Na borda do precipício do Tártaro, a mulher gorducha terminou de dialogar com seu mestre, no fundo do fosso, e se levantou. Seus olhos escuros e frios analisaram o local, até que encontrou o que estava procurando.

— Você – ela se dirigiu ao sujeito de smoking que mostrara ao seu senhor. – Vá atrás de seu pai e dos outros Titãs.

— Devo buscar meus irmãos também, senhora Ana? – indagou ele. – Menecéio? Atlas?

— Sim – declarou Ana. Era a ex-professora de Literatura da escola do Santuário. – E Epimeteu também, por via das dúvidas.

O homem fez uma careta.

— Argh. Aquele imprestável também?

— Ele terá sua utilidade.

Ele não parecia acreditar na possibilidade de Ana estar certa, mas concordou em partir.

— E a senhora? – indagou.

Ela hesitou.

— Vou atrás deles. Dos antigos. A essa altura, já devem ter despertado.

— Está certa, minha cara. – Uma voz grave soou pela entrada do Tártaro. Ana e o cara de smoking se viraram.

Um homem de capa escura e rasgada, de rosto pálido e obscuro e olhos azulados e gélidos, se aproximou deles. Ana e o cara de smoking se ajoelharam de imediato.