Next Love

5 Can't wait


Amigo? Naquele momento sua mente vagou para longe, um passado distante. Naquele passado lembrava-se de brincar e jogar basquete com Aomine; de dizer que se casaria com ele quando se tornassem adultos e do sorriso juvenil dele ao aceitar aquela proposta, selando-a com um beijo: o primeiro beijo que partilharam.

Nunca havia beijado alguém antes e nem chegou a beijar outro depois; recordou da pureza de ambos, e da inocência depositada naquele beijo trocado por crianças – diferente do beijo lascivo ao qual se submetiam naquele momento íntimo. Aproveitou um breve intervalo entre o beijo e empurrou o corpo do moreno para o lado, separando os lábios de um Daiki com uma expressão confusa. Subiu sobre ele, abrigando o corpo alheio entre suas pernas ao sentar em seu colo – onde um volume avantajado a cutucava ao pulsar quando ela inverteu a situação.

– Isso é injusto! – exclamou, fazendo aquele beicinho charmoso que ele adorava provocar. – Eu também quero provar o Dai-chan!

Quando a administradora o chamou pelo apelido carinhoso dado quando ainda era criança, ele soube que seus sentimentos eram correspondidos. E admirá-la sentada sobre seu corpo não era nada mal, principalmente com os seios fartos e de mamilos rosados à mostra. Momoi ainda corava com aquele olhar lascivo sobre seu corpo, mas não achava de todo ruim; gostava do desejo que os orbes azulados do outro demonstravam ao fitá-la tão diretamente.

Passou a observar o corpo alheio também e dessa vez não os dados ou números de sua força, agilidade e coisas que usava em suas predições; olhava a beleza daquela pele escura e bronzeada dele, a bagunça azulada dos fios rebeldes do cabelo alheio e aquela expressão carrancuda juntamente dos olhos selvagens que a encaravam como um animal que está prestes a devorar sua presa. Admirou os músculos altivos do peitoral do moreno; todo talhado e definido pelos treinamentos árduos que muitas vezes gerenciou. Os ombros largos, o pescoço grosso... Aquele homem a estava hipnotizando e Satsuki sequer se importava.

– Prove. – entoou, em seu tom imperativo e autoritário. – Sou todo seu.

Aquilo era tudo o que ela precisava ouvir, a permissão – que mais soava como uma ordem – de Aomine. Não soube o que fazer a princípio, mas queria mesmo provar de seu corpo e resolveu começar com as mãos; levou ambas até os ombros do moreno, acariciando a região ao apertá-los como numa lenta e suave massagem onde sentia a tensão do maior se dissipar aos poucos. Deslizou as mãos pequenas e delicadas para o tórax alheio, sentindo os músculos retesados; seu porte atlético de um corpo treinado para vencer – um corpo que até então, não conhecia a derrota. Alisou o peitoral, arrastando os dedos finos sobre a pele bronzeada, admirando aquele físico escultural mais uma vez até suas mãos chegarem ao limite, alcançando o elástico exposto da cueca.

– O-oe!

– Shh, Dai-chan...

Respondeu com um sorriso travesso, de quem estava prestes a aprontar alguma coisa – e era essa mesma a sua intenção. Ajeitou-se sobre o corpo dele, dando espaço para o que faria a seguir. Seus dedos se enroscaram nos cordões e os afrouxou um pouco mais, o bastante para poder puxar o tecido para baixo. O puxou com certa dificuldade – mesmo com Aomine ajudando –, sendo cuidadosa para não olhá-lo até que se livrasse completamente daquela peça úmida que parecia estar presa ao corpo do maior.

Depois de certo esforço e alguns resmungos, Momoi retirou a calça de moletom preta que o Ás usava e antes de voltar para cima do corpo dele, tentou reunir coragem para encará-lo. Era extremamente tímida para assuntos desse gênero e toda sua ousadia de antes havia desaparecido, e novamente sua falta de experiência falou mais alto. E então o silêncio se instalou entre os dois, e Daiki apenas a observava, achando uma graça a forma como as bochechas da menor estavam rubras.

