New Life

3 Capítulo 2 - Claire Mikaelson


Notas iniciais
Heey pessoal, demorei mas cheguei, muito obrigada pela compreensão e me desculpem a demora, como disse nas NI do capitulo anterior, eu fui viajar. Enfim, quero agradecer a anne( s22) pela recomendação, fiquei muito feliz em te ver aqui amiga, muito obrigada e quero agradecer a Camila pela recomendação, mt obrigada amr, é ótimo ver que eu tenho leitroas fieis. Ah, gente, eu fiz uma fic nova, o nome dela é save you ( http://fanfiction.com.br/historia/379540/Save_You ) e eu conto com a presença de vcs lá, pfvr n deixem minha historia flopar haha ):. Em terceiro, eu fiz uma "surpresinha" para compensar o tempo sem capitulo, coloquei o bonus klaroline EE o pov do Damon nesse capitulo, dois em um, vejam só como eu sou um anjo. Enfim, é isso, bjs boa leitura.

Caroline Forbes Narrando

- Arghh Klaus, isso dói! – eu disse com os dentes cerrados praticamente uivando de dor. Era algo inexplicável, parecia uma cólica só que muito mais forte, minha barriga endurecia e meu quadril e minhas costas doíam – Eu não aguento, quanto tempo passou desde a ultima?

- Oito minutos...

- Mas essas porcarias estão aumentando ao invés de diminuir! – disse em meio a suspiros sentindo um pouco de falta de ar – Claire, bebê da mamãe, nasce logo filhinha...

- Fiquei calma, meu amor, você está me deixando nervoso... – Klaus se levantou da cadeira ao meu lado e beijou minha testa.

- Por favor, não me mande ficar calma... Só me escute reclamando e segure minha mão, ok?

Minhas contrações já haviam começado há algumas semanas , mas segundo minha médica, elas eram apenas contrações de treinamento, algo normal no final da gestação e que me preparariam para as de verdade que teria no pré-parto e realmente, o incomodo que elas causavam nem sequer se comparavam com a dor das verdadeiras...

Eu não fazia ideia de quantas horas estava naquela cama tendo contrações, minha bolsa havia estourado de tarde enquanto eu e Klaus assistíamos a um filme e quando pensei que finalmente minha pequena Claire fosse nascer, minha médica deu a noticia de que eu iria ter que esperar algumas horas até estar com dez centímetros de dilatação, não fazia ideia do que aquilo significava ao certo, mas queria que tudo aquilo acabasse logo.

Já fazia um dia que estava sentindo aquelas dores e sofrendo com todos os sinais de pre-parto só que com um longo intervalo de tempo, mas depois que minha bolsa estourara, elas ficaram muito mais fortes e frequentes. Definitivamente, eu não via a hora de ter minha pequena em meus braços...

Klaus tentava me acalmar e eu tentava não me desesperar tanto para não assustá-lo, queria o pai de minha filha sã a hora que ela nascesse, todo cuidado era pouco já que naquela tarde ele havia me provado o quanto suas emoções conseguiam ser instáveis.

“- Carol... – Klaus me chamou baixinho. Nós estávamos sentados abraçados no sofá da sala enquanto assistíamos a um filme qualquer que passava na televisão e sem conseguir evitar acabei dormindo no meio filme, nas ultimas eu estava muito mais cansada e sonolenta do que o habitual, não conseguia dormir de noite porque não encontrava posição confortável na cama então assim que me acomodei decentemente nos braços de Klaus acabei adormecendo – Querida, não é por nada mas você está vazando... – ele disse calmamente me fazendo acordar e sentar direito. Eu sentia a região entre minhas pernas molhada e minha barriga estava ainda mais baixa.

- Klaus, não entre em pânico mas minha bolsa estourou...

- Que bolsa, Caroline? – ele perguntou desentendido.

