No Amor E No Crime
9 Capítulo Oito: Ciúmes
Notas iniciais
E naquele momento, eu estava mais feliz do que me sentia há muito tempo. Eu achei que Bella havia parecido para atrapalhar a minha vida, mas no fundo, ela apenas conseguira melhorar tudo, e em muito pouco tempo.
Capítulo Oito: Ciúmes
Naquela tarde, Bella foi ao shopping comprar um vestido para a festa de inauguração da galeria. Desde o momento em que ela saiu de casa com o meu cartão de crédito eu sabia que aquela pirralha iria comprar alguma coisa apenas para me provocar.
E não me enganei. Quando Bella desceu a escada para me encontrar, naquela noite antes de sairmos, ela estava simplesmente linda. Não tanto quanto naquele vestido vermelho, que por sinal eu ainda tinha vontade de rasgar, mas linda do mesmo jeito. Um lápis suave delineava seus lindos olhos castanhos, seus cabelos presos no alto da cabeça com alguns fios soltos. Como eu disse, linda.
– Eu perguntaria se você faz isso de propósito para me provocar, mas eu sei que você faz. – Eu falei oferecendo meu braço para Bella.
– Isso o quê? – Ela ergueu a sobrancelha inocentemente. Eu meramente ri.
– Você está linda. – Completei.
– Obrigada, você também não está de se jogar fora. – Ela falou me olhando de cima a baixo.
(Link do Ed, que não está pegando sei lá pq: http://www.valparks.com.au/fashion/wp-content/uploads/2010/07/Robert-Pattinson-tuxedo.jpg)
– Ora, muito obrigado! – Eu exclamei, me fingindo de ofendido. Bella riu.
– Você sabe que está lindo. Você sempre está lindo. – Bella falou quando entramos no elevador, corando em seguida. Eu sorri para ela, que evitou me olhar nos olhos.
– Agora você fica com vergonha? – Perguntei desacreditando. Bella riu baixinho.
– Eu sou uma pessoa estranha, Edward. Você já devia ter entendido isso. – Ela disse rindo levemente.
Pegamos meu carro e em pouco tempo estávamos na galeria que Bree, a mulher do meu amigo Riley, estava abrindo pela primeira vez hoje. Os dois nos deram as boas vindas logo na entrada, nos mandando ficar à vontade.
Lá dentro, muitas pessoas – e aqui entenda-se muitos homens – focaram olhando para Bella, o que era de se entender. A pirralha devia ser a mulher mais bonita naquele lugar. Mas o fato de eu entender não diminuiu nem um pouco a minha raiva por aqueles caras de pau ficarem encarando a garota, mesmo ela estando comigo.
Estávamos no bar e eu havia pedido um uísque para mim, bem como uma refrigerante para Bella. Ela me olhava com curiosidade.
– O quê? – Perguntei.
– Por que você está fazendo essa cara? – Ela perguntou, passando seu pequeno dedo indicador entre as minhas sobrancelhas franzidas, como que tentando fazer com que eu relaxasse. Suspirei. Seu toque realmente me acalmava.
– Por nada. – Eu disse. Dei um grande gole no uísque que o barman havia acabado de colocar ao meu lado.
– Claro que é alguma coisa. Você está com essa cara desde que entramos. – Ela replicou. Eu não precisei dizer nada, já que alguns conhecidos se aproximaram para falar comigo. Os cumprimentei, perguntei se eles se lembravam de Bella, minha sobrinha, e ficamos conversando sobre negócios e sobre a galeria.
POV Bella
Resolvi me afastar enquanto Edward falava com os seus amigos. Não tinha interesse nenhum naquelas conversas chatas. Estava mais interessada nas obras expostas ali. Meu pai havia me ensinado a apreciar bons quadros, desde que roubávamos principalmente obras de arte. A galeria realmente estava bonita e tinha obras muito caras por ali. Pena que não era o nosso tipo de lugar.
Eu me lembro de ter perguntando ao meu pai por que ele roubava apenas de alguns lugares e de outros não. O que ele me disse foi que algumas pessoas conseguiam as coisas de forma errada, quebrando as regras e usando dinheiro para esconder seus rastros. Era dessas pessoas que ele roubava.
