New Feelings

24 Capítulo 23 - Guerra Declarada


Notas iniciais
Eu sei, o Gardar é um desgraçado. Sim, ele merece sofrer muito. Mas não agora, preciso dele vivo por enquanto. Talvez entendam depois... OBS: Este capítulo foi escrito há MUITO tempo, em Janeiro, se não me engano. Então, não estranhem se a escrita estiver um pouco diferente...

– Gardar, o que pensa que está fazendo?! — bradou Magnor, entrando furioso na sala do trono, acompanhado de Royd, Styr e Patrick.

– Quem você pensa que é para me questionar assim?

– Seu débil mental, você condenou a todos nós! — ele puxou o irmão pela gola da camisa.

– Nós vimos o decreto na praça! Você está completamente louco! Acha mesmo que algum dos nossos parceiros irá aceitar participar de tamanha crueldade? — questionou Royd.

– Eles aceitarão ou serão mortos! — Gardar respondeu desvencilhando-se do irmão.

– Acha que pode dobrar as pessoas com esse argumento? Ainda há Triwar, Henktris, Vegard, Forseti, Kelsig e Wilheim que tem seus próprios reinos e não participarão dessa guerra jamais, sem contar que só eles já derrotam você! — retrucou Styr.

– Eles não vão se meter se não quiserem ver morrer toda a família! — nesse momento, Yran entra na sala e vai em direção do irmão dando-lhe um soco no rosto.

– Canalha! Como você pôde?! Como pôde fazer isso com o próprio irmão?!

– Fique fora, Yran! Isso não diz respeito a você!

– Mas diz respeito ao Hans, e se você fizer qualquer coisa com o meu irmão, pode ter certeza, Gardar, eu te mato!

– Vai defender seu irmãozinho? Oh, que medo de você, Yran, o principezinho de bom coração que casou com uma reles camponesa!

– Cale a boca, Gardar!

– Ei, sem querer interromper o momento confronto, mas eu tenho que concordar com a pergunta, afinal, por que você quer Arendelle? — perguntou Patrick.

– Porque Arendelle é um reino de riquezas, tanto naturais como materiais, tem bons parceiros e controla o comércio da região!

– Você não passa de um invejoso! — disse Yran.

– Esperem, onde está a nossa mãe? — perguntou Magnor.

– No lugar que merece!

– O que você fez com ela, seu doente?! — gritou Styr.

– Eu não devo satisfações a vocês! Agora, se não se importam, eu tenho uma guerra para comandar.

– Você não vai se safar, Gardar! Somos onze contra um! — retrucou Royd.

– Ah, não. Vocês não vão contar isso para os outros.

– Eles descobrirão por si próprios! Não se pode manter uma guerra em segredo!

– Não, mas quando eles souberem, aí já será tarde demais. Nossas tropas saem amanhã ao nascer do sol.

– Você é cheio de truques, não é? Mas esqueceu que não é só você que sabe bolar planos! — falou Yran.

– O que quer dizer com isso?

– Você não é o grande esperto? Então, descubra sozinho!

– Já chega! Guardas, levem eles para as masmorras!

Nas masmorras, os príncipes foram jogados na mesma cela da rainha, que os recebeu com alívio por estarem bem, mas ao mesmo tempo tristeza por também estarem encarcerados.

– Meninos, que bom que estão bem! — num raro acontecimento, a rainha os abraçou.

– Mãe? — estranhou Magnor.

A cela foi fechada, embora ela ainda tenha tentado falar com os guardas.

– Depois de todos esses anos de serviço...?

– Lamento, majestade. São as ordens do rei — o guarda saiu e ela suspirou, frustrada.

– Acho que é isso, passaremos nossos últimos dias aqui nessa cela, enquanto uma guerra injusta estoura lá fora.

– Não vamos pensar o pior agora, mãe, Yran disse que tem um plano — falou Magnor.

– Sim, vamos torcer que tenha dado certo, porque de agora em diante, não depende mais de mim.

– No que está pensando, meu filho?

– Melhor não falar, as paredes têm ouvidos. Apenas não se preocupem, porque tenho pessoas de confiança na missão.

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O Almirante Silver andava em círculos, repassando o que o Príncipe havia o dito.

– Certo, primeiro eu pego o navio e atraco no castelo... Não, não, não! O que estou dizendo? Devo pegar o castelo e atracar no navio? Não... O que ele disse mesmo?

– Fez bem em me avisar, Almirante. Eu contarei a Patrick, Magnor, Royd e Styr sobre os acontecimentos...

