Notas iniciais
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Onde eu morava o inverno era bonito. O por-do-sol era explendido e me lembrava meus antigos amigos. Quando olho para ele dessa direção, me sinto tão sozinha e desolada.

Nunca consegui superar minha depressão, então em um dia de inverno pulei do viaduto onde eu iria saber que não conseguiria sobreviver. Deixei um bilhete dando adeus para todos. Você se pergunta \"Por que alguém se mataria?\" e eu respondo \"Porque não?\", a vida é minha, não tenho medo de morrer e não tenho razões para estar vivendo.

Mas aconteceu algo que seria impossível no mundo real, mas aconteceu. Quando eu morri se é que morri, apareceu uma luz intensa quente e aconchegante, então resolvi sequi-la,esse sentimento me parecia familiar .Mas de repente, uma mão negra sai e encosta na minha testa e me empurra para traz. Comecei a cair, foi ai que acordei em um lugar estranho, estava meio tonta. Depois de alguns minutos recobrei a consciência e percebi que estava em um estava em um necrotério, olhei para os lados e vi uma pessoa, negro alto aparentava ter uns 30 anos. Não parecia o dono do local, nem tinha um jaleco.

-Sinto-me feliz em dizer, “Boas Vindas Senhorita Ana”. -Falou abrindo um sorriso extremamente branco.

-Estranho não é? Bom Agora que você voltou, explicarei algumas coisas que deve saber o resto ira saber quando estiver preparada. Se vista e me encontre no corredor. — antes de sair deixou uma mochila que era minha, estava com ela quando me joguei do viaduto minhas roupas e pertences estavam todos lá mas estava faltando uma coisa.

-Ei! Eu tinha um caderno aqui, onde está ele?- perguntei quase sem voz.

Mas ele já tinha saido pela porta sem dizer nada. Vesti minha roupa mais rápido possível, mas o mais incrível é que não estava curiosa em saber por que tinha ressuscitado. Passei pela porta ele não estava mais lá.

Vendo que ele não estava mais lá, comecei a me sentir solitária, como um animal indefeso. Sem saber para onde eu iria, sem ter minhas duvidas resolvidas. Mas uma vez aquele sentimento de vazio tomava conta de mim. Sentei no banco que tinha no corredor, quando sentei em um pedaço de papel. Uma letra muito bonita, com uma linguagem simples.

Você terá suas repostas. Por enquanto você ira ao endereço abaixo e me encontrara em 3 dias no lugar de sua morte. Não volta para sua casa não fale com seus amigo.

\"Acho que ele não me conhece, eu não tinha amigos.\"

Rua Antaro de Quintal

Bloco 2070

Apartamento 150

Comecei a me tranqüilizar, tentando imaginar o que tinha naquele apartamento, procurando repostas em minha mente. Mas quanto mais eu tentava responder as minha proprias perguntas mais eu me enchia de outras. Um looping de perguntas sem fim.

Chegando ao endereço percebi que o bairro era nobre, os apartamentos de luxo que nem a mensalidade da minha faculdade pagaria metade do aluguel para morar ali. Quando entrei o porteiro acenou para mim, muito convidativo. Fui até ele para saber quem morava no apartamento.

-Olá meu nome é Ana, e eu queria saber quem mora no apartamento 150.

-A senhorita... -falando e abrindo um sorriso simpático, pegando uma chave e dando para mim. Depois ele não falou nada e continou sorrindo, era meio esquisito, mas eu peguei a chave e sem perguntar nada fui ate o apartamento. Quando eu abri a portas eu me surpreendi, sala era enorme, realmente um AP de luxo quase um hotel cinco estrelas.Com certeza caberia uma familia de 10 pessoas.

Sem saber o que fazer, fui sentar no sofá, então achei outro bilhete no chão na porta, desejando boa estadia, com letras garafais. Nada aconteceu não sentia vontade de fazer nada. Tinha comida, roupas novas mas não precisava mais de nada. Sinto que algo tinha mudado em mim mas a angustia não tinha ido embora e ficava mais confusa a cada dia que se passava. Fiquei no AP os 3 dias, agonizando e esperando por repostas.

No terceiro dia fui ate o viaduto esperei por horas ate que meia noite em ponto ele apareceu.

-Olá Ana como está se sentindo?-serio sem mostrar expressão.

-Não sei, estou confusa de mais para saber. -tive uma vontade imensa de chorar, mas me conti.

-Vamos direto ao assunto... Deus tem planos para nós, temos uma hora certa para morrer.- Sua expresseção não mudava, mas a cada palavra sua eu ficava cada vez mais com medo.- Você se antecipou de mais, sua hora não era aquela. Então o senhor te deu uma nova chance de viver, não uma vida comum, mas uma sobrevida. Você tem uma semana para aproveitar seus últimos dias de vida como mortal. Quando terminar você se tornara imortal. Depois desse periudo, você não tera os mesmos sentimentos, não sentira vontades e suas memorias se apagaram. Para alguns isso é uma benção, mas para pessoas como você isso é uma maldição. -deu uma pausa totalmente tranqüila.

Mas eu estava pasma por ouvir tudo aquilo, nunca acreditei que coisas sobrenaturais como essa aconteceriam comigo. Minhas lagrimas não se conteram chorei feito um bebe. Eu não queria viver para sempre. Aquilo realmente era uma maldição.

-Nem eu queria viver para sempre, mas é esse o preço que se paga por arruinar os planos de Deus. Nossa maldição é essa, aceitar isso será a única solução...- senti tristesa em seu olhar. — Mas uma coisa, não sei se você deu uma olhada na sua mochila. Seu nome não será mais Ana, e todo seu passado virou pó. Ana nunca existiu. Como eu disse antes, você não tem mais familia nem amigos. Tem mais alguma duvida sobre isso?

Realmente não sabia o que falar minha lagrimas estavam rolando, então venho uma pergunta em minha mente. — Tem outros iguais a nós? — enxugando minha lagrimas olhei para o lado, ele tinha sumido de novo.

Pensando ser imortal, de novo fiquei confusa, eu podia estar tendo delírios ou aquilo seria realmente verdade. Voltei para o AP, olhei minha mochila a pedido dele. Vi documentos com meu novo nome. Agora eu era Alice 16 anos, sendo que tenho 19 ou pelo menos tinha.

Notas finais
Desculpem-me pelos erros de portugues. >_>