Notas iniciais
Super criativo esse título, não? x_x
Bem, tô postando logo o cap. 1, tinha planejado essa fanfic há um tempo, ia postar, mas acabei desistindo, então estou postando agora!
Espero que gostem!
Xoxoooo ♥

— Pai, por favor, eu passei seis meses trancado naquela escola. Eu volto para casa e já está me expulsando para uma droga de emprego de verão? — Frank estava tentando ser educado, mas tudo para não aborrecer sua mãe.

— Frank, filho, assim você irá ganhar seu próprio dinheiro e se ocupar com algo — Linda tentava convencer o filho. — Imagine você com uma namorada e não ter dinheiro para pagar nem um sorvete para ela? — Falava rindo meio receosa quanto à reação do mais novo.

— Oh, tudo bem, tudo bem — Suspirou. — Mas só porque a senhora pediu. — Direcionou o olhar para seu pai, que o fitava com certa impaciência no olhar.

Tudo pareceu se acalmar na velha casa que Frank sentia falta. Seus pais e ele foram para seus respectivos quartos e ficaram lá pelo entardecer.

Na cabeça de Frank, tudo parecia girar. A ideia de arrumar um emprego lhe causava certo temor. Afinal, ele nunca havia tido um emprego, sempre fora sustentado por seus pais. E o pior, ele não sabia fazer nada. Era um desastre em quase todos os quesitos, exceto em dirigir carros e tocar sua amada guitarra, vulgo nomeou-a Pansy.

O pequeno sorriu ao se lembrar de sua guitarra e como estava com saudade de tocá-la. Sem hesitar, foi até a mesma e ali estava em sua case. Um pouco empoeirada por conta do tempo que estava guardada e com um entusiasmo tomando conta de seu corpo, a pegou começando a dedilhar uma melodia qualquer. Logo começando a tocar Stairway to Heaven do Led Zeppelin, e soando alguns versos contra seus lábios presos num sorriso. Quando o barulho da chuva que acaba de começar cessa a melodia oca no quarto.

Frank não havia percebido o tempo passando enquanto tocava sua Pansy e resolveu descer, pois sua mãe havia chamando-o para o jantar poucos minutos atrás.

Como é a primeira noite da volta de Frank, sua mãe fez sua comida favorita. Tudo para agradá-lo. Assim, todos sentados à mesa, saboreando a incrível lasanha. Algo que Linda nunca erra é na hora de preparar a comida do amado filho.

A noite em Jersey estava começando a ficar chuvosa e fria, pois época de fim de ano é sempre assim. Frank vez ou outra observava através do vidro da janela da sala o movimento que a chuva fazia ao colidir com o concreto da casa, com o telhado e como aquele barulho lhe confortava! Subiu até seu quarto e vestiu um moletom preto, assim descendo pelas escadas rapidamente. Como queria sentir aqueles pingos molhados descerem por seu rosto e se livrar um pouquinho daquela casa monótona.

Sua mãe se assustou com as pegadas velozes do menor descendo pelas escadas e via que ele se direcionava a porta, preocupada, pergunta:

— Frankie! Filho, aonde você vai nessa chuva?

— Mãe, eu não demoro. Vou apenas curtir um pouco o tempo. Não vai nem dar tempo da senhora sentir minha falta, está bem? — Falou estalando um beijo na bochecha da mãe. Saindo logo em seguida, deixando uma Linda preocupada logo para trás.

Frank não deixou um sorriso esconder de seu rosto com traços infantis, tirou o capuz de seu moletom e deixou a água gelada encontrar-se com sedosos fios morenos de seus cabelos. A chuva aumentava conforme o tempo passava. Não via-se lua, nem estrelas, apenas nuvens cobrindo estas.

O rapaz continuou seu caminho até a praça não muito longe de sua casa, logo quando iria atravessar a última rua para chegar lá, um carro em alta velocidade passou por cima de uma poça de lama, deixando Frank todo sujo e molhado. E com raiva também.

— Filho da... Porra — Frank não deixou de notar o carro, afinal, um novo Mercedes preto era notável em qualquer lugar, mesmo embaixo da chuva. Logo ele também conseguiu memorizar a placa do tal carro, planejando uma futura vingança caso se encontrem novamente. MXV – 3109 não sairia de sua cabeça tão cedo.

Sem mais o entusiasmo de antes, resolveu voltar para casa. Começou a espirrar pelo caminho, iria pegar um resfriado. Sorrio ao pensar, poderia usar sua mais nova doença como desculpa para não trabalhar.

Chegou em casa e logo Linda se aproximou do filho enchendo-o de perguntas, mas Frank apenas disse que estava bem e subiu para seu quarto. Ao chegar lá, tudo que ele precisava era um banho quente. Não descansara desde que chegou de sua viagem. Ficou pensando em como seria esses dois meses em casa, em se conseguiria superar tudo que havia passado com seu pai. Quando finalmente deitou-se na cama, não demorou mais que 15 minutos para dormir.

Um novo dia começara, Linda abria a porta de Frank bem devagar, logo abrindo as cortinas, fazendo o menor se cobrir com seu cobertor por conta da claridade que lhe cegava.

— Querido, seu pai está lhe esperando. Vamos, acorde. — Linda acariciava o rosto de Frank suavemente, para este se acordar.

— E por que ele está me esperando?

— Para procurar um emprego temporário para você.