– Se me permite, Alteza, gostaria de saber o que o senhor pretende fazer a respeito disso.

– Ainda não pensei... Você podia me ajudar!

– Eu? – perguntou apontando para si mesmo.

– Sim! Façamos o seguinte: O senhor me espera no centro da capital, se eu não aparecer até as dezenove horas, pode avisar aos meus outros irmãos e preparar-se para buscar Hans e Elsa em Arendelle. Esconda-os na casa da família em Bergen, volte para as Ilhas e lute contra Gardar.

– Você está certo disso?

– Num momento como este, é praticamente impossível estar certo, mas acredito ter tomado a decisão correta.

– Bem, vai dar um bocado de trabalho, mas posso fazer o que me pediu.

– Ótimo.

– Muito bem. Faz mais de meia hora que estou esperando, com certeza, ele não virá. Melhor ir embora... – mas antes que assim o fizesse, o Almirante deu-se conta do que isso significava. – Ele deve estar com problemas! Ele me disse para buscar Hans e Elsa em Arendelle... Mas não posso simplesmente largá-lo aqui, alguma coisa está muito errada!

Quem passava pelo centro da capital às dezenove horas e trinta e poucos minutos daquele dia, desviava bruscamente do pobre louco que não só falava, mas gritava sozinho. Mas ele pouco se importava, nesse momento, precisava arrumar um jeito de entrar no castelo, e só uma pessoa poderia fazê-lo.

– Jorunn... – ele disse para si mesmo.

O Almirante montou em seu cavalo e partiu para o castelo. Agora só precisava convencer os guardas a abrirem para ele.

– Alto! Quem vem lá? – indagou um dos sentinelas.

– Almirante G.L. Silver! – ele bradou em resposta. – Tenho assuntos a tratar com o Duque!

Sua voz soou tão intimidadora que ninguém ousou enfrentá-lo, além do mais, todos conheciam a sua fama, não levava desaforo pra casa. Baixaram a ponte para que ele passasse. Ao entrar, um criado ofereceu-se para levar seu cavalo para os estábulos, mas ele disse não ser necessário, pois não demoraria. Pisou no castelo com certa insegurança, fazia muitos anos que não vinha ali. A última vez fora quando o Rei Freyr pedira sua presença para lhe fazer um interrogatório, pensando que Silver fosse um rebelde. Sabia muito bem que fora denunciado e por quem, mas não importava agora, ele estava ali por um motivo: Precisava falar com Jorunn sobre o plano.

– Soube que estava procurando por mim – a voz grave do Duque pegou Silver de surpresa.

– Jorunn! Sim, estou precisando ter uma conversa com você... – ele aproximou-se o suficiente para que seu murmúrio fosse ouvido. – Sobre acontecimentos recentes.

O Duque meneou a cabeça, compreendendo. Em seguida, apontou o caminho para o seu escritório. Assim que chegou, sentou-se na sua cadeira e convidou ao Almirante para que se sentasse a sua frente.

– Você está sabendo da guerra, não é? – perguntou de surpresa.

– Sim – respondeu o Duque calmamente.

– E por que está todo calmo?! Temos que fazer alguma coisa!

– Estou calmo porque preciso manter as aparências e me mostrar fiel a Gardar.

– Não vai ajudar a tirá-lo do poder, então?

– É claro que vou – com essa afirmação, o Almirante desabou na poltrona, abobalhado.

– Não estou entendo o que quer dizer!

– Escute, você vai seguir com o plano, eu ficarei aqui, segurando as pontas. Cuidando para que os prisioneiros não passem necessidade.

– De que prisioneiros está falando?

– Brunnehilde e seus filhos. Todos encarcerados.

– Pelos céus! O homem trancou sua própria família nas masmorras! – Silver levantou-se e falou quase gritando.

– Shh! Fale baixo! Não queremos que pensem que somos rebeldes, queremos?

– Não – ele acalmou-se e tornou a sentar na poltrona.

– Então, controle seus impulsos, avise aos príncipes sobre a guerra, prepare seu navio e parta o mais rápido possível para Arendelle.

– Certo – disse com um suspiro. – Acho que ainda hoje à noite estarei partindo. Tome cuidado.

– Faça uma boa viagem. Você também.

Jorunn apertou a mão de Silver e encaminhou-o para a porta. Este saiu do castelo a passos largos, pegou o cavalo e mandou-se para a sua casa, onde teria muito trabalho pela frente.

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Notas finais
Foi isso :). Qualquer coisa, sintam-se a vontade para falar comigo. Bjs, comentem.