Night Secrets

3 Capítulo 3: Novos Amigos


Notas iniciais
Mais um capítulo, após esse os capítulos serão mais interessantes, esses três primeiros são mais como uma introdução, continuem lendo! rsrsrs. Espero que gostem.

Sua cabeça doía como se fosse explodir, tentava abrir os olhos mas não tinha forças nem ao menos para isso. Estava na floresta ele pensou, várias folhas secas o pinicavam e alguns bichos caminhavam em suas pernas fazendo cócegas. Escutava vozes.

Pareciam três pessoas conversando, até que uma outra voz surgiu, essa era familiar. Ele conseguiu mover as pálpebras, sua visão estava meio turva, e mal conseguia mover a cabeça. Conseguiu enxergar a figura musculosa que se aproximara, era Alex.

Jack se espanta ao vê-lo, parecia bravo com as outras pessoas que eram um menino com a pele bem clara, cabelos castanhos e olhos pequenos. Uma menina loira, não muito alta, pele também muita clara e tinha feições um pouco infantis. E o outro era alto, negro e tinha traços bem grandes.

—O que aconteceu? – Jack consegue formar algumas palavras. Se dirigia a Alex.

Alex olha para os outros três com uma expressão de raiva.

—Nós estamos acampando, você apareceu do nada e nos assustamos, Dylan golpeou sua cabeça. – Diz o menino com a pele clara.

—Nos desculpe. – Ele continua.

O menino ajuda Jack a se levantar.

—Meu nome é Ethan, estes são Lizzie e Dylan. — Ele diz apontando para os outros dois.

Jack os cumprimenta e passa a mão em sua nuca, estava doendo bastante.

—Vocês estão acampando aqui? Isso não é muito comum. – Alex diz com sua familiar voz rouca e assustadora.

—Nós estamos de férias da nossa escola, ouvimos notícias de desaparecimentos de pessoas nessa região e decidimos vir para cá, temos um blog onde escrevemos sobre coisas como essas. – Ethan responde.

Jack fica um pouco confuso, se escutasse sobre desaparecimento de pessoas ele não iria até o local.

—Vocês deviam ir embora, não é seguro ficar no meio da floresta, principalmente agora que está anoitecendo. – Alex diz.

—Nós sabemos nos cuidar. E vai valer a pena quando descobrirmos algo sobre esses desaparecimentos. – Lizzie afirma.

Alex cruza os braços.

—Mais uma vez, desculpe-nos pela pancada. – Ethan se dirige a Jack.

—Tá tudo bem. – Ele diz.

Ele se despede dos três e caminha com Alex em direção a sua casa, não estava tão longe dali. Apesar de gostar de ajuda, Jack preferia ir sozinho, ele acabara de conhecer Alex, não gostava da ideia de ficarem sozinhos na floresta durante a noite.

—Eu posso ir sozinho. – Jack diz.

—Tem certeza? – Alex pergunta olhando para o garoto.

Jack afirma com a cabeça.

—Tudo bem. – Alex diz.

—E lembre-se, quando estiver melhor e tiver processado todas essas coisas que eu lhe disse, venha me procurar. – Ele continua.

Jackson o lança um olhar como se dissesse “tudo bem” e se despede dele.

XXX

Mais uma vez Jackson caminhava pelo estacionamento de sua escola, mais um dia bem quente. Já havia passado três dias desde que Alex aparecera em seu quarto, ele ainda não sabia se já tinha processado toda a informação que descobrira. Na verdade ele não queria acreditar no que foi dito para ele.

Hoje ele só queria se divertir e tentar voltar a agir como antes daquela noite, os “efeitos” do arranhão de Alex tinham passado, ou talvez só estivessem controlados, mas Jack não queria saber, hoje ele não ocuparia sua mente com isso de novo. Ele procuraria por Alex depois e o diria que estava tudo bem com ele, que não precisava saber de mais nada.

Beth estava o esperando, claro com Liv junto, e dessa vez Tyler estava lá também. Ele caminha para perto dos amigos, e nota que James estava indo até lá também.

—Você parece incrivelmente melhor. – Beth diz quando ele chega perto dela.

Ela estava achando bom que Jack havia melhorado do que quer que ele tinha. Para ela, ele estar bem era o que importava, e ela sempre fazia o possível para que ele ficasse bem.

—Algumas boas noites de sono podem ser mágicas. – Jack a responde.

