Nii Juu Kyuu
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Espero que gostem... ('-')
Aqui eles parecem pré-adolecentes, idiotas e cheio de feromônios e energia pra gastar. (a parte de fertomônios foi brincadeira* *fail*
Ah, para aqueles que esperam ler coisas tipo lemon, casais cheios de cuti-cuti, procuraram a fic errada, dessa vez. (xD)
(28/10; 08:28 )
Uma sexta-feira típica de tédio. É aquele dia em que você provavelmente está babando enquanto tenta manter-se acordado, isso tudo é resultado de uma noite quase em claro. Suas pálpebras pesam, seus olhos piscam freneticamente para evitar que cochile, e, se vacilar por alguns segundos, a probabilidade de cair no sono é grande. E você fica torcendo para que sábado chegue logo.
Kai parecia bastante animado e alegre a cada dia que se passava. Nos poucos momentos em que estava em casa sozinho, ficava escrevendo um livro casual. Fazia isso nas horas vagas. De madrugada, acordou com várias idéias para o livro e ficou até de manhã escrevendo.
Não passavam das dez horas da manhã, quando ele resolveu descansar um pouco, antes de desligar o computador salvou o que tinha escrito. Precisava de um banho para poder relaxar um pouco. Separou algumas roupas deixando-as sobre a cama, abriu a última gaveta do closet para pegar um par de toalhas e foi para o banheiro.
Foi desabotoando a camisa botão por botão, lentamente, como quem não tem pressa para fazer nada. Escutou a campainha tocar antes mesmo de chegar no último botão, suspirou. Abotoou apenas os últimos dois botões e deixou o banheiro, como tinha dispensado a empregada estava sozinho em casa. Desceu os dois andares da casa e sorriu ao abrir a porta.
_Oi gente! Que surpresa... Sei que combinamos de nos encontrarmos à uma hora atrás... É que eu me empolguei no livro e não vi a hora passar. Desculpem... Eu já estava me arrumando.- Kai se curvou num gesto de cumprimento.
_Relaxa, viemos para cá justamente porque supomos que estava concentrado no livro. -Reita acenou com a cabeça num gesto de comprimento.
_Obrigado. Entrem... — As covinhas apareceram quando deu um amplo sorriso. -Vocês querem alg...
_Cadê a cozinha? Posso atacar a geladeira? Tem doce lá?E suco? Quero alguma coisa de chocolate, me dá?-Uruha arregalou os olhos docilmente e metralhou Kai com perguntas, não deixando acabar de oferecer algo.
_Uruha! -Aoi chamou a atenção dele.
_Que foi ? Quer? Eu divido com você. Não sou fominha não, tá?- O loiro fez fico e cruzou os braços com uma atitude muito infame.- Você que vive comendo porcarias na rua e não divide com ninguém....
Ruki começou a rir junto a Reita, Aoi deu um cascudo no loiro para que ficasse quieto.
-Não tem problema!Pode comer o que quiser, vou tomar um banho... Então... Fiquem a vontade.
-Viu só?-Enquanto segurava a cabeça sentindo dor por causa do cascudo, Uruha mostrou a língua para o moreno, que revirava os olhos com a infantilidade do loiro.
-Reita, Ruki, Aoi... fiquem á vontade, também! O controle da TV está em cima da mesa e a sala de jogos fica ao lado da minha sala de livros, eu não devo demorar muito.
Todos acenaram afirmativamente com a cabeça e permaneceram em total silêncio, enquanto Kai deixava o primeiro andar da casa todos o acompanharam com o olhar.
Ele entrou no quarto deixando a porta entreaberta, novamente foi para o banheiro e trancou a porta. Se despiu, colocou as roupas em cestos que ficavam no banheiro.
Em certos detalhes Kai era muito organizado, no banheiro havia três cestos: Um para roupas pretas e escuras, outro para bancas e claras e o último era para as roupas íntimas. Entrou no Box e ligou o chuveiro, deixando que a água quente escorresse em seus cabelos castanhos escuros quase pretos, percorrendo todo o corpo.