– Hey, Satsuki. – a chamou com ternura e quando ela não respondeu, sua voz se sobressaiu no ambiente silencioso como um trovão impetuoso, ordenando. – Olhe para mim.

Seu rosto se moveu involuntariamente quando o ouviu, o tom de voz do maior parecia ter controle sobre Momoi. O observou silenciosamente, enquanto os orbes rosados percorriam o corpo alheio até encontrar sua virilidade; a pequena não conseguiu conter a sua surpresa ao ver o tamanho do volume que a cueca boxer branca tentava ocultar em vão, uma vez que úmida, salientava os contornos do sexo alheio. Aomine gostou da expressão dela, e de seu espanto, e mesmo ela se assustando, faria de tudo para ser o mais delicado o possível com ela.

– Você não queria provar? É todo seu. – sussurrou, usando uma das mãos para pressionar o próprio órgão, ostentando um sorriso pervertido nos lábios.

Momoi bufou, inflando as bochechas numa expressão emburrada, como quem aceita um desafio onde duvidam de sua capacidade. Toda a sua coragem e ousadia voltaram outra vez e o moreno observava ansioso pelo próximo movimento da menor. Mordiscou o próprio lábio inferior de maneira involuntária quando as mãos dela foram de encontro ao elástico de sua peça íntima, puxando-a para baixo com uma delicadeza que ia contra a ferocidade que ela demonstrava no olhar; ajudou-a se livrar daquela cueca apertada e agora estava completamente nu diante dela.

Voltou sua atenção para o rosto dela; os orbes rosados e cintilantes curiosos, ansiosos e principalmente aflitos diante do membro viril do amigo de infância, mas ela não se deixou intimidar. Ainda que timidamente, Satsuki levou a mão de encontro à ereção do moreno, envolvendo-o com seus dedos finos e delicados; conseguiu ouvir um grunhido de Aomine no instante em que ela o tocou, sentindo em pele aquele volume de veias saltadas que pulsava em seus dedos.

O apertou suavemente e aquele som obsceno saiu mesmo dos lábios de Daiki? Alguma coisa naquele suspiro fez com que ela arrancasse mais deles e então o apalpou com mais firmeza, admirando a glande repleta da excitação que ele expelia; aproximou o rosto da virilidade alheia e aquele cheiro aos poucos a deixava extasiada, hipnotizada e então sentiu a boca salivar de vontade de prová-lo e involuntariamente encostou os lábios na ponta, sentindo-a úmida com a lubrificação natural do homem.

– Ah-... – Aomine deixou escapar um grunhido gutural, arrepiando-se com os lábios cálidos da outra.

Momoi gostou daquilo e prosseguiu com suas intenções nada ingênuas, apesar de suas feições inocentes. Usou a língua para saboreá-lo mais apropriadamente, sorvendo daquele gosto forte e único; envolveu a glande com os lábios enquanto deslizava a língua sobre ela, parcialmente viciada naquele novo sabor que seu paladar apreciava. O aprofundou com dificuldade no interior de sua boca úmida e quente, sugando-o desajeitadamente a ponto de fazer sons de sucção.

O moreno sempre dominante agora revirava os olhos diante das carícias ousadas alheias, se perdendo no prazer que ela lhe proporcionava com a boca – nunca havia recebido um boquete antes, mas podia jurar que Satsuki o fazia com maestria; lembrou-se dos arrepios estranhos ao qual seu corpo era submetido sempre que eles tomavam sorvete e a observava se fartar da guloseima.

Era difícil resistir à tamanha tentação; ela tão concentrada em fornecer prazer a ele, a forma obstinada com a qual o encarava nos olhos... O Ás de Touou estava enlouquecendo e prestes a se derramar dentro daquela boquinha indecente. Quando percebeu que seu limite estava próximo, reuniu todas as forças remanescentes e afastou o rosto dela do seu membro a contragosto; o mesmo estava inquieto, com as veias saltadas ao longo do corpo de sua ereção e pulsando de desejo por ela.

– Satsuki... – proferiu, levemente ofegante. – Não posso mais esperar...