Newcomer.
24 Capítulo 24 - Red Riding Hood and the Evil Wolves.
Notas iniciais
A casa de Emily se encontrava bastante iluminada naquela noite de sexta-feira. As meninas estavam agitadas. Hanna mexia freneticamente em sua fantasia de super girl, enquanto Aria ajeitava os cabelos no chapéu de pirata e Spencer amarrava o cinto em sua fantasia de vampira.
– Em! Eu ainda não acredito! O que deu na sua cabeça de ir numa festa à fantasia em cima da hora?! — Hanna falava um pouco mais alto, para que a amiga a ouvisse no banheiro.
– Eu... — A voz saiu abafada, mas logo Emily abriu a porta. — Gente... Eu pesquisei um pouco sobre essa tal de Sarah e adivinhem de quem ela é irmã!? — As amigas a olharam curiosas.
– CeCe Drake. — Spencer sussurrou, pensativa. — É bem parecida.
– Exato! Irmã mais nova. — Emily foi para a frente do espelho para ajeitar sua fantasia. — CeCe é a chave para desvendarmos o mistério sobre Ali. — As encarou.
– Em... Você tem certeza? — Aria estava sentada na cama e por um instante pegou na mão de Spencer, mas logo se deu conta e se afastou. — Hã-Hã... — Coçou a garganta e continuou como se nada tivesse acontecido e aquele arrepio não tivesse percorrido seu corpo com o toque. — Estaremos na toca do lobo.
– Nada mais clichê. — Sorriu enquanto colocava a capa da sua fantasia de chapeuzinho vermelho.
...
As garotas fizeram os últimos retoques na maquiagem e enfim saíram pela porta da frente da casa da morena. O céu estava cheio de estrelas e a brisa suave soprava em suas faces. Não fazia frio e as meninas agradeciam por isto.
– Droga!! — Elizabeth se encontrava curvada sobre o motor de seu carro. As amigas se entreolharam. Não sabiam ao certo como proceder. Até que Emily tomou fôlego e se encaminhou para perto da brasileira.
– Algum problema? — Quase imediatamente se arrependeu de ter perguntado, pois a garota levou um susto e bateu com a cabeça na parte interna do capô, fazendo-a soltar um gemido. — E-eu... — Emily gaguejou e logo foi ajudar a menina. — M-me d-desculpa!
– Hey! — Elizabeth se virou com um sorriso, ainda esfregando a cabeça e de olhos fechados. — Eu que sou um pouco desastrada mesmo e... — Perdeu a fala ao abrir os olhos e se deparar com Emily vestida daquele jeito. O decote... O vestido curto...
– E...? — Emily possuía um olhar de preocupação. Será que a batida poderia ter sido mais grave do que pensava?
– E que... Nossa! — Elizabeth logo endireitou a coluna, ficando da mesma altura que a morena. — Você e-está...
– SANGRANDO! — Emily arregalou os olhos. — Elizabeth! Você está sangrando!! — A brasileira tocou na cabeça brevemente e olhou as pontas dos dedos. Havia um pouco de sangue.
– Em, calma. É só... — Tentou dizer, mas foi interrompida.
– Senhoritas. — Um sotaque londrino se espalhou pelo local.
– Wren? — Spencer perguntou e se virou.
– Spencer. — O médico sorriu.
– Ah! Um médico!! — Wren a olhou de forma intrigada, mas ao desviar seu olhar para a parte de trás dela, pôde perceber Elizabeth.
– O que houve aqui? — Ele perguntou.
– Nada demais. — Elizabeth respondeu antes de Emily. — Está tudo bem, Wren. — O semblante da garota estava fechado para o rapaz. Ela fez um aceno positivo para as meninas, fechou o capô do carro e se encaminhou para sua casa, sem dizer mais nada.
– Ah... — Emily olhou as amigas e o médico. — Esperem um minuto, ok? — E saiu atrás da brasileira.
...
– O que deu em você?? — Emily fechou a porta atrás de si e começou a procurar por Elizabeth. — Wren é médico!
– Calma, Em. — A boca de Emily se abriu. Ela não pode evitar, por mais que quisesse. Elizabeth se encontrava na cozinha e estava sem a blusa branca que vestia há alguns segundos antes, provavelmente o sangue havia respingado no tecido e agora ela estava somente de sutiã e colocava uma lata de refrigerante na cabeça.
