New York City Serenade - Captain Swan
1 Capítulo 1 - Único
Notas iniciais
New York City Serenade – Captain Swan / Capitulo 1 –
*-*
POV Hook
-Com quebrou a maldição pela primeira vez?
-Não teve primeira vez e nem maldição. Já disse que não sei quem é você.
Entrei na sua frente e ela fez cara feia.
-Anda Swan, tem que se lembrar de seus pais, eles correm perigo, tem que se lembrar de mim também.
Ela me empurrou bruscamente.
-Não tenho pais, e eu não te conheço.
Ela voltou a andar.
Eu não conhecia aquela cidade, a neve só a fazia as coisas piorarem. E Swan não colaborava, ela havia deixado Henry no apartamento e agora, estava quase anoitecendo e ali estava eu ela, do meu ponto de vista, perdidos, em uma praça qualquer nessa cidade gigantesca, e neve caindo no cabelo dela.
Neve no cabelo dela.
Era maravilhoso, se não fosse o fato dela não se lembrar da minha pessoa, e muito menos pelas coisas as quais ambos havíamos passado. Mas no fundo do meu subconsciente, eu ainda queria acreditar que existia a possibilidade dela se lembrar de mim.
E se eu perdesse esse reles de esperança meu mundo cairia.
-Onde esteve ano passado?
Ela parou me fazendo sorrir.
-Não me lembro. Isso é comum, as pessoas esquecem as coisas.
-Não de seus pais, familiares, um mundo encantado, pessoas pelas quais se apaixona.
Ela se virou.
-O que quis dizer?
Eu me aproximei.
-Regina lhe deu memórias falsas Swan. Eu prometi que iria encontra-la.
-Prometeu? Nunca te vi na vida até ontem.
-Está enganada. Nós já nos conhecemos, nossa relação pode não ter começado muito bem, mas no final sempre acabamos nos entendendo.
-Não temos relação nenhuma.
Passei a mão no rosto nervoso.
Pensa Killian.
-Não mesmo. Perdeu a razão?
-Tem que partir de você Swan. Por isso que quando eu te beijei não deu certo.
-Dar certo? –Ela voltou a andar apressadamente.
-A recuperar a memória.
Ela riu outra vez.
-E desde quando beijos curam amnésia?
-Não um beijo qualquer. – Eu entrei na sua frente outra vez.
-Tem que ser um beijo de amor verdadeiro.
-Pois então contente-se. – Ela me empurrou outra vez. – Por que eu não o amo.
Permiti-me rir.
-Se você não estivesse tão fora de si com essas memórias falsas isso teria me machucado. Mas que seja então, só paro de te perturbar, se aceitar sair comigo.
Ela parou, se virou e revirou os olhos.
-Isso não pode estar acontecendo –Ela passou a mão no rosto – Quando e onde?
Sorri outra vez.
-Amanhã, de noite de preferência.
*-*
O que você vai querer? – Me perguntou.
-Qualquer coisa.
-á –Ela resmungou pedindo duas bebidas logo em seguida.
-Explique.
-Explicar o quê? –Me fiz de desentendido.
-Essa história toda sobre maldição, meus “pais” — Ela fez aspas com as mãos – e sabe se lá mais o quê!
-Não há nada pra falar, não agora.Estou tentando ser uma companhia agradável.
Ela revirou os olhos mas não disse nada.
Talvez eu estivesse conseguindo.
-Olha... Seja lá quem for você.
-Killian, Jones. –Estiquei o braço – Capitão Hook também conta.
-Hook? Gancho? Capitão Gancho?
Passei a ao no queixo pensativo.
-Já passamos por isso antes.
-Bom, vou te contar um segredo. Eu sei quan...
-As pessoas mentem pra você? — Ergui uma sobrancelha –Eu já sei disso.
Ela recuou assustada.
-Swan, quando nos conhecemos você disse tudo isso ai. Já cansei desse seu blá blá blá todo.
Ela franziu o cenho seriamente curiosa.
Ótimo.
-Stilskin duvidou de mim desde o primeiro segundo, mas ele vai ver quando voltarmos pra Floresta Encantada.
-Quem?
-Rumplestlinskin.
Ela ergueu as sobrancelhas ainda sem entender.
-Deixa pra lá.
Ela respirou fundo.
-Tá já que pra nos entendemos melhor, fale-me sobre você.
-As Swan, já sabe tanto de mim quanto qualquer um. Vai se lembrar de quando recuperar a memória, acho que não precisamos disso.
-Então sobre o que quer falar?
-Não quero falar. – Me levantei repentinamente. – Vamos dar uma volta.
Estendi a mão automaticamente para ajuda-la a levantar.
-Em que século acha que estamos? 14? – Ela se levantou sozinha e eu revirei os olhos enquanto andávamos.
A neve estava mais forte, e quando ela mostrou estar sentindo frio, automaticamente, tirei meu casaco colando sobre seus ombros. E ela agradeceu com um simples movimento de cabeça.