Beth levanta sua sobrancelha direita, Jack via aquilo como parte do charme da garota. James chega e cumprimenta todos.

—Vamos pra aula. – Diz Beth.

Jack a puxa para seus braços.

—Tenho uma coisa mais divertida para fazermos. – Ele diz quase sussurrando.

Beth mais uma vez levanta sua sobrancelha.

—Você quer matar aula? – Ela pergunta.

Jack não parece nem um pouco surpreso.

—Isso mesmo. – Ele afirma.

—Ah, eu não vou ficar aqui enquanto você está se divertindo. – Diz Liv se dirigindo a Beth.

—Pode vir com a gente, vocês dois também. – Jack diz para os amigos.

Tyler não parece incomodado com a ideia, qualquer lugar para ele era melhor do que a escola. James por outro lado não gostava de faltar, mas iria acompanhar seu melhor amigo.

—Então vamos! – Jack exclama e sai na frente dos outros.

Beth puxa James e sussurra:

—O que ele tomou hoje?

James quis rir, mas também achava estranho Jack estar tão animado.

—Não faço ideia.

XXX

Eles estavam muito longe da escola, haviam vários lugares para os amigos irem, mas eles escolheram a velha indústria abandonada em que alguns eram acostumados a invadir quando eram menores. Não era a atitude mais responsável mas eles não se importavam.

O lugar era grande, a tintura das paredes descascadas. Vários aparelhos de metal cheios de ferrugem estavam espalhados pelo chão, a construção fora abandonada quando estavam construindo um primeiro andar, mas nunca terminaram. O lugar ficou com várias barras de ferro e estruturas no teto, que pareciam algumas passarelas.

Várias lonas cobriam o teto do lugar, e havia muitas no chão do pátio também. Aquele lugar não estava mais como eles eram acostumados a ver, aparentava estar mais... perigoso. E também parecia que alguém havia revirado o lugar.

Jack e Beth tinham ido para uma escada que daria acesso as “passarelas”, eles queriam ficar sozinhos. Assim como Tyler e Liv, que ficaram bisbilhotando o local. James que já sabia que não seria tão divertido, ficou sozinho, entrou em uma sala um pouco pequena e começou a ler um livro.

Nas escadas Jack e Beth conversavam e trocavam carícias, ela era como uma válvula de escapa para ele. Sempre o acalmava quando as coisas ficavam fora do controle, e ele precisava disso naquele momento. Ele adorava se perder nos olhos dela, e ela gostava de ter ele perdido por ela. Jackson estava olhando cada vez mais intensamente naqueles olhos, estava vendo sua própria imagem se refletindo neles. Mas olhando com mais cautela, ele nota seu reflexo começando a tomar uma forma diferente, com pelos, orelhas pontudas e olhos vermelhos.

Ele recua para trás assustado, Beth também se assusta, mas com a ação dele.

—Tudo bem? – Ela pergunta.

Ele olha novamente nos olhos dela, dessa vez seu reflexo estava normal. Ela segura sua mão, ele quase que de imediato se acalma.

—Sim. – Ele responde.

Ela dá um lindo sorriso.

—Vem! – Beth diz puxando Jackson e começando a subir a escada.

XXX

Alex seguia aquele carro rapidamente, corria usando não só seus pés, mas suas mãos também. A pessoa que estava dirigindo aquele carro era perigosa, era um caçador, na verdade uma caçadora. Alex já sabia seu nome, escutou seu parceiro a chamando uma das vezes em que eles o perseguiam.

Era Carmem, uma mulher alta, forte, era a melhor da sua equipe. Tinha cabelo loiro escuro e costumava usar um óculos grande de armação quadrada. Sua arma, era uma besta, já atirou algumas vezes em Alex, mas ele era esperto, sempre conseguiu fugir.

Ele possuía um ódio imenso por ela e todos que a ajudavam, não gostava de matar ninguém, mas abriria uma exceção para ela. A situação estava ficando fora de controle, se ele não tentasse nada, ele poderia ser a próxima vítima da caçadora.

O carro preto diminuiu a velocidade e estava entrando na garagem de uma casa, quase uma mansão, era bem grande. Alex se escondera no telhado da casa sem fazer muito barulho e começou a observar enquanto Carmem saia do veículo acompanhada de um homem, e com sua arma em mãos, ela parecia ter algum tipo de amor por aquilo. Alex estava esperando o momento certo.

