Notas iniciais
tá sem graça, é só para encher o saco de vocês... :P

– Mas eu não tenho armas. -exclamou a "gigante" arqueóloga na Terra dos anões.

– Então não temos escolha, sem armas, sem roupas! -Leo gritou para todos os outros ouvirem. -Tirem as roupas dela!

– Ah não, por favor...

E infelizmente, não teve jeito... O vestido fora arrancado em segundos, seguindo-se pela calcinha e os sapatos... Robin agora estava completamente nua.

E então pararam...

– N-nossa... vocês gigantes são... estranhos! -Kabu, o anão mais respeitado (pelo que Robin pôde observar) disse um tanto perplexo com sua aparência. -Hey gigante, você é muito estranha sem suas roupas sabia?

– Por isso nós gigantes as usamos, porque sem as roupas nós ficamos estranhos.

– E como se sente estando presa na masmorra de pedra, feita apenas para vocês?

– Hum... Presa?... -ela não queria zombar, mas já que perdeu a hora de se encontrar com Law para dar o aviso, vai ser obrigada a manter conversa até algo acontecer (fosse bom ou ruim).

E Ussop? Onde estava?... Ah, agora ela queria ao menos uma vez que as histórias de ato de heroísmo dele fossem verdade. De fato, algumas são, mas sempre com ajuda do bando;

Os cabelos negros escorriam por seus seios, o que até era bom, ficar exposta de tal forma para anões não é nada agradável.

Gancho, o Rei daquelas Terras, pulou nas pernas torneadas de Robin... Ficou perplexo...

– Que marca estranha é essa na sua perna? -indagou o soberano que observava atentamente uma das manchas de nascença da mesma... Eles são tão ingênuos assim?!

São piores que um certo Capitão...

– Isso é uma marca de nascença. -a arqueóloga deixou como resposta.

– Marca de nascença?

– Sim, são marcas que já nascem em nossos corpos, não conseguimos tirá-las.

– Gigantes são completamente estranhos! -dava para notar o arrepio que percorreu o baixinho. -Mas diga-nos gigante, você tem nome?

– Robin.

– Robin, a gigante da magia estranha.

Ok... E ela achava que não podia piorar... Até que Ussop apareceu sendo acompanhado de vários outros anões até as masmorras;

– Não façam nada com ela! -um anãozinho nos ombros do atirador exclamou- Ela é amiga do herói!

– Robin-san você está b... -quando a viu escorada na parede, presa por correntes de ferro e nua...

– Não olhe para baixo! -ela disse atordoada, estava corando violentamente... Era embaraçoso demais aquilo.

– N-não vou olhar! Não vou olhar! Não vou olhar! Não vou olhar! -ele repetia alto e suando frio, não olharia para baixo... Não podia fazer isso com sua nakama.

Se segurou bastante, até um dos anões lhe chamar a atenção...

– Hey, aqui embaixo! -gritava o Rei entre as pernas da arqueóloga.

– Não fique aí! -a súplica foi ouvida, mas não atendida.

– E por quê? -indagou o Rei Gancho.

Não tinha um porque convincente, pela primeira vez. Seu rosto poderia ser comparado a uma pimenta agora.

Não sabia o que dizer... -Bem, neste caso irei para dentro...

– Não faça isso!... -exclamar mais alto também não ajudou em nada, Ussop olhou para baixo e desabou no chão em seguida;

Droga! Mil vezes droga! Como sairão de lá?!

E de repente, estrondos são ouvidos.

– Terremoto! -os baixinhos gritavam em desespero, mas Gancho ao tentar ver o que estava acontecendo, só se enroscou entre as pernas da gigante Robin. Imediatamente ela crispou os lábios... Mas o que diabos ele estava fazendo lá embaixo?!

Grunhiu entre os dentes...

– Robin! Ussop! -ela reconhecia a voz, era Zoro gritando feito um louco e correndo sem o mínimo cuidado, poderia acabar esmagando um dos anões.

– Kenshin-san não corra! -ela gritou de volta, já podendo avistar o mesmo um tanto distante...

E chegando perto o suficiente ele travou os passos largos... O que fizeram com ela?! Quando olhou para o chão Ussop estava desmaiado e vermelho.

– Robin o que acontec...

– Ahhh... não olhe... -as palavras foram... gemidas? Escutar aquilo foi meio constrangedor para Zoro, mas ele tinha que salvar seus nakamas. As pernas da arqueóloga estavam se contorcendo muito, mas de jeito algum ela as abriria (o que já era um perfeito sinal).