Na sala, ainda prevalecia um silêncio intenso. Ruki cutucou de leve Reita usando o cotovelo. Este foi caminhando de fininho e subiu alguns degraus da escada, que levava ao andar de cima.
-UHUL! Reita é um espião!-Uruha deu um grito estrondoso escutado por todo o prédio e que fez Reita congelar quase no topo da escada.
-Seu imbecil!- Ruki deu outro grito, menor do que de Uruha e abaixou o tom de voz logo em seguida- Fica quieto ou não vamos poder acertar os últimos detalhes do plano.
-TEMOS UM PLANO?- Uruha se animou e gritou ainda mais alto.
-IDIOTAA! Cale a boa!- Aoi também gritou e novamente deu um cascudo no loiro.
-AUT! — fez bico, começou a ficar vermelho e com cara de choro.
-Legal, moreninho oxigenado... Agora ele vai abrir o berreiro.
Aoi sentiu-se congelar e quando Uruha abriu a boca para chorar, esticou a mão e tampou a boca do loiro e fez uma proposta imbecil.
-Ei... Se você ficar quieto e NÃO chorar, eu faço aquele brigadeiro de chocolate que gosta. Que tal?
-Hm... — Aoi tirou a mão da boca do loiro para que ele pudesse lhe responder. -Com...com biscoito?
-Sim. -Revirou os olhos.
Uruha abriu um sorriso idiota e fez cara de anjo.
-Dissimulado. -Ruki falou muito baixinho tentando enfezar o loiro.
-CHI-BI!
-REPETE ISSO QUE EU TE MATO!-Falou alto, apontando para o Uruha, que ria.
O loiro conseguia tirar facilmente toda paciência que Ruki tinha, bastava apenas aquela palavrinha dita de um jeito tão debochado e com uma voz melada e calma.
-Dá licença ou vocês querem gritar mais alto?Já sei, peguem aquele microfone ali e comessem gritar nele, assim Kai vai escutar melhor. — Uruha deu um passo á frente e Reita prosseguiu-FICA paradinho ai mesmo, Uruha! E fiquem quietinhos...
Logo Reita voltou a subir as escadas e parou assim que chegou ao topo, checando o corredor, viu a porta do quarto aberta. Nas pontas dos pés foi calmamente na direção do quarto. Não escutando um ruído, abriu a porta o tanto necessário para que passasse.
Assim que entrou ficou maravilhado, era perfeito cada mínimo detalhe. Uma cama redonda ao lado um criado-mudo de vidro e as cortinas de cores claras que estavam fechadas. Perdeu as contas de quantos ursinhos de pelúcia estavam sobre a cama.
-Nossa... –Realmente estava pasmo. -Como uma garota... -Riu sozinho.
Ao lado direito, notou uma porta abeta. Atravessou o quarto, pisando em um tapete escuro, muito macio, que lembrava pelo de gato e mesmo que usasse meias podia sentir a fofura do tapete. Prosseguiu o que estava fazendo, desceu dois degraus e entrou no closet.
As portas dos armários estavam fechadas e Reita não se atreveu a abri-las. Congelou quando escutou um barulho atrás de si, pensou rapidamente na explicação que teria que dar para kai, virou-se lentamente e sentiu seu coração disparar, mas respirou aliviado quando viu que era um casaco caído ao chão.
-É melhor me apressar antes que ele saia do banho. — Se apressou.
Deixou o closet indo na direção oposta e encontrando uma porta fechada, encostou a orelha na porta e escutou Kai xingando quando deixou cair sabão nos olhos. Sorriu de leve e deixou o quarto do mais novo.
-Aoi... Ele está demorando muito. Será que... Kai é um assassino, maníaco,psicopata?
Aoi fuzilou Ruki com o olhar e abriu a boca para responder algo, mas foi cortado pela voz de Reita.
