New York City
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Obrigada a mbenoist por ter favoritado. =D
O final de semana chegou rápido, acho que até demais. A manhã de sábado começou calma, todos ainda dormiam quando eu acordei. Fui até a cozinha e comi cereais, como fazia todas as manhãs, depois arrumei minha cama e fui tomar banho. Pensava bastante em Rachel, mesmo vendo ela todos os dias, queria sentir seu corpo ao meu.
Assim que voltei para o quarto, ouvi meu celular tocar, o peguei rapidamente e atendi.
— Santana? – ouvi a voz da Rachel.
— Sim. Acordou cedo...
— Pois é. Eu estou ansiosa de te ver hoje.
— Fique calma, não quero que você tenha um ataque.
Ouvi Rachel do outro lado da linha.
— Vai vir agora? – ela perguntou com uma voz manhosa.
— Agora? Está cedo demais, Rachel.
— Por favor...
— Está bem, mas primeiro vou resolver uma coisa.
— Que coisa?
— Nada de mais.
— Está bem... – ela respondeu. – Estou te esperando.
Ficamos em silêncio e percebi que ela ia desligar.
— Rachel!
— Sim?
— Eu te amo.
— Eu também te amo, Lopez.
Depois que me arrumei, vi Nick abrir os olhos lentamente.
— Já está de pé? Qual é Santana, hoje é sábado!
— Eu sei, mas Rachel está se sentindo sozinha. – respondi colocando meu tênis.
— Lá tem muitas enfermeiras para fazê-la feliz.
— Mas nenhuma delas é boa o bastante para satisfazer Rachel.
Nick deu uma grande gargalhada enquanto se levantava.
— Você inda nem fez sexo com ela! Claro que uma delas pode satisfazer sua namorada.
— Cale a boca, Nick!
Caminhei até a porta e me deparei com uma Sarah dorminhoca andando pelo corredor.
— Bom dia, gatinha.
— Bom dia, Sant. Vai ver a Rachel agora?
— Vou sim.
— Posso ir junto?
— Pode sim. Tenho um plano para fazê-la feliz, você me ajuda?
— Claro.
Sarah foi para o banheiro enquanto eu pegava o telefone. Assim que chegamos ao hospital, vi Rachel sentada na cama assistindo televisão e, ao me ver, abriu um grande sorriso.
— Rachel! – Sarah gritou, correndo até Rachel.
— Oi! Não sabia que você viria também.
— Isso é ruim?
— Claro que não!
As duas se abraçaram, me aproximei, peguei o casaco da Rachel e entreguei para ela.
— Vamos sair um pouco daqui.
— O que? – ela pegava seu casaco.
— Você passou essa semana no hospital sem reclamar, então acho que você merece um dia e uma noite fora desse hospital.
— Mesmo?
— Sim. Avisei ao médico e ele concordou, disse que fará bem para você. Mas sem descuidar do remédio.
— Sim senhora! – Rachel respondeu fazendo continência.
Ela colocou seu casaco, fomos para o meu carro e eu coloquei o potinho com os comprimidos no porta-luvas. Levei Rachel e Sarah em um parque que estava vazio, nos sentamos debaixo de uma árvore, em cima de uma toalha grande, pois não queria sentar na grama, peguei um cesto e tirei todos os tipos de doces, frutas e sucos que tinham dentro.
— Santana! – Rachel exclamou. – Isso tudo é para mim?
— Sim.
— Posso comer também? – Sarah perguntou fazendo carinha triste.
— Claro que pode, Sarah. – Rachel respondeu.
Elas comeram um pouco, Sarah se levantou e me deu um pequeno empurrãozinho.
— Duvido que você me pegue, Sant!
Sarah começou a correr por todo o canto, olhei para Rachel preocupada e ela sorriu.
— Pode ir, eu estou bem.
— Se você se sentir mal, me chame.
— Eu sei. Prometo não morrer agora. – ela respondeu em um tom brincalhão.
Lhe dei um rápido beijo e corri atrás de Sarah. Ficamos correndo por muito tempo, até Sarah se cansar e sentar ao lado de Rachel, que estava um pouco pálida.
— Rachel, está na hora de...
— Eu sei, Santana. – ela respondeu pegando um comprimido e uma garrafa de água.
Percebi que Rachel começou a ficar cansada, provavelmente por causa do remédio. Coloquei as coisas na cesta e olhei para Sarah.
— Está na hora de irmos para casa. Ajude Rachel a se levantar, eu vou pegar a toalha.
Sarah concordou com a cabeça e ajudou Rachel, que já fechava os olhos de cansaço. Levei tudo para o carro e voltei rápido, pegando Rachel pela cintura e colocando seu braço direito em meus ombros.
— Sant, podemos tomar sorvete?