- A bolsa, Klaus, Claire vai nascer... – disse cautelosamente temendo por sua reação. Assim que ele entendeu sobre o que eu falava, o homem em minha frente ficou estético, sua postura enrijeceu e seu rosto empalideceu, o deixando ainda mais branco do que ele já era. Klaus estava em um estado de choque? – Klaus... – coloquei minha mão sobre a dele tentando chamar sua atenção – Meu amor, fale comigo... – ele não respondia, apenas respirava superficialmente – Klaus, por favor, não faça isso comigo, nós precisamos ir para o hospital... – eu disse mais uma vez tomando cuidado com as palavras que usava e quando estava prestes a pegar o telefone para ligar para sua família ou talvez para um médico para pedir ajuda, uma dor terrível tomou conta de mim, me fazendo gritar e me contorcer por ter sido pega de surpresa – Klaus, pelo amor de Deus! – disse apertando com força sua mão e só então ele voltou a si e me olhou preocupado, levantando do sofá em sobressalto.

- Oh céus, a bolsa, a bolsa estourou... – ele caminhava de um lado para o outro em desespero, passava as mãos nos cabelos nervosamente e colocou a mão no queixo pensativo – Oh meu Deus Claire, Claire vai nascer. Nossa pequena, oh céus, eu acho que... Eu acho que...

- Klaus! – disse alto chamando sua atenção – Klaus, amor da minha vida, vá até o quarto de Claire e pegue as três malas que estão no closet e vamos para o hospital, agora! – ele parou, pensou por alguns segundos e então assentiu.

- Ok, estou indo, ok... Ok, tá tudo bem, ok...”

Eu já estava me preparando psicologicamente para a próxima contração quando Elena e Marcos voltaram ao quarto com o café de Klaus em mãos.

- Aqui está, Klaus – Lena sorriu o entregando o copo com a bebida. Minha amiga estava estranha e bem diferente de quando havia chego, sua feição era séria e ela parecia distante, tinha certeza que algo havia acontecido.

- Obrigado Elena – Klaus respondeu educadamente e pegou seu café.

- Que cara é essa, Lena? Parece que viu uma assombração...

- Foi quase isso, Carol, mas antes fosse assombração... – Marcos respondeu por ela e um tom debochado – Ela encontrou o Doutor dela aqui nos corredores.

- Damon? Damon está aqui? – perguntei assustada e os dois assentiram juntos – O que ele faz aqui ?

- Não sei Carol, mas pelo jeito ele está trabalhando aqui...

- Não sabia que ele trabalhava nesse hospital, me desculpe Lena...

- Tudo bem, Carol, não se preocupe com isso, eu não sabia que ele estava trabalhando aqui e não foi sua culpa. Está tudo bem, de verdade, só fiquei um pouco surpresa.

- Tem certeza?

- Absoluta. Agora, esquece isso ok? Estamos aqui por Claire e vocês duas são o foco... – Elena sorriu e então veio até mim.

O tempo foi passando, as contrações aumentando e eu já estava exaustava. Elena, Klaus e Marcos ficaram ao meu lado o tempo todo me apoiando, acariciando minha mão, me distraindo da dor e eu seria eternamente grata aos três por isso, se eles não estivessem lá, obviamente tudo seria muito mais difícil e eu duvidava que fosse conseguir passar por tudo aquilo sozinha.

Elena, como sempre, não saiu do meu lado, mas confesso que estava me sentindo um pouco mal por tê-la chamado até ali, não deveria estar sendo fácil para ela presenciar um parto quando tinha a recém perdido seu segundo bebê. Durante toda minha gravidez eu me coloquei no lugar dela e sem duvidas, não tinha dor pior que perder um filho, não conseguia imaginar minha vida sem Claire e só de cogitar isso, uma dor horrível tomava conta de mim. Eu desejava com todas as minhas forças que ela conseguisse, um dia, ter seu tão desejado filho, queria que ela passasse por essa incrível experiência no futuro... Minha amiga merecia mais do que qualquer pessoa que eu conhecia ser feliz.

Klaus estava sendo perfeito... Totalmente atencioso e preocupado, duvidava muito que houvesse algum namorado/marido/pai melhor que ele, até seus pequenos surtos já tinham acabado e ele estava mais calmo em relação ao parto, sua atenção estava toda direcionada a mim e eu estava amando aquilo.

Até Marcos estava me ajudando, com todas suas piadas e seu jeito divertido estavam me distraindo da dor e por sua causa, quase nem percebi o tempo passar. Foram necessárias três horas e inúmeras contrações para que a hora mais esperada chegasse, não consegui acreditar quando minha médica disse que eu já poderia começar a fazer força e que Claire já estava pronta para nascer.

