Nii Juu Kyuu
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Ok, esse capítulo tem um clima rolando, é notável...
Reita e Ruki estavam quase acabando de limpar a cozinha.
-Ruki, por favor, da pra você jogar esses cacos no lixo, pra mim?
-Claro...
O baixinho pegou a sacola e deixou o apartamento a fim de achar uma lixeira no corredor. Em prédios de luxo sempre tem uma lixeira reciclável, mas era dois andares abaixo.
Reita acabou de passar o pano na cozinha, suspirou aliviado.
-O que aconteceu aqui? Cadê todo mundo?
Reita levou um susto e deixou a vassoura cair, virou-se.
-K-Kai... Que su...susto.- Reita ficou parado, não conseguindo falar mais nada.
Kai estava com uma toalha enrolada na cintura e ainda estava um pouco molhado. Com o auxilio de outra toalha, secava os cabelos castanhos claros que estavam na altura dos ombros, uma pequena gota escorreu dos cabelos dele e foi percorrendo todo o corpo até ser absorvida pela toalha presa a cintura.
Sem querer Reita acompanhou aquela gotinha d'água e ficou com o olhar fixou onde a gota parou. Por baixo da faixa que tampava o nariz estava super vermelho. A cena o deixou envergonhado.
-Reita?- Kai chamou sua atenção pela segunda vez -O que foi?
-Eu... Eu... Me assustei.
-Desculpa, não queria tê-lo assustado.
-Hã?
-Eu te assustei, você mesmo acabou de falar.
-Ah, sim... — Tentou sorrir para descontrair e ainda sim prestava atenção no corpo semi-nú do amigo.
-O que aconteceu? E cadê todos?
Reita ficou encarando os olhos de Kai sem pronunciar uma palavra.
-REITA?!- Alterou um pouco a voz afim de fazer o loirinho prestar atenção na conversa. Estava até mesmo ficando preocupado com o que pudesse ter acontecido.
-Hã?
- O que aconteceu com Ruki, Aoi e Uruha?
Percebendo o que estava fazendo, virou-se de costas e pegou a vassoura do chão. Fingiu estar acabando de limpar o local.
-Ruki foi jogar os cacos de vidro fora.
-Que vidro?
-De um pote que estava na geladeira, Uruha acabou quebrando.
-E cadê ele?
-Se escondeu na dispensa... — Kai abriu a boca para perguntar mais alguma coisa e Reita o interrompeu- E Aoi foi ver por que ele se escondeu lá, para saber o que aconteceu.
Kai se aproximou do loirinho. Ainda de costas, Reita parou quando sentiu KAi se aproximar.
-E porque está nervoso?
-Eu não...
- Qual é, neh? Eu te conheço desde que éramos pirralhos. — Kai sorriu e Reita não pode ver as covinhas.
Respirando fundo Reita se virou ficando quase que sem reação e mais vermelho do que já estava, ficou a centímetros de distância dele. Suas mãos tremeram, vacilou quando deixou a vassoura cair.
(...)
O moreno abriu os olhos e ficou assustado quando viu Uruha recostado nas prateleiras. O loiro estava suando, o olhar era de quem estava lutando contra o sono depois de passar três dias em claro.
-DROGA! Demorei muito para pensar.-Aoi se irritou consigo mesmo.
Aoi chegou a um ponto que era visível, Uruha tinha Hemofobia de um nível não muito alto. Ele pegou a mão ferida, e o loiro o olhou já com lágrimas.
-San...sangue...
-Calma Uruha... -tentou tranquilizar o mais novo, que estava apavorado. Não era tanto sangue, mas para alguém com hemofobia, era.
Aoi se aproximou e se agachou, fitou o loiro de frente. Esticou a mão e fez carinho no rosto do loiro. O moreno se debruçou um pouco até que chegasse nos ouvidos dele e então sussurrou.
-Desculpe... Eu vou ter que tirar esse caco....
Uruha sentiu seu coração fugir e a respiração aumentar, não sabia se estava nervoso com o fato da proximidade do moreno ou pelo fato que sua mão estava sangrando. A voz do moreno saiu doce e suave, Uruha nunca tinha visto e ouvido ele tão calmo assim.
-Aoi... -Tentou se levantar e o Aoi não deixou.
Levantando um caco de vidro com sangue Aoi pediu para que ficasse calmo.
-Pronto. Doeu?- Sorriu para tranquilizar o menor.
-N... Não, nem sen...senti, mas...
-Então não tem porque ficar com esse “mas, mas”. Anda, temos que limpar isso ai- Disse esticando as mãos para ajudar o loiro a se levantar.
Uruha, ainda com o olhar fixo no moreno, se levantou. Já de pé ficou de frente para Aoi e ambos ficaram mudos.
