Nightmare

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Ooooi gente ^^
Bem, vou aventurar-me a escrever outra fic e espero sinceramente que alguém leia e comente, talvez.
Espero que gostem, aqui vai o primeiro capítulo :p

I CAPÍTULO



Oi? O meu nome é Anny Sullivan, tenho 17 anos e vivo com o meu irmão, James Sullivan, ou Jimmy como eu lhe chamo, com a minha mãe e com o meu padrasto em Huntington Beach, Califórnia. Sou mais ou menos baixa, acho eu – tenho 1.60m, tirem as vossas conclusões. O meu cabelo é meio ondulado e castanho escuro e o Jimmy diz que os meus olhos cor de chocolate são profundos e misteriosos – já os dele transmitem paz e confiança. Sobre a minha vida não há muito a dizer. Para falar verdade, eu não gosto de falar dela, mas vou abrir uma exceção: primeiro que tudo, não sou feliz! Quase todos me olham de lado e me vêem como a má influência. A minha mãe não me liga nenhuma e quando liga é para reclamar, sinceramente acho que ela não liga nada a ninguém e além disso é alcoólatra, o meu padrasto é um drogado que não está nem aí para a família, o que de certa forma até é bom, porque assim eu tenho toda a liberdade do mundo para fazer o que quero e o meu irmão é o único que se preocupa comigo. Quer dizer, ele e os amigos Matt, Zacky, Brian e Johnny. Eles têm uma banda de garagem – Avenged Sevenfold – mas eu sei que eles um dia vão ser bem famosos.

Todos eles me tratam como se fosse a irmãzinha mais nova e isso às vezes irrita. No entanto, os momentos que passo com eles são incríveis e aqueles que passo com Jenny também. Jenny Morrison é a minha melhor amiga e talvez a única – tirando os rapazes – que tenho. Ela é uma doida, com cabelos azuis escuros, olhos castanho caramelo e piercing nas bochechas, so cute. Adoro-a. Jenny e Jimmy são os meus maiores conselheiros, eles sabem todos os meus segredos, inclusive que eu sou completamente apaixonada pelo Matt. É, eu gosto dele, mas nem morta me vou declarar. E vocês perguntam “porquê?” então eu respondo “simples. Porque eu sou tímida e ele tem namorada.” Pois é! Valary Dibenedetto, uma loura oxigenada que me odeia não sei bem porquê. Ela e a irmã – clone – Michelle, namorada do meu querido e nada modesto amigo Brian, ou Syn, ou Synyster, ou Gates, ou o que quiserem.

Aquelas duas não gostam de mim e por alguma coincidência, ou não, eu também não gosto delas. Tipo, eu nem as conheço, mas a cara de vadias que elas têm diz muita coisa e se têm cara de vadias é porque, tanto o Matt como o Syn, já devem ter sido chifrados um bilião de vezes. Como eles são meus amigos e eu não gosto que façam cenas destas com eles, eu não gosto delas (?) OK, lógicas sem lógica à parte... Vamos ao que interessa. Ou talvez nem interesse, mas pronto, né? Então, estou no meu quarto que tem três paredes brancas e uma preta com vários posters e letras de músicas – algumas escritas pela banda do meu maninho -, a olhar para o teto vermelho. Acabei de acordar e, como sempre, já estou atrasada, mas tenho preguiça de me levantar. Com algum – muito – esforço consegui arrastar-me para o banheiro, tomei um duche rápido e voltei ao quarto para vestir a primeira coisa que me aparecesse à frente, exceto o pijama. Bem, pelo menos a roupa escolhida até não era má de todo: umas calças jeans rasgadas nos joelhos, uma t-shirt vermelha com “FUCK YOU” escrito em preto, os meus amados all star vermelhos e um casaco preto. Fiz uma make simples (olhos bem marcados em preto e mais nada). Não me dei ao trabalho de me pentear, aliás, despenteei-me toda, olhei no espelho e sorri.

– Linda! – É, não sou nada convencida. Desci as escadas a correr e o Jimmy estava na cozinha com a boca cheia.

– Bom dia mana. Dormiste bem? – Perguntou com um sorriso infantil.

– Bom dia girafa do mal. Dormi lindamente, e tu? – Ele olhou-me com cara feia e eu sorri.

– Também – Resmungou. – ‘Bora que já está tarde.

– Jura?! – Ironizei e ele revirou os olhos.

Entrámos no carro e Jimmy dirigiu até à escola em silêncio, nem música ele pôs. Achei estranho, mas decidi deixar estar.

– Anny? Porquê “girafa do mal”? – Perguntou quando estacionou já dentro da escola.

– Porque tu és grande e és mau. – Sorri.

– Hum…

– Se preferires pode ser poste ambulante… — Quando disse isto Jimmy saiu do carro e bateu a porta com força. Corri até ele. – Hey, Jimmy o que foi? – Pergunta parva. Eu sabia exatamente o que tinha sido…

– Nada… — Assim como sabia que seria esta a resposta que ele me daria.

– Desculpa mano, eu sei que exagero nisto das alcunhas, mas eu não estou habituada a socializar e não sei ser adorável como tu. – Olhei para os pés. – Não sei como tratar as pessoas e acabo por dizer o que não devo. E mesmo sabendo que isso as magoa, eu não sei ser diferente.

– Tudo bem. – Jimmy fez-me olhar para ele. – Eu sei que a tua vida não é fácil e eu devia ser mais compreensivo. Estou stressado hoje, desculpa.

– Jimmy a minha vida não é fácil, mas a tua também não é. Desculpa, a sério. – Ele sorriu e eu abracei-o. Odiava discutir com ele. Afastei-me um pouco e perguntei – Stressado porquê?

– O Johnny conseguiu arranjar um show para nós esta noite, mas só nos avisou ontem e o Shadows, o Gates e o Vengeance já têm planos e não podemos ensaiar. – Explicou-se.

– Stressante… Mas pensa assim: vocês são a banda mais foda que existe e já devem estar fartos de ensaiar. Além disso vão ter o meu apoio lá, logo vão A.RRA.SAR. – Sorri.

– Somos, não somos?

– Aham!

– Tens razão! VAMOS MANDAR A CASA ABAIXO. – Gritou e abanou os braços. Eu ri com aquela cena. Pelo menos ele tinha alguma coisa que o fizesse esquecer os problemas de casa. – Neste caso o bar. – Concluiu e encolheu os ombros.

Continuamos a jogar conversa fora, visto que matamos a primeira aula – quando eu disse que estava atrasada, estava mesmo atrasada – até que um bando de malucos se juntou a nós, ou seja nossos amigos que não preciso de dizer os nomes.

– AMOOOOOOOOR? – Senti uns braços conhecidos e tatuados em volta do meu pescoço e um cheiro já familiar invadir-me por completo.


Notas finais
Hum...de quem serão os braços?? Dicas? Reviews?