Next to Me

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Notas iniciais
Voltei para acalmar os vossos corações! hahahahaha Segurem essa bomba em forma de capítulo.

— Boa tarde, Fiona. — Saudei, tentando demonstrar educação, para amenizar a situação.

— Está atrasada. — Diz séria, ignorando minha saudação, e se aproximando mais de mim, fazendo-me no mesmo instante, disfarçadamente, dar dois passos para trás. Estávamos sozinhas no corredor. Sei que há câmeras, e acredito que ela também saiba disso, mas não a conheço. Não faço ideia do que ela seria capaz de fazer. — Acompanhe-me até a sala da coordenação, por favor. — Apontou para adiante de mim, e passou em minha frente, seguindo caminho.

•§•

Ao entrar na sala da coordenação, sinto o nervosismo tomar conta de mim. A sala está vazia, e Fiona ainda tranca a porta, ao passar e entrar também. Ou seja, ficaremos sozinha, em um lugar fechado, sem que ninguém possa ver qualquer coisa que acontecer.

— Então, Srta. Swan... — Encosta-se à porta e cruza os braços. — Qual o motivo do seu atraso?

Passo a mão no bolso da calça, procurando meu celular para poder olhar a hora, mas não o encontro. Talvez eu o tenha colocado dentro da minha bolsa. Mas não há tempo para procura-lo. Quanto mais rápido eu lhe responder, mais rápido voltarei para a sala, para bem longe dela.

— Eu não sabia que o horário tinha mudado. — Respondi sem graça, querendo logo sair dali, e me livrar dela.

A mulher balança a cabeça de um lado para o outro, de modo negativo, desencosta-se da porta, e devagar, dá passos até mim. Mas como há uma cadeira bem atrás de mim, eu não me movo para trás, como fiz antes.

— Se prestasse atenção nos quadros de avisos que há por toda a escola, saberia. — Descaradamente direciona seu olhar aos meus lábios, suspirando, e invade o meu espaço pessoal.

— Na próxima vez eu observarei melhor, os avisos. — Garanto, com um sorriso falso, sentindo meu coração quase sair pela boca. Acredito que se ela chegasse mais perto, até poderia ouvi-la. — Tentarei não chegar mais atrasada em suas aulas. — Acrescento. Na verdade, eu não sabia que a primeira aula era sua, mas acredito que, se ela veio até mim, é porque era. Outro professor não se daria o trabalho de vigiar o horário que algum aluno chega, para depois chamar atenção. — Vamos voltar para a aula? — Chamo-a em tom fingido de animação, aproveitando para mover-me para o lado, e sair de sua prisão. Quando alcanço a chave da porta, e a giro para abri-la, precisando apenas girar a maçaneta, para sair dali e me livrar dela, sinto seus dedos em torno do meu braço esquerdo.

— Espera... — Sem me importar em esconder o meu medo, olho para atrás demonstrando que estou assustada, e vejo um sorriso malicioso surgir em seus lábios cobertos por um batom cor de café. Todavia, antes que eu ou ela, pudéssemos fazer qualquer outro movimento, escutamos batidas rápidas na porta, e depois, a mesma se abrindo. Quando olho para trás, afim de saber quem havia me salvo de futuros problemas, ou até mesmo uma morte ou prisão, vejo Regina, já dentro da sala, com o meu celular em mãos, e uma expressão dura no rosto, direcionada a Fiona.

— Você esqueceu o celular, Swan. — Fecha a porta atrás de si, e me entrega o celular, sem nunca tirar os olhos da outra mulher. Pelo seu olhar, sei que está espumando de raiva.

— Regina Mills... — Murmura, e eu sinto o tom debochado que usara. Finalmente solta o meu braço, e vai em direção a Regina. — Quanto tempo... — Usa agora, um tom mais suave. Levanta a mão até o rosto de Regina, porém antes que consiga tocá-lo, minha professora acerta uma tapa bastante forte e barulhenta na mesma. — Continua a mesma... — Comenta sorrindo, passando a mão pelo local agredido.