- Força Caroline, empurra com força... – ela ordenou e assim eu fiz – Dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um... Descanse...

- Arrrrgh isso dói demais, eu não vou conseguir! – disse choramingando.

- Vai sim, amiga, força, você consegue, estamos aqui com você! – Elena segurou minha mão e eu apertei a dela com força descontando minha dor e a força que precisava fazer na dela.

- Vai, meu amor, força, eu sei que você consegue, eu confio em ti, mais um pouco de força e nossa filha vai nascer – Klaus disse passando a toalha molhada em minha testa e acariciando meus cabelos.

- Vamos lá, de novo, força Carol... – eu retomei folego e então empurrei com força.

Já havia perdido as contas de quantas vezes tive que repetir aquele processo, eu não tinha mais forças e folego para aquilo e parecia que quanto mais eu empurrava, mais Claire se acomodava em meu útero.

- Caroline, agora eu quero que você empurre com muita, muita força, ok? Use todo seu folego... – minha médica me alertou e então fez um sinal com a cabeça para que eu começasse a empurrar – Dez... Nove... Oito...

- Vamos Carol, quase! – Elena disse.

- Quase? Oh meu Deus! – Marcos, que estava o tempo todo sentado em um canto distante no quarto, se levantou e veio até nós – Oh céus, Claire, me ajudem não estou bem... Eu acho que... Eu acho que... – sua voz foi ficando mais fraca e depois disso foi possível escutar um “ploft” no chão, Marcos havia desmaiado bem ao lado da cama. Sério mesmo?! Eu esperava que Klaus passasse mal, já estava até preparada para isso, mas nunca imaginei que fosse Marcos quem iria fazer o papel do pai.

- Mas é muito frangote mesmo... – Klaus comentou rindo baixinho – Foco Carol, vão atender ele, não ligue para ele, continue a empurrar.

- Sete... Seis... Cinco... Já estou vendo a cabeça dela, força, força, empurra... Quatro... Três... Dois... Um... – como se fosse um passe de mágica, tudo aquilo passou e um choro baixinho ecoou pela sala fazendo meus olhos encherem de lágrimas.

- Olha só quem chegou! – Elena disse igualmente emocionada ao meu lado.

Rapidamente o cordão umbilical foi cortado e Claire foi enrolada em uma manta do hospital para ser entregue aos meus braços.

- Olha só mamãe, ela é linda e aparentemente saudável, vou te deixar pega-la um pouco e a pediatra já vai vir fazer os primeiros exames nela – a doutora explicou atenciosamente e então me entregou Claire, eu a peguei com o máximo de cuidado tendo que piscar inúmeras vezes para que minha vista embaçada pelas lágrimas me deixassem ver seu rostinho delicado. Claire ainda chorava e eu a aninhei bem em meus braços deixando que meu calor a envolvesse.

- Hey princesa, é a mamãe... Bem vinda...

- Claire, o papai está aqui também, oi princesa, finalmente você chegou!

- Olha só amor, todos vieram te ver nascer, sua madrinha, seu padrinho... Tudo bem que ele desmaiou, mas ele veio ok? Todos te amam, pequena, e tenho certeza que você vai amar todos que estão aqui, até mesmo seu padrinho que está jogado no chão...

Claire era a coisa mais perfeita do mundo, ela era pequena e delicada, sua pele era bem clara como a minha e a de Klaus e seus cabelos eram bem ralinhos e loiros, ela era uma copia fiel de Klaus e eu não poderia estar mais apaixonada por aquela menininha.

****

Regrets

Damon Salvatore Narrando

Era como se uma erosão tivesse acontecido em minha vida... Durante os últimos três meses, desde o momento em que deixei as malas de Elena no apartamento de Marcos, eu decidi seguir minha vida como se Ela nunca tivesse cruzado o meu caminho, como se Ela não existisse, e aos poucos fui a enterrando junto com todas as lembranças do que passamos juntos, colocando todos os dias um punhado de terra sobre tudo aquilo até me certificar de que eles estivessem seguros e devidamente guardados... Eu, definitivamente, tinha sumido de sua vida assim como ela havia sumido da minha, tudo estava perfeito e a cada dia que passava eu estava mais convicto de que havia superado Elena e que tudo que havíamos passado tinha sido somente algo passageiro, mas bastaram apenas alguns segundos para eu começar a me questionar novamente sobre Ela e voltar à mesma estaca zero de quando começamos a nos relacionar...

