Newcomer.
13 Capítulo 13 - The Dinner.
Notas iniciais
A tempestade caia solta lá fora. Já era de manhã e os poucos raios de sol entravam preguiçosamente no quarto da morena.
Paige a trouxera de volta para casa a algumas horas e logo fora embora. Por sorte sua mãe não acordara.
Emily estava no banho e apertou ainda mais o pingente de skate em suas mãos, que não desgrudara desde que o havia encontrado.
Após demorar bastante, ela se arrumou rapidamente para ir a escola. Tinha um plano e iria fazer com que ele desse certo.
...
As meninas se encontravam no corredor de Rosewood Day, em frente ao armário da loira do grupo.
– E-Em... Você tem certeza disso? — Hanna gaguejara nervosamente, olhando para os lados para ver se ninguém estava prestando atenção nelas.
– Tenho. — Disse confiante.
– Isso é sério Emily. Muito sério. Você tem certeza mesmo?! — Spencer parecia que iria parir um filho.
– Tenho Spence. Já disse. Pode ser a nossa única chance de ficar sabendo de algo! — Emily revirou os olhos e olhou para Aria. A única que ainda não se pronunciara desde que Emily havia exposto seu plano.
– Eu acho que pode dar certo. — Spencer e Hanna olharam a menina mais baixa como se fosse louca. — Mas com certeza é perigoso. — Ela acrescentou.
– Então, quem está comigo? — A morena estendeu sua mão direita para frente e aos poucos Aria e Spencer puseram suas mãos em cima. — Hanna? — A loira estava bastante insegura, mas resolvera ceder. — Ótimo! — Emily sorriu, tentando parecer confiante.
...
– Bom classe, Isaac Newton foi um cientista inglês, mais reconhecido como físico e matemático, embora tenha sido também astrônomo, alquimista, filósofo natural e teólogo... Nasceu no dia 4 de Janeiro de 1643 e faleceu em... — Dizia o professor de Física.
– Psiu!...
– Psiu!!!
Elizabeth virou o pescoço para ver o que estava acontecendo e logo que se deparou com um sorriso bem largo de Hanna, sorriu de volta. Mas foi surpreendida com um papel atirado pela loira.
"Acho bom você abastecer a geladeira hoje."
Ao ler o pequeno pedaço de papel rudemente rasgado, Elizabeth ficara intrigada.
"Posso saber o por quê?". Respondeu cheia de curiosidade.
"Porque a menina mais linda do universo irá jantar na sua casa hoje".
"Sim, sim. Isso eu sei. Sempre janto lá mesmo". Passou o bilhete para Hanna, segurando o riso.
"Eu quis dizer que EU estarei na sua casa as 20h em ponto!". Hanna fez um riso mudo e irônico, o que fez com que Elizabeth quase explodisse em risadas.
A conversa continuou através do bilhetinho quando o professor virava as costas.
...
O sinal tocou e logo o som dos materiais sendo guardados e as diversas conversas tomaram conta da sala de aula.
Elizabeth aprontara suas coisas rapidamente e já estava perto da saída quando de repente esbarrou em alguém e todos os livros que esse alguém carregava foram ao chão.
– Ah! Me desculpe. — A menina de cabelos castanhos se abaixou rapidamente para pegar os pertences da outra pessoa, que se abaixara também.
Quando já havia juntado tudo, olhou nos olhos a sua frente.
– Aqui est... E-Emily?...
– Hey... — Respondeu Emily, ainda sem olhar nos olhos azuis. Com a mão direita, a morena colocou os cabelos negros para trás. Sua voz estava rouca, fazendo com que ficasse sedutora.
Elizabeth entregou os livros a garota, que então a encarou.
As duas ficaram olhando-se por um tempo indeterminado, até que como num transe se levantaram meio envergonhadas.
Sem dizer mais nada, Emily apenas acenou um "Tchau" com a mão desocupada e desapareceu no corredor lotado.
...
