Ninguém Precisa Saber - 2 temporada
26 Dia exaustivo
Desço pelo elevador; estou até calma, devido à situação em que me encontro.
Vejo no hall do hotel corpos mortos no chão com poças de sangue em sua volta; ignoro com frieza.
Não me importo com as pessoas que morreram, nem com quantas ainda vão morrer, o que me importa é que eu viva; eu e as pessoas que eu gosto.
Vou vingar todos aqueles que morreram injustamente, mesmo que eu não me importe. Mas se isso significa eu me importar, tanto faz.
Paro na porta do hotel e olho em volta; nenhuma pessoa em volta. Não sei se isso é bom ou ruim, talvez eu morra agora com tiros vindos do topo dos prédios vizinhos, ou talvez eu viva e complete o meu plano. É agora ou nunca.
– Contatem Annelise. Vou fazer o que ela quer. – Falo bem alto, para que eles escutem.
Ouço a porta de uma van se abrir; passos altos com marchas vem até mim. Vejo um grupo de guardas vestidos de preto com seus nomes gravados em vermelho; uniforme da máfia da Condessa.
O grupo de guardas para e os da frente vão para o lado; Annelise esta ali.
– Vejamos, veio se entregar para a morte Bella?
– A morte sim, mas não a minha.
– A sim, claro.
– Faça a sua lista. Eu vou com você. Aceito a oferta. – A vi desviar os olhos das unhas e me fitar cm um sorriso, como se dissesse: ‘É mesmo?’
– O que me impede de te matar agora mesmo? Isso mesmo, nada nem ninguém pode me impedir.
– O que te impede é me ter, matarei todos da sua lista. Não sobrará vestígio algum. Apenas me de um helicóptero, uma metralhadora com silenciador e fim. Nada de pessoas te importunando; caminho livre.
– Entre logo na van. – Ela me dá as costas e segue para a sua van respectiva.
1º parte do plano – completa.
Partimos e eu novamente deixo para trás tudo o que eu amo.
Ah Annelise, não sobrará nenhum diamante da sua coroa. Sinto-lhe informar.
Chegamos a uma pista de vôo que eu nem sabia que existia; colocaram-me algemas e me colocaram em um helicóptero com guardas armados ao meu lado e a minha frente.
Chegamos a Martim Vaz em uma hora e meia pelos meus cálculos. E pelos meus cálculos meu plano começa agora.
Arrastaram-me para o Grande Salão e me prenderam com correntes a uma cadeira. Não ligaram os holofotes.
Annelise entrou pouco tempo depois, elegante como sempre, e se sentou no trono.
– A lista já está pronta. Você começa pelo Brasil, mais precisamente no Acre. Suas coisas já estão prontas e no helicóptero. Com você vai dois dos meus guardas, eles têm ordens restritas de te matarem se você fizer algo errado. Ao todo são nove pessoas na lista.
Soltaram-me e eu peguei a lista; nela diziam as seguintes pessoas:
– Brasil, Acre – Léah Brandon.
– Brasil, Pará – Katerina Villar.
– Brasil, Paraná – Jade Britto.
– Rússia, Moscou – Ária Petroskov.
– Estados Unidos, Havaí – Daniel Giofrey.
– México, Cancún – Raphael Dúran.
– Estados Unidos, Manhattan – Jonathan Peri.
– Índia, Bombaim – Ale Savashet.
Olhei bem para a folha e vi que seria até fácil.
Levantei-me da cadeira e sai pelo corredor; cheguei ao hall e vi que Syeran não se encontrava mais lá, resolvi perguntar por curiosidade á moça que estava no lugar dele.
– Ahn, oi. Onde está o Syeran? – Ela me olhou como se eu fosse nada e disse:
– Morto.
– Ahn, o que? –
– Está surda? Eu disse que ele está morto.
– Ah ok. – Segui em direção a porta, ainda bem que ela não viu minha cara de pasma.
O helicóptero estava esperando.
Entrei e me sentei lá dentro; levantamos vôo.
Próxima parada: Acre.
Chegamos lá em mais ou menos duas horas.
O meu sonho de ter uma katana foi substituído pelo de ter uma cimitarra.
Os guardas de Léah eram horríveis. Se ocorresse um atentado a ela, tadinha iria ter que guerrear sozinha.
Acabei com eles do helicóptero. Eu disse a Annelise que eu acabaria com eles com uma metralhadora.
Léah, a insignificante, tentou se esconder em um Baker no meio da mata, que eu explodi com um tiro de bazuca. Parece demais? Não para mim.
Pedi para descerem do helicóptero para eu conferir; Léah estava praticamente irreconhecível; sem as pernas, somente com uns catocos sangrentos.
Arranquei sua cabeça e coloquei dentro de uma espécie de pote com formol. Voltei para o helicóptero e levantamos vôo, rumo ao Pará.
O lugar era lindo. Uma mansão enorme cercada por grades e guardas. Parecia uma fortaleza.
Como havia pouca visibilidade e poderíamos muito bem sermos vistos, pedi para Louis – o piloto. – para pousarmos um pouco mais longe, de resto nos resolveríamos á pé.
Enquanto eu cheguei aos guardas que estavam na frente do portão dizendo a eles que eu estava perdida, Louis e Joseph – sim o Joseph, que me jogou na parede. – foram por trás deles e os apagou. Entramos pela volta das grades e fomos apagando um a um os guardas tolos de Katerina.
Ao chegarmos no núcleo da mansão, Katerina lia um livro em seu trono, que eu podia jurar que era uma réplica do de Annelise, mal percebeu que nós havíamos invadido sua bela mansão e acabado com seus guardas em meia hora. Mirei a minha arma com silenciador bem em seu peito, e só a vi largar o livro com um baque no chão e os seus olhos se arregalarem.
– Quem é você? – Um fio de voz escapa por aquela boca tingida em um tom vermelho do batom.
– Ninguém precisa saber. – Não sei por que, mas isso me fez rir; um riso de profundo escárnio.
– Annelise te mandou... Não foi? – Ela colocou as mãos no local do tiro. – Aquela desgraçada... Odiou ter sido traída... – Ela riu; uma risada falha. – Fazer o que se o namorado dela gostava mais de mim do que dela... Mas ela o matou... Na minha frente. – Ela parou de rir e jogou a cabeça para trás; o vestido branco já estava com uma mancha bem grande. – Fiquei sem reação, não sabia o que fazer... Ela simplesmente me olhou com desdém, virou as costas e entrou na limusine em que havia chegado e foi... Embora. – Com essa ultima palavra e um suspiro, Katerina morreu.
Fui até ela, separei a cabeça do corpo e coloquei em outro pote com formol. Fui embora. O dia estava exaustivo.
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