Nice to meet you, Dr. Isles.
1 Nice to meet you, Dr. Isles.
Notas iniciais
'Okay, o que aconteceu?' Jane perguntou enquanto se sentava na cama.
'O que eu disser não pode sair desse quarto.' Maura disse depois de suspirar, parecendo inquieta.
'Bem, o que você disse pode não caber nesse quarto.' Jane brincou, torcendo o nariz ainda em relação ao mini quarto em que passaria alguns dias.
Maura respirou fundo, tomou seu tempo e só então começou a falar. 'Quando eu tinha quatorze anos, minha melhor amiga, Clarice, vivia ao lado da minha casa. Um dia ela não foi para a escola, e no meu caminho para casa eu pensei que eu poderia passar e perguntar se ela queria saber sobre o que era a tarefa...'
'Oh, ela não queria.' Jane brincou. Maura fez uma careta para deixar claro sua impaciência — e o quão sério o assunto era e Jane recuou com o humor. 'Desculpa'.
'Então... eu bati na porta, ninguém atendeu. Eu entrei na casa e subi as escadas e vi a porta do quarto da mãe de Clarice aberta, ela estava deitada na cama, segurando o lençol contra o corpo quando Arthur saiu de lá, colocando uma camisa. Até então, ela tinha sido meu herói. Ele quebrou meu coração.' Ela acrescentou a última frase e sua voz falhou um pouquinho.
'Oh, Maura.' Jane franziu o cenho. Aquilo era sério — deveria ter sido, com certeza, traumatizante. Era a queda de seu pai, o herói, para um vilão.
'Então, ele me implorou para não dizer nada. Eu não disse para ninguém. Mas não contar para minha mãe, manter isso por dentro... Parece que a mentira ainda está aqui dentro, vivendo aqui. Eu acho que é por isso que eu tenho tanto problema em não dizer a verdade, que é por isso que me dá urticária.' Sua voz saiu frágil e se ela não se controlasse possivelmente choraria. Era engraçado como algo de sua adolescência ainda lhe causava tanta dor.
'Eu amo que você não consiga contar uma mentira.' Jane disse honestamente, porque aquele era um traço do caráter da loira que mesmo sido esculpido por causa de um doloroso acontecimento da infância, era algo que a morena considerava bom, admirável.
'Mas você acha que eu sou covarde?' A médica perguntou com honestidade, mas era quase como se ela estivesse dizendo você consegue ver a covarde em mim?
'O que? Não! Por que?' Jane se sobressaltou.
'Porque eu estou evitando ele? Evitando de confrontá-lo sobre isso?' A médica perguntou em súplica, e Jane já estava discordando.
'Maura, eu vivo num cubículo porque quero evitar minha mãe.' Jane disse em cumplicidade. Aquilo que elas compartilhavam não era de nenhuma forma covardia.
Maura riu e suspirou.
'Você era uma criança. E ele te colocou numa situação horrível.' A morena abaixou a voz e ofereceu sua compaixão.
'Mas foi há tanto tempo.' Ela disse com uma pontada de dor.
'Você quer que eu atire nele?' Jane teve que resistir à vontade de abraçá-la para consolá-la em seus braços. Ela usou de seu humor para aliviar o clima ali no quarto.
'Eu quero. Eu quero mesmo.' A loira respondeu tentando engolir o nó na garganta.
'Ok.' Jane disse suavemente.
'Mas talvez eu fale com ele primeiro.'
'Ok, mas me avise se você mudar de idéia.' Ela ofereceu um sorriso.
'Vamos ver como isso vai ser. Caso contrário, você é muito boa em atirar nos meus parentes.'
Jane encolheu os ombros e abriu o sorriso que dizia 'ops', no seu melhor sorriso travesso. De repente, ela mudou de assunto. 'Vamos achar a gaveta secreta de pornografia do Frankie.'
Maura riu divertida.
'Eu ouvi isso!' Frankie respondeu do outro quarto.
A detetive encolheu os ombros e riu. 'Oh, nós vamos nos divertir tanto!'
Maura riu mais uma vez e observou enquanto Jane se levantava animada da cama.
'Vem!' Ela disse animada. Maura pensou que ela fosse deixar o quarto, mas num movimento rápido, ela girou a chave da porta trancando-as ali — não, ela estava garantindo sua privacidade.
Maura olhou espantada para ela e a morena levantou em dedo, como se dissesse escuta só. O som do chuveiro ligado fez Maura compreender a atitude da morena. Jane segurou em suas mãos e a puxou para seu lado. Maura andou alguns passos e se sentou bem perto dela, mas foi o braço de Jane que colou seus corpos.
'Hey, só pra constar? Ele agiu totalmente errado em colocar você entre ele e sua mãe, Maur.' Jane inclinou e beijou a bochecha dela, demoradamente. 'Isso sempre foi um problema dele. Você se sentiu covarde por isso?'
Maura encolheu os ombros levemente.