Tudo o que havia lutado contra, as lembranças que tanto insisti em enterrar e o sentimento que neguei sentir, vieram à tona ao reencontra-la no corredor do hospital onde estava trabalhando. Foi como se meu mundo tivesse parado, como se ela tivesse me tirado de orbita. Elena havia sido uma chuva, uma tempestade totalmente inesperada sobre minha cova e todo o monte de terra que havia usado para enterrá-la e causou um grande deslizamento no que havia demorado meses para construir. Ao encarar seus lindos olhos castanhos e sentir, mesmo que de longe seu perfume doce, eu percebera o quão errado estava ao afirmar que havia conseguido superar o que sentia por ela. Tudo havia voltado ainda mais intensamente que antes, o desejo, a saudade, a vontade de ficar com ela, a adoração... Era como se eu estivesse revivendo tudo que havia passado quando a conheci no bordel.

“Sem problemas, Doutor” ela só podia ter feito de proposito... Essas três palavras ecoavam em minha mente dando ênfase ao “Doutor” e minha mente fez questão de me lembrar de todas as vezes que ela me chamara por esse apelido. Um arrepio passava pelo meu corpo toda vez que a lembrava dizer aquilo para mim. “Doutor”, “Doutor”, “Doutor”...

Assim como essas palavras, sua imagem não queria sair de minha mente também, aqueles lindos olhos castanhos com um toque misterioso ainda causavam o mesmo efeito em mim de quando nos vimos pela primeira vez, de quando ela dançou no pole dance, de como ela me olhava carinhosamente nos últimos meses que passamos juntos... Seus traços extremamente delicados que faziam seu rosto ter um ar um tanto angelical e sexy ao mesmo tempo ainda me hipnotizava e me deixava maravilhado devido a sua beleza... Cinco dias haviam se passado desde que nos reencontramos e ela era a única coisa em que eu pensei durante todas as ultimas cento e vinte horas.

Não sabia dizer o que havia me intrigado tanto, se era tê-la reencontrado ou se era a forma que ela havia me tratado e a imagem que havia me transmitido... Aquela era Elena, mas ao mesmo tempo me parecia uma Elena diferente, ela estava fria e seu olhar estava distante, parecia que ela estava muito mais mulher, muito mais adulta do que quando eu a conhecera... Era uma nova Elena e eu estava tomado de curiosidade para conhecer aquela nova versão da mulher que me relacionei.

Nunca pensei que fosse encontra-la no hospital onde estava trabalhando e eu justamente havia pedido demissão de onde trabalhava devido ao que acontecera com ela e Mason, não queria nada que me lembrasse dela e o infeliz do Mason fizera questão de espalhar para todo o hospital quem Elena era e o que fazia além de continuar com suas provocações sobre Katherine e começar a me incomodar falando que havíamos dormido com a mesma mulher e jogando em minha cara que Elena era uma prostituta. Não era pago para ouvir aqueles absurdos e ter que aguentar aquelas difamações e provocações baixas do energúmeno do Mason, então, sem pensar duas vezes eu pedi demissão e sai a procura de um novo emprego em outro hospital.

Na mesma semana encontrei um hospital que estava precisando de onco cirurgião e um medico plantonista e em menos tempo que pensei que fosse preciso, já estava adaptado com a nova rotina, a carga horaria era a mesma mas o salário era um pouco mais alto então não tinha do que reclamar, mas todo o proposito do novo emprego foi perdido em poucos segundo quando me reencontrei com Elena...

Suspirei fundo passando as mãos nervosamente pelo meu rosto e fechei o jornal que lia, o jogando para longe na mesa. Não fazia ideia do que estava escrito naquelas folhas de papel então não tinha o porquê tentar me distrair com algo que não prendia minha atenção.

- Tudo bem, Damon, agora você já pode me contar o que está acontecendo... – Jenna me perguntou um tanto séria após ter retornado a sala com uma xicara de chá nas mãos.

