Sai do banho, me deitei na cama e dormi para ver se a dor de cabeça passava.
Peguei no sono.
“Estou em uma praia á noite, e está chovendo. – Lucas onde está você? Lucas! – Ando um pouco e nada, só um profundo e esgotante silencio. – Lucas, por favor, apareça. Preciso de você. – Fico andando em círculos naquela praia; a água molhando meus cabelos e o meu vestido, que adivinhem: é branco e esvoaçante. Decido me deitar na areia e esperar esse sonho acabar, já que realmente, não consigo me conectar com Lucas; mesmo assim, tento mais uma vez. – Lucas! Lucas! Onde está você? – nada. Apenas um profundo e esgotante silencio.”
Acordo e vejo que ainda não parou de chover. E que estão batendo na porta.
Levanto-me rapidamente e vou até lá, tentando desembaraçar meu cabelo com as mãos.
Abro a porta e vejo Ethan com outra bandeja em suas mãos, agora com outra roupa, encostado no portal da porta.
– Achei que estivesse se matando novamente.
– Eu estava dormindo.
– Posso entrar?
– Não. – Ele não se ofendeu pelo o que eu disse só me entregou a bandeja, deu de ombros e saiu, fechando a porta atrás de si.
Na bandeja havia arroz grego com uma salada verde. Eu francamente não gosto de alface.
Deixei a bandeja junto com a outra que ele havia trazido antes e me deitei novamente, o dia seria longo amanhã.
Acordei e logo vi que já havia parado de chover, também vi que tinha uma caixa no lugar das bandejas; haviam entrado no meu quarto.
Vou até a caixa que tem em cima um bilhete:
“Roupas e sapatos. Arrume-se e vá até lá fora. Estou te esperando no helicóptero. Ethan.”
Abri a caixa e vi tudo o que foi descrito no bilhete.
Calças, casacos, blusas, roupas intimas, tênis, sapatilhas, chinelos, sapatos de salto, vestidos, shorts, camisetas, objetos de higiene e uma bolsa grande o bastante para substituir a caixa por ela.
Coloquei tudo o que eu achei necessária na bolsa, troquei de roupa e sai.
Surpreendi-me por não ter nenhum guarda de tocaia em minha porta.
Fui pelo corredor e cheguei ao hall, onde Syeran não se encontrava mais. Não havia ninguém no balcão.
Percebi que os corredores estavam todos muitos vazios, achei estranho, pois não vi ninguém desde que sai do quarto; mesmo assim segui adiante e fui para rua. Não vi helicóptero algum.
Sai correndo para ir até a beira do precipício buscando algum barco ou alguma coisa que me de chance de fugir daqui. Nada.
– Bella! Venha! – Ouvi a voz de Ethan. Olhei para trás e vi que ele sai de dentro da mansão.
Corri até ele; ele correu mais; eu o segui.
Vi que havia um helicóptero ao lado da mansão. Ele entrou e se sentou no lugar do piloto. Já havia duas malas lá dentro.
– Entre logo e feche as portas! – Ele gritou para mim; obedeci.
Levantamos vôo.
– O que está acontecendo? Não vi ninguém desde que sai do quarto! – Vi que ele não estava me escutando, coloquei os fones para me comunicar com ele e repeti.
– Eu estava te procurando! Fui eu que deixei a caixa em seu quarto bem mais cedo. Eu ia te acordar, mas você estava dormindo tão profundamente e eu deixei você dormir mais, o dia será longo.
– Mas o que aconteceu?
– Mataram a Anny.
– Serio?
– Sim, e o pior que acham que foi você.
– Mas eu nem sai do meu quarto desde o passeio de ontem!
– Por isso mesmo acham que foi você. Viram sua encrenca com Anny ontem. Logo, acham que foi você quem a matou. E prepare-se para mais uma coisa.
– O que?
– Annelise que matar você. Disse que você não tinha esse direito e vai fazer de tudo para fazer você pagar, mesmo que isso signifique a morte dela.
– Nossa que dramático. Aquele filhote de demônio foi tarde já. Mesmo que eu não tenha matado ela. Mas, estamos fugindo?
– O que você acha?
– Que vamos cair se você seguir ziguezagueando no céu seu idiota!
– Ah cale a boca! Pegue as armas que estando dentro da bolsa e as carregue! Estamos muito encrencados agora!
– Encrencados? Quem usa essa palavra hoje em dia? Você tem quantos anos? Oitenta? – Abro a bolsa e vejo todos os tipos de armas que eu conheço e amo. – Aonde você conseguiu essas maravilhas?
– Realmente essas cuecas boxes são muito boas, comprei em uma loja chamada...
– Seu idiota, estou falando dessa AK47 e como conseguiu colocar ela aqui dentro? – Pego a arma e sinto o seu peso; ótima.
– Nem eu sei como!
– Paro aonde vamos?
– Para uma pista de vôo particular ver se tem algum avião desocupado.
– Ver se tem? Quer dizer que podemos muito bem ser pegos pela falta de um avião?
– Sim. Temos que ir para fora do país de preferência bem longe dos assassinos de aluguel da Annelise!
– Para que ela me contratou então se ela tem vários assassinos ao dispor dela?
– Porque ela queria a melhor! Não entendeu ainda? Você é a melhor assassina que existe! Nunca foi pega e nem tem ficha na policia! Mata pessoas porque quer!
– Ei, desde quando eu tenho uma biografia e o diploma de “Melhor Assassina Nunca Pega”?
– Desde hoje! Agora guarde as armas e coloque o pára-quedas. Já pulou de pára-quedas antes?
– Não.
– Nem eu! – O ouvi rindo.
– Vamos morrer Ethan!
– Não, não vamos. Jogue outro pára-quedas para cá! – Joguei. – Já colocou?
– Sim e você?
– Quase e... Pronto. Pronta?
– Acho que sim. – Ele veio para trás, ao meu lado.
– Então vamos lá! – Ele abriu a porta do helicóptero, agarrou minha mão e pulamos.
Abrimos o pára-quedas poucos segundos depois, pois estávamos muito perto do solo.
– Isso... Foi... Demais! – Gritou ele, obviamente anestesiado pela adrenalina.
– Você está bem?
– Acho que sim e você?
– Também, só não posso dizer o mesmo do helicóptero! – Vi que ele foi descendo até atingir o mar e afundar.
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