Notas iniciais
Então, depois de ler uma fic sobre a vida de ensino médio do Nico, por que não uma sobre a do Will? Daí, aqui está ^^
Acho que ficou meio estranha, sei lá, mas queria muito escrever isso e foi o que saiu. xD
Divirtam-se!

Laila não conseguia conter a risada sempre que aquilo acontecia, tudo graças à Will.

O loiro havia entrado no colégio apenas no inicio do terceiro ano, mas foi incrivelmente fácil fazer amizade com ele. Seu jeito, preguiçoso, feliz, com o cabelo dourado, pele bronzeada e sorriso brilhante, conseguia conquistar o coração de qualquer uma das outras garotas.

O que poderia fazer? Por mais que Solace fosse incrível, ele não fazia seu tipo. Talvez por isso tivessem ficado amigos.

No primeiro mês de aula, o rapaz já havia recebido confissões de inúmeras garotas, o que só piorou depois que se espalhou a noticia de que ele pretendia cursar medicina. A todas elas, a resposta foi a mesma: Um perfeitamente educado "Não, obrigado."

Depois de algumas outras repetições dessa mesma cena e de ter recusado a garota mais idolatrada do colégio, alguns de seus colegas de time de futebol (como assim ele podia ser bom nos estudos e em esportes? Havia pensado Laila ao se conhecerem) começaram a suspeitar de algo estranho. Ela estava junto a primeira vez que alguém perguntou.

-Hey Will! Fiquei sabendo que dispensou a Meg. É sério?

-E ai Josh. É sim.

-E por que diabos você fez isso? Tem ideia de quantos aqui se matariam por uma chance dessas?

-Hahaha! Foi mal amigo. É só que não tenho interesse em garotas.

-Qual é, WIll. Só falta você dizer que é gay. — Começou o outro, com uma insinuação bem desagradável na voz.

-Exatamente. — Respondeu o loiro com o maior e mais luminoso sorriso que alguém poderia imaginar, como se estivesse contando a coisa mais incrível do mundo. A garota já sabia, uma vez que no segundo dia de aula Will já estava se lamentando de saudades do namorado. Nunca havia visto uma foto dele ou coisa assim, sabia apenas que seu nome era Nico e que era italiano, e pelas descrições de Will, era a coisa mais fofa, linda, tímida e adorável do universo.

No entanto, todos os outros pareciam, de formas diferentes, extremamente surpresos. Era isso que fazia Laila rir, desde a primeira vez. Pessoas vinham falar com Will, as vezes curiosas, as vezes ofendidas, as vezes parecendo querem uma confirmação antes de surrá-lo, e então o loiro usava seu sorriso incrível e seu charme, e as deixava completamente desarmadas.

Era como se seu sorriso conseguisse fazer até o mais imbecil deles se apaixonar. Certa vez, Laila comentou que ele deveria ter sido abençoado por Afrodite, o que apenas fez o garoto rir, respondendo "Afrodite acho que não, mas devo uns favores a Cupido."

No último dia de aulas, logo antes das férias de verão, depois de aguentar a felicidade irritante de Solace por seu namorado vir busca-lo para irem juntos para seu misterioso acampamento, estavam tendo novamente a mesma conversa enquanto saíam do colégio.

-É sério Will. É melhor tomar cuidado. Uma hora dessas, você vai acabar encontrando alguém que não caia nesse seu sorriso.

-Já disse que não precisa se preocupar comigo Laila. Graças ao acampamento, sei me defender como um legítimo herói grego Hahaha! E também, ninguém resiste a meu sorriso.

-Seja tão convencido quanto quiser Senhor herói, depois não diga que não te avisei. E é claro que existem pessoas imunes a você.

-Dê um exemplo. – Perguntou ele, desafiador, fazendo Laila olhar em volta para procurar alguém que poderia resistir. Foi quando ela viu. Do outro lado da pista, exatamente o tipo de pessoa de quem estava falando.

O rapaz parecia jovem, mas até olhar para ele era de certa forma assustador. Os cabelos, a jaqueta de couro, a camisa, a calça, os coturnos e até mesmo a moto enorme sobre a qual se sentava displicentemente, eram completamente negros, com alguns poucos detalhes cromados. Sua pele era pálida como o crânio de demônio estampado na camisa, fazendo as olheiras sob seus olhos anida mais perceptíveis.

Discretamente, ela apontou na direção da figura, aproveitando-se que seu alvo de comparação estava de fones de ouvido e com os olhos fechados.

Will pareceu surpreso por alguns poucos segundos, antes de abrir um sorriso travesso em seu rosto e, segurando o pulso de Laila, começou a andar em direção ao rapaz de preto.

-Will! Que diabos você pensa que esta fazendo? – Sussurrou Laila, meio irritada e meio preocupada

-Calma garota. Confie em mim, O.K.? – Respondeu ele com aquele sorriso luminoso sedusente.

Mesmo que Will Solace não fizesse seu tipo, era quase impossível resistir. Era óbvio que ela confiaria.

Quando estavam a apenas alguns passos, Will a soltou, Mais ou menos no mesmo instante que um sorriso assustador se abriu nos lábios do moreno. Com um calafrio, Laila pensou que talvez a música que ele ouvia houvesse chegado a sua parte preferida. Uma com muito sangue e vísceras e assassinatos cruéis, provavelmente.

Pensou meio distraída o que diabos Will poderia pretender. Sendo ele quem era, era bem possível que simplesmente chegasse e falasse algo como “Oi. Eu sou Will. Minha amiga aqui disse que você conseguiria resistir ao meu sorriso radiante, importa-se se eu testar essa teoria?”.

Nem em dez mil anos poderia imaginar que O loiro iria simplesmente beijá-lo!

Se estivesse em sã consciência, teria se perguntado qual era o problema daquele garoto sem senso de autopreservação. Chegar do nada e beijar um cara assustador, sem mais nem menos! Mas antes que pudesse pensar isso, percebeu algo muito errado naquilo.

Eles ainda estavam se beijando. E mãos pálidas seguravam a cintura e a nuca do loiro de forma carinhosa.

-Sentiu minha falta, Fantasminha?- Ouviu a voz de Will perguntar

-Você sabe que sim, raio de Sol. – Respondeu a voz baixa, meio grave e meio rouca do moreno.

Então o loiro se virou, apoiando-se também na moto com um braço sobre os ombros do moreno enquanto esse abraçava sua cintura. Os olhos do rapaz, também negros, encaravam a garota com inegável curiosidade.

-Então Laila. Já te falei do meu namorado, Nico?

O som das engrenagens de seu cérebro se encaixando deve ter sido ouvido A quilômetros de distância, mas a única coisa que saiu de seus lábios foi um bom e velho palavrão, que apenas fez os rapazes rirem.

Notas finais
Espero que não tenha ficado terrivelmente ruim e que tenham gostado ao menos um pouquinho >.< Deixem-me saber o que acharam, sim? É só dizer logo ali em baixo (*olhinhos pidões*)

Té mais ver pessoas!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!