Next To Me, Next To You
6 AMIGAS, COM CERTEZA. OU ALGO MAIS?
Notas iniciais
Sei que não justifica o descaso com a fic, mas prometo não deixar mais acontecer. Espero que depois de tanto tempo, ainda tenha alguém para ler a continuação.
Espero que gostem do capítulo, e que compense pelo menos um pouquinho tanto tempo sem atualizações.
:)
Rachel foi se aproximando devagar. As bochechas do garoto denunciavam sua frustração. A morena parou ao lado do namorado e ficou na ponta dos pés, lhe dando um beijo no rosto.
- Bom dia, Finn.- tentou sorrir.
– Bom dia — respondeu seco — Onde esteve ontem o dia todo?
– Você sabe, Finn. Te avisei que passaria o dia com a Quinn.
– Avisou. E também disse que me ligaria. Fiquei até tarde esperando uma ligação sua, e adivinha. Você não ligou retrucou erguendo os braços no ar.
– Me desculpe, ok. Cheguei tarde em casa. Tinha dever pra fazer. Acabou ficando muito tarde -desculpou-se olhando para o chão.
– Poxa, Rae. Só queria que tivesse me mandando ao menos uma mensagem. — falou mais manso, olhando pra baixo, acariciando o braço da morena. — Podemos dar uma volta depois da aula?
– Err... Finn, a Q tem fisio hoje. Já combinei de leva-la...
– Quinn. Outra vez a Quinn — Finn a interrompeu, voltando a ficar nervoso. Desde quando são tão amigas assim? Que droga...
– Finn! — Rachel o advertiu — Ela é minha amiga sim. Nossa amiga. E está passando por um momento difícil. Não aja como criança.
– Não estou. E sei que ela está com problemas. Mas você não é a única amiga que ela tem e...
– Chega, Finn. Não continua ou vou ficar extremamente chateada com você. — Rachel falou firme — Vou acompanha-la enquanto for necessário. Fim de assunto.
– Quer saber? Que se dane. Vou passar a tarde com o Puck outra vez.
E sem dizer mais nada saiu andando pelo corredor. Rachel ficou ali parada, analisando o que acabará de acontecer. Era só impressão ou o rapaz estava com ciúmes dela com Quinn? Estranho. Realmente estranho.
O sinal tocou. Rachel voltou a si e foi para a aula. Naquele momento não tinha nada que pudesse fazer. As criancices do namorado teriam que ficar para outra hora. Não deixaria de ajudar Quinn só porque o rapaz se sentia deixado de lado. Estava na hora de Finn perceber que ele não era o centro do universo. Tinha alguém, além dele, de quem Rachel realmente gostava e queria estar junto. Ele teria que entender.
=//=
Na hora do almoço, Rachel fez questão de não procurar pelo namorado. Estava chateada com a atitude dele.
Pegou a comida e sentou com Kurt e Mercedes. Enquanto os amigos conversavam, mexia em seu prato sem muito interesse. Até sentir o celular tocar em seu bolso. Sorriu ao notar o remetente da mensagem.
“Hei, pequena estrela. Se não me engano está almoçando agora, certo? Estou entediada. Sozinha aqui. Saudade de você. Contando as horas pra ter sua companhia outra vez. Até daqui a pouco. Q”
Aquela mensagem fez seu dia melhorar 200%. Ainda não entendia o porquê, mas saber que Quinn a queria por perto e gostava da sua companhia, lhe fazia muito bem. Muito mais do que poderia colocar em palavras. Sentia seu coração mais leve e aquecido. Respondeu bem mais rápido do que de costume.
“Está mais do que certa. Estou na hora do almoço, sim. Quando menos esperar estou batendo na sua porta. Sinto sua falta aqui também. Essa escola não é a mesma sem você ;P”
Sorriu uma vez mais para o aparelho antes de guarda-lo no bolso. Kurt estava sentado ao lado da garota e notou a diferença na atitude da amiga. De canto de olho, viu que trocava mensagens com Quinn. Como quem não quer nada tentou sondar o que estava se passando.
– Rach, tem noticias da Quinn? Como ela está?
Pega de surpresa, a garota acabou gaguejando uma resposta.
– O que... Ah, a Quinn... Sim, está bem — pigarreou limpando a garganta e se recompondo — Fui à fisioterapia com ela ontem. Vai sair dessa logo, ela é forte.
– Hum, você está bem Rach? — Mercedes perguntou notando o rosto da amiga ficar vermelho.
– Claro. Estou sim. Por que?