— Nunca mais levante a mão para tocar em mim. — Avisa no seu melhor tom autoritário, invadindo seu espaço pessoal, fazendo-a recuar. — Você realmente não muda... — Balança a cabeça negativamente. Olha para mim rapidamente, e depois torna a olha-la. — Ela será a vítima da vez? — Aponta para mim, deixando-me confusa, sem entender do que ela está falando, já que optou por não me contar ainda, o que tinha acontecido entre as duas.

— Acredite meu amor, o que houve aqui, foi apenas uma coincidência. — Diz num tom sínico.

— Não foi coincidência... — Rebate entredentes. A raiva evidente em seus olhos arregalados, e sua pele vermelha. — Como ficou sabendo?

Então Fiona realmente sabia sobre nós?

Passei a suspeitar disso, desde o momento que soube que havia algo ruim no passado de ambas, mas não tinha certeza, e para não deixar Regina preocupada, preferi não contar as minhas suspeitas, ou mesmo pensar no assunto. Até agora.

Olhei para a minha professora substituta, esperando uma resposta, mas esta não veio. E pela expressão de Regina, ela já tinha a resposta que queria, mesmo sem a outra ter dito algo.

— Quando você vai aprender? — Indaga retoricamente. — Não percebe que, fazendo o que faz, nunca conseguirá nada?

— Olha aqui...

— Seu preço será ficar sozinha... — Continua falando, interrompendo a defesa da outra. — Sem amigos, sem alguém do seu lado... — Novamente, invade o espaço dela, que dessa vez, não tem para onde se afastar, pois já está encostada na mesa ao meu lado. — SO-ZI-NHA. — Grita em sua cara. Quando se afasta novamente, Fiona agarra seu braço, e levanta a outra mão, direcionando-a para o pescoço de Regina. Rapidamente vou para cima dela, e a agarro pela cintura, puxando-a para longe, antes que ataque o meu amor.

— Não se atreva a falar o que não sabe. — Grita, tentando se soltar de mim. — Não consegui você, mas consegui outras. — Acrescenta, parando de se debater em meus braços. Acreditando que ela não irá mais atacar Regina, libero-a do meu agarre, porém em questão de segundos, estou sendo prensada na mesa, e ela está me beijando com violência.

Após passar o momento de surpresa, tento me soltar dela, e afastar minha boca da sua, mas sinto seus braços me enlaçando pela cintura, dificultando qualquer movimento meu, e sua boca segue a minha de forma incansável.

De repente, sua cabeça é puxada com força para trás, fazendo com que seus braços se afrouxem ao meu redor, permitindo então, que eu me libere de seu agarre, e vejo Regina a segurar pelos ombros, e depois pelo pescoço.

— Socorro... — Pede, mudando de cor, e respirando com dificuldade. — Me solta, sua louca... — Fala com dificuldade, e eu sei que é o meu momento de agir.

Antes que Regina matasse a mulher ali mesmo, puxo seus braços que estão ao redor do pescoço de Fiona, e ajudo-a a se libertar da chave de braço, mas indo logo para o lado de Regina, pronta para intervir em qualquer ataque das duas.

— Qual é o seu problema? — Pergunta, virando-se de frente para Regina e andando em sua direção. Fico logo em alerta. — Está com ciúmes? — Franzo o cenho, sem entender sua pergunta, e vejo Regina fazer o mesmo, porém sorrir debochada logo depois. — Saiba que mesmo eu estando com outras, é em você que eu penso. — Diz em tom suave. — Se você quiser, a proposta ainda está de pé. — Pisca um olho e sorri.

Que proposta?

Agora, mais do que antes, estou curiosa para saber o que exatamente aconteceu.

— Não sinto informar que: A RESPOSTA CONTINUA SENDO NÃO. — Responde, talvez, ainda mais irritada que antes.

E então o sino da escola toca, indicando que as primeiras aulas acabaram.

— Vamos embora antes que alguém chegue aqui... — Regina abre a porta, e sai rapidamente, sem nem mesmo me esperar. Olho para Fiona, que está encostada à cadeira, parecendo pensativa, e abro a porta também, pronta para sair. Mas antes que eu o faça, sinto novamente, sua mão segurar o meu braço.

— Emma... — Fala em tom doce. Arqueio a sobrancelha, e olho para aquele toque sem minha permissão, em meu braço.

— Por gentileza, poderia me soltar? — Peço educada, mas antes que diga ou faça algo, puxo meu braço, e saio rapidamente da sala.

