Nina

1 A PARTIDA


Notas iniciais
FAN FIC ANTIGA, DE 2005.

Brian tinha apenas 6 anos quando viu Nina nascer. Ela era muito pequenina, de cabelos clarinhos e um sorriso encantador. Ele, muito pequenininho, a chamava de minha princesa e dizia a todos...

-\\t Quando a Nina crescer eu vou casar com ela!

-\\t Mas ela mal nasceu Brian... – disse a mãe dele

-\\t Eu sei, mas ela é a minha namorada, a minha princesa.

-\\t Que lindo! – disse a mãe de Nina

Nina, ou Giuliana como estava escrito no registro de nascimento, era filha de pai americano, o senhor Robert e de mãe italiana, dona Francesca, por isso o nome. O apelido Nina foi dado pelo seu “namorado”, Brian. Brian era vizinho de Nina e seus pais cresceram junto com Robert, que conheceu Francesca numa viagem, se apaixonou e casou. Eram muito felizes. Nina também tinha um irmão mais velho, de 6 anos, Nicholas, que não largava o amiguinho Brian.

Nina foi crescendo e sendo paparicada pelo namoradinho, o qual ela olhava e seus olhinhos brilhavam, mesmo sendo ainda tão pequena. Brian pra onde ia levava a pequena Nina, por onde quer que fosse. Se ia ao parquinho, Nina ia; se ia no mercado, Nina ia junto, sempre os dois de mãozinhas dadas. Brian adorava a pequena. Ela só se sentia segura com ele. Era um amor pequenino, mas verdadeiro.

NINA

by The Black Wolf Girl

O tempo passou... Nina estava com então 5 anos de idade. Brian tinha 11, mas pareciam não haver diferença entre eles. Uma notícia terrível iria ser dada ao pequeno casalzinho. Os pais de Brian teriam que se mudar; o senhor Harold havia arrumando um emprego melhor em outro estado e tinham que se mudar naquela mesma semana.

-\\t Não! Não deixe o “Baian” ir mamãe! – dizia a pequena Nina chorando.

-\\t Mas minha querida, ele virá nos visitar!

-\\t Não deixa mamãe, não deixa ele ir! Ele é meu amiguinho!

-\\t Eu sei meu amor, mas essas coisas a gente não pode mudar! Eu prometo que ele vem te visitar em breve.

-\\t “Pomete?” – disse Nina enrolando a língua e engolindo o choro.

-\\t Prometo minha linda! Prometo!

Na casa dos Littrell...

-\\t Poxa mãe! Não quero ir.

-\\t Mas temos que ir Brian! Seu pai arrumou um emprego melhor e esta é a nossa oportunidade de melhorar de vida.

-\\t Não quero melhorar de vida, quero ficar aqui, com a Nina.

-\\t A Nina vai sempre morar aqui! Você poderá vir visitá-la, escrever...

-\\t Mas ela ainda não sabe escrever direito, eu tava ensinando e ela ainda engole algumas palavrinhas.

-\\t Eu sei, mas ela vai aprender e você, assim que tiver férias do colégio, poderá vir visitá-la!

-\\t Promete mãe?

-\\t Prometo meu filho, que você e a Nina nunca vão se separar.

-\\t Mas e se o tempo passar, a gente mudar...

-\\t Meu filho, vocês nunca vão se separar, mesmo que seja fisicamente... Um dia, vocês vão se unir para sempre.

E Brian chorou muito àquela tarde. Nina também. Os dois foram se encontrar na casa da árvore, às 4 da tarde, como sempre. Abraçaram-se, choraram juntos e...

-\\t Não vá “Baian”!

-\\t Eu não posso ficar minha princesa. Mas minha mãe disse que a gente nunca vai se separar.

-\\t É mesmo?

-\\t É! E olha só: esse é o meu endereço. Escreva logo, viu?

-\\t “Esquevo”!!!

-\\t Vou sentir saudades desse seu jeitinho de falar.

-\\t E eu vou sentir saudade de você... Você “pomete” que vai ser meu amigo “pá semple”?

-\\t Claro Nina! A gente vai até casar, você vai ver!

-\\t Pois eu vou “espelar”!

-\\t Nina...

-\\t Diga!

-\\t Fique com isso... – disse Brian entregando para Nina uma correntinha com a letra B.

-\\t “Obigada!”.

-\\t De nada!

-\\t E tome “ixo pá você...” – disse Nina entregando-lhe o ursinho preferido dela.

-\\t Mas Nina, esse é o seu ursinho preferido...

-\\t Eu sei, mas eu “quelo” que fique com você.

-\\t Obrigado.

Os dois se abraçaram e choraram mais um pouco. Brian ainda jantou na casa de Nina, como sempre fazia uma vez por semana, a pedido de Nina. Também se despediu do amigo Nick.

-\\t Amigo, até logo!

-\\t Até Nick!

-\\t Vou sentir sua falta. A Nina também!

-\\t Eu sei! Olha só o que ela me deu. – disse Brian mostrando o ursinho.

-\\t Nossa! Eu sei que a Nina ainda é muito pequena, mas acho que vocês ainda vão acabar namorando um dia.

-\\t Será?

-\\t Quem sabe até casam!

-\\t Nossa!

-\\t É sério. Vocês têm uma química especial desde que ela nasceu.

-\\t Eu lembro de quando a Nina nasceu... – e Brian chorou – a minha princesa.

-\\t Deixa que eu tomo conta dela pra você, cunhado!

-\\t Valeu amigo! Até as férias!

-\\t Até!

Os amigos se abraçaram, se despediram e Brian foi pra casa, para no dia seguinte bem cedo partir para um estado na costa americana.

Nina demorou a dormir. Chorava com saudades! No dia seguinte bem cedo se levantou e de pijaminha mesmo foi até a porta da casa do amiguinho, mas já era tarde. Ele havia partido muito cedo. Ela desmanchou-se em lágrimas, pois não acreditava que ele havia mesmo ido embora. Dona Francesca saiu a procurar a filha e a achou chorando na frente da porta da casa dos Littrell. Coitadinha. Chorou ao ver a filha tão triste.

Nina não comia há semanas. Não havia chocolate, pirulito que a seduzisse. Ia para a escola sozinha, triste, com a correntinha e o “B” no pescoço. Sentava na sua cadeirinha e baixava a cabecinha... Chorava! A tia consolava e a levava para onde estavam as outras crianças, mas ela só dizia: “Quelo meu amigo Baian!”. Passou por tratamento psicológico e passou a aceitar a distância daquele que havia sido seu companheiro desde que ela nasceu.

Brian chorava escondido de todos. Sentia muita falta da sua princesinha. O ursinho e uma foto dos dois estava sempre na cabeceira da sua cama. Sentia também uma falta danada das trocas das letras da Nina, sentia falta dos “Baian vem cá!”, “Me azude aqui!”, da doçura e inocência de Nina. Mas seu coração dizia que um dia os dois voltariam a se encontrar.

Notas finais
leiam e comentem.
beijos...