Eu queria que as escolhas fossem minhas, e as lágrimas e sorrisos que viessem como consequência fossem apenas meus, também. Mas o meio e as pessoas sempre nos influenciam, é inevitável. Alguém sempre vai te marcar de alguma forma, seja positiva ou negativamente, e o problema é que você quase nunca tem a capacidade de saber qual dos dois vai ser.

A melhor parte é quando você percebe que, no final das contas, a sua vida não pertence somente a você. Cada um dos que te cercam carregam uma parcela da sua vitalidade. É bom que você perceba que você não é seu Deus, mas essa conclusão dói. Dói porque em certo ponto fica claro que talvez você nem queira fazer aquele curso, que você nem goste desse bairro, ou daquele filme, ou daquele programa que você assiste todos os domingos só por causa de fulano, ou da prima, ou do amigo, ou dos pais.

Você percebe, ainda, que você vive pelos outros mais do que por você, e a parte mais difícil é de achar a razão pela qual isso acontece. No meu caso, preciso dizer, é por medo. Não vou mentir. Tenho medo do que podem falar de mim, medo de que se eu não siga com o que me pedem, tudo dê errado no final. Quando obedeço alguém e no final das contas algo não sai certo, tenho a quem culpar.

É um péssimo hábito esse de não querer ter grandes responsabilidades. Preciso confessar que de uma forma ou de outra, essa é uma maneira de ser submissa.

É irônico, é decadente, é triste. Mas, acima de tudo, é passível de mudança.

Comecemos.

Notas finais
E foi, e foi.