– É um arranhãozinho desse tamanho, Emmy. — A brasileira sorriu e gesticulou mostrando o dedo polegar e o dedo indicador bem próximos. Ela pôde não ter notado, mas Emily estava toda arrepiada com o apelido.
– E-eu... Não foi a minha intenção te machucar. — Emily estava se aproximando devagar, ela esfregava os braços com um pouco de vergonha, não conseguia parar de encarar aqueles seios no sutiã de renda, preto.
– Eu sei que não, linda. — Elizabeth sentou em cima do balcão.
– Você não vai à festa?
– Eu estava a ponto de bater na sua porta pra pedir uma carona. — Sorriu. — A propósito, você está linda. Era o que eu ia dizer lá fora. — Abriu a lata e deu uma golada em seu conteúdo.
– E-eu... Obrigada. — A morena sorriu sem jeito. Que olhos lindos eram aqueles azuis. — E você vai fantasiada de quê?
– Espera um minutinho que eu já mostro. — A garota de cabelos castanhos pulou do balcão em que estava sentada, entrou para Emily o refrigerante e sumiu do recinto.
...
– Espero não ter demorado muito... — A brasileira falou ao entrar na cozinha cinco minutos depois. A morena se encontrava no mesmo lugar, bebendo o que havia na lata.
– Uau. — Disse Emily logo após se virar para olhá-la. — A menina dos olhos azuis vestia uma fantasia de policial.
– Espero que esse "uau" seja um "uau" bom. — Elizabeth ergueu uma sobrancelha e deu um sorriso.
– Você está linda. — A morena levantou e foi em direção à brasileira. A outra olhou para baixo, sorrindo e sentindo o rosto corar.
– Eii! Eu disse isso primeiro! — Elizabeth também se aproximou, colocando uma mecha do cabelo de Emily para trás da orelha. — Cuidado. Tem muito lobo mal em fantasia de cordeiro por ai, ok? — Sua voz saiu num sussurro.
– Ok. — Emily já podia sentir a respiração da outra em si.
– Acho que você pode estar correndo perigo aqui também. — Elizabeth sussurrou no seu ouvido.
– P-por quê? — Emily não conseguia mais raciocinar direito.
– Porque eu quero fazer a mesma coisa que o lobo mal. — Elizabeth puxou a nuca da morena para si e tomou seus lábios. Emily não tentou nem resistir. Ela queria aquilo. O beijo começou com ardor e línguas se encontrando. As costas da morena se arrepiaram e ela soltou, sem querer, um breve gemido e isso instigou a brasileira a continuar.
Elizabeth prendeu Emily entre o balcão da cozinha e seu corpo. Ela mordia delicadamente os lábios, enquanto apertava e puxava os cabelos da mesma. Mais um gemido escapou da boca morena.
A necessidade de respirar se fez presente, infelizmente. Elizabeth se afastou e olhou dentro dos olhos negros.
– Desculpa, Em. Não consegui resistir com você assim. — Apontou para ela. Emily passou as mãos nos lábios, devagar, sentindo o gosto do gloss de uva. Mas nada disse.
– Então... — Elizabeth estava com um pouco de vergonha. — Me dá uma carona?
...
– Acho que sua amiga não gosta muito de médicos. — Wren comentou com as meninas.
– Todos temos um pouco de medo. Alguns tem até raiva. — Aria comentou.
– Ah! Vocês estão fantasiadas? — O médico se dirigiu à Spencer.
– Não. — Aria interrompeu — Hanna vai salvar o mundo, eu vou conquistar os sete mares e Spencer vai encontrar com o Edward. — e deu um sorriso sarcástico. Spencer arregalou os olhos para a mais baixa e Hanna perdeu o fôlego de tanto rir. Wren sorria com o que Aria havia dito.
– Acredito que vão para a festa da Sarah, certo?
– Você também? — Só então Spencer quebrou o contato com os olhos de Aria.
– Sim. Sou médico e amigo da família. Parece que toda Rosewood estará lá.
– Ela é tão popular assim? — Hanna levantou uma sobrancelha. — Nunca ouvi falar dela.
– Bom, depois da Alison... — Wren fez uma pausa. — Ela foi a primeira que teve ascensão na escola. — Houve um silêncio momentâneo, que foi quebrado quando a porta da casa ao lado se abriu.
– Vamos? — Emily saiu da casa da vizinha com os lábios rosados, assim como a mesma garota ao seu lado.
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