– Não. Por nada. — trocou um olhar sugestivo com Kurt.
– Será que a Q gostaria de receber nossa visita? — o garoto perguntou inocente.
– Não sei. Posso perguntar pra ela. — Rachel respondeu sem notar a malícia da pergunta do amigo.
– Sim, pergunte. Se ela quiser nos ver, podemos lhe fazer uma visita depois da aula — Mercedes emendou.
Rachel olhou de um para o outro. De repente não queria dividir a companhia da amiga com ninguém. A queria só pra si. Mas era egoísmo de sua parte. Não era?
– Vou leva-la ao fisio hoje. Qualquer coisa ligo pra vocês. Ok? — falou meio sem jeito.
– Está bem. — Kurt respondeu desconfiado, trocando mais olhares com Mercedes.
Rachel se despediu e levantou. Kurt e Mercedes ainda estavam espantados. Tinha alguma coisa acontecendo ali. Eles não sabiam exatamente o que, mas tinha.
– Você viu o que eu vi? — Mercedes questionou de boca aberta.
– Se você também viu, eu não estou alucinando. — Kurt respondeu, ainda olhando para as costas da morena que se afastava — Preciso conversar com essa garota. Na saída ela não me escapa.
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Rachel foi a primeira a sair da sala quando o sinal tocou anunciando o final da última aula. Saiu mais do que depressa em direção ao carro, mas antes que pudesse entrar no veiculo, Kurt a alcançou.
– Hei Berry. Preciso falar com você. Será que pode me dar uma carona?
– Kurt, estou indo para a casa da Quinn. Você sabe que é pro lado contrário da sua casa.
– Estou indo para a casa do Blaine. Que, por acaso, fica no caminho da casa da Quinn. Então... Vai deixar seu melhor rival aqui plantado? — Perguntou fazendo biquinho e olhar de cãozinho que caiu da mudança.
– Entra logo, vai — Rachel falou, revirando os olhos e rindo.
Kurt deu um pulinho satisfeito e entrou. Rachel saiu com o carro sem notar que Finn a observava de longe, insatisfeito.
– Você disse que queria conversar comigo. Aconteceu alguma coisa, Kurt? — Rachel questionou depois de um tempo em que permaneceram em silêncio.
– É isso o que quero saber. Está acontecendo algo que queira me contar?
– Como assim? — a morena pareceu ainda mais confusa.
– Você e a Quinn. Nunca as vi tão próximas. Não que seja ruim, Rae. É só, incomum.
– O que tem de tão incomum? Você e o Finn estão me aborrecendo com isso. A Quinn é minha amiga, e... — de repente Rachel notou algo — Me sinto culpada por tudo o que aconteceu. Se não tivesse insistido para que ela fosse... Ou não tivesse mandado aquela mensagem de texto estupida... — a morena sentiu um peso, que mal sabia existir, sair de seus ombros.
– Pare. A culpa não foi sua. — Kurt sabia que tinha algo mais — Mas não é por culpa que está ajudando a Quinn. Eu sei disso. Estou certo, não estou?
– Claro que não. Gosto da companhia dela. Não sei explicar. Só... Me sinto bem.
– Entendo. Não fique pensando tanto nisso, Rachel. Deixe as coisas acontecerem. Vai ficar tudo bem. — o garoto segurou a mão da amiga que estava no câmbio e sorriu — Pode me deixar aqui. A casa do Blaine é logo ali, e sua saída para a casa da Q é aqui. Obrigada, querida.
O rapaz saiu do carro sem dar chance para Rachel retrucar ou questionar qualquer coisa. E a morena ficou ali parada, por pelo menos dez minutos sem entender o que o amigo queria dizer com tudo aquilo. Só voltou ao normal quando sentiu o celular tocando. Atendeu sem ao menos olhar quem estava chamando.
– Onde você está? — a voz do outro lado parecia aflita.
– Chegando, sweet. Estou perto da casa do Blaine.
Rachel ficou sem resposta, e sabia por quê. Quinn sabia que ela estava dirigindo, e não podia ficar ao celular.
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Em exatos dez minutos, a morena estacionou na frente da mansão Fabray. Encontrou com Quinn a esperando na porta da casa, com os braços cruzados e um bico enorme.
– Hei, o que aconteceu? — se adiantou, chegando perto da loira e se abaixando à sua frente.
– Você deveria estar aqui à vinte minutos atrás. Por que demorou tanto? — a loira parecia uma criança fazendo manha.