— Claro Sarah, mas primeiro vamos deixar a Rachel dormir, ok?
— Uhum.
***
Enquanto assistia desenho com Sarah e Amanda, vi Rachel descer as escadas lentamente, me levantei e a ajudei.
— Você está bem? – eu perguntei, colocando-a sentada no sofá.
— Estou sim. O que estão assistindo?
— Desenho. – Sarah respondeu.
Me sentei no braço do sofá e acariciei a cabeça da Rachel, como de costume, ela deitou sua cabeça em meu corpo. Amanda deitou sua cabeça no ombro de Sarah, que logo mexeu seu braço.
— Sarah! Deixe eu me encostar em você? – Amanda reclamou.
— Não!
— Mas adoro seu ombro, ele é lindo e confortável.
— Não deixo.
Rachel começou a rir, eu ri junto, beijei a cabeça da Rachel e ela olhou para mim.
— Vamos para o quarto? – eu sussurrei.
— Mas eu...
— Por favor?
Ela sorriu e se levantou. Entramos no quarto, estava vazio, nos sentamos em minha cama e Rachel sorriu.
— O que você está tramando?
— Nada. – eu respondi me aproximando dela.
Eu a beijei intensamente, Rachel não rejeitou, a deitei na cama e acariciei sua barriga.
— Santana, tem gente em casa... – Rachel se afastou um pouco de mim. – E uma delas é criança.
— E daí?
— Sarah não pode nos ver assim...
— Ela vai sair com a Amanda.
— Você planejou tudo?
— Cada detalhe...
Voltamos a nos beijar, me sentei em cima de suas pernas e comecei a beijar seu pescoço, fazendo Rachel dar pequenos gemidos.
— Santana...
— Hum? – perguntei sem parar de beijá-la.
— Eu te amo.
Respondi com um beijo forte em seus lábios, fazendo-a tocar minha cintura. Tirei toda sua roupa, em seguida fazendo o mesmo comigo, Rachel ficou um pouco envergonhada, beijei seu pescoço novamente várias vezes até achar que já era o momento certo para seus seios. Comecei beijando seu seio esquerdo e depois o chupei lentamente, Rachel segurou o travesseiro com força e gemeu.
— San... tana! – a ouvi gritar, eu sorri e passei para o seio direito.
Em seguida passei para sua barriga, Rachel arfou, lambi um pouco sua barriga e voltei para sua boca.
— Você está gostando? – eu perguntei com uma voz um tanto sexy.
— Que pergunta mais idiota!
A beijei mais vezes e levei minha mão até seu centro, Rachel colocou suas mãos em minhas costas e começou a cravar suas unhas na mesma quando comecei a penetrar meu dedo nela.
— Santana... – ela gemeu.
— Incrível como você adora falar, até nessas horas.
Os movimentos estavam leves, Rachel enterrou seu rosto em meu pescoço e o beijou lentamente.
— Mais... rápido... – ela sussurrou.
— Tem certeza?
— Uhum...
Aumentei a velocidade dos movimentos colocando mais um dedo, Rachel mordeu seu lábio inferior e me apertou ainda mais. Quando estava chegando ao seu ápice, relaxou seu corpo e me soltou, fiquei um pouco preocupada, diminuindo a velocidade.
— Você está bem?
— Estou sim... só... um pouco tonta...
Tirei meus dedos lentamente dela, a beijei carinhosamente e me deitei ao seu lado.
— Me desculpe, eu... – ela se virava para mim. – Eu vou te compensar...
— Eu sei que vai, linda. Não se preocupe.
A beijei novamente, coloquei minha mão em sua cintura e encostei minha testa na dela.
— Queria ficar assim com você para sempre. – ouvi ela dizer.
— E nós vamos.
Rachel se aproximou mais e afundou seu rosto em meu pescoço, a abracei e beijei sua testa.
— Está na hora de você tomar seu remédio. – eu disse.
Ela deu uma pequena risada, olhou para mim e me beijou.
— Adoro quando você fica preocupada comigo.
Rachel se sentou, pegou um comprimido e a garrafa de água que eu havia deixado ao lado da cama, depois deitou ao meu lado novamente e começou a acariciar minha barriga.
— Quero tanto te tocar...
— Então toque. – respondi segurando sua mão e levando até um de meus seios.
Rachel o tocou lentamente em seguida apertando, minha respiração ficou mais pesada, Rachel olhou para mim e me beijou.
— Estou tão cansada...
— Eu sei... vamos dormir então.
Peguei o cobertor e nos cobri, Rachel se aconchegou em meu corpo, eu a abracei e beijei levemente sua testa.
— Eu te amo Santana. – ela sussurrou.
— Eu sei disso. – ela deu uma pequena risada. – Eu também te amo, estrelinha.
Em segundos ouvi apenas sua respiração calma em meu corpo.
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