- Como assim o que está acontecendo? Está tudo bem, Jenna – respondi com descaso tentando me mostrar indiferente e bem.

- Damon, eu te conheço há anos, sei quando não está bem e faz cinco dias que você está um tanto quieto e pensativo... Diga-me o que está te incomodando, talvez eu possa te ajudar – eu não sabia se contar a Jenna o que estava acontecendo seria uma boa ideia, ela e Elena eram muito amigas e podia afirmar que no inicio, quem mais sofreu com a separação fora ela, se eu contasse, obviamente ela iria me passar um enorme sermão... Não que eu não o merecesse, mas sermão era o que eu menos precisava naquele momento – Confie em mim, não vou te julgar ou algo do tipo, só quero te ajudar... – Jenna pegou minha mão e a apertou de leve tentando me passar confiança, eu suspirei fundo e passei a mão pelo meu rosto novamente, me dando por vencido.

- Eu encontrei Elena no hospital e desde então não consigo pensar em outra coisa que não seja ela...

- Wow... – Jenna respondeu um tanto perplexa – E vocês conversaram? Como ela está?

- Não, nós não conversamos. Eu sem querer esbarrei nela, mas esse foi nosso único contato e sabe, ela parecia bem, muito bem... – “Sem problemas, Doutor”... Malditas palavras... Ela me pareceu mais viva, não sei explicar, era uma Elena diferente...

- Acho que já entendi o que aconteceu... – riu baixinho – E você sabe o que ela estava fazendo lá?

- Não faço ideia, mas ela estava na área da maternidade e pediatria junto com aquele amigo dela, o Marcos, nunca imaginei que fosse encontra-la lá Jenna, eu não estava nem um pouco preparado para esse reencontro e você não faz ideia o quanto isso mexeu comigo...

- Na verdade, eu estou vendo o quanto mexeu contigo, faz dias que está estranho, Damon, qualquer um percebe o quanto Elena mexe com você e o quanto fica sentido quando se trata dela... Você a ama, não é? – eu não podia negar, não tinha mais como negar aquele fato. Elena mexia comigo, balançava minhas estruturas e fazia eu me sentir de uma forma que desde quando Katherine morrera que eu não sentia. Era evidente o quanto eu gostava dela e o quanto sentia sua falta, já estava perdendo minhas forças, não tinha mais condições e vontade de lutar contra tudo o que sentia por ela, havia negado aquilo por tanto tempo que estava cansado de tentar mudar os fatos e de me convencer do contrario...

- Eu acho que sim, Jenna...

- Eu sempre soube, Damon, eu percebia pelo jeito que você a olhava, que você agia com ela, só você não assumia o quão apaixonado estava... Sabe, eu não te conheci quando Katherine estava viva então não presenciei um Damon feliz e apaixonado, mas pelo que eu vejo em fotos, aquele mesmo brilho no olhar, aquele mesmo sorriso feliz estava em ti quando você e Elena estavam juntos... – Jenna fez uma breve pausa e então prosseguiu – Eu não estou falando isso só porque gosto muito de Elena e de ti, mas porque sei o quanto você gosta dela e como está sofrendo com tudo isso. Ela é louca por você, Damon, nenhuma outra mulher no mundo vai te amar do jeito que Elena te ama.

Será que eu era o único que não percebia isso? Eu era o único imbecil que era cego o suficiente para não perceber, ou perceber e simplesmente não assumir o que estava diante de meus olhos? Era incrível como podia dividir minha vida em dois depois da morte de Katherine; a primeira fora o luto, a enorme fossa e a monotonia, era um Damon triste, sem vida que vivia no “automático” e sem ver graça nas coisas, mas assim que conheci Elena, ela dera inicio a segunda parte, me fazendo reviver e voltar a ver graça em tudo, acabando com aquela monotonia e eu só conseguia ver isso agora que estava regredindo e voltando para a primeira parte...

- Eu não sei o que aconteceu entre vocês dois, mas imagino que foi algo relacionado com o que ela fazia, acertei? – assenti baixinho – Sabe, Damon, o fato de Elena ter sido prostituta não muda o que ela realmente é e não a faz menos digna ou decente, talvez um pouco promiscua, mas mesmo assim, ela continua sendo Elena, a mulher que você ama e que te trouxe a felicidade depois de anos...

