Nightmare

7 Capítulo 7


Notas iniciais
Oiiii gente ^^ Desculpa a demora, mas a inspiração ficou meio perdida ^^' e eu tbm não tive muita vontade de escrever visto que os reviews não apareciam, né? Mas eles apareceram o/ e deram-me muita vontadeeee
Acreditam que eu me constipei na piscina? O.O É verdade T_T Mas ninguém liga, então não deve ser importante xD
Espero que gostem *-*

CAPÍTULO VII

Aquele foi o início de um enorme pesadelo.

Talvez Jimmy tivesse razão, talvez ficasse mesmo tudo bem. Afinal a minha mãe nunca foi chegada a mim, no entanto ela estava arrependida ou pelo menos parecia, também havia a hipótese de ela só querer ir em paz. A minha cabeça dói de tanta confusão.

Depois de ter ficado trancada no quarto por cinco horas seguidas eu percebi que estava na hora de levantar a cabeça e apoiar o meu irmão porque com certeza ele estava a sofrer mais do que eu.

- Anny… — Jimmy veio até mim quando eu cheguei à porta da sala. Os olhos dele estavam vermelhos e inchados e partia-me o coração vê-lo assim.

- Desculpa eu… — Eu nem conseguia falar direito.

- Desculpa porquê?

- Por ter ficado fechada durante horas quando tu precisavas de apoio. Eu realmente sou muito egoísta.

- Pára de dizer disparates! Ninguém aqui te julgou, aliás a tua atitude é bastante compreensível.

- Mesmo assim…

- Vem, precisas de comer. – Desviou a conversa.

- Não tenho fome.

- Não adianta protestares. – Zacky disse e só então me dei conta que todos os meus amigos estavam ali.

- A sério eu não…

- O Zacky já disse que não adianta, por isso anda! – Jenny puxou-me até à cozinha. – Ainda não comeste nada hoje. A contragosto, pus alguma comida no estômago e fui para a sala onde estavam todos.

— Está tudo muito calado… — Matt disse recebendo um olhar de reprovação por parte de Syn.

— Eu concordo. – Manifestei-me, mas Jimmy olhou-me com uma cara estranha. – Jimmy vem comigo lá acima.

— Ok. Já voltamos.

Fomos atá ao meu quarto e o silêncio instalou-se.

— Queixaste-te do silêncio lá em baixo e vens para aqui fazer o mesmo? – Jimmy perguntou com um tom de voz nada agradável.

— Calma Jim. – Falei com voz suave.

— CALMA? Como é que queres que eu esteja calmo se eu vi a minha mãe morrer há umas horas atrás? – Uma lágrima escapou-lhe.

— Shhh… — Fui até ele e abracei-o, mas ele não retribuiu.

— Como é que consegues estar tão calma? Sim porque apesar de teres estado cinco horas aqui trancada não me parece que tivesses chorado.

— É que… nós não éramos tão próximas assim… — Disse baixo e desviei o olhar.

— Mesmo assim ela ERA TUA MÃE!

— Eu sei disso Jimmy, mas eu não te chamei aqui para falar da minha reacção.

— Então? – Ele estava com raiva, o pior é que era com raiva de mim.

— Eu quero ir ler a carta.

— Agora? – Perguntou incrédulo. – Como é que podes pensar numa coisa dessas?

— Jimmy pensa. Ela não morreu do nada. MATARAM-NA! Se ela disse para nós lermos a carta é porque pode ter alguma coisa de importante lá. Algo que nos leve ao assassino ou pelo menos ao motivo. – Jimmy pareceu pensar um pouco enquanto absorvia as palavras um tanto quanto duras que eu acabara de lhe dizer.

— É, tens razão.

Dirigimo-nos ao quarto dela. Eu entrei, mas Jimmy hesitou um pouco, acabando por entrar devagar.

- Qual era a gaveta mesmo? – Perguntei.

