Notas iniciais
A voz dela era bonita, mas bem cansativa. Bela Noite então passa sua mão no chão e das sombras do seu próprio vestido ela invoca uma espada de diamantes negros, e na base uma cabeça de abutre bem peculiar... Ela ainda se movimentava, mas estava sem a parte de cima do crânio.

A armadura brilhava rasgando qualquer vestígio de escuridão ou até mesmo sombra, andando em linha reta e com a espada em sua mão Josi e Sazhaty caminham sem temer o pior e com sua confiança acima de todo medo. O castelo já era avistado, cada tijolo na parede parecia ter um rosto com um sinal de pavor, nenhum pássaro tinha coragem de voar perto do castelo de Bela Noite, criaturas que eram fiéis à Bela Noite queimaram e sucumbiram quando os raios luminosos da armadura de Josi tocaram suas peles. Bela Noite era uma tirana que governava a partir do medo e necessidades dos mais fracos.

No ponto mais alto do castelo ela observava enquanto penteava seu cabelo, ele cai e estava com tons de branco. Bela Noite sai da torre e entra no castelo, a ponte abaixa como um convite horrível para entrar que deixava Sazhaty com um calafrio.

Eles suspiram antes de entrar, ele vai à frente enquanto ela estufa o peito e o segue sem questionar ou dizer uma única palavra, por dentro o castelo era estranho, muito mais frio do que o lado de fora... As paredes queimavam e choravam com a luz brilhante da armadura que cegava qualquer criatura que viveu na escuridão. Bela Noite aparece no topo de uma escadaria com um vestido longo feito de escuridão, seu cabelo preso com sombras e seu lindo olho precioso enfeitando seu rosto insano.

Bela Noite: Eu sei... Eu sei... Deus mandou vocês aqui para me matar! Eu vou ser piedosa, lógico... Não quero matar vocês, que graça isso teria? Quero vocês vivos para vê-los sofrerem e todos os dias se afogaram no próprio sangue.

A voz dela era bonita, mas bem cansativa. Bela Noite então passa sua mão no chão e das sombras do seu próprio vestido ela invoca uma espada de diamantes negros, e na base uma cabeça de abutre bem peculiar... Ela ainda se movimentava, mas estava sem a parte de cima do crânio.

Bela Noite: Linda, não? Achei esse pequeno pássaro cravado no meu muro...

Sazhaty, usando seus próprios punhos vai enfrentar Bela Noite, mas a bruxa lança uma sombra que faz Sazhaty ser jogada violentamente deixando um rastro de tinta no caminho, ela foi arremessada em outro cômodo e estava um pouco desacordada. Josi não acredita no que viu, e assim como Sazhaty não pensa duas vezes antes de enfrentar aquela vadia.

Uma luta de espada estava sendo travada entre Bela Noite e Josi, ele olha o tempo todo para o rubi no rosto dela, ela não consegue olhar muito para ele por causa da armadura e acaba se queimando muito. Bela Noite atinge um golpe no peito de Josi que faz um cristal cair. Ela e ele travam essa batalha enquanto ainda Sazhaty estava desacordada.

Josi consegue golpear varias vezes, mas o rubi de sua espada não corta o braço de Bela Noite e muito menos consegue perfurar, apenas como se fosse vento passa sem fazer nenhum dano. Bela começa a dar risada e vários passos para trás, a sombra dela era sobrenatural uma magia fora do comum... A sombra de Bela noite andava pela parede e vaia-te onde o corpo de Sazhaty estava... Os tijolos das paredes começam a gemer, quando Sazhaty acorda a sombra de Bela noite tenta atormenta-la, vários golpes e surras são distribuídos na sombra de Sazhaty, refletindo em seu corpo que já estava dolorido e ferido pela pancada. Os tijolos das paredes ainda gemem tentando fazer Sazhaty acordar, mas todo aquele esforço é em vão.