A proximidade foi grande e repentina a ponto que Aoi se distraísse e soltasse o caco de vidro. Não tinha percebido, mas ainda segurava com uma das mãos a mão do loiro. Com a mão que estava livre, esticou-a e tirou a franja que caiu no olho do menor.
-Você... Fica tão bonitinho vermelho.- As palavras parecem que escaparam da boca do moreno, que ao notar o que disse também ficou vermelho.
Uruha ficou ainda mais vermelho e seus olhos brilhavam enquanto encarava Aoi. Sua respiração aumentou fazendo com que seu coração parecesse querer explodir.
-Yuu...
-Q... quê..?- O moreno ficou nervoso quando o outro o chamou pelo nome.
-Mi... minha mão tá latejando...
-Vamos, temos que cuidar dela, então. -Sorriu para que o loiro não o visse corando.
Nessas alturas Uruha tinha esquecido do medo que sentia ao ver sangue. Aoi segurava em sua mão ainda tremula. Ambos saíram da dispensa conversando e para que a ferida não sangrasse mais, o moreno apertava a mão do outro, fazendo uma espécie de compressa.
Param ao ver Kai seminu e Reita muito perto um do outro, se entreolharam e prenderam a risada. Assim que percebeu a presença de dois indivíduos rindo baixinho, Kai deu alguns passos para trás.
-Uruha o que aconteceu?- Kai se preocupou.
-Quando abri... A geladeira, fui pegar um suco que estava escondido atrás de um treco de vidro e acabei derrubando ele... Levei um susto e cai em cima dos cacos. Desculpe-me.
-Tudo bem. Quer uma camisa emprestada? A sua está cheia de sangue.
-KAI!- Aoi gritou quando escutou a palavra sangue.
O menor ficou com cara de paisagem. Uruha olhou para a própria camisa e desmaiou ao ver o estado dela.
Ruki chegou quando escutou um "Ploft", assistindo Uruha cair no piso.
-O que ele ta fazendo caído?
-Ele está verificando se o chão esta limpo.-Reita brincou com a inteligência do baixinho.
-Er... Kai...
Kai viu que Ruki estava vermelho e constrangido, esse apontou pra ele. Só então se deu conta que ainda estava de toalha. Corou instantaneamente.
"Era isso que Reita me olhava tanto", pensou.
- Foi mau gente... Saí correndo do banho porque achei ter escutado um grito. Vou acabar de me arrumar. Aoi, leve o Uruha lá pra cima e cuida dele... Não devo demorar.
Aoi levou Uruha para um quarto de hóspedes e o deitou na cama ainda desmaiado, em seguida foi no armário do banheiro e pegou algumas coisas para limpar aquele machucado. Fez um curativo para que a feriada não ficasse exposta, quando acabou olhou para a camisa do loiro que estava com sangue.
-Se ele acordar e ver isso assim, com certeza vai desmaiar novamente. — Suspirou.
Com todo cuidado começou a tirar a camisa do loiro. Teve certa dificuldade em fazer isso, depois de algum tempo conseguiu. Pegou um pano úmido e limpou algumas manchas de sangue que ficaram no abdômen do mais novo.
Enquanto Uruha acordava Aoi continuava a limpá-lo.Ainda estava pálido.
-Estou te dando trabalho?
-Um pouco. — Aoi sorriu e o loiro retribui.O moreno empurrou as coisas que limpou o sangue para debaixo da cama.-Está melhor?
-Acho que sim... Só lembro que vi o Kai de toalha e depois apaguei.
-Foi por ai. –Guardou algumas coisas dentro da pequena maleta.
Uruha sentou-se na cama e colocou uma das mãos na cabeça, dando a entender que ainda estava zonzo.
-hoje... É um dia importante e quase estraguei tudo...
-Não. A culpa não foi totalmente sua, só parcialmente... Tá foi sua.
-Brigado. — Uruha fuzilou Aoi com o olhar.
-Digo... Não se preocupe, não estragou nada.
-Assim ficou melh...
-Ainda.
-Você está insinuando que eu vou fazer uma besteira que vai acabar constrangendo alguém ou a mim mesmo?
-AHÃM.
-Ora... Eu...
-Calma. -O moreno percebeu o agito do loiro e parou a implicância.
Uruha bufou.- Tá, ne! Mudando de assunto, temos que nos dividir para que, enquanto distraíam o alvo a outra dupla arrume tudo.
-Isso é verdade. -Aoi se sentou ao lado de Uruha- Como serão as duplas?
-Dessa vez peça a Ruki que fique comigo e você vai ficar com Reita.
Aoi levantou o olhar, parecendo não gostar muito das alterações. -Literalmente ou figurativamente?
-AOI!-franziu a testa.
-Tá... Figurativamente. -Riu debochado.-Vamos descer, estamos demorado e pelo jeito que são...
-Vão pensar besteiras, eu sei. — Uruha completou.
(...)
Notas finais
Só para aqueles que têm estômago forte... Rs'
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