A campainha interrompera o silêncio noturno que vinha da casa da menina de cabelos castanhos. Logo ouviu-se passos vindos de dentro e em seguida, a porta se abriu.
– Uau... — Elizabeth estava boquiaberta olhando a garota a sua frente, que estava usando um lindo vestido branco até os . — Desculpe... Mas eu estava esperando a Hanna Marin e não a Marilyn Monroe! — A garota deu um sorriso brincalhão.
– Cala a boca! — Disse a loira entre risos, enquanto a dona da casa dava passagem para entrar.
Hanna logo se acomodou, largando-se no sofá.
– Espero que tenha feito algo realmente bom. Tô morrendo de fome!
– Agora sim você está falando como a Hanna que eu conhe... — Mas fora interrompida por uma almofadada que passara raspando sobre seu rosto e que acabou atingindo a parede. Elizabeth ergueu uma de suas sobrancelhas como um sinal de maldade. — Se eu fosse você, não faria isso. Posso colocar veneno na sua comida! — E saiu rindo em direção à cozinha americana que tinha em conjunto com a sala de jantar.
Hanna engoliu um seco assim que a skatista fora para a cozinha. Para se precaver, resolveu não deixar a garota sozinha com a comida. Mas logo se arrependeu de entrar tão subitamente.
Elizabeth estava olhando algo no forno, com as costas inclinadas, fazendo com que Hanna tivesse uma visão privilegiada de seus glúteos. A anfitriã estava vestida com uma calça jeans escura e uma blusa branca folgada.
– Estou fazendo uma sobremesa que você vai gostar! — A loira deu um pulo quando a outra se dirigiu à ela. Será que ela tinha olhos nas costas?
– Uau! Sobremesa? Para mim? — Fingiu estar lisonjeada apontando para si mesma.
Elizabeth virou-se repentinamente, aproximando mais ainda. Fazendo com que Hanna fosse para trás até encostar na parede.
– Que foi? — Perguntou. — Eu não mordo. — E ofereceu uma colher de chá para a loira, que deu um riso sem graça e abriu a boca.
– Nossa! Isso é muito bom!
– Espere só pra ver.
...
– Tá, eu tenho que admitir... — Hanna deu sua última garfada. — Você cozinha MUITO bem!!
– Aham. Agora me fala algo que eu não sei. — Disse Elizabeth, convencida.
– Sério! — A loira não parava de sorrir.
– Se amarrou no meu salmão grelhado, né?
– De mais!! E o bolo nevado... Noooossa!
Elizabeth deixou que um riso escapasse de seus lábios.
– Então...
– Hum? — Perguntou a menina de cabelos castanhos, distraída.
– Vamos assistir a um filme?
– Topado!
...
Algum tempo após as meninas colocarem as louças no lava louças, elas já estavam sentadas assistindo a um filme de comédia, que Hanna não parada de rir.
– Sério que você nunca tinha visto "Todo Mundo em Pânico"?!
Mas a loira mal conseguia responder devido as risadas. Fazendo com que a outra garota também risse bastante.
Só uns dez minutos depois do filme ter acabado por completo que Hanna conseguira finalmente se acalmar.
– Para de me olhar assim! — Ela tinha um sorriso nos lábios.
– Assim como? — Elizabeth deu de ombros com uma expressão de inocente.
– Como se eu fosse louca. — E riu.
– "Como se", não. Você é!
– O quê?! — Segurou a skatista pelos pulsos. — Pede arrego!
– Essa palavra não existe no meu vocabulário! — E se debateu para tentar escapar. Mas Hanna fora mais rápida, passando as pernas pela cintura da outra garota, no sofá.
– Fala assim: Eu, Elizabeth Carter, admito que Hanna Marin é a garota mais normal que existe!
– Não! Isso seria calúnia! — Se debateu mais ainda, entretanto, Hanna acabou caindo para frente.
– Desc... — Todavia, Elizabeth fora interrompida pelos lábios rosados da loira.
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