– Mas roubar também não é um meio fácil de conseguir as coisas, pai? – Eu havia retrucado.
– Não do jeito que nós fazermos, Bells. Ou será que não reparou em todo o trabalho que temos antes de entrar em algum lugar? – Ele havia respondido rindo. Eu havia concordado. Era sempre muito trabalhoso observar um lugar, conseguir sua planta, os esquemas de segurança e um meio de entrar e sair sem ser visto.
Pensava nisso enquanto observava sem muita atenção um quadro expressionista. Era o retrato de um homem sentado no meio de uma construção, sozinho.
– Você se sente sozinha? – Um rapaz perguntou parando ao meu lado.
– O quê? – Perguntei, confusa, saindo do meu devaneio.
– Desculpe, é que eu te vi olhando tão concentrada para esse quadro. Ninguém olha assim para um trabalho de Christian Schad se não estiver se sentindo solitário. – Ele disse sorrindo. Achei que ele me parecia levemente familiar. – Sou Tyler Crowley. Conhecemos-nos na festa do seu tio.
– Ah, sim. Você me chamou para dançar. – Falei, sorrindo e finalmente lembrando.
– Que bom que se lembrou, achei que ia fazer papel de idiota. – Ele riu. – E então? Sentindo-se sozinha?
– Um pouco. – Eu disse. E completei, para não causar desconfiança. – Longe de casa.
– Entendo. Mas o seu tio parece ser um cara legal. – Tyler falou.
– Ele é. – Concordei. Tyler sorriu.
– E então? Outra dança? – Ele me estendeu o braço. Aceitei e fui com ele até a pista. Dançamos um pouco e Tyler se ofereceu para me buscar uma bebida. Agradeci e fui sentar em uma das mesas vazias.
– O que você está fazendo? – Edward perguntou chegando do nada e sentando-se ao meu lado.
– Descansando. – Respondi franzindo a testa. Edward parecia realmente irritado.
– Claro, depois de ter dançado com aquele cara, claro que você está descansando. – Ele resmungou. Abri a boca para replicar, mas Tyler chegou com um refrigerante para mim e eu me calei.
– Boa noite, Sr. Cullen. – Tyler falou, estendendo a mão para Edward.
– Boa noite Tyler. Como vai o seu pai? – Edward perguntou, apertando a mão dele calmamente. Nem parecia que estava tão nervoso apenas há um segundo.
– Muito bem. Ainda viajando, mas me mandou vir no lugar dele. – Tyler falou.
– Bom, mande-lhe os meus cumprimentos. Posso pegar minha sobrinha emprestada para uma dança? – Edward falou, levantando-se e já me estendendo o braço, que aceitei.
– Claro. – Tyler sentou-se e nos observou enquanto nos afastávamos.
– O que foi aquilo? – Perguntei baixinho enquanto Edward me abraçava para uma música lenta.
– Não quero você de papo com qualquer um. Esses caras não são de confiança. – Edward falou.
– Mas você conhece o Tyler. – Eu apontei.
– Mesmo assim. Não gosto do jeito como ele olhava para você. – Ele replicou. E foi então que eu entendi. Comecei então a rir. Edward olhou para mim, espantado.
– Você está com ciúmes, Edward Cullen? – Eu perguntei divertida, prendendo o riso.
– Claro que não. – Ele negou imediatamente.
– Claro que sim. – Repliquei, rindo ainda mais.
– Não vejo graça. – Ele resmungou.
– Sabe que eu poderia te beijar aqui mesmo? – Eu disse, olhando para ele maliciosamente. Edward estreitou os olhos.
– Não me tente. – Ele resmungou.
Simplesmente joguei meus braços em seu pescoço e encostei a minha cabeça em seu peito até que a dança terminou.
– Venha, quero que conheça uma pessoa. É um milionário que coleciona arte. Mora numa casa gigantesca, quase um castelo. Não é muito honesto quanto aos seus impostos. – Edward falou, me levando pelo salão até um lado onde um grupo de pessoas conversava e ria. Olhei para ele animada.
– Estou gostando de onde essa conversa está levando. – Eu disse logo, pensando que em breve entraríamos em ação novamente.