Josi e Bela travam uma batalha mais violenta, ela começa a arremessar objetos nele, ele é obrigado a fugir até uma escada e começa a subi-la até o topo do castelo.

Bela Noite: Acha mesmo que vai aguentar tudo isso até o final, acha mesmo que vai me vencer e sair inteiro?

Josi engole seco, e continua se defendendo dos golpes dela com sua espada, o brilho da armadura começa queimar Bela Noite, mas ela não parece se importar muito com isso, enquanto Sazhaty é sufocada e enforcada pela sombra de Bela Noite, até que seu ultimo suspiro é dado... Sua boca cheia de tinta junto ao chão sujo da mesma tinta era a ultima coisa que teriam sua marca. A sombra de Bela trás a sacola que Sazhaty levava.

A sombra volta à Bela Noite, as mãos dela agora estavam sujas de tinta.

Josi: O que você fez?

A sacola que a sombra de Bela Noite joga no chão faz que o pote de pó amarelado e a agarra de água se quebrem, a mistura desse pó e da água faz a invocação de vagalumes. Eles descem para o andar de baixo em uma nuvem luminosa, mesmo não sendo tão luminosa como a armadura do Josi, porém a luz deles continha magia. Quando chegaram ao corpo de Sazhaty se juntaram, não dava mais pra se ver nada, apenas a pele que brilhava e as penas que não tinham mais maldição... Sazhaty tinha morrido para vir ao mundo Belas Artes.

Belas Artes subia os degraus passando seus dedos nos muros e fazendo um desenho de um ser bem colorido e delicado, assim nasceu à mariposa, seria uma nova forma de homenagear as falecidas fadas e dar um novo corpo aos infelizes que lutaram por justiça e acabaram virando tijolos. O castelo de Bela Noite voa ao céu em forma de enxame de mariposas, fazendo assim o castelo de desmanchar, móveis quebravam quando caiam no chão junto com um lustre que nunca foi usado. A Tirana Bela Noite fica de costas para Josi e tenta atacar Belas Artes, mas é tudo em vão quando Artes destrói a espada de diamantes. Josi por trás crava a espada bem onde ficaria o outro olho de Bela Noite, o olho que ela não recebeu...

Bela Noite: Eu tenho outro olho... Eu sou PERFEITA! Sua infeliz como sonha me desafiar. Mas antes de fazer qualquer outro movimento ela cai no chão. As nuvens da desgraça que barravam os raios solares já estavam se desmanchando, o sol brilhava e queimava a pele de Bela Noite.

Bela Noite: Eu não entendo, eu sou perfeita!

Josi: Demorei muito tempo para entender o que Koh queria me dizer, o perfeito não pode existir... Se você for perfeita a sua vida não vale a pena, nossos erros fazem nossa vida terem sentido, os piores erros são se apaixonar, chorar e ter que fazer sacrifícios. Todos necessários para que aja algum sentido... Você é perfeita e não tem sentimentos, nasce sabendo de tudo, além de viver pra sempre... Não vejo graça nessas proezas. Se não vai sentir nada disso, sua vida não tem mais sentido.

Bela Noite foi banida para dentro do rubi, logo o mesmo e pisoteado e destruído por Josi, os vagalumes voltam e se aglomeram na pele e armadura de Josi. Ele tinha voltado a ser menino, e os cristais não brilhavam mais.

Ele observa o céu se limpando e os vagalumes dançando no céu enquanto partem para outro lugar. Belas Artes era ainda bem semelhante à Sazhaty, seu corpo gordo, pernas grossas, e cabelo rebelde.

O muro de obsidianas começa a trincar e cair aos pedaços, o céu iluminava aquelas árvores mortas, os gigantes saiam de debaixo da terra e tomavam seu primeiro banho de sol.

Belas Artes: Oi Jo, lembra-se de mim não?

Josi: Sazhaty? Eu achei que...

Belas Artes: Somos Deuses agora, não achamos mais nada. Somos donos da certeza.