando ser paciente. Tentando sendo a palavra-chave.

Na segunda-feira fui à ginecologista.

Como Edward tinha assuntos de suas fundações para resolver, ele não fora me buscar no colégio, o que estava bem, pois fui ao consultório logo após a aula. O médico fez vários exames e me considerou saudável. Passou um anticoncepcional próprio para mim e me deu as instruções de como usá-lo. Fui do consultório direto para a farmácia.

Hoje era o primeiro dia do meu ciclo, por isso não queria perder tempo.

Edward não estava em casa quando cheguei, mas ele havia avisado que podia chegar tarde.

Eu sabia que havia ocupado muito tempo do Edward ultimamente. Ele era rico e tinha muitos assuntos importantes para resolver. Não podia ficar sempre comigo. Pedi uma pizza, comi e deixei o resto para Edward antes de ir para o meu quarto fazer o dever de casa. E eu tinha muita coisa para adiantar.

POV Edward

Eu havia ido ao banco assinar alguma papelada para movimentação dos fundos de minhas fundações. Eu era meu próprio contador e advogado, de modo que lia todos os contratos com cuidado.

Meu dinheiro não era exatamente legal, e não podia deixar que algum engano fosse feito que pudesse chamar atenção para esse detalhe. A maior parte do meu dinheiro ficava no exterior e eu transferia algumas quantias para minhas fundações como se fossem doações e outras para minha conta como se fossem lucros de meus muitos imóveis pela grande Manhatan.

Eu tinha várias contas no exterior, e todas erram irrastreáveis, por isso não havia perigo de alguém ligar todo aquele dinheiro a mim.

Estava saindo do banco quando encontrei Jessica, que ia entrando.

– Sr. Cullen. – Ela cumprimentou enquanto olhava ao redor para verificar quem estava por perto. – Há quanto tempo.

– Realmente. – Respondi. Quando constatou que ninguém mais estava ouvindo, Jessica baixou a voz e sussurrou, irritada.

– Por que você não atende mais as minhas ligações? – Ela quis saber. Já fazia dias que ela ligava e eu a ignorava.

– Tenho estado muito ocupado, Jessica. – Eu respondi também em voz baixa.

– Você sempre conseguiu arranjar tempo para mim! – Ela exclamou.

– Eu sei, mas isto está se tornando muito cansativo. Não tenho mais paciência para esses joguinhos e encontros às escondidas. Estou ficando velho demais para isso. – Eu menti. Obviamente nunca mais me encontraria com a Jessica, mas não podia exatamente explicar os motivos para ela.

– Você... Você está terminando comigo, Edward? – Jessica quis saber, com os olhos arregalados e marejados.

– Estou, Jessica. Terminamos por aqui. – Eu disse, cansado. Fora um longo dia e eu não queria ter que lidar também com Jessica agora.

– E quando você pretendia me contar? Ou iria simplesmente me ignorar pelo resto da vida? – Ela perguntou, se empertigando e fungando.

– Claro que ia contar, apenas estava sem tempo, como lhe disse. Não é uma coisa fácil de fazer. Mas foi bom termos nos encontrado para que eu pudesse lhe dizer cara a cara. Adeus, Jessica. – Eu disse, começando a me afastar.

– Existe outra? – Jessica quis saber, antes que eu fosse muito longe. – Por isso você não me ama mais?

Virei-me novamente para ela, balançando a cabeça negativamente.

– Jessica, eu nunca te amei. – Eu disse apenas. – Sinto muito.

Então fui embora sem olhar para trás.

Agora eu sabia o que era amor de verdade. Era algo que eu nunca havia sentido por nenhuma mulher na minha vida, até que Bella havia chegado e abalado todos os pilares da minha vida.

E agora só havia aquela pirralha para mim.

Então fui resolver o que faltava para minha surpresa para Bella. Eu havia dito que queria que sua primeira vez fosse especial e falara sério. Domingo seria seu aniversário de dezoito anos, como eu bem me lembrava, e ela mal sabia o que a esperava.

Notas finais
Mais um cap gents. Espero que vocês gostem. Em breve tem mais. ;) Bjs da Lia