Sigo rapidamente pelo corredor, e vejo Killian, Ruby e Ariel na porta da nossa sala. Mas não vou até eles, apenas sorrio para os três, e continuo seguindo o meu caminho.

— Emma? — Killian me chama. — Você não vem? — Indaga de cenho franzido. — Balanço a cabeça negativamente, e faço um sinal com a mão, indicando que depois eu falo com eles. Killian assente, e volta para dentro da sala junto com as meninas, e agora com Fiona, que havia chegado.

Quando chego fora da escola, encontro Regina a espera de um táxi.

— Regina... — Abraço-a por trás e encosto minha cabeça na sua. Uma das vantagens que a nossa amizade nos trouxe, é permitir afetos publicamente, sem se preocupar se alguém entenderá de forma errada, ou saberá de algo entre nós.

Após alguns minutos em silêncio, apenas abraçadas, sinto que ela está chorando, viro-a para mim, e enxugo suas lágrimas, dando um beijo em sua testa, logo em seguida. — Desculpe-me pelo o que aconteceu...

— Emma... — Sussurra com voz embargada, e começa a passar os dedos em minha boca, como se estivesse limpando algo. Logo imagino que deva ser por causa do beijo que a louca me deu minutos atrás. — Viu o por que eu queria você longe dela? — Balanço a cabeça afirmativamente. — Não tinha a ver com ciúmes, ou controle, ou qualquer coisa desse nível... — Explica-me, e eu assinto novamente. Desde o momento em que ela me dissera que essa mulher não era uma pessoa boa, que eu tinha entendido que não tinha nada a ver com ciúme ou qualquer outra coisa. — Essa mulher é louca, e a partir de agora, fará de tudo para te ter com ela. — Limpa as lágrimas, e respira fundo. — Isso não deveria ter acontecido... — Balança a cabeça negativamente, várias vezes. — Ela fará o mesmo que fez comigo. Eu não quero que você passe por isso... — Abraça-me novamente e deita a cabeça em meu ombro. Começo então, a afagar seus cabelos.

— Vamos para casa... — Beijo seus cabelos. — Você precisa descansar.

— Você tem que ir para aula. — Sua voz sai abafada devido a sua boca está prensada em meu ombro.

— Hoje eu vou cuidar de você...

— De novo... — Afasta a cabeça de meu ombro, e me encara com seus olhos brilhantes e apaixonantes.

— De novo... — Afirmo. — E quantas vezes mais for necessário. — Vejo-a sorrir e tenho vontade de beijar seus lábios, mas me contenho ao lembrar de onde estamos.

Vejo um táxi livre passando, e aceno para que ele pare para nós. Quando entramos, digo o endereço da minha casa e Regina me olha questionadora. Beijo sua bochecha, e coloco um dedo em meus lábios, pedindo que não fale nada, apenas aceite, e ela deita a cabeça em meu ombro como resposta.

•§•

Depois de uma viagem rápida e silenciosa, chegamos em minha casa, e após deixar Regina no sofá, sigo direto para a cozinha, para preparar um chá calmante, e quem sabe, depois que ela se acalmar, se o chá fizer efeito, eu saber finalmente o que aconteceu.

Após tomar três xícaras de chá e o mesmo fazer feito, deixando-a mais calma, sento-me ao seu lado no sofá, e a puxo para deitar a cabeça em meu colo, começando em seguida, a fazer carinho em sua cabeleira morena de fios macios.

— Está se sentindo melhor? — Faz movimentos positivos com a cabeça, e fecha os olhos. — Está se sentindo bem para me contar o que houve entre você e Fiona? — Questiono hesitante, e vejo-a respirar fundo, porém assentir.

Espero que comece a me contar, contudo não faz. Continua de olhos fechados, respirando fundo, e se aconchega melhor em minhas pernas.

Minutos depois, quando vejo sua respiração calma, e penso que pegou no sono, com meus carinhos, ela abre os olhos e me encara rapidamente, logo voltando a olhar para frente.

