Next Love

3 Touch me


A mente da treinadora de Touou entrou em crise no momento em que ouvira aquela frase de Aomine. Como assim seu Tetsu-kun era gay? De repente, a ficha caiu; tudo passou a ter sentido, todos os foras, a forma como ele a tratava, o jeito que parecia ser imune aos seus encantos femininos, enquanto outros caras morriam de amores para ela. No fim, não tinha nada de errado com ela. Era tudo sobre a opção sexual dele. Sentiu raiva de si mesma por não ter percebido antes e pelo papel de idiota que tinha feito durante todo esse tempo.

– E-eu... Ele... Como você..? – sussurrava, ainda em choque.

– Ele me contou há muito tempo, em Teiko. Hoje ele é a putinha do Kagami.

Ao falar aquilo não conseguiu conter uma risada gutural, era engraçado pensar na figura do ruivo que pagava de machão em quadra enquanto encoxava Kuroko escondido de todos, essa era a melhor piada do mundo para Aomine.

Cessou sua risada ao ver que Momoi não sorria e sua expressão demonstrava certa tristeza. Não era bem tristeza, e sim decepção. Naquele momento Daiki se deu conta de quão estúpida ela estaria se sentindo, principalmente, por ser trocada por um homem. Pigarreou, tentando chamar a atenção dela.

– Bem, isso não é ruim. O Tetsu nunca foi homem pra você. Ele sempre foi quieto e apático demais, você precisa de um homem forte e que seja o melhor no que faz.

A colegial sorriu ao ouvir aquilo. O maior era todo durão e rebelde e mesmo que não admitisse, sempre se preocupava e a protegia – mesmo brigados. Abriu um sorriso malicioso para ele, provocando-o em tom divertido.

– E esse homem é você?

– Isso você terá que descobrir sozinha, Satsuki. — ele correspondeu ao sorriso, e a desafiou.

E num piscar de olhos, uma de suas mãos a agarrou pela cintura e a outra repousou na nuca da menor, fazendo-a erguer o rosto enquanto ele inclinava o seu para baixo, levando seus lábios de encontro aos dela. E naquele momento, palavras não foram necessárias; o moreno conduziu o beijo com ternura, a princípio, com uma delicadeza que Momoi sequer imaginava existir nele, mas logo usou sua língua de forma selvagem para provar da outra, enquanto sorvia o gosto de cereja dos lábios da menor e explorava minuciosamente cada cantinho da mesma, atestando uma teoria da qual ouvira os companheiros de time falar.

E ela não ficou para trás, retribuiu ao beijo com igual intensidade e voracidade, beijando-o como se aquilo fosse a última coisa que fosse fazer em vida; como se dependesse daquele contato entre seus lábios para viver. Aquilo foi uma surpresa para Aomine, e uma surpresa agradável. Viu-se alvo de mordiscadas e leves puxões no lábio inferior em pequenos intervalos daquele beijo que eles prolongavam ao máximo que seu fôlego podia suportar e quando todo o ar foi tirado de seus pulmões, viu-se obrigado em apartar os lábios dos dela, a contragosto.

– E-eles tinham razão... – sussurrou, uma vez que mantinha os lábios colados aos dela. – Pessoas que conseguem dar nó em cabinhos de cereja beijam bem.

A administradora deixou um singelo sorriso escapar, enquanto arfava pelo fôlego que ele lhe tirara de uma maneira tão deliciosa. Mas não conseguiu se manter longe dos lábios dele por muito tempo; o abraçou pelo pescoço e desferiu selinhos contra eles, enquanto mais arrepios atormentavam seu corpo voluptuoso, conforme as mãos dele passeavam por ele até chegar em sua cintura e depois, sem pudor algum, partirem para suas nádegas. Satsuki sentiu o rosto arder de tão corado.

– H-Hey, Aomine!

– Shh, fica quietinha...

A silenciou com outro beijo, tão intenso quanto o anterior. Enquanto massageava a língua alheia com a sua, separou as pernas dela e impulsionou o corpo dela para cima, fazendo-a entrelaçar suas pernas na cintura do homem. Daiki era um homem com um apetite voraz e esses beijos nada inocentes só o deixava mais faminto e pretendia se saciar nela e agora era tarde demais para se conter ou voltar atrás.

A treinadora se agarrava ao homem, sentindo os músculos definidos de seu peitoral em seu busto avantajado, mesmo com intervenção do tecido. Àquela altura, os instintos masculinos do moreno já estavam mais que despertos, bem como um volume protuberante em sua calça úmida da chuva, que roçava suavemente entre as pernas da menor, fazendo isso apenas para que ela percebesse o tamanho do desejo que nutria por ela.

– Acho que podemos nos livrar disso, não? – sugeriu em meio ao beijo, com aquela expressão atrevida e um sorriso pervertido, referindo-se a respeito do seu uniforme que ela usava.

Por mais que a beleza dela realçasse a peça, queria muito ver o que tinha por baixo que sequer esperou o consentimento da jovem, que acabou cedendo ao desvencilhar os braços do pescoço de Aomine, enquanto suas pernas agarradas ao quadril do homem e o fato de estar recostada na parede a sustentava para que não caísse. Arrepios assolavam seu corpo por onde as mãos grandes e inquietas do moreno passavam, fazendo-a estremecer levemente e suspirar.

Num mix de vergonha e nervosismo, Momoi ergueu os braços enquanto o moreno retirava de vez a camisa e a jogava de lado sem se importar muito com o destino desta. O rosto da administradora estava ruborizado e isso o encantava, adorava vê-la sem jeito. Abaixou os olhos e afastou seu peitoral do corpo dela a fim de ver o que o soutien dela ocultava: aquele par de seios fartos que parecia prestes a romper com a peça íntima que os guardava. Os encarou sem pudor algum, sentindo a boca salivar apenas com aquele vislumbre.

– N-não olha assim...

Ela estava realmente constrangida, e mesmo assim, algo dentro dela se remexia diante daquele olhar luxurioso de Aomine sobre seu corpo. O Ás de Touou sempre deixara claro para todos a sua preferência por garotas de seios grandes, mas não imaginava que ele a incluía nesse grupo. Aliás, desconhecia os sentimentos carnais dele sobre si até o presente momento. Sequer sabia que também correspondia a esses anseios e agora mais do que nunca tudo estava claro para ela. Sempre amara aquele moreno cabeça-dura de cabelos e olhos azulados, seu gênio forte e imprevisível, e por esse amor estava disposta a se entregar a ele por completo.

– Você é linda. – disse, sem sequer perceber o que falava ao voltar os olhares para o rosto dela, tentando tranqüilizar a jovem a qualquer tipo de complexo sobre seu corpo.

Desde a infância ela era o modelo de garota com o qual queria se relacionar; e conforme os anos se passaram, isso apenas se tornou mais nítido para ele – principalmente na parte dos seios grandes. Em resumo, toda vez que descrevia o tipo de mulher que despertava seu interesse, falava implicitamente de Momoi e o único capaz de perceber isso fora o irritante Kise, que o questionava acerca dos ciúmes que sentia ao vê-la correr atrás do Sexto Homem Fantasma.