'Maur, ele foi o covarde. Ele se escondeu atrás de uma criança. Ele não enfrentou sua mãe e manteve a mentira.' Jane beijou sua cabeça agora, já que Maura tinha encostado a testa em seu pescoço.
'Eu não sou covarde.' Ela repetiu, ainda sem muita convicção.
'É claro que não. Você é a pessoa mais prudente, responsável e sensata desse mundo.' Ela passou os braços na cintura de Maura e a médica estava agora quase deitada em seu colo. 'E sabe de uma coisa?'
'Hum?' Maura sorriu enquanto encarava Jane.
A morena aproximou os lábios perto dos da loira e sorriu, sussurrando em voz baixa. 'Eu vou beijar tanto você, agora.'
A loira riu em voz baixa quando Jane transferiu seu corpo para cama, deitando apenas metade de si sobre seu corpo. Os braços sustentavam seu peso enquanto ela colava sua boca à boca de Maura, e um longo beijo foi trocado entre as duas. Jane sabia que aquilo era perigoso: Frankie poderia desconfiar da movimentação, mas pelo menos agora ele estava no chuveiro, dando às duas algum tempo a sós. Ainda assim, Jane sabia que carícias como aquela sempre levavam à algo mais.
Do jeito que Maura corria as mãos pelas suas costas, pressionando seu corpo contra o dela, o modo como a perna da loira pressionava sugestivamente seu centro.
Auto-controle era tudo o que elas deveriam ter para não serem pegas.
E era tão difícil obtê-lo, porque mesmo Jane sabendo dos riscos, não conseguia manter suas mãos longe do corpo da loira. Os dedos deslizavam pela barriga e subiam através da costela, sentindo cada osso se curvando sobre o seu toque, e no final... a curva dos seios se encontrava a seguir, e num movimento quase visceral sua mão se fechou na carne macia e firme. Maura arqueou as costas com o contato e respirou fundo, jogando a cabeça para trás.
'Você deveria estar na minha casa.' Ela disse num sussurro carregado.
'Eu deveria, mas eu não quero levantar suspeitas. Com minha mãe lá? Ela saberia da gente num piscar de olhos. E no dia seguinte Boston toda saberia.' Jane respondeu numa voz rouca e também carregada enquanto acariciava o rosto da loira com o polegar.
Maura inclinou o rosto para o lado e subiu suas mãos nas costas da morena. 'Você não precisa dormir na minha cama, Jane.' A loira riu baixinho quando Jane apertou os olhos.
'Você sabe que nossas atividades podem variar muito na cama, Maura.' Ela sorriu em malícia e mordeu o lábio inferior da loira.
Maura subiu sua perna e a cruzou sobre as da morena. 'Sobre aquele apartamento que você estava vendo? Alguma previsão?'
Jane balançou a cabeça em não. 'Sinto muito, Maur. Acho que vai levar mais tempo do que previ.'
Ela deu de ombros. 'Eu não importaria de contar. Quer dizer, eu gosto de manter isso em segredo, tem suas vantagens... mas eu não me importaria de contar.'
'Oh, mas eu quero aproveitar essa coisa que nós temos por quanto tempo puder. Acredite em mim, Maura, você vai endoidar com minha mãe te perguntando de bebês.' Jane riu e beijou seus lábios.
'Não é como se a gente pudesse fazer um.' Maura sorriu em malicia.
'Oh... Mas nós podemos continuar tentando.' Jane riu e pressionou sua perna contra o sexo da médica, e ela trincou os dentes para não fazer barulho.
Quando a sensação diminuiu, ela olhou estupefata para a morena. 'Por que você...' Mas sua frase morreu na metade quando elas escutaram a porta do banheiro se abrir. Suspirando, Jane depositou a cabeça no ombro da loira.
'Droga.' Ela murmurou, frustrada.
'Você deveria considerar a opção de ir para minha casa.' Maura insistiu e Jane riu quase que em desespero.
'É, talvez eu devesse.'
'Jane, Maura.' A voz de Frankie soou alta no quarto.
'O que é?' Jane gritou de volta.
'Tô indo no Dirty Robber. Korsak e Nina vão estar lá. Vocês vem?' A voz dele encheu o quarto.
'Maura vai se encontrar com o pai dela, Frankie. Mais tarde eu passo lá.' Jane devolveu.
'Ok. Tchau, Maura.'
'Tchau, Frankie.' Maura respondeu e encarou Jane.
A morena mordeu o lábio inferior, esperou alguns segundos depois que ouviu a porta da sala ser trancada e se levantou para checar se realmente estavam sozinhas. Fechando novamente a porta de seu quarto, Jane se sentou sobre as coxas de Maura e sorriu em provocação.
'Você já transou em alguma lavanderia improvisada para ser quarto durante uma temporada?' Ela ergueu a sobrancelha negra para a médica.
'Oh, não. Nunca.' Maura disse inocentemente.
'Oh, querida...' Os dedos de Jane aterrissaram na camisa da médica e abriram imprudentemente os botões. 'Eu acredito que nessa noite você vai ter a sua primeira vez.'
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