-Não... Eu não morri e Kai não é assassino... — Fez uma pausa. Parecia estar procurando algo.- cadê a diva, ou melhor, o Uruha?
-Reita?
-Não, o fantasma dele. — Aoi respondeu a pergunta que Ruki fez e deu um passo para o lado quando percebeu o olhar mortal que recebeu.
- Está na cozinha.
- Ah sim... Bom, e o os últimos detalhes estão prontos?
-Eu pensei que poderíamos colocar, no canto direito, um...
Ruki foi cortado por um barulho que veio da cozinha, barulho esse que era de um vidro quebrando e um grito assustado.
Os três na sala se entreolharam, e quase em coro disseram uma única palavra:
-Uruha!
Saíram correndo para verificar o que aconteceu. Perceberam que a porta da geladeira estava aberta e um pote de vidro todo despedaçado no chão junto a um líquido. Também tinha vestígios de sangue que iam em uma única direção.
Aoi se apressou em achar Uruha, chamou pelo nome dele, mas não obteve respostas. Os três entraram na cozinha, que era quão grande quanto a sala. Enquanto Ruki e Reita pegavam vassouras para limpar a bagunça, Aoi foi seguindo os pingos de sangue que o levaram para uma dispensa.
As luzes estavam apagadas, a porta entreaberta, a maçaneta estava manchada de sangue. O moreno abriu a porta e acendeu as luzes. O local parecia um labirinto e aparentava ter o mesmo tamanho que a cozinha. O moreno fechou a porta e continuou a seguir as manchas e o levaram diretamente para o fundo da dispensa.
Tá que não era uma coisa tão grandiosa assim, era apenas a imaginação e falta de costume de Aoi. Afinal, o apartamento do moreno era apenas o tamanho da sala de Kai, se fosse comparar.
-Se eu me perder aqui dentro , vão achar somente meus restos em decomposição...- Assim que parou de falar escutou um gemido que saia num sopro.
Em um canto estava Uruha, sentado no chão perto de uma estante com os joelhos dobrados, tentava se abraçar.
-Uru, o que houve?
-Promete... Que não vai brigar muito... Comigo?-Falava devagar e pausadamente.
-Hm? — A pergunta do loiro deixou Aoi confuso.
- A.. Bagunça que fiz... Me desculpa foi... Sem querer.
-Uruha... — Aoi sentiu um grande peso no peito ao lembrar-se dos cascudos que dava no loiro, não sabiam que aquilo, de certa forma, o intimidou. — prometo que não vou te bater dessa vez. Se machucou?
Uruha levantou a cabeça e arregalou os olhos, não percebeu que o moreno estava muito perto. Estavam de frente.
-Cor... Cortei minha mão.- desviou os olhos e corou.
-Deixe-me ver.
Uruha esticou a mão que ainda escorria sangue, tinha um pedaço de vidro razoavelmente grande preso a feria. Quando se deu conta que a mão estava sangrando o loiro começou a ficar agitado e Aoi percebeu.
-Vou ter que tirar isso daí.
-N-NÃO!- Uruha empurrou a mão do moreno, ele estava assustado.
-Não vai doer, precisamos tirar isso! A ferida pode piorar, e pelo jeito que está sangrando, vai ter que ir ao hospital... Isto é, se não me deixar tirar o caco. Tenho que tirar isso. É isso ou hospital .- Aoi estava tratando Uruha como uma criança quando se machucava.
-Mas... Eu... — Desviou os olhos novamente. -Vai... Sangrar...
Aoi suspirou fundo ao perceber o que afligia Uruha, ele fechou os olhos brevemente para pensar no que poderia fazer.
(...)
Notas finais
Quero deixar um "valeu" pra Lumi-chan xD Eu fiquei na dúvida se postava ou não a fic, até por ela ser meio antiga, mas a Lumi-chan disse que seria legal eu postar e aqui estou! Brigada pelo conselho!! :*
Espero receber reviews... Até o próximo capítulo o/
Fale com o autor