O quê? Uma garota precisa de adrenalina, não me julgue!
– É isso mesmo. Ele será nosso próximo alvo. – Edward sussurrou. Eu ri alto e ele revirou os olhos, provavelmente pensando que eu não tinha juízo. Ele se aproximou de um homem negro e forte que estava parado no círculo de pessoas. – Royce, essa é a minha sobrinha, de quem lhe falei. Bella, esse é o Sr. Royce King.
– É um prazer, senhorita. – O homem falou, segurando a minha mão e a beijando. – Você é muito bonita. Não deve ter herdado os genes do seu tio.
Todos riram e fiquei ali com Edward por algum tempo, conversando, mas principalmente ouvindo. O Sr. King estaria dando uma festa à fantasia na semana que vem. Talvez aquela fosse a oportunidade perfeita para fazer um tour despercebido pela sua coleção de arte. Edward sorriu para mim, parecendo pensar o mesmo que eu.
Depois disso outras pessoas vieram falar com Edward, arrastando-o aqui e ali para conversar com tal e tal pessoa. Voltei para a mesa onde Tyler ainda estava sentado.
– Oi. – Eu disse, sentando-me ao seu lado.
– Oi. Essas festas são sempre um saco, não é? – Ele comentou.
– Bom, nunca fui a muitas delas, mas não posso dizer que são particularmente divertidas. – Eu disse.
– Você é uma garota legal. – Ele disse sorrindo. – Bem diferente das que costumam aparecer nesses lugares. Talvez eu pudesse te levar para jantar um dia desses?
– Hmm... – Eu comecei constrangida. O que eu diria? – Bom, Tyler... É que... Eu meio que já tenho alguém na minha vida neste momento...
– Ah, entendi. Pior pra mim, não é? – Ele comentou sorrindo levemente. Tyler não pareceu realmente chateado e continuamos a conversar normalmente. Ele era um cara muito legal.
Quando a festa acabou eu estava exausta, meus pés doíam e minhas orelhas pareciam ter estado carregando um caminhão cada uma. Acho que cochilei um pouco no carro, pois acordei em minha cama, ainda vestida, mas sem sandálias. Levantei-me, tomei um banho rápido e fui para o quarto de Edward, vestindo apenas minha lingerie.
Edward já estava deitado. Enfiei-me entre suas cobertas e me aconcheguei ao seu lado. Ele se mexeu e me abraçou.
– Achei que já estivesse dormindo. – Ele comentou.
– Devia ter me trazido para cá. – Reclamei.
– Aquele é o seu quarto. – Edward replicou revirando os olhos.
– Mas aqui é mais divertido. – Comentei e Edward riu. – Agora podemos falar da sua crise de ciúmes? Foi divertido, para variar.
– Eu não estava com ciúmes. – Ele revirou os olhos mais uma vez.
– Não? Hmm, que bom, por que Tyler me convidou para jantar. – Eu falei.
– O quê? – Edward exclamou, agarrando meus ombros e virando-se na cama para me olhar.
– Pensei que não estivesse com ciúmes. – Eu disse, mirando as minhas unhas com descaso.
– O que você disse a ele? – Edward quis saber, ignorando a minha ironia. Olhei para ele sorrindo divertida.
– Que já tinha alguém na minha vida no momento. Ele aceitou numa boa. – Eu disse. Edward suspirou, relaxando ao meu lado.
– Ok, talvez eu estivesse com um pouquinho de ciúmes. Você não pode me culpar, você compra esses vestidos de propósito para me deixar maluco. – Edward resmungou.
– Claro que sim. – Confirmei na maior cara de pau. Edward riu mais uma vez.
– Você é uma pirralha malcriada. – Ele acusou.
– Pode ser, mas eu sou a sua pirralha malcriada, não se esqueça. — Eu repliquei, bocejando.
– Não vou esquecer. – Ele concordou, acariciando os meus cabelos com delicadeza, me fazendo cair no sono quase imediatamente.
Será que havia um jeito de eu ficar mais apaixonada por ele do que eu já estava? Provavelmente sim. Edward nunca parava de me mostrar o quanto ele era maravilhoso.
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