— O quê? Mas... — Frank interrompeu si próprio ao lembrar que havia concordado com a ideia. Logo, levantou-se e Linda saiu dando espaço para o filho se arrumar.

Quinze minutos passaram-se e Frank já estava lá embaixo. Seu pai estava em sua poltrona, com seu jornal de cada dia e uma xícara de café. O menor foi até a cozinha e rapidamente comeu uma torrada com leite, voltando para a sala.

— Está pronto, garoto?

— Estou — Linda vinha logo atrás, dando um beijo na bochecha do filho.

— Tomem cuidado, está bem? Os dois. — Disse Linda meio receosa, com medo de que seu marido e filho desentendessem no caminho. Em resposta, seu filho apenas assentiu com a cabeça. E seu marido selou os lábios da esposa e já foi saindo. Sendo seguido por Frank.

No carro, Frank estava no banco passageiro, ouvindo seu Ipod até seu pai começar a falar:

— Acha que vai conseguir algum emprego vestido assim? — Frank estava com uma blusa do Metallica e um jeans não muito colado, mas o suficiente para delinear suas pernas. A franja caia levemente sobre seus olhos amendoados e as pontas desciam pela nuca.

— E como queria que eu viesse? De terno e gravata? — Falou erguendo uma sobrancelha.

— Melhor que essa sua roupa de marginal.

Frank preferiu ignorar os comentários do pai, voltando a ouvir seu Ipod ao longo do caminho.

— Chegamos — Frank se espantou ao ver que o pai havia parado seu carro em frente a um grande prédio. — Vamos, você já tem um emprego Frank. Saia do carro. E caso você o perca, eu não conseguirei outro para você, entendeu?

— M-mas, pai, o que eu vou fazer nessa empresa?

— Não sei. Donald conseguirá algo para você — Falou olhando seu relógio. E Frank ainda o olhava incrédulo. — Frank! Saia do carro! Eu não quero me atrasar.

E Frank saiu ainda assustado por ir trabalhar nessa empresa onde não conhece ninguém. Olhou novamente para o imenso prédio. E caminhou até este, via os luxuosos carros que complementavam o estacionamento.

Havia um novo Mercedes preto por ali, por ventura, olhou a placa, sem acreditar em nenhuma chance de ser o mesmo carro, pois começara a imaginar quantos carros como aquele haveria ali em Jersey. E logo todo seu raciocínio foi quebrado ao ver a placa do carro: MXV – 3109. “Não é possível!” Pensou o pequeno, rindo ainda incrédulo em seguida.

Continuou seu caminho, ficou meio receoso em entrar ao ver os seguranças, não sabia o que dizer a eles. E seu pai apenas tocou no nome de um tal Donald. Seriam amigos, então?

— Com licença — Frank falava com um dos seguranças que lhe olhava sério. — Eu posso falar com Sr. Donald? — O segurança ergueu uma sobrancelha e apenas deu passagem para Frank entrar na recepção do prédio.

— Eu não sou secretária. — Talvez pelo modo de Frank estar vestido, não tenha o tratado com tanta educação. E o menor o olhou com certo pavor pelo homem ser extremamente maior e mais forte que ele.

Frank entrou na recepção e mais dois seguranças direcionaram o olhar para ele, mas ficaram em seu canto. Uma moça de rosto simpático estava no balcão, também olhando para Frank, que ficava confuso com tantos olhares direcionando-se para ele. Ao aproximar-se do balcão, esperou a moça fazer uma ligação e ao terminar, a moça sorriu e disse:

— Posso ajudá-lo?

— Ah... Eu acho que sim. Meu pai me mandou pra cá atrás de um Donald e ele vai me conseguir um emprego temporário... Como eu faço para falar com ele?

— Então você é o filho de Thomas? — Um homem de cabelo grisalho, bem vestido e com uma aparência charmosa aproximou-se de Frank. O menor olhava assustado para o homem elegante a sua frente e logo desviava o olhar para o outro rapaz que estava ao seu lado. Este tinha os cabelos castanhos claro, um corpo bem magro e era alto. Usava um óculos que lhe dava um ar sério e ao mesmo tempo infantil. Tinha belos traços faciais e, como o mais velho, era muito elegante. Frank olhava confuso para os dois homens em sua frente.

— Sim, sou eu — O menor esticou sua mão num cumprimento. — Prazer, Frank Iero.

— Eu sou Donald, Frank. E este é meu filho Michael — Cumprimentou Frank e logo em seguida, Michael fez o mesmo. — Pode chamá-lo de Mikey.

Donald era o dono da grande empresa de automóveis, ao saber do que a empresa se tratava, Frank riu para si lembrando-se do luxuoso carro que o molhou noite passada. Como queria saber de quem era! E voltou sua atenção para a explicação de Donald. Ficou meio sem jeito ao sentir o olhar de Mikey fixar-se em sua camisa do Metallica. Vez ou outra coçava sua cabeça sem entender as explicações do mais velho. Bem longe destas, Frank refletia quantos anos Mikey poderia ter, pois o tímido rapaz não aparentava ter mais de vinte anos.

Notas finais
Ficou curtinho. :x

Mas já é algo, não queria dar muita informação ): Enfim, reviews? *---* Espero que tenham gostado!
E lembrem-se, críticas, sugestões e elogios são super bem-vindos. Xoxo