Aquilo era tudo o que eu não precisava naquele momento, Jenna havia jogado uma bomba de culpa em minhas mãos que seu cronometro estava escondido e eu só escutava a contagem regressiva apitar por estar prestes a explodir. Não sabia que era possível sentir tanto arrependimento como estava sentindo. Como tinha conseguido ser tão estupido a ponto de deixar Elena partir tão facilmente e de ter sido tão sem coração e sentimentos com ela?

Pela primeira vez depois de todos aqueles meses, eu percebi que sentia sua falta e que precisava dela comigo, não só naquele momento mas para sempre, por todos os dias de meu ano. Eu a queria em minha cama todas as noites e manhãs, a queria em meus braços enquanto estávamos no sofá assistindo televisão por horas e horas e necessitava dela comigo de novo. As malditas lembranças voltaram para minha mente e eu senti meus olhos enchendo-se de lágrimas, que foram escorrendo lentamente pela minha face.

Eu sentia raiva de mim mesmo por ter dito tudo aquilo a ela, se houvesse um jeito de voltar no tempo para me concertar, obviamente eu faria. Eu iria fazer o que fosse preciso para mostrar a Elena que estava arrependido por tê-la feito sofrer daquele jeito.

- E agora, o que eu faço?

- Agora vá atrás dela, você sabe onde ela trabalha, onde mora, os lugares que frequenta e as pessoas com quem se relaciona, tudo o que você precisa fazer é lutar por ela, mostre que a ama...

- E se ela não me quiser mais? E se ela não me perdoar?

- Damon, não vai ser fácil reconquistá-la mas você precisa ser persistente. Tenho certeza que ela ainda te ama, você só precisa mostrar que merece a confiança dela de novo.

- Você acha que eu consigo?

- Consegue sim!

Eu suspirei fundo e olhei as horas em meu celular, ainda eram duas e meia da tarde e se eu fosse rápido iria conseguir chegar na hora de seu intervalo. Levantei-me rapidamente da mesa deixando o jornal de lado e sequei meu rosto molhado com minhas lágrimas.

- Se Emily perguntar, eu dei uma saída e volto em breve, ok? Deseje-me boa sorte!

- Boa sorte, querido! – Jenna sorriu para mim e eu peguei meu casaco do cabide junto com minhas chaves e carteira e entrei no elevador sem hesitar.

Eu não fazia ideia do que iria fazer ou do que falaria para ela, nem sequer sabia se era certo fazer aquilo, mas estava decidido a reconquistar Elena e meu coração concordava com isso. Eu tinha consciência de que não seria fácil, de que Elena estava magoada e que ela havia me pedido para sumir de sua vida, mas eu não tinha forças o suficiente para isso. Elena, mesmo depois de todo aquele tempo, continuava sendo minha droga, eu tinha dependência por aquela mulher e meu corpo e meu psicológico já estavam sofrendo de crises de abstinência por estar tanto tempo sem minha “droga”.

Durante todo o caminho até a loja, eu planejei o que iria falar a ela e imaginei inúmeras possibilidades do que iria acontecer, como se fosse uma peça de teatro, montei em minha mente cenas e mais cenas, falas e mais falas e assim que estacionei o carro na rua, em frente a faixada da loja, tinha as palavras certas e prontas a dizer. Desci do carro e em passos largos me dirigi até a entrada da loja, passei pela vitrine e instantaneamente, tudo o que havia planejado para dizer a ela sumiu de minha mente. Minhas mãos tremiam, suavam frio e meu estomago estava inquieto devido ao meu nervosismo fazendo eu ficar arrependido de estar ali.

Desde quando eu era tão ansioso?

Eu precisava fazer aquilo, já estavam em frente a loja e iria ser uma enorme covardia ir embora depois de ter saído de casa em uma tarde do dia trinta e um de dezembro.