– Robin vou ter que olhar se quiser sair daqui.

– Mas não posso, o Rei dos anões está entre as minhas pernas!

Droga! Um milhão de vezes droga! E como fazer aquele maldito anão sair dali?

Tarde demais pensando muito, os outros já lhe atacavam, tentado o derrubar, impossível, para Zoro aquilo nem cócegas fazia... Ignorando quem tentava lhe atacar agora ele se direcionou atá a maior...

– Onde estão suas roupas?

– Eles levaram.

– E o den-den mushi?

– Eles o soltaram pelas plantas.

–Ok... minhas katanas foram levadas pelos baixinhos, não tem como cortar as correntes, mas como são velhas talvez dê para quebrá-las.

– Ah... Eu preciso tirar esse anão daqui de baixo... -Robin estava quente, muito quente... o rosto vermelho.

– Eu não queria fazer isso, desculpe-me.

Zoro respirou fundo e levou sua mão até as pernas dela, agora mesmo é que Robin teve que se conter com qualquer mínimo toque. E ao máximo o espadahsin evitava contato com a intimidade da nakama... até conseguir agarrar algo fofinho. -Eu acho que consegui.

E com cuidado ele foi tirando a mão de dentro daquelas pernas, era mesmo o tal anão:

– Você é atrevido hein? -Zoro o encarou meio desdenhoso.

– Eu não sabia que gigantes podiam se tocar assim. -Gancho apesar de ser o rei parece ser o mais ingênuo de todos.

– Ainda bem que não é o Luffy. -os dois nakamas bufaram, era uma confusão no gramado da terra dos anões.

Uns ainda pulando (ou pelo menos tentando) em Zoro, outros estavam desesperados com a situação de Ussop e outros mais correndo de um lado a outro. O espadashin começou a cansar daquilo;

– Você é o Rei do lugar? -indagou o "pirata".

– Sim.

– Olha, eles não vão fazer mal a ninguém, são meus nakamas e precisamos ir embora.

– Mas ela não tem armas, a regra diz que se não tiver armas, você perde suas roupas.

– Acontece que vocês pegaram três armas minhas, e nós precisamos sair daqui agora.

– Bem, então suas armas podem saldar o débito por todos vocês.

– E vocês vão devolver as roupas da Robin?

– Se encontrarmos...

– O que fizeram com as minhas roupas?! -a arqueóloga interrompeu as negociações.

– Bem, as roupas que são tiradas dos gigantes são fragmentadas e enviadas para cantos diferentes do reino, usamos tais roupas para estudo.

– Vou ficar nua mesmo depois de ir embora?!

– Talvez sim...

*

*

*

*

Depois de resolvida a confusão da liberdade, agora era preciso resolver a questão das roupas de Robin.

– Bem, nós mantivemos suas outras roupas guardadas, mas... Todos os tecidos que vem do mundo dos gigantes depois que entra nesta sala, ficam menores, fazer ficarem maiores será difícil e demora. -Wicca, o anão que acompanhava Zoro explicava com calma, aquilo só atrasaria mais o grupo.

– Resumindo, as roupas dela ficaram desse tamanho por quanto tempo? -Ussop foi mais direto.

– Duas horas de anão.

– Duas horas de anão?

– Uma semana inteira só para esticar em horas de gigante.

Droga! Cem milhões de vezes droga!

– Não tem jeito, terei que voltar assim. -Robin lamentou um tanto irritada. Queria suas roupas de volta.

*

*

*

Ussop seguiu caminho para a luta no coliseu, de uma forma ou de outra tentaria ajudar na situação de lá e Zoro foi em direção ao Sunny, carregando Robin para que ela não precisasse mais ficar nua.

Nisso uma singela troca de palavras surge;

– Desculpe por ter tocado você daquela forma. -ele dizia sem muita pressa na frase, apenas nos passos, ela não podia ficar coberta apenas por seu sobretudo.

– Não me importo que você me toque assim, Kenshin-san.

Ele a encarou rapidamente e de presente ganhou um beijo de mesma velocidade, a mesma sorriu.

– Como aquele anão foi parar lá?

– Nem pergunte, eles conseguem ser os "confia fácil" em tudo...

– Pediu para ele fazer aquilo?

– Claro que não, anões são teimosos...

– Mas fazem um belo trabalho te despindo. -a malícia brotou no sorriso da moreno, Robin entendeu aquilo como um convite mudo.

– Sim, mas você faz melhor que isso não, Kenshin-san?

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