— Segunda. – Fui até à gaveta e abri deparando-me com um mote de cartas.

— Vou precisar de ajuda. Jimmy? – Ele estava a olhar para o chão onde ela tinha morrido e a cara dele estava sem emoção alguma. – Hey… — Fiz-lhe carinho nas costas. – Vai ficar tudo bem.

— Porque é que és tão fria?

— Eu não sou fria. – Defendi-me, mas ele olhou-me como se dissesse “és pois”. – Ok talvez um pouco, mas o que queres que eu faça?

— Pelo menos mostra que te importas! Ela podia não ser a melhor mãe do mundo, podia não estar presente, mas ela era boa e nunca fez nada que nos prejudicasse. – Quando ele disse isto não pude evitar uma lágrima. – Dói ouvir a verdade, não é?

— Vamos ler a carta está bem? – Pedi.

— Como queiras. – Disse ainda com raiva.

Procurámos por entre todas aquelas cartas – eram mais de vinte – e, após termos vasculhado umas três vezes, encontrámos. Era um envelope de cor cinza já um pouco velho e sem remetente ou destinatário. No interior tinha uma carta em papel branco escrita com uma caligrafia perfeita que eu reconheci como sendo de Clara.

Olá meus queridos.

Se vocês estão a ler esta carta, provavelmente eu já não estou com vocês. Eu sei que nunca fui uma boa mãe, mas acreditem, eu estou arrependida. Também sei que é tarde para pedir desculpas, no entanto eu não posso deixar de tentar. Espero que vocês me perdoem, mesmo sabendo que jamais irão esquecer, principalmente tu Anny. O que eu te fiz não tem perdão.

Há uma coisa que vocês precisam de saber. Quando o vosso pai morreu, ele deixou tudo o que tinha a vocês e a mim apenas me deixou a casa. A morte dele e a descoberta que ele me tinha deixado tão pouco, virou a minha cabeça do avesso e eu bebia para esquecer. Ao longo do tempo a raiva por não ter acesso a nada cresceu dentro de mim e tornou-se incontrolável. Supostamente quando vocês fossem maiores de idade, teriam acesso ao que vos pertence, no entanto eu escondi de vocês. O porquê de eu ter feito isso? Não sei, inveja talvez.

Bom, devem estar a perguntar o motivo que me levou a escrever esta carta. É o seguinte: na semana passada eu comecei a ser perseguida e sabia que, de uma forma ou de outra, acabariam por me apanhar. Não sei como, mas alguém descobriu a herança. Eu não sei quem são, só sei que são perigosos e não olham a meios para atingir os fins. Então, por favor, tenham cuidado com as pessoas, nem todas são de confiança.

E desculpem por tudo mais uma vez. Acreditem vocês são as pessoas mais importantes da minha vida.

Com amor, Clara.

PS: Falem com o advogado do vosso pai sobre o dinheiro. Jimmy, como maior de idade, já podes ter acesso ao que te pertence e com o consentimento da tua irmã podes gerir o que é dela.

Beijos.

Ela foi morta por causa de dinheiro? – Perguntei ainda incrédula.

— Porque não a tratas por mãe? – Jimmy estava mais calmo do que há uns minutos atrás.

— O quê?

— Anny, tu dizes que vocês não eram chegadas, trata-la por “ela” e ela pede-te inúmeras vezes desculpa e diz que o que te fez não tem perdão. Há algo que eu não saiba? – Perguntou desconfiado.

— Não…nada Jimmy. – Murmurei com a cabeça baixa.

— Podes contar-me. Sempre confiaste em mim e eu nunca te traí. – Ele pegou-me delicadamente nas mãos.

Ela… Ela… Ba-batia-me. – Confessei.

Notas finais
Em minha defesa: eu não sei escrever cartas! Então é provável que esta não esteja das melhores ^^'
Gostaram? Odiaram? Comenteeem :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.