-Você não costuma falar coisa com coisa. Melhor aprender a controlar isso.
-Não e que eu não fale coisa com coisa Swan, mas é que você não se lembra.
Ela fechou os olhos, bufou e parou passando a mão no rosto nervosa.
-Lembrar. Tá, do que eu tenho que me lembrar?
Virei-me para ela.
-O que realmente importa pros outros ou pra mim?
Ela franziu o cenho.
-Pra você?
-Eu. Pra mim só o que importa é você se lembrar de mim.
Ela suspirou.
-Mas eu não faço ideia de que você seja.
Senti-me sendo apunhalado pelas costas.
Respirei fundo, mas o ar ainda não me era suficiente.
-Tenho certeza de que vai se lembrar – Falei com menos segurança na voz, e ela deve ter percebido minha leve alteração de humor e voltou a caminhar.
Quando aparentemente cansamos de caminhar, paramos e sentamos no degrau de uma fonte qualquer.
-Diga algo que eu ainda não sei sobre você — Ela pediu sem olhar pra mim enquanto puxava mais o casaco contra si.
-Sabe mais de mim do que qualquer um, acho que já disse isso.
-Tá, mas não é possível que você tenha me dito tudo sobre você.
-Não disse. Você descobriu sozinha.
Ela suspirou.
-Você me intriga.
Me peguei sorrindo.
-Eu sei, eu sei.
-Espera. –Ela parou de repente. –Que música é essa?
Eu me calei, e ficamos em silêncio, até percebemos que a música vinha de um restaurante na esquina.
(http://www.kboing.com.br/bruce-springsteen/1-1135945/)
-Me acompanha senhorita Swan? –Fiz uma referencia e ela sorriu tirando as mãos do bolso.
Ela suspirou.
-Está bem capitão.
Sorri outra vez, coloquei uma das mãos em sua cintura e ela contornou meu pescoço com os braços.
Billy he's down by the railroad tracks
Sittin' low in the back seat of his Cadillac
Diamond Jackie, she's so intact
As she falls so softly beneath him
Jackie's heels are stacked
Billy's got cleats on his boots
Together they're gonna boogaloo down Broadway and come back home with the loot
It's midnight in Manhattan, this is no time to get cute
It's a mad dog's promenade
So walk tall or baby don't walk at all
Fish lady, oh fish lady
She baits them tenement walls
She won't take corner boys
They ain't got no money
And they're so easy
I said "Hey, baby
Won't you take my hand
Walk with me down Broadway
Well mama take my arm andÊ move with me down Broadway"
I'm a young man, I talk it real loud
Yeah babe I walk it real proud for you
Ah so shake it away
So shake away your street life
Shake away your city life
Hook up to the train
And hook up to the night train
Hook it up
Hook up to the train
But I know that she won't take the train, no she won't take the train
Oh she won't take the train, no she won't take the train
Oh she won't take the train, no she won't take the train
Oh she won't take the train, no she won't take the train
She's afraid them tracks are gonna slow her down
And when she turns this boy'll be gone
So long, sometimes you just gotta walk on, walk on
Hey vibes man, hey jazz man, play me your serenade
Any deeper blue and you're playin' in your grave
Save your notes, don't spend 'em on the blues boy
Save your notes, don't spend 'em on the darlin' yearlin' sharp boy
Straight for the church note ringin', vibes man sting a trash can
Listen to your junk man
Listen to your junk man
Listen to your junk man
He's singin', he's singin', he's singin'
All dressed up in satin, walkin' past the alley
He's singin', singin', singin', singin'
Nossos rostos se aproximaram, e quando me dei conta, ela havia me beijado.
Não houve tempo, não tinha. Beijei -a antes mesmo de ela completar a frase.
Eu necessitava da aquilo.
E ao contrario da minha “última tentativa” ela não revidou.
Um beijo calmo, e sereno, eu tinha quase certeza de que algo havia acontecido, como se algo tivesse passado por nós, e não havia sido uma brisa qualquer.
Eu sabia o que eu sentia por ela, mas não o que ela sentia por mim, e aquilo me assustava. Emma havia sido a melhor coisa que me acontecerá nas “últimas décadas” por assim dizer. E quando nossos rostos se separaram, eu não tive coragem para abrir os olhos.
Não durou o tempo que eu esperava, assim como não senti as emoções que eu esperava. Seu semblante se mostrou confuso enquanto ela olhava para os próprios pés.
-Mas o que...
-O que foi? – Minha voz soou mais preocupada do que eu esperava.
Ela olhou pra mim e seus olhos brilharam.
-Hook? –Ela passou a costas da mão no meu rosto – Ai meu Deus... Você me achou?
Tanto ela quanto eu estávamos de olhos marejados.
-Eu lhe disse. Eu lhe disse – Comecei a sussurrar – Que quando a conquistasse não seria por uma trapaça qualquer, eu lhe disse, eu lhe disse. –Eu afundei o rosto eu seu pescoço e ela me abraçou apertado.
Daquele momento em diante, eu jamais a perderia de vista novamente.
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