Suspirei fundo tomando coragem e entrei na loja. O lugar era realmente agradável, tinha um perfume no ar, provavelmente da marca que era vendida, e uma musica tocava baixinho no fundo. A loja era sofisticada e tinha uma decoração e arrumação modernos, tipicamente Nova Iorquino da alta sociedade, era, definitivamente, o lugar perfeito para Elena trabalhar, já que minha morena era fascinada pelo mundo da moda. Atrás do balcão, mexendo em uns papeis estava uma garota baixinha e uma senhora bem arrumada, a garota tinha cabelos ruivos e aparentava não ter nem vinte anos ainda, enquanto que a senhora parecia já ter passado dos quarenta. As duas estavam distraídas, então eu cheguei perto e pigarreei chamando a atenção das duas.

- Desculpe... – ela sorriu gentilmente, deixou as folhas de lado e saiu de trás do balcão para me atender – Em que posso te ajudar? Procura algo em especifico? Algum presente?

- Não não, na verdade quero falar com Elena, ela está?

- Está sim, espere um segundo que eu vou chama-la... – a garota assentiu e então subiu rapidamente as escadas para chamar Elena. Enquanto ela não vinha, fiquei olhando as roupas e tudo que vendiam no lugar para me distrair, as antes que pudesse perceber, ela estava de volta, só que com Elena ao lado.

Eu a acompanhei com o olhar por todo o percurso até que ela chegasse até mim. Ela estava linda, como sempre... Elena usava um jeans de lavagem escura que combinava com sua bota preta de cano baixo e uma jaqueta pesada de couro para finalizar. A olhando cautelosamente daquela forma, percebi que até seus cabelos estavam diferentes, ao invés de completamente lisos, eles estavam levemente ondulados e jogados para o lado, de forma que a deixava ainda mais linda e sexy. Ela estava um pouco mais magra, mas seu corpo continuava com aquelas curvas gloriosas que eu tão bem conhecia e desejava, o par de olhos castanhos marcantes estavam bem destacados em uma maquiagem escura, me lembrando muito das primeiras noites que saiamos.

Ela já estava nos últimos degraus em eu coração deu um salto por estarmos tão perto um do outro, novamente meu mundo parou e eu fiquei me perguntando se aquilo era realmente o certo a se fazer...

Elena terminou de descer a escada e assim que nossos olhares se cruzaram, minha morena empalideceu, ela ficou séria e um tanto espantada por me encontrar ali, seus passos foram ficando mais curtos e ela não conseguia desviar o olhar de mim.

- E então, posso ajudar? – Elena pigarreou tentando encontrar a voz e falou com descaso, como se eu fosse qualquer cliente desconhecido da loja – Você procura algo em especifico? Para presente?

- Elena, depois de atender esse cliente, se você quiser sair para o intervalo, pode ir... – a mulher que estava junto com a garota atrás do balcão disse alto e Elena assentiu com um sorriso forçado.

- Na verdade, estou procurando por você, já que está na hora do seu intervalo, porque não tira ele comigo?

- Não, só vou sair daqui depois que você for embora, o que você quer de tão especial que Cassie não pode te atender? – ela disse rispidamente, tencionando seu maxilar e cruzando os braços, brava.

- Elena, eu vim aqui para conversar com você, não quero nada da loja, só conversar contigo...

- Pois bem, aqui estou toda a ouvidos, sobre o que quer falar? Precisa de ajuda para escolher um presente para Emily ou para Annabelle? Ou você quer um modelo diferente de camisa preta?

- Elena, me escute e pare de ser teimosa, eu não vim aqui para comprar nada para ninguém, eu quero conversar com você. Faça seu intervalo comigo para que possamos conversar melhor, por favor, Lena... – eu disse praticamente implorando para ela, não iria sair daquela loja sem ter conversado dignamente com ela. Elena soltou um suspiro alto e passou a mão nervosamente pelo cabelo.

- Ok, espere um segundo que eu vou pegar minha bolsa e meu casaco...

Notas finais
E ai gente, o que acharam do Marcos desmaiando? Pensei em alguma coisa mais leve para colocar no capitulo para dar uma descontraida, espero que tenham gostado.... E agora, o que será que vai acontecer nesse intervalo? Façam suas apostas hehe. Gente, não se esqueçam de comentar, recomendar e ler minha nova fic, beijos amores. ps; leiores de over love, keep calm que o capitulo novo sairá em breve.