— Ela era da mesma sala que eu na faculdade. Todos os dias, do começo ao fim das aulas, ela me encarava sem nem ao menos disfarçar. Exatamente como fez com você. — Faz uma pausa e sinto-a respirar fundo. — Eu namorava um rapaz de outra turma. — Disse com um sorriso. Se eu não soubesse que é uma história do passado, ficaria com ciúme desse sorrisinho. — Logo nos primeiros dias Fiona não sabia disso, então tentou sentar perto de mim e se chegar em mim, mas Baron, o rapaz que eu namorei, chegou e ela percebeu que não dava. — Virou-se em minhas pernas e passou a direcionar seu olhar para o teto. — Isso ocorreu durante três meses, até certo dia, em uma festa no campus, ela tinha bebido além da conta e resolveu vir falar comigo. Eu e meus amigos não gostávamos muito de nos misturar com os demais, e por isso, estávamos mais afastados de todos. Eu mais ainda, por ter ido atender um telefonema. Baron havia acabado de se afastar de mim quando ela se aproximou. — Nesse momento, vi sua expressão serena, transforma-se. — Chegou já tentando me seduzir com seu jeito de falar e olhar penetrante, apresentando-se e dizendo que já sabia o meu nome, entre outras coisas que sabia sobre mim, que eu não fazia ideia de como soube.

— Ela era uma stalker?

­ — Acho que sim. Ou pagava alguém para ser... — Deu de ombros.

— Isso explica como ela soube de nós... — Digo mais para mim, porém vejo-a concordando.

— Bem, depois de me mostrar que havia feito a lição de casa, sabendo bem sobre mim, prensou-me na parede e tentou me beijar, com aquele hálito horrível de bebida. — Fez uma careta e eu não me contive e rir. — Declarou-se para mim, dizendo que morria de amores e que queria se casar comigo, ter uma família e todo esse papo de apaixonado falso, que na verdade só quer sexo. — Revira os olhos. — Perguntou se eu queria transar com ela e eu disse que não. Disse que nem a conhecia e que, além de tudo, tinha um namorado, mas que mesmo que não tivesse, a resposta ainda seria não. Então, pegando-me de surpresa, ela começou a beijar meu pescoço, enquanto eu tentava afasta-la de perto de mim.

— Isso foi assédio...

— Sim, foi... — Suspirou mais uma vez. — Depois me perguntou se eu queria namora-la, pois não só estava apaixonada por mim desde o primeiro dia que me viu, mas me amava também. Mais uma vez, eu disse que já tinha namorado, não gostava de mulheres e nem ao menos a conhecia, quanto mais ama-la. E foi nessa hora que ela se descontrolou e me beijou a força.

— Hoje em dia, em alguns países como o Brasil, isso é considerado estupro... — Volto a comentar e vejo-a assentir novamente.

— Graças a Deus, eu consegui me soltar dela e sair correndo dali logo depois. — Continua a contar e eu intensifico os carinhos em seus cabelos, como forma de incentivo para que continue a falar. — Eu não tive coragem para contar aos meus amigos e ao Baron. Tive medo da reação deles. Dias depois, ela saiu espalhando para todos que eu tinha traído meu namorado, que era uma vagabunda e que tinha ficado com uma garota na sala da reitoria, na festa do campus, e que ela tinha visto tudo com seus próprios olhos. — Algumas lágrimas começaram a cair de seus olhos e eu sabia que era de raiva, não de tristeza. — Meus amigos começaram a se afastar de mim, e por onde eu passava, era alvo de zombaria. — Enxuguei algumas lágrimas que caiam de seus olhos. — Meus amigos não eram preconceituosos, porém não aceitaram a traição com Baron. Eles não acreditaram em mim e isso foi o que mais me machucou. — Funga, enxugando as lágrimas, que agora descem em mais quantidade. — Durante alguns meses, eu fui alvo de risadas e acusações das pessoas, levei suspensão de algumas semanas e tudo. Perdi todos os meus amigos, que ficaram decepcionados e envergonhados com o que aconteceu, e Baron nem olhava mais na minha cara. — Não aguentando ver seu sofrimento, abaixei-me, e como pode, abracei-a com força. — Depois de um tempo, as pessoas começaram a esquecer, porém isso só durou até ela agir novamente. Em uma noite que largamos tarde da aula, ela me abordou no corredor e novamente se declarou para mim, dessa vez já me atacando aos beijos...