– Dei uma carona ao Kurt até a casa do Blaine. E não estou tão atrasada assim, sweet.
– Odeio esperar. Ainda mais depois de ter ficado o dia inteiro contando os minutos pra que você chegasse.- falou ainda com os braços cruzados — E é um saco ficar esperando sozinha. Minha mãe ficou no escritório quase o dia todo.
– Me desculpe. Não queria te deixar aborrecida, Q. Me perdoa? — Rachel sorriu seu melhor sorriso.
– Como não perdoar? Senti sua falta o dia todo. Estranho, não acha? — Quinn finalmente descruzou os braços e sorriu.
– Não. Não acho nem um pouco estranho — Rachel sorriu de volta e se levantou.- O que quer fazer hoje? Além de estudar é claro.
– Na verdade estou com vontade de tomar sorvete na praça. O que você acha?
– Vai virar rotina? — Rachel questionou brincalhona.
– Não me importo nem um pouco se virar. — a loira respondeu.
O que Quinn não revelou foi o real motivo por trás do tal sorvete. Não era pelo sorvete que queria voltar àquela praça. No fundo, queria sentir aquela eletricidade passando por seu corpo outra vez. Queria ter um instante com a morena, tentar reviver o dia anterior. A sensação tinha sido incrível. Sonhou com aquele momento durante a noite. Tinha algo diferente acontecendo ali, e por mais que tentasse negar, ela sabia o que era. Ela não estava assustava, estava curiosa. Queria saber onde tudo aquilo podia dar.
Não mentirá ao dizer que adorava a companhia da morena e que gostava demais dela. Mas talvez, fosse algo mais. Só uma coisa a assustava: Rachel não sentir o mesmo.
Rachel percebeu que a loira não parava de olhar pra ela com um sorriso bobo no rosto, enquanto dirigia. Aquilo a intrigou. Gostava daquele olhar, no modo como a olhava. Era diferente, terno. Lhe dava paz.
– Tudo bem, Q?
– Sim. Só estou te olhando. — sorriu marota.
– Hum, ok — Rachel respondeu desconcertada, sentindo o rosto corar.
Chegaram ao parque, Rachel deixou Quinn do lado do mesmo banco do dia anterior, comprou os sorvetes e voltou pra sentar-se ao lado da loira.
– Você não vai acreditar, Q — a morena sentou já falando — Acho que o Finn está com ciúmes de você.
– De mim? – a garota pareceu surpresa. — Por quê?
– Ele acha que estou passando muito tempo com você. — tomou um pouco de seu sorvete despreocupada.
– Não quero atrapalhar seu namoro, R. — Quinn falou um pouco chateada — Se achar que precisa passar mais tempo com o...
Rachel não a deixou continuar. Colocou a mão no joelho da garota e apertou com força. E era tudo do que Quinn precisava. De novo aquela sensação, aquele impulso elétrico. Não conseguia tirar os olhos das mãos da garota enquanto ela falava.
– Não termine a frase. Estou aqui com você porque é onde quero estar. E ninguém pode dizer o contrário, entendeu?
Quinn apenas confirmou com um aceno. Respirou fundo, fechou os olhos, segurou a mão de Rachel devagar, sem tira-la do lugar.
– O que foi? — a garota se assustou — Está se sentindo bem, sweet?
– Eu consigo sentir, Rach. Consigo sentir seu toque. — falou num sussurro.
– Isso é incrível, Q. — a menina salto feliz do banco — Você contou pra sua mãe que consegue sentir.
– Não — respondeu olhado para baixo.
– Por que não, Q? Ela ficaria tão feliz e...
– Só sinto você, Rachel. — a loira respondeu um pouco mais alto, contendo a empolgação da amiga. — Não sinto o toque da minha mãe ou o do médico. Só. o. seu. falou — a última frase pausadamente.
– Como assim?
Rachel sentiu seu mundo parar por um segundo. Quinn conseguia senti-la. Mas só a ela. O que queria dizer? O que devia fazer? A única coisa que sabia era que se sentia importante e que era única e especial em algo, para alguém. Para Quinn.
A partir daquele momento, se empenharia ainda mais para que a loira se recuperasse. A partir daquele momento, mesmo inconscientemente, sabia que o mundo era ela e Quinn. E ninguém mais.
Notas finais
Espero que tenham gostado. E se puderem, aguardo reviews.
Até o próximo capítulo, que prometo vir ainda esta semana.
P.S: Desculpem qualquer falha de digitação e tals... Estou no trabalho agora, então não deu muito tempo pra editar.
Bjin ;)
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