XXX

Beth havia levado Jack para o alto da escada, onde dava acesso para as “passarelas”. Jack tinha um pouco de medo de altura, e olhar para o chão daquele lugar era uma coisa nada animadora. Beth o puxa.

—Lembra quando a gente brincava de atravessar? – Ela pergunta.

Eles costumavam passar de um lado para o outro naquelas várias estruturas de concreto e metal quando eram menores, mas o lugar parecia mais seguro naquela época.

—Você não quer fazer isso né? – Jack pergunta espantado.

—Claro que quero. – Beth responde.

Ela se posiciona no início de uma das vigas.

—Não precisa vir se estiver com medo. – Ela diz para ele.

Ele levanta uma sobrancelha, também sabia fazer isso.

Não muito longe dali estava James literalmente com cara enfiada no livro, até ouvir alguns sons estranhos. Ele tira levemente o livro da frente do seu rosto, dá uma grande olhada ao redor da sala e volta a ler.

Mais uma vez, o mesmo barulho. Ele se levanta, deixa seu livro no chão e começa andar pela sala. Ele nota um buraco bem grande no chão, e não estava muito contente com a ideia de bisbilhotá-lo mas sua curiosidade é mais forte. Ele se agacha e dá uma olhada direta no buraco.

A porta atrás do garoto se fecha brutalmente, ele pula e quase cai dentro do buraco. Sai correndo em direção a porta e tenta abri-la, mas só com muito esforço consegue sair dali, seu coração já estava disparado. Ele escuta passos, não querendo descobrir de quem seriam ele sai correndo.

Sua respiração estava ofegante, ele estava muito assustado. Continua correndo até se esbarrar em alguma coisa, ou em alguém. Se levantando ele nota em que havia esbarrado, era uma garota. Ela era muito branca, estava pálida, mas isso não tirava sua beleza.

Tinha longos cabelos escuros, olhos pequenos e James podia jurar que estavam avermelhados. Estava usando uma jaqueta preta por cima de uma regata branca e calças jeans apertadas também pretas. Ela dá um sorriso de canto de boca.

—O que você faz aqui? – Ela pergunta.

James fica sem saber o que dizer.

—Eu.. eu estou com... com meus amigos. – Ele gagueja enquanto diz.

Ela balança a cabeça.

—Qual o seu nome? – Mais uma pergunta.

—James, prazer em conhece-la. – Ele diz levantando sua mão morrendo de medo

Ele olha para ele.

—Eu sou Anna, prazer. – Ela diz apertando a mão dele.

XXX

Beth prende sua respiração, olhava sempre para frente enquanto colocava um pé na frente do outro cautelosamente. Ele era mais uma das alunas de ginástica do colégio, tinha muita concentração, e cautela e precisão nos seus passos.

—Não é tão ruim assim não é? – Ela diz sorrindo para Jack que estava atrás dela.

Ele estava sem concentração nenhuma, sua cabeça estava girando.

—Na verdade é sim. – Ele diz.

Beth termina sua travessia e fica esperando por Jack do outro lado.

—Anda logo. – Ela diz sorrindo.

—Você consegue. – Ela continua.

Jack estava tentando, ele colocava um pé na frente do outro mas não tinha equilíbrio, sua cabeça já estava começando a doer. Ele conseguia escutar suas próprias batidas cardíacas, estavam rápidas, ele estava assustado.

Ele olha para Beth que já aparentava estar preocupada, não escutava a voz dela. Mais uma olhada para uma baixo e ele já não aguenta mais, dá um passo em falso e despenca da passarela. Beth fica terrivelmente assustada e desce correndo as escadas do outro lado.

Jack despenca alguns metros até cair em várias lonas espalhadas pelo chão, que amorteceram a queda. Mesmo assim ele sentiu uma dor imensa, mas para seu espanto, ela já estava indo embora e ele já começava a se sentir melhor.

Beth chega desesperada e tenta o levantar.

—Jack, Jack você tá bem?! – Ela pergunta gritando.

Tyler e Liv que estavam em uma sala não tão longe dali correm para ver o que tinha acontecido.

—Eu estou bem... – Jack diz se recompondo.

Beth se espanta.

—As lonas... as lonas amorteceram a queda. – Ele diz.

Tyler fica surpreso.

—Você caiu de lá de cima? – Ele pergunta.

—Pois é... – Ele diz.

Os amigos se espantam com duas pessoas se aproximando dali, um homem e uma mulher. O homem era alto, não muito musculoso mas era um pouco forte. A mulher também era alta e aparentava ser forte, era loira e tinha um olhar ameaçador. Ambos eram pálidos e seus olhos eram de uma coloração estranha para os amigos.