— Está para nascer alguém que eu conheça, que seja mais louca que essa mulher... — Digo, completamente horrorizada com tudo que estou ouvindo.

— O reitor nos viu e ela se fez de vítima, dizendo que eu a tinha agarrado. Novamente levei uma suspensão e ainda ganhei um aviso: se eu voltasse a fazer qualquer coisa do tipo, em lugares proibidos ou sem a permissão de alguém, eu seria expulsa.

— Rê, quando é que vai chegar o momento da virada? — Indago séria, mas ela ri e eu acabo rindo também. — Sério... Não estou aguentando ouvir só você se ferrar...

— Eu sofri muito durante esse tempo, Em... Sofri sem os meus amigos, sem o meu namorado, com todos rindo de mim ou me acusando de algo, e quase sendo expulsa da faculdade. Uma vez ela me acusou de roubo e eu quase fui presa. Não sei como, mas ela conseguiu colocar um material da sala de leitura dentro da minha bolsa e depois foi me acusar na sala da segurança, e depois me fez passar vergonha na sala de teatro, na frente de todos os professores. Como se já não bastasse tudo isso, Fiona passou a me ameaçar toda vez que me via nos corredores.

— Eu ainda não consigo acreditar que ela fez tudo isso com você, simplesmente por você não ter aceitado ficar com ela...

— Sim, como eu havia dito antes, tudo isso porque ela não aceitou ouvir um não. — Balançou a cabeça negativamente. — Eu tentei muitas vezes provar para as pessoas o que ela fazia, mas não conseguia. Mas certa vez... Certa vez, um grupo de garotas a viram fazendo algo suspeito e chamaram o reitor. Não sei como, ele descobriu tudo que ela já tinha feito e fez todos os alunos e professores da faculdade me pedirem desculpas por tudo.

— Ah! Finalmente...

— Sim, e aí ela foi expulsa. — Bati palmas, comemorando. — Eu até recuperei os amigos, menos o namorado. — Deu um sorriso fraco. — Eu preciso voltar logo para aquela escola, Swan. Preciso voltar antes que algo aconteça a você. — Finalmente me olha, e pega minha mão que está em seus cabelos, iniciando um carinho gostoso.

— Isso não vai acontecer comigo. — Digo com convicção. — Naquela escola, todos sabem como sou, e apesar da diretora não gostar de mim, ela sabe quando apronto algo. Não precisa se preocupar... — Pego sua mão, e a beijo. — Ela não fará nada comigo. Ainda mais agora, que já sei como age.

— Eu espero que não... — Levanta-se do meu colo, e senta-se em cima de mim, com uma perna de cada lado. — Por via das dúvidas, toma mais cuidado. — Pede sussurrante, olhando profundamente em meus olhos, e me beija de forma calma, mas logo aprofundando o contato, unindo mais os nossos corpos.

— Final de semana você poderá sair? — Pergunto assim que paramos o beijo.

— Durante a discussão com Fiona, eu senti algumas dores por estar forçando muito. — Responde-me, deitando a cabeça em meu ombro. — Porém acho que daqui para a sexta, estarei boa, e nós poderemos sair. — Finaliza dando um beijo em meu pescoço, deixando-me toda arrepiada.

— Eu espero que você esteja boa. — Abraço-a com força, mas tomando o cuidado, para não machucar nada em suas costas. — Eu não percebi que você sentiu dor, enquanto estávamos lá.

— Eu disfarcei. — Confessou em tom baixo.

— Muito bem, por sinal. — Pego em seu queixo e o ergo em minha direção. — Você é uma mulher muito forte. — Beijo seus lábios rapidamente. — Não só por isso... — Beijo novamente, dessa vez, um pouco mais demorado. — E eu admiro muito, isso em você. — Beijamo-nos mais uma vez.

— Vamos voltar para a minha casa? — Pergunta-me, saindo de cima de mim, e sentando ao meu lado. Parecia bem melhor do que quando chegou.

— Você quer ir? — Minha morena nega. — Então vamos ficar aqui hoje. — Sugiro.

— Então, será que posso me apossar da cozinha? — Indaga, já se levantando e seguindo para a mesma.

— Fique à vontade.

Notas finais
Então? Contem-me tudo, não me escondam nada.