Corremos, como sempre, para seu carro, a fim de fugir dos fotógrafos e das fãs, e fomos dirigindo até sua casa. Eu estava sem fala. Para mim, depois de sentir o gosto forte da droga, tudo se paralisou e até agora não sei como consegui vir até aqui ou respirar. Será mesmo que eu senti o gosto da maconha, ou eu senti algo parecido, somente? Será que ele vai me responder a verdade, se lhe perguntar?
Cansada da minha paranóia da cabeça (que duraram uns 30 segundos somente), resolvi quebrar o silêncio constrangedor.
- Onde você estava antes de vir aqui? – Fui tão seca.
- Ué, na minha casa, falei com você pela internet, lembra? – Respondeu sem tirar os olhos do volante.
- Mas você estava fazendo o quê, antes?
- Por que está me perguntando isso? – Me olhou com um desprezo tão forte que me fez olhar para o chão de tão envergonhada que estava. Perai, quem estava se drogando era ele, não eu, então ele que deveria estar assim!
- O quê você... – Hesitei. – Comeu hoje? — Sussurrei.
- Ah. – Então ele olhou para o para brisas, para mim, para frente, e parou o carro ali mesmo na rua. – O gosto está tão forte assim? — Soltou uma risada que não tinha graça nenhuma. Sua voz era seca e ardida, e ao mesmo tempo, era melancólica. Era a tristeza o principal motivo, estava em seu olhar.
- Por que está se sujeitando a isso? – Eu o olhava para tentar achar algum sinal, sei lá.
- Não sei. – Murmurou. – Me desculpa. – Me fitou com o mais sincero olhar. Passou a língua sobre seus lábios e quase disse mais alguma coisa, mas parou. Esperei mais um pouco, mas desisti.
- Desculpa? Você não fez nada, para mim. Está fazendo á você. Sabe como isso faz mal... Peça desculpa a você. – Hesitei, percebendo que eu parecia uma psicóloga falando. Eu mal sabia o quê falar mais. Ele me olhava com suplica e eu estava à beira de lágrimas. Sua mão foi se aproximando do meu rosto, e ele emoldurou meu queixo com ela. Chegou mais perto, e, antes de selarmos nosso beijo, perguntou se podia me beijar. Será que eu deveria chantageá-lo, falando que se não largasse as drogas, não me teria? Eu deveria ir embora? O que eu devo fazer?
Peguei sua mão, e entrelaçamos os dedos, sentindo uma energia forte e nostálgica. Cedi um selinho a ele, mas era impossível resistir ao seu beijo. Quando percebi, estávamos ali nos beijando em seu banco de trás do carro.
- Eu estava com tanta saudade sua — Sussurrou em meu pescoço, me arrepiando e me fazendo colar meu corpo ao dele mais ainda. Suas pernas roçavam na minha, ele começou a levantar minha blusa, de maneira lenta, até tirar. Nos olhávamos sem saber o quê falar, mas nossos corpos estavam tão juntos que podíamos ficar assim para sempre.
Sem experiência alguma, tirei sua camiseta também, com sua ajuda. No rádio, estava tocando The Smiths, era perfeito. Dei leve mordidas em seu peito, enquanto ele beijava carinhosamente meu pescoço. Foi descendo, e descendo até meu sutiã, onde sua mão já estava preparada para tirar.
- Posso? – Perguntou, me olhando com carinho. Fiz sim com a cabeça, e seu toque quente foi deslizando pelos meus seios. Eu o beijava com intensidade, e, automaticamente, minha mão foi para baixo, direto ao zíper de suas calças. Já estava abrindo-o. Então ele foi, com a outra mão, abaixar meu jeans, também, e logo estávamos na penetração. Seu olhar era tão reconfortante, tão relaxante que já nem me lembrava da história com a droga. Estávamos ali consumindo nosso amor, dentro de um carro a beira da estrada.
Acordei meio desequilibrada, abraçada ao Nick. Estávamos nus, apenas cobertos por um cobertor. Olhei para seu rosto, era a coisa mais linda que eu já tinha visto. Eu pensava que amava o James, mas ele só serviu para esquecer meus problemas e iniciar outros. Não era amor de verdade, como com o Nicholas. Inclinei-me para beijar seus lábios ali mesmo, e seus olhos foram se abrindo. Um sorriso se formou e ele me abraçou.
- Que horas são? – Perguntou, sentando-se no banco do carro. Peguei meu celular que estava no chão, sem vontade nenhuma de saber as horas.
- 12h! – Gritei, me sentando ao lado, colocando minha roupa. Ele sorriu e foi colocando a dele também. Dali, já estávamos andando de carro novamente.
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