Jack os encara enquanto eles fazem o mesmo com eles, o clima parecia estar tenso. O homem começa a dar passos para a frente, ele passava a ideia de ser uma pessoa com muita atitude.

—Quem são vocês? – Ele pergunta.

Os amigos começam a se olhar sem saber o que dizer.

—Vocês não deviam estar aqui. – Ele continua.

Beth decide ser a primeira a se pronunciar.

—Por que? — Ela pergunta.

—Porque é proibido. – Diz a mulher rapidamente.

Jack olha ao redor e só agora nota uma coisa que já devia ter notado, uma placa com uma notificação dizendo para não entrarem no local estava um pouco escondida por baixo das lonas. Ele concentra sua atenção no homem, havia algo de errado com ele.

—Então por que vocês estão aqui? – Tyler pergunta.

—Estamos cuidando do local. – Ele responde levantando sutilmente seus ombros.

Finalmente Jack percebe o que havia de errado com ele, seus batimentos cardíacos, eles não existiam, nem os da mulher. Foi só uma questão de tempo até Jack juntar todas as peças, eles eram pálidos, olhos levemente avermelhados, e os corações de ambos não batiam.

Ele sabia o que queria dizer, eles eram vampiros, mas ele não queria acreditar. Se eles são vampiros, então tudo que Alex o disse era verdade, então ele era um lobisomem, e ele não queria aceitar isso. Ele recua dando um passo para trás, os dois o encaram.

—Meu nome é Max, essa é a Jo. – Ele diz apontando para a mulher.

—Foi um prazer conhece-los mas acho que vocês deviam ir embora. – Ele continua.

Eles escutam passos, era James que andava como se algo estivesse o incomodando. Anna estava atrás dele, ela dá um espirro quando chega perto dos outros. Eles olham todos pra ela.

—Tem alguma coisa fedendo aqui! – Ela diz.

Max levanta uma sobrancelha olhando para ela.

—Também acho que devemos ir embora, vem James. –Jack diz.

Os amigos dão uma última olhada para Max, Jo e Anna, viram as costas e vão embora.

—Tchau James! – Anna diz dando um leve sorriso.

Ele a olha surpreso e continua caminhando. Já no lado de fora da indústria eles comentam sobre o que acabara de acontecer, estavam todos assustados. Principalmente Jackson.

—Que povo mais esquisito. – Liv diz.

—Vamos embora logo daqui. – Tyler fala.

Beth segura a mão de Jack.

—Você tá bem mesmo? – Ela pergunta.

Ele molda um sorriso em seu rosto.

—Sim. – Ele responde.

James olha o seu celular.

—Não podemos ir pra casa ainda, está cedo. – Ele diz.

XXX

Finalmente Carmen surge na frente de casa sozinha, Alex estava esperando um momento para ataca-la. Assim que ela entra na garagem, ele pula do telhado sem fazer muito barulho. Suas garras já estavam expostas, e ele estava indo encontrar sua vítima.

Ele chega na garagem e avista a mulher, estava de costas para ele. Ele já estava preparado para atacar, sua mão já na alto. Ele escuta um barulho atrás de si, o som de uma flecha sendo lançada. Ele se desvia mas não adianta muito, a flecha crava em sua coxa direita, ele uiva de dor.

Carmem vira assustada. O homem que havia atirada a flecha era Gareth, parceiro de Carmem. Alex age rapidamente e golpeia Gareth com seus braços, ele voa longe. Ele se vira para Carmem, era sua chance, até que ela tira de sua cintura uma arma e mira na cabeça de Alex.

Ele nota que Gareth já estava se levantando, Carmem dispara, suas mãos tremendo. Alex consegue não ser atingido na cabeça se desviando muito rápido, mas seu ombro é perfurado pela bala. Ele uiva de dor mais uma vez, ela o olha espantado.

Alex decide fugir dali, ele não conseguiria mais nada ferido do jeito que estava. Ele sai rapidamente da garagem e vai para os telhados da casa, o sangue escorrendo deixando um rastro por onde passava.

Carmem sai da garagem e olha para os telhados, ela nota que Alex já havia sumido. A mulher faz uma expressão de muita raiva e diz:

—Sua hora irá chegar, aberração.

Notas finais
Espero que tenham gostado do cap, não